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quinta-feira, 30 de junho de 2011

EU CREIO EM DEUS PAI

Leitura bíblica: João 1.11 – 14 e Romanos 8.12 – 17

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. João 1.12 e Ro 8. 14

A paternidade de Deus revela e sustenta a fraternidade entre os salvos, santos e eleitos, que receberam e confessaram a Jesus Cristo como o Filho de Deus que veio em carne. Nossa filiação é perfilhação, ou seja, é adoção em Jesus Cristo, mediante a ação do Espírito Santo que nos despertou para uma santa e viva vocação e nos deu a bênção da salvação e a certeza da vida eterna.

O convencimento e a conversão são resultantes da ação do Espírito Santo. Em

João 16.8 a 11 é o Consolador, o Espírito Santo, quem convence o mundo do pecado, da Justiça e do juízo e aponta a Cruz da Redenção. Na obra “Sua Igreja Pode Crescer”, Editora Vida, 2001; o autor afirma: “Nós pregamos, mas quem convence, converte e transforma as pessoas é o Espírito Santo”. E o Espírito Santo é Deus em nós. Somos templos do Espírito Santo. Somos guiados pelo Espírito Santo, destarte somos filhos e filhas de Deus: adotados em Cristo Jesus e selados com o Espírito Santo da promessa para o dia da redenção final. (Por favor leia Romanos 8. 12 a 17, I Co 3. 16 e 17 e Fp 1.6 e 2. 13).

I.) NÃO NASCEMOS FILHOS, FOMOS FEITOS FILHOS DE DEUS

Nem todos são filhos de Deus, mas sim criaturas de Deus. João, no prólongo do seu Evangelho, capítulo 1, versos de 1 a 14, fala da encarnação do “Verbo”, do 2

“Logos”, da Palavra, a encarnação de Deus em Cristo. O “Verbo” dá movimento a uma ou mais idéias na frase. Denota movimento, ação e estado.

No contexto dos capítulos iniciais do Gênesis e de João, aprendemos muito da

ação de Deus nas obras da Criação e da Providência. Senão vejamos em João 1, não um mero prefácio, mas sim uma declaração do tema central e básico da encarnação do Verbo. O prólogo de João é poético na sua forma e estrutura e é um hino que enaltece a Palavra de Deus e a identificação com a Palavra viva, Jesus Cristo. Não é sem razão que a fé cristã reformada é Cristocêntrica e não pneumatocêntrica (ou centrada no Espírito Santo). Os reformadores usaram o critério Cristológico e Cristocêntrico para reconhecer um livro da Bíblia como canônico. Era necessário estar ligado em seu conteúdo ao ensino dos Apóstolos (no caso do Novo Testamento) e aos Profetas (no caso do Antigo Testamento). (Ef 2. 19 e 20). E João afirma, como dito de Jesus:

“Examinais ou examinai as Escrituras, porque julgar ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”. (João 5.39).

a) O Verbo em relação ao ser de Deus: João 1. 1 e 2. Podemos sem nenhuma hesitação ver um paralelo entre Gn 1. 1 e Jo 1.1: Em Gn 1. 1 encontra-se o ato criativo de Deus pela Palavra que sai da boca do Deus Eterno; Jo1. 1 revela o Verbo de Deus que existiu antes da Criação, Ele estava no princípio com Deus”; e mais “todas as coisas foram feitas por intermédio dele e sem ele nada do

que foi feito se fez”. O Logos é o ser cuja existência transcende o tempo. Sua preexistência eterna é implícita.

Há uma implicação definitiva e clara de que Ele é Deus. O substantivo “theós” é colocado em primeiro lugar sem artigo para dar-lhe mais força. O “logos é Deus, no sentido de que ele é coparticipante da essência de Deus: “Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez”. (v 2.)

b) O Verbo em relação à Criação: Jo 1. 3 a 5.

O Verbo de Deus foi instrumento do processo criativo, foi a Palavra em Ação, o Espírito é a Palavra energizada. O Verbo é instrumento da Criação porque “todas as coisas foram feitas por intermédio dele e sem ele, nada do que foi feito se fez”. (V.2).

É o mesmo que dizer que todas as obras da Criação passaram por Jesus Cristo. A origem primeira e última é o Pai. Há uma tradução da Bíblia de Cambridge, que diz: “A fonte de vida é necessariamente a luz”. Luz é vida e sem luz não há vida.

Jesus Cristo é a Luz do Mundo, e, nele nós nos tornamos “sal da terra e luz do mundo”, até Jesus Cristo voltar. Ele mesmo declarou: “Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”. E declarou mais: “Quem me segue, não andará em trevas”. As trevas não prevalecem contra a luz, nem as portas do inferno prevalecem contra a igreja.

c) O VERBO DE DEUS EM RELAÇÃO À HISTÓRIA DOS HOMENS: JOÃO 1. 6 – 13.

O Verbo é agora contemplado em sua relação com a história humana. Sua vinda foi proclamada por João, que neste prólogo não é chamado de Batista ou o que batiza. O que mais honra a um profeta é ser uma pessoa “enviada por Deus”. João não era a luz.

Veio para testificar da verdadeira luz que é Jesus Cristo, o Messias, o Ungido de Deus que veio dividir a História em Antes e Depois de Cristo.

Os seus (os judeus), não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, quer judeus, quer gentios, deu-lhes a autoridade, o poder de serem feitos “filhos de Deus” (Jo 1.12 e 13). A nossa adoção só é possível em Cristo. (II Co 5.17).

d) O VERBO ENCARNADO: JO 1.14-18.

Há uma conexão notável entre o v. 1 e o v.14, o mesmo Verbo que estava no princípio com Deus torna-se “Emanuel” – Deus conosco. Ele chega até nós “cheio de graça e de verdade”. (v.14)

O nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é Deus em forma de homem, no tempo da Encarnação. O verbo Eterno de Deus tornou-se o Filho do Homem, o Cristo da fé e o Jesus da História. Jesus Cristo é unigênito de Deus – “monogenês theos”, e é o primogênito entre muitos irmãos.

II) DE DEUS E DA SANTÍSSIMA TRINDADE.

Cremos em Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo: Um só Deus TRIÚNO, bendito eternamente. A doutrina da Trindade é a porta de entrada para as Confissões de Fé cristãs de que Deus é Criador, é Redentor e é Santificador. O Deus Eterno Criador de tudo e de todos, se manifestou em Jesus Cristo como Deus conosco; e no Espírito Santo como Deus em nós. Vivemos a Era do Espírito Santo.

A pessoa do Pai na Trindade é vista como um Mistério, pois é Deus desde a eternidade e nos foi revelado por Jesus Cristo como Deus-Pai Todo-poderoso. É mais apropriado dizer que Jesus é Filho do Deus-Pai do que Filho de Deus. Esta filiação é que nos torna perfilhados ou adotados em Cristo Jesus e selados com o Espírito Santo da promessa para o Dia da Redenção Final.

Em virtude do Filho não ser criado, mas gerado pelo Espírito e nascido consubstancial do Pai: Deus de Deus; “Verdadeiro homem de verdadeiro: homem e verdadeiro Deus de verdadeiro Deus.” Cem por cento homem e cem por cento Deus.

“O Espírito Santo procede do Pai e do Filho; e, juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado.” Credo de Nicea, 325 AC. “O Espírito Santo é o elo de amor entre Pai e Filho. Assim, é ele quem supera a polarização Pai e Filho, constituindo a Trindade, que é uma Triunidade.” Leonardo Boff, em Mysterium Liberationis: Conceptos Fundamentales de la Teologia de la liberación. Madrid, Ed. Trotta, 1990).

Os atos de Deus são os atos de todas as pessoas da Santíssima Trindade: Pai,

Filho e Espírito Santo, é o único Deus. Quanto à distinção das pessoas e da unidade da essência das três pessoas trinitárias é que depende a correta compreensão do Deus triúno testemunhado na Bíblia.

APLICAÇÕES PRÁTICAS:

1º) Consciente que você é filho/filha de Deus procure viver como irmão um dos outros no lar, na Igreja e na sociedade.

2º) Vivemos a Era do Espírito Santo: Ele é Deus em nós. Assim todos os que são guiados pelo Espírito Santo, são filhos de Deus. Vivamos como irmãos.

3º) Se cremos e confessamos que Deus é o Pai Nosso que está nos céus, devemos tratar bem um ao outro.

4º) Lembre-se: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é Dele.” (Rm 8.9).

5º) “Procure tratar bem aqueles com os quais você passará a eternidade!” Medite neste pensamento do nosso querido e saudoso Diácono Robertinho (Roberto dos Santos).

Estou orando por você e por sua família.

Rev. Guilhermino Cunha

sexta-feira, 24 de junho de 2011

EU CREIO EM JESUS CRISTO, O DEUS FILHO

Leituras Bíblicas: Hebreus 1: 1 a 14 e João 1. 1 a 14

“Nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?” Hb 1. 2 e 5

Nas horas mais difíceis da vida em quem você deposita a sua confiança?

Em Deus está a minha confiança. Já é uma declaração de fé. Porém a fé que salva é confessar a Jesus Cristo como o eterno Filho de Deus ou Deus Filho, que veio em carne, morreu para nos salvar e ressuscitou para nos justificar. Portanto, eu creio que Jesus Cristo é Deus Filho que deixou a sua glória, tornou-se Deus conosco, levou sobre si os nossos pecados e morreu em nosso lugar, ressuscitou, subiu ao céu, intercede por nós, como o único Mediador entre Deus e os homens, voltará com poder e grande glória para buscar a sua Igreja, composta de todos os remidos pelo sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

I) A SÍNTESE DA FÉ EM JESUS CRISTO COMO O FILHO DO DEUS VIVO.

Se eu e você quisermos cristalizar a fé em uma expressão credal ou em uma Confissão de Fé, que seja bíblica, o texto do Credo dos Apóstolos é integralmente tirado da Bíblia. São expressões bíblicas em forma de Credo.

A palavra “Credo” não pode assustar a nenhum crente, nascido de novo e inteligente, porque é tão somente a palavra “Creio” em latim. É somente ler o texto do Credo Apóstolico:

“Creio em Jesus Cristo seu único Filho, (Jo 1.18, Mt 16.16 e Jo 1.34) nosso Senhor (Atos 10.36; Atos 2.21 e Atos 16.31); o qual foi concebido por obra do Espírito Santo (Lc 1.35; Mt 1.18 e 20); nasceu da virgem Maria (Mt 1.23 e Lc 1.30 e 31); padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos (Mt 27. 15 a 26); foi crucificado (Mt 27. 35); morto (Lc 23.46); e sepultado (Lc 23.55); desceu ao Hades (Lc 23.53; I Pe 3.18 a 22); (obs.: “Hades” é a palavra grega que traduz o termo hebraico “Sheol”, que significa região ou lugar dos mortos); ressurgiu dos mortos ao terceiro dia (Lc 24. 6, 7 e 8); subiu ao céu; (atos 1. 9, 10 e 11); está assentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso (At 7.55 e Mt 28.18); de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos (At 1.11, Rm 2.16; I Ts 4.16 e 17).

O fato de serem textos bíblicos que compõem todo o Credo Apostólico, não devemos temer recitar textos bíblicos para nossa edificação e para testemunho da verdade.

II) QUEM É JESUS CRISTO PARA VOCÊ?

Ele é o meu único e suficiente Salvador, Senhor e Mestre. Ele é Rei, Profeta e Sacerdote. Os títulos messiânicos de Jesus são sinais evidentes de que Ele é o Desejado da Nações, o Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Is 9.6). A palavra profética de Isaías 35 se cumpriu em Jesus de Nazaré. Leia a resposta de Jesus aos Discípulos que foram enviados a Ele: (Mt 11. 4 e 5).

É maravilhoso crer e confessar a Jesus Cristo, amá-lo e servi-lo de todo o nosso coração. É uma decisão de conseqüências eternas. E é para você e para a sua casa: Atos 16.31.

III) JESUS CRISTO É A EXPRESSÃO EXATA DO SER DE DEUS.

A revelação de Deus é Jesus Cristo. O testemunho escrito dessa Revelação é a Bíblia Sagrada. Jesus Cristo é a Palavra Encarnada de Deus (João 1. 1 – 14); a Bíblia é a Palavra escrita, é o testemunho escrito do Verbo de Deus. João 5.39 diz ser esta uma das principais razões para examinarmos as Sagradas Escrituras. Nós não adoramos a Bíblia, adoramos, sim, o Deus da Bíblia. Ele é o filho de Deus que se fez carne e habitou entre nós. Ele é Emanuel, Deus conosco, o Espírito Santo é Deus em nós; e o Deus Eterno e Pai Nosso que está nos céus é o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, e nosso criador também; doador da vida, de toda dádiva excelente e de todo dom perfeito. É Deus por nós.

O escritor de Hebreus diz que Jesus Cristo “é o resplendor da glória”, é o brilho da presença de Deus, é a “shekinah”, e mais do que isto, “é a expressão exata do seu ser” – é a imagem de Deus restaurada na sua força original como quando estava no princípio com Deus.

A imagem criada por Deus:

- Foi deformada pelo pecado;

- Transformada pela Graça de Deus em Cristo; e

- Um dia será novamente conforme a imagem e semelhança deDeus.

Leia a descrição do servo sofredor, em Isaías 53; e, depois leia a visão de Jesus Glorificado no Apocalipse 1. 9 a 20 e na experiência da transfiguração, em Mateus 17. 1-8.

IV) DEUS FALOU E FALA DE MUITAS MANEIRAS.

a) Falou aos pais, no período patriarcal, por teofanias, através de anjos, com sonhos e visões;

b) Falou e fala pela palavra profética: os profetas foram e são homens e mulheres de Deus que trazem a Palavra de Deus ao povo de Deus, na unção e no poder do Espírito;

c) “Nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”. (Hb 1. 2 e João 1. 1 - 5)

Percebe-se clara conexão entre a temática de “Deus Pai, Criador” e a temática de hoje. Antes de Criador, Deus é Pai; Jesus Cristo, o “Verbum Dei” estava no principio com Ele: é preexistente e eterno.

Veja o item III, o final sobre a Imagem de Deus no homem que foi criada, deformada, transformada e conformada. Um dia, quando Jesus voltar,

Ele será tudo em todos.

Assim cremos e assim queremos viver a fé que professarmos! Estou orando por você.

Rev. Guilhermino Cunha

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O QUE É SEU E O QUE É DOS OUTROS.

Leituras bíblicas: Êxodo 20.15 e 17; Efésios 4.25 a 52; e Filipenses 4.8 e 9

“Não furtarás. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.” (Êx 20.15 e 17)


“Honestidade é a melhor política”. Diz um provérbio próprio da boa mentalidade dos Pais Puritanos – os pais peregrinos – da cultura norte americana. “A justiça e a verdade são uma só e a mesma coisa.” Disse Rui Barbosa, “a águia de Haya”. O que é seu, é seu; respeite o que é dos outros, ou seja, “não furtarás.” (Êx 20.15).

As verdades de Deus são simples, o difícil é pô-las em prática. Foi por isso que Jesus declarou: “Se sabeis essas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.” Jô 13.17 Lendo o Salmo 85, parei nos versos 10 e 11 e pensei, é isto aí: simples, claro, objetivo e direto, encaixa como luvas em mãos limpas.

Diz assim a Palavra de Deus: “Encontraram-se a Graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram. Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar.” (Sl 85.10 e 11).

O Rotary, no Brasil e no Mundo, tem adotado algumas máximas notáveis tais como: “Dar de si, antes mesmo de pensar em si”, sem falar no mínimo ético, conhecido como A Prova Quádrupla, que diz: De tudo o que pensamos, dizemos ou fazemos, perguntamos sempre:

1. É a verdade?
2. É justo para todos os interessados?
3. Criará boa vontade e melhores amizades?
4. Será benéfico para todos os interessados?

Ao escrever hoje e ao pregar sobre “honestidade”: não furtar o nome, a reputação e a honra do próximo: o que é seu, é seu; mas o que é dos outros, é deles: Respeite o alheio, sejam bens tangíveis ou intangíveis. Tal princípio liga-se ao “não cobiçarás – Leia, por favor, Ex 20.17: “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.”

I. VIVER À SOMBRA DO SINAI É RESPEITAR O ALHEIO

O que é meu, é meu e o que é dos outros, eu não toco. Isto é respeito, é bom e nós gostamos. Ainda mais a Regra Áurea de convivência é: “FAZEI AOS OUTROS AQUILO QUE QUEREIS QUE OS OUTROS VOS FAÇAM.” É o que aprendemos com Mateus 7 versículos 7 a 12, em especial, o v. 12. Cada cristão tem a Bíblia que lê. “A Bíblia, quanto mais a leio mais a amo.” Declarou o Imperador do Brasil, D. Pedro II (de 7/04/1831 a 15/11/1889). Fim do Império e início da República.

Os princípios éticos inculcados nos filhos no lar, permanecem com eles a vida toda: Verdade, honestidade, consciência ecológica, respeito à vida, bondade, misericórdia e justiça. A fé judaico-cristã se une para o bem da família, o progresso social com justiça e a glória de Deus. No Pentateuco, Deuteronômio 6.6 a 9, o ideal de “Amar a Deus, sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, deve ser ensinado aos filhos no lar, e na sociedade. Novamente, eu me permito lembrar ao povo de Deus uma máxima ética, adotada por Rotary e criada pelo publicitário, companheiro e amigo: Aroldo Araújo, “Ética é um princípio que não pode ter fim.”

O proverbista Salomão, com uma sabedoria três vezes milenar, afirma na Bíblia: “ENSINA A CRIANÇA NO CAMINHO EM QUE DEVE ANDAR, E, AINDA QUANDO FOR VELHO, NÃO SE DESVIARÁ DELE.” (Provérbios 22.6). É o lema do INPAR – Instituto Presbiteriano Rev. Álvaro Reis, que abriga 328 crianças e uma creche com 60 crianças. É mais uma obra social iniciada e mantida por esta e outras Igrejas Presbiterianas. Uma obra social centenária, no ano em que a Catedral celebra o seu Sesquicentenário.

II. O CRISTÃO, NASCIDO DE NOVO, NÃO FURTA MAIS.

Se é que antes furtava. Ser convertido é ser transformado. A mudança é tão ampla e profunda que é chamada por Jesus de “Novo Nascimento”. Leia o diálogo de Jesus com um ilustre membro do Sinédrio, fariseu convicto, chamado Nicodemos, que foi ter com Jesus na calada da noite, com medo do ridículo de ser visto conversando com Jesus de Nazaré, está escrito em João3.1 a 15. O “ilustre” Nicodemos dirigiu-se a Jesus, chamando-o de “Rabi”, e como Mestre vindo da parte de Deus – porque Ele, Jesus, respaldava o seu ensino com milagres, sinais e prodígios.

É este o desafio proposto pela docência pastoral da Igreja, como temática para 2011: “Praticantes da Palavra de Deus para uma convivência ética.” Nós não temos poder para fazer milagres, mas Deus tem. Jesus Cristo é hoje, o mesmo que foi ontem e será sempre: o eterno Filho de Deus que veio em carne, viveu entre nós como Emanuel, ou seja, “Deus conosco”, andou pelas estradas empoeiradas da Palestina, comeu do nosso pão, bebeu da mesma água, ofereceu “a água da vida” para a mulher samaritana, próximo à cidade de Sicar e junto ao poço de Jacó. Ele tem, ainda hoje, poder para salvar, curar e libertar. Foi Jesus mesmo que declarou em João 8.32 e 36: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”(Jo 8.32 e 36)
Para mim, se Jesus falou, eu creio. Voltando ao texto do Apóstolo Paulo em Efésios 4.25 a 32, vejamos alguns exemplos práticos de busca da santidade:

III. A BUSCA DA SANTIDADE

1º) “Deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.” O conceito aqui refletido é o de “Igreja, povo de
Deus” e “Corpo místico de Cristo”. Ele, Jesus Cristo, é a verdade. Um servo, uma serva de Cristo não pode mentir. A mentira é natural para os filhos do diabo. O crente, nascido de novo, é filho de Deus por adoção em Jesus Cristo. Eis aí o primeiro sinal de uma vida transformada;

2º) “Irai-vos, mas não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.” (v.26) Nem deis lugar
ao diabo.

3º) “Aquele que furtava não furte mais... antes trabalhe, poupe, invista para ter condições até de socorrer ao necessitado.

4º) Moralmente limpo e puro: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe.” (v.29) Aprendamos a cultivar o hábito da palavra boa, edificando e que promova a paz.

5º) O Espírito Santo é Deus em nós. Eis porque o Apóstolo Paulo em Efésios 4.30, diz: “Não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.” A presença do divino Espírito Santo em mim, afasta toda a maldade, ódio, amargura, cólera, ira, gritaria, blasfêmia. Um coração amargurado azeda o ambiente onde está.

Que Deus nos ensine e nos ajude a cultivar o hábito da palavra boa, edificante e que promova a paz. Precisamos ser benignos, compassivos e prontos para perdoar, como Deus nos perdoa; amar, como Ele nos ama; e a compreender, como Ele nos compreende. E isto é o que significa ser praticante da Palavra.

Em oração.
Rev. Guilhermino Cunha

segunda-feira, 18 de abril de 2011

BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES DE ESPÍRITO, PORQUE DELES É O REINO DOS CÉUS

Leitura bíblica: Mateus 5.3 e Mateus 18.1 a 9

Jesus consumou a obra que lhe confiara o Pai: a redenção da humanidade e de toda a criação. Anunciou a chegada do Reino dos céus na terra, do Reino de Deus entre os homens. Sim, onde estão o Rei e os seus súditos, aí está o reino e onde Deus Reina, Sua vontade é prevalente sobre todas as demais vontades. Resgatados, somos livres. Livres para fazer não o que queremos e, sim, para fazer a vontade do Senhor.

Somos libertados, portanto livres, verdadeiramente livres, espiritualmente livres:

Escolhemos livremente “fazer a vontade de Deus”, na nossa vida pessoal, em família, na Igreja e na sociedade.
Para ser grande é preciso ser pequeno, manso e humilde de coração, de fato e de verdade; para ser livre, é preciso ser servo e serva de Jesus, apenas. Ele pagou o resgate, somos-lhe eternamente gratos e o servimos em amor e por gratidão.

O Sermão da Montanha, Mateus 5,6 e 7, é o maior e mais completo discurso de Jesus. Ele pronunciou e seus discípulos escreveram. O que Jesus escreveu, o vento levou: escreveu no chão, na areia. Em João 8 está escrito: “Mas Jesus inclinando-se, escrevia na terra com o dedo...” (João 8.6B). Inclinar-se perante acusadores é um grande gesto de humildade. O que Jesus escreveu no chão, não sabemos. Sabemos apenas que, à medida que escrevia, arranhava a consciência daqueles que o queriam humilhar, humilhando uma mulher pecadora que Ele veio para perdoar e resgatar-lhe a dignidade. Os corações endurecidos insistiram na acusação de quem Ele viera salvar, de mais a mais, queriam ter de que acusá-lo, por isso O tentaram. Mas Jesus eleva o assunto da terra para o céu, dos homens para Deus, da letra da Lei para o espírito da lei, do tribunal dos acusadores levianos para o nível indevassável e sutil da consciência: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra! E eles, acusados pela própria consciência, foram se retirando um por um, a começarpelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.” (João 8.8 e 9). É preciso ficar perto de Jesus quando se está sendo acusado pelos homens, deixe o pecador a sós com Deus e ele nunca se sentirá só, nem mais se sentirá ameaçado ou acusado. Ouça Jesus dizendo-lhe: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? ...nem eu tampouco te condeno... eu te perdôou, mas condeno o teu pecado. Portanto, vai e não peques mais. É uma paráfrase do texto e uma conclusão inevitável: JESUS AMA A PECADORA, MAS CONDENA O SEU PECADO E CONVIDA-A, E A TODOS NÓS, À SANTIFICAÇÃO E A BUSCAR A SANTIDADE DE VIDA, DIZENDO: “VAI, E NÃO PEQUES MAIS...” E eu pergunto: é possível não pecar mais? Não mais cometer o pecado que a humilhou e quase a matou: É PRECISO VIVER! Sabemos que pecado mata, e que Jesus Cristo salva. Que o inimigo veio para matar, roubar e destruir; Jesus veio para que eu e você tenhamos vida e vida com qualidade, vida plena, intensa e abundante: (paráfrase a João 10.10), O pecado humilha, Jesus exalta.

I. OS HUMILDES (SÃO OS FILHOS DO REINO) ELES SÃO HUMILDES, MAS NÃO SÃO HUMILHADOS, ELES SÃO EXALTADOS.

O contraste entre o Reino de Deus e do seu Cristo, e os “reinos deste mundo”, é gritante: os que se humilham são exaltados e os humildes são bem-aventurados, são ditosos e são felizes. São felizes nesta vida e “bem-aventurados” na eternidade. E o mais sublime de tudo, os humildes herdarão o reino dos céus. Qual é a sua escolha? Você pode continuar discutindo, como em Mateus 18, “quem é o maior? Quem manda aqui?” E Jesus continua chamando uma criança e colocando-a no nosso meio, nos diz sempre e renovadamente: “SE NÃO VOS CONVERTERDES E NÃO VOS TORNARDES COMO CRIANÇAS, DE MODO ALGUM ENTRAREIS NO REINO DOS CÉUS.” (MATEUS 18.3, 4 E 5) Os vs. 4 e 5 dizem: “Aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe”. O nosso mundo anda cortando mãos de crianças, abusando das crianças, praticando violências sexuais inclusive contra as crianças, jogando recém-nascidos na lagoa, nas latas de lixo e pelas janelas. O mundo jaz no maligno, “e ele veio para acusar, matar e destruir... veio para roubar a dignidade e tirar a vida. A prosseguir assim, somos forçados a lembrar do Sermão Profético de Jesus em Mateus 24 e das mulheres de Jerusalém que choravam e batiam no peito face ao momento agônico de Jesus. Jesus volta-se para elas e lhes diz: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos! Porque dias virão em que se dirá: Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram, nem amamentaram.” (Lucas 23.28 e 29) Leva-nos a afirmar com Jesus: “Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram, nem amamentaram”. É justo lembrar que a esterilidade ou a dificuldade para conceber esteja com a dificuldade do homem de gerar. É tão linda e perfeita a obra de Deus que o sexo do bebê é definido pelo homem. Chegaremos a uma época em que as crianças, se consultadas, prefeririam não terem sido geradas. Estamos vivendo “os tempos do fim e o fim dos tempos”. É hora de orar mais, falar menos e confiar sempre em quem está no controle.

II. AS CARACTERÍSTICAS DOS ABENÇOADOS POR DEUS E DE DEUS

Que são os filhos e filhas de Deus, santos, amados, eleitos e predestinados desde a eternidade. Jesus dá as oito características básicas dos abençoados. Espero que você seja um desses cristãos agraciados com:

1) “Os pobres de espírito”, como vimos anteriormente, têm direito, acesso e permanência no Reino dos céus.

2) Os humildes: são felizes, os humildes de espírito e no espírito: deles é o reino dos céus; são esvaziados e despojados, como Jesus. São pequenos e humildes aos seus próprios olhos. Eles se vêem como carentes da graça de Deus. O reino da graça e da glória de Deus lhes pertence.

3) Os que choram: A tristeza divinamente provocada, produz um “peso de glória” e gera arrependimento e quebrantamento, nunca revolta. O céu é a alegria do Senhor, uma montanha de alegria acessável através de um vale de lágrimas. O mundo de Deus é mais bonito, quando contemplado através de uma cortina de lágrimas.

4) Os que têm fome e sede de justiça. A justiça que produz justificação nos é atribuída por Jesus Cristo e confirmada pela fidelidade de Deus.

5) Os misericordiosos, e somente eles, alcançarão MISERICÓRIDA. Quem só sabe “cobrar e apontar os defeitos é um infeliz, e quando precisar ou desejar dos outros um gesto de misericórdia, certamente não o terá: colherá o que plantou. É mister ter “compaixão dos outros”: “compassione, é sofrer com o outro e ajudá-lo no seu sofrimento. É muito achar que subindo na cruz do outro você a torna mais leve. Seja você um Cirineu, aquele outro Simão que ajudou a carregar a cruz. “Ele carregou apenas o lenho, o peso ficou todo sobre Jesus.” Afirmou Orígenes Lessa, em seu notável livro: “SIMÃO, CIRINEU.”

6) Os puros de coração são os únicos que verão a Deus. Aqui santidade e felicidade andam de mãos dadas e são completamente plenificadas. O Salmo 15. Descreve as condições para se entrar na presença de Deus e ser aceito: Viver com integridade, praticar a justiça e falar a verdade; não difamar, não fazer o mal, não lançar injúrias contra o seu irmão, nem contra o seu próximo; é preciso, ter mente limpa e coração puro... ou seja, é preciso ter nascido de novo, ser um cidadão do reino de Deus.

7) “Os pacificadores, são chamados filhos de Deus”. Os filhos e filhas do Reino, amam, desejam e se deleitam com a paz. Eles preservam a paz, não a quebram; criam as condições para paz, pois representam e servem ao Príncipe da Paz.

8) “Os perseguidos por causa da justiça do Reino e por amar a Cristo são felizes.” Não há mérito algum para a Salvação em nosso sofrimento. E ele só é bem-aventurado se for por causa de Cristo e da justiça do Reino. Sofrer porque fez algo errado não traz bem-aventurança. É necessário que seja uma injúria contra nós; não seja verdadeira; e seja por fidelidade nossa a Cristo.

Sim, agora eu e você entendemos um pouquinho melhor como podem os pobres de espírito; os que choram; os mansos; os que têm fome e sede de justiça; os misericordiosos; os limpos de coração; e os perseguidos, serem todos bem-aventurados, ditosos e felizes.

Que Deus muito nos abençoe.
Rev. Guilhermino Cunha

domingo, 10 de abril de 2011

Bem-Aventurados os que Choram.


“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Pedro atendeu e foi com eles. Tendo chegado, conduziram-no para o cenáculo; e todas as viúvas o cercaram, chorando e mostrando-lhe túnicas e vestidos que Dorcas fizera enquanto estava com elas.” (Mt 5.4 e Atos 9.39)


São felizes os que riem ou os que choram? Como entender esta estranha bem-aventurança? Quem quiser ser feliz precisa ser manso e humilde, como foi Jesus e ter a Graça e a bênção de chorar.

Existem diferentes choros:

a) O choro da revolta, porque não aconteceu o que eu queria, deu tudo errado, fiquei tão frustrado que a única saída foi pelos olhos. Este choro não é bem-aventurado;

b) O choro do remorso, não é bem-aventurado;

c) Já o choro do arrependimento, é bem aventurado, lava a alma e traz paz;

d) É possível chorar de alegria, chorar diante de Deus em oração. Ouvi do meu inesquecível amigo, Presb. Sebastião da Costa Santos que “quando alguém ora e chora, não consegue falar, mas chora lágrimas quentes na presença de Deus, pode estar certo, já orou, a bênção já está a caminho e você é um bem-aventurado!” Concordo com ele, em gênero, e número e grau.

Chorar, desabafar faz bem, traz alívio da pressão interna. Libera um bem-estar muito grande. O rei-salmista e cantor de Israel Davi, declara: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer.” Amanhã será um novo dia. Você há de experimentar um novo amanhecer de Deus na sua vida.

O catecismo luterano de Heidelberg falando do consolo do Senhor tanto na vida como na morte, é profundamente esclarecedor quando pergunta: “Qual é o seu consolo tanto na vida como na morte? E responde: “Que eu, de corpo e alma, tanto na vida como na morte, não pertenço a mim mesmo, mas pertenço ao meu fiel Salvador Jesus Cristo que, com o seu precioso sangue, fez plena satisfação por meus pecados e me livrou de todo o poder do diabo, e de tal maneira me guarda que sem a vontade de meu Pai celestial nem um só cabelo de minha cabeça pode cair; antes, é necessário que todas as coisas sirvam para a minha salvação. Por isso também me assegura, por meio de seu Espírito Santo, a vida eterna, e me faz pronto e disposto a viver doravante segundo a sua santa vontade.” Adicionar a isso 2 Tm 1.12; 4.7,8; Ap 17.14; 19.7.

Rev. Guilhermino Cunha
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