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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Pare, respire, pense e depois reflita!

"Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último centavo."
Mateus 5:23-26

Somos senhores de nossas escolhas então respondemos por elas até sua total satisfação.

A dívida que tínhamos para com Deus foi liquidada, quitada e debitada na conta de Cristo! Ele rasgou a cédula que existia contra nós!

E a dívida que temos para com o nosso próximo? com os nossos filhos? com a nossa consciência? com as nossas escolhas e atitudes? com a sociedade e com a natureza?

Essa deverá ser paga até o ultimo centavo, ou seja, até a quitação total do débito pelo próprio devedor ao credor!

Alexandre Mello

segunda-feira, 5 de março de 2012

A Quaresma e a Penitência na Tradição Protestante

PENITÊNCIA, na tradição protestante quer dizer ARREPENDIMENTO está ligado a EXAME DE CONSCIÊNCIA, CONTRIÇÃO e CONFISSÃO!

Dessa forma são atos penitenciais: O arrependimento (mudança de mentalidade/pesar por alguma falta cometida), a contrição (arrependimento sincero dos pecados cometidos) e a confissão (declaração ou admissão de que pecou).

Lutero, em sua 4ª tese fala diz o seguinte: o arrependimento, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desgastar a si mesmo, a saber, até à sua entrada para a vida eterna.

Segundo o pensamento de Ignacio Briantchaninov, "para crer em nosso Senhor Jesus Cristo é necessário o arrependimento; para habilitarmos nessa fé salvadora, é necessário o arrependimento; para avançarmos nela é necessário o arrependimento".

C.H. Spurgeon, pregador batista, diz em seus sermões que "Cristo ordenou o arrependimento", baseando-se no texto de São Marcos 1:15: "Arrependei-vos e credes no evangelho!"

O mesmo pregador, para ilustrar o sermão cita uma bela expressão de antigo crente no leito de morte: "Senhor, em arrependimento faze-me descer tão baixo como o inferno, em fé, ergue-me tão alto como o céu".

Vamos ao dicionário? Não é o Pentecostal de Línguas Estranhas!!!

Pena vem de penitência: arrependimento, pensar na reparação, contrição, sacrífico, expiação dos pecados ou da própria falta (dicionário Aurélio).

Quanto ao sacrífico, Cristo foi a oferta oferecida ao Pai. Quanto a expiação de nossos pecados, Cristo os levou sobre Si.

Interessante era o que ocorria nos sistemas penitenciários pensilvânicos, onde o preso só tinha contato com o Capelão do presídio e a única leitura autorizada era da Bíblia ou de um evangelho, para forçar um arrependimento ou o reconhecimento do erro e da falta cometida pelo recluso.

De fato Cristo tomou a nossa culpa cumpriu a nossa pena!!!

Contudo, nos convida ao arrependimento, a contrição, ao exame de consciência, a confessar os seus pecados em todo tempo.

O arrependimento deve ser constante na vida do homem!!!

A quaresma na visão do protestantismo é uma forma litúrgica de dar ênfase a esse arrependimento continuo não limitando-se ao tempo litúrgico, mas como diz Lutero, 'até a nossa entrada para a vida eterna".

terça-feira, 22 de novembro de 2011

João Calvino e a Doutrina da Trindade

Na concepção, de Calvino, não se pode pensar na existência de um único ser divino sem contemplar a beleza da tríade, assim como não é possível enxergar biblicamente os três divinos sem atentar para o um que os compreende. Nas Institutas, Calvino, a respeitodeste assunto, afirma:

Portanto, aqueles cujo coração tiver sobriedade e que se houverem de contentar com a medida da fé, recebam, em poucas e breves palavras, o que é útil de conhecer-se, isto é, quando professamos crer em um só e único Deus, pelo termo Deus entende-se uma essência única e simples, em que compreendemos três pessoas ou hipóstases e, daí, quantas vezes se menciona o nome de Deus sem especificação, designam-se não menos o Filho e o Espírito do que o Pai; quando, porém, o Filho é associado ao pai, então se interpõe a relação e, dessarte, fazemos distinção entre as pessoas. Mas, uma vez que as propriedades específicas implicam de si uma gradação nas pessoas, de sorte que no Pai estejam o princípio e a origem, quantas vezes se faz menção, simultaneamente, do Pai e do Filho, ou do Espírito, ao Pai se atribui, de modo peculiar, o termo Deus. Deste modo, retém-se a unidade de essência e tem-se em conta a ordem de gradação, que, entretanto, nada detrai da divindade do Filho e do Espírito Santo.


No catecismo de Genebra, Calvino uma vez mais mostra a excelência da doutrina como ela se revela, da seguinte forma:

Aluno: Já que não há Deus, senão um, porque, aqui, você menciona três: o Pai, o Filho e o Espírito Santo?


Mestre: Porque na única essência de Deus, podemos ver Deus o Pai, como o começo, a origem e a primeira causa de todas as coisas; depois o Filho, que é sua eterna sabedoria; e, finalmente, o Espírito Santo, como seu poder sobre todas as coisas, mas ainda residente Nele mesmo.

Aluno: Isto significa, então, que não é absurdo sustentar que estas três pessoas estão em um único Deus e que este, por isso, não se divide?

Mestre: Exatamente isto.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Homem que está sem Lei não tem Consciência do que é Certo ou Errado

O Apóstolo Paulo (Rm 7.9) escreve em sua epistola aos Romanos que quando temos conhecimento da lei ou do mandamento, passamos a ter consciência de nossa natureza, a ponto de termos o conhecimento do que é correto e do que é errado. A lei abre os nossos olhos e logo percebemos e reconhecemos que somos pecadores (o pecado se mostra ou revive), percebemos, também, que estamos mortos em delitos e ofensas contra Deus, pois a própria lei nos revela o pecado. Neste diapasão, o Apóstolo relata que quando o homem que está sem lei não tem consciência do que é certo ou errado.


Não mente o Bem Aventurado Paulo quando menciona em seus escritos que quando vivia sem lei não tenha o conhecimento do certo ou errado, pois uma pessoa sem lei é um pecador MUITO VIVO para suas inclinações da carne e quando chega a Lei descobre que Está MORTO em relação às coisas do Espírito, pois bem sabemos que a lei é espiritual e nós somos carnais, sujeitos ao pecado. Quando a Lei nos revela o certo e o errado, somos golpeados mortalmente, vez que tudo aquilo que outrora praticamos não era bom aos olhos de Deus, logo morremos ou descobrimos que estamos mortos. A Lei que é Santa e Espíritual revela ou manifesta nossa condição de pecadores desde quando nascemos até o nosso estado atual, e descobrimos não realizamos o bem que queremos, mas o mal que não queremos realizar, esse praticamos com louvor.


O Amado Paulo vai fundo quando relata que o fazemos é fruto do pecado, que está encravado em nossa carne. Em outras palavras, mesmo depois de Salvos e eleitos estamos sujeitos ao pecado e as suas práticas, conforme testemunho de São Paulo aos Eleitos de Roma.


A grande verdade sobre o pecado que há em nós é que já somos concebidos caminhando para a morte. Isso é tão sério que o pecado vêm cobrar o seu salário todos os dias, quando bate a porta de todos, seja feto, recém nascido, criança, adolescente, adultos e velhos.


Em síntese, só passamos, a saber, que somos pecadores, quando o Espírito Santo nos convence do pecado. Enquanto não existir este agir de Deus, seremos pecadores contumazes, jurando que o errado é certo, e o que é certo é errado, pois nossa inclinação é para o pecado.

Alexandre Mello

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Um Pouco Sobre A Eleição dos Escolhidos

(1). Que a eleição tem lugar quando somos salvos, porque estamos eleitos “em” Cristo.


Isto está afirmado em Efésios 1:4, que citamos há pouco. Notai, porém, que esta mesma passagem faz a eleição eterna. Por que invocarão os homens uma passagem isolada da Escritura contra si mesma?


A afirmação que fomos eleitos “em” Cristo não quer dizer senão que Cristo foi o fundamento de nossa eleição (sendo a eleição na base de Sua obra salvadora), e que nós fomos pré-conhecidos como estando em Cristo no propósito de Deus. A linguagem aqui é a linguagem d’Aquele que no Seu propósito, “chama as coisas que não são como se fossem” (Romanos 4:17). Temos um outro exemplo disto em Romanos 8:29,30, onde a chamada, a justificação e a glorificação dos eleitos todas estão postas no passado. Nós não estávamos atual e experiencialmente em Cristo na eternidade; nem fomos atual e experiencialmente chamados, justificados e glorificados na eternidade; mas estávamos no propósito de Deus e isto é o significado da passagem há pouco citada.


(2). Que somos eleitos quando somos salvos na base que a Escritura nunca aplica o termo “eleito” a ninguém, exceto aos salvos.


Verdade é que o termo “eleito” faz referência exclusiva às pessoas salvas em alguns lugares da Escritura. Tal uso do termo pode ser visto em Mateus 22:24; Lucas 18:7; Romanos 8:23; I Pedro 1:2. Estas passagens se referem somente àqueles em que a eleição se aplicou e se fez experimental; mas não é a este só que se aplicou o termo “eleito” e os seus equivalentes. Em Efésios 1:4 e II Tessalonicenses 2:13, como já vimos, os eleitos dizem-se ter sido tais desde a eternidade. Então o termo “ovelha” é equivalente ao termo “eleito” e em João 10:16 temos a aplicação de Cristo do termo “ovelha” aos gentios perdidos que ainda estavam para ser salvos. Diz essa passagem:


“Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco (a nação judaica): a elas também devo trazer e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor.”


Mas, para maior destroço dos arminianos, achamos que II Timóteo 2:10 aplica o termo “eleito” na sua forma possessiva aos que não estavam salvos ainda. Diz esta passagem:


“Tudo aturo por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação em Cristo Jesus com glória eterna”.


(3). Que somos eleitos quando somos salvos na base que a Escritura põe a chamada antes da eleição.


É fato que, algumas vezes, em se referindo tanto à chamada como à eleição dos crentes, ou em aludindo aos chamados e eleitos, a Escritura menciona primeiro os chamados. Vide Mateus 22:14; II Pedro 1:10; Apocalipse 17:14. Os “chamados” de Mateus 22:14 (a palavra grega sendo um adjetivo usado substantivamente) são aqueles a quem soa através de pregação do Evangelho a chamada somente geral, externa e, na maior parte, ineficaz. Esta classe se compõe de muitos. Mas dos tais, apenas uns poucos, comparativamente falando, pertencem aos escolhidos, como se evidência pelo fato que somente os poucos crêem no Evangelho. As outras duas passagens citadas mencionam a chamada e a eleição na ordem em que se realizam na experiência. Um conhece sua eleição somente pela chamada (vivificação) que recebeu do Espírito Santo. Que as passagens dadas supra não fixam a ordem cronológica, ou mesmo a lógica, da chamada e eleição, está evidente das provas que foram dadas da eternidade da eleição, e de Romanos 8:29,30, onde a ordem é, manifestamente, a verdadeira ordem lógica. Ali a presciência e predestinação, que envolvem a eleição, se colocam antes da chamada. Então Romanos 8:28 afirma que somos chamados (particularmente, internamente e eficazmente) “segundo o Seu (de Deus) propósito”. E este propósito envolve eleição. De modo que a eleição deve preceder a chamada, tanto como o propósito de chamar deve preceder a chamada atual, uma vez que a chamada é segundo o propósito divino.


Os que forçam esta objeção contra a eternidade da eleição carecem de notar que a Escritura não nomeia sempre as coisas tanto na sua ordem lógica como na cronológica; por exemplo, II Timóteo 1:9 põe a salvação antes da chamada.


(4). Que a eleição tem lugar quando somos salvos na base que somos eleitos por meio da santificação do Espírito e crença da verdade.


Esta objeção se baseia na tradução de II Tessalonicenses 2:13 e I Pedro 1:2 segundo a versão do Rei Tiago. A primeira passagem diz na referida versão que somos eleitos “para a salvação por meio da santificação do Espírito e crença da verdade”. A segunda, na mesma versão, diz que somos “eleitos... pela santificação do Espírito para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo”. A preposição grega traduzida na versão do Rei Tiago “através de” é “em”. E é um tanto desconcertante para os arminianos notar que a Versão Revista traduz esta preposição por “em” em vez de “através de”. E é a eles ruinoso notar que N. M. Williams diz desta preposição: “Ela expressa um estado, não um ato; não “através de”, mas “em”. A preposição grega rara expressa instrumentalidade” (An American – Baptist – Commentary on the New Testament).


A preposição grega alude ao estado em que estava o povo no tempo em que se lhe dirigiu e não significa o meio pelo qual se tornou eleito de Deus.

domingo, 23 de janeiro de 2011

A Regeneração Precede a Fé - R.C. Sproul


Um dos momentos mais dramáticos em minha vida, na formação de minha teologia, ocorreu em uma sala de aula de um seminário. Um de meus professores foi ao quadro negro e escreveu estas palavras em letras garrafais:

"A REGENERAÇÃO PRECEDE A FÉ"

Aquelas palavras foram um choque para o meu sistema. Eu tinha entrado no seminário crendo que a obra principal do homem para efetivar o novo nascimento era a fé. Eu pensava que nós tínhamos que primeiro crer em Cristo, para então nascermos de novo. Eu uso as palavras "para então" aqui por uma razão. Eu estava pensando em termos de passos que deviam ocorrer em uma certa seqüência. Eu colocava a fé no princípio. A ordem parecia algo mais ou menos assim:

"Fé - novo nascimento -justificação."

Eu não tinha pensado sobre esse assunto com muito cuidado. Nem tinha atentado cuidadosamente às palavras de Jesus a Nicodemus. Eu presumia que mesmo sendo um pecador, uma pessoa nascida da carne e vivendo na carne, eu ainda tinha uma pequena ilha de justiça, um pequeno depósito de poder espiritual remanescente em minha alma para me capacitar a responder ao Evangelho sozinho. Possivelmente eu tinha sido confundido pelo ensino da Igreja Católica Romana. Roma, e muitos outros ramos do Cristianismo, tem ensinado que a regeneração é graciosa; ela não pode acontecer aparte da ajuda de Deus.

Nenhum homem tem o poder para ressuscitar a si mesmo da morte espiritual. A divina assistência é necessária. Esta graça, de acordo com Roma, vem na forma do que é chamado graça preveniente. "Preveniente" significa que ela vem antes de outra coisa. Roma adiciona a esta graça preveniente o requerimento de que devemos "cooperar com ela e assentir diante dela", antes que ela possa atuar em nossos corações.

Esta concepção de cooperação é na melhor das hipóteses uma meia verdade. Sim, a fé que exercemos é nossa fé. Deus não crê por nós. Quando eu respondo a Cristo, é a minha resposta, minha fé, minha confiança que está sendo exercida. O assunto, contudo, se aprofunda. A questão ainda permanece: "Eu coopero com a graça de Deus antes de eu nascer de novo, ou a cooperação ocorre depois?" Outro modo de fazer esta pergunta é questionar se a regeneração é monergista ou sinergista. Ela é operativa ou cooperativa? É eficaz ou dependente? Algumas destas palavras são termos teológicos que requerer maior explanação.


MONERGISMO E SINERGISMO

Uma obra monergística é uma obra produzida por uma única pessoa. O prefixo mono significa um. A palavra erg refere-se a uma unidade de trabalho. Palavras como energia são construídas com base nessa raiz. Uma obra sinergística é uma que envolve cooperação entre duas ou mais pessoas ou coisas. O prefixo sun significa "juntamente com".

Eu faço esta distinção por um razão. O debate entre Roma e Lutero foi travado sobre este simples ponto. A questão era esta: A regeneração é uma obra monergística de Deus ou uma obra sinergística que requer cooperação entre homem e Deus? Quando meu professor escreveu "A regeneração precede a fé" no quadro negro, ele estava claramente tomando o lado da resposta monergística. Depois de uma pessoa ser regenerada, esta pessoa coopera pelo exercício de sua fé e confiança. Mas o primeiro passo é a obra de Deus e de Deus tão-somente.

A razão pela qual não cooperamos com a graça regeneradora antes dela agir sobre nós e em nós é que nós não podemos. Não podemos porque estamos mortos espiritualmente. Não podemos assistir o Espírito Santo na vivificação de nossas almas para a vida espiritual, da mesma forma que Lázaro não podia ajudar Jesus a ressuscitá-lo dos mortos.

Quando comecei a lutar com o argumento do Professor, fiquei surpreso ao descobrir que o estranho som de seu ensino não era novidade. Agostinho, Martinho Lutero, João Calvino, Jonathan Edwards, George Whitefield - até o grande teólogo medieval Tomás de Aquino ensinaram esta doutrina. Tomás de Aquino é o Doctor Angelicus da Igreja Católica Romana. Por séculos seu ensino teológico era aceito como dogma oficial pela maioria dos Católicos. Então, ele era a última pessoa que eu esperava sustentar tal visão da regeneração. Todavia Aquino insistiu que a graça regeneradora é uma graça operante, e não uma graça cooperativa. Aquino falou da graça preveniente, mas ele falou de uma graça que vem antes da fé, que é a regeneração.

Estes gigantes da história Cristã derivaram a visão deles das Sagradas Escrituras. A frase chave na Carta de Paulo aos Efésios é esta: "estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)" (Efésios 2:5). Aqui Paulo localiza o tempo em que a regeneração ocorre. Ela ocorreu "quando estávamos ainda mortos". Com um único raio de revelação apostólica foram esmagadas, total e completamente, todas as tentativas e entregar a iniciativa na regeneração aos homens. Novamente, homens mortos não cooperam com a graça. A menos que a regeneração ocorra primeiro, não há possibilidade de fé.

Isso não diz nada de diferente do que Jesus disse a Nicodemus. A menos que um homem nasça de novo primeiro, ele não pode ver ou entrar no reino de Deus. Se nós cremos que a fé precede a regeneração, então nós colocamos nossos pensamentos, e, portanto, nós mesmos, em direta oposição não só aos gigantes da história Cristã, mas também ao ensino de Paulo e do nosso próprio Senhor Jesus Cristo.

domingo, 10 de outubro de 2010

METODISMO: SACRAMENTO DA CEIA DO SENHOR

INTRODUÇÃO

O Colégio Episcopal da Igreja Metodista, no exercício de sua competência estabelecida no art. 66, incisos 1, 2 e 32, da Lei Ordinária, normalizando o Capítulo IV, artigos 5º à 24 da Parte Geral dos Cânones 2002, estabelece as seguintes normativas para a celebração de cerimônias do Ritual e outras, em toda a Igreja Metodista no território nacional, visando à unidade doutrinária e pastoral de todos os metodistas.
NORMAS

a) A Ceia do Senhor será celebrada de acordo com o Ritual estabelecido pela Igreja. Por motivo relevante, a juízo do ministro oficiante, o Ritual poderá ser simplificado desde que, na ordem litúrgica, sejam preservadas as partes referentes à confissão de pecados, declaração da instituição da Ceia do Senhor, oração de consagração e o memorial.

b) A Ceia do Senhor será ministrada àquelas pessoas que estejam em comunhão com as suas Igrejas.

c) O ministro metodista não poderá negar a ceia do Senhor a qualquer pessoa que se aproximar da Mesa de Comunhão, incluindo-se entre elas as crianças.

d) O ministro oficiante, ao convidar leigos para ajudá-lo(a) na ministração dos elementos da Ceia do Senhor, procurará fazê-lo com antecedência, tendo o cuidado de escolhê-los entre os membros de comprovada idoneidade cristã.

e) Os elementos da Ceia do Senhor serão preparados por membros da Igreja devidamente designados, de acordo com o Regimento da Igreja Local.

f) Os elementos da Ceia do Senhor que sobrarem após a celebração terão um fim discreto, a juízo das pessoas encarregadas de sua preparação, assim evitando-se atitudes de relaxamento, desleixo ou irreverência com tais sobras.

g) A ministração da Ceia do Senhor nos lares só poderá ser realizada com a presença do ministro, a quem cabe consagrar os elementos para a celebração. Salvo em situações excepcionais, não deve haver a prática de utilização de elementos consagrados no culto com Ceia do Senhor e transportados por leigos para a ministração a docentes ou idosos.

h) O pastor ou a pastora metodista, ou órgão da Igreja, não poderá suspender da Ceia do Senhor qualquer membro da Igreja, a não ser através de processo disciplinar, na forma canônica.

i) Os pastores e pastoras metodistas orientarão aos pais e aos demais membros da comunidade local para que instruam seus filhos e filhas acerca do significado e natureza da Ceia do Senhor.

sábado, 24 de abril de 2010

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Será mesmo que Deus ama e deseja a salvação de todos?

Heitor Alves

Se fizermos esta pergunta para todos o evangélicos, a maioria esmagadora responderiam afirmativamente. São vários os motivos para se responder positivamente a pergunta. Existe um sentimento de que o homem é bom e que não merece ser castigado. O interessante é que querem que Deus sinta este mesmo sentimento quando o assunto é condenação. Deus não pode condenar o homem e nem quer fazer isso. O homem tem valor. Ele é bom, não é tão mal a ponto de merecer o inferno.

Este sentimento tem penetrado nas igrejas evangélicas, distorcendo a teologia bíblica. A teologia predominante nos púlpitos é uma teologia humanista, uma teologia agradável ao homem. Se ouve, domingo após domingo, assuntos relacionados ao existencialismo, onde colocam Deus como um super-herói preparado para enfrentar as dificuldades que o homem venha a sofrer. Se Deus procura "evitar" que o homem sofra nesta vida, muito mais Ele fará na alma do homem. Por isso, vemos aquela doutrina satânica de que Deus deseja e quer a salvação de todos os homens!

Esse é o resultado prático de um cristianismo que jogou no lixo as Sagradas Escrituras. Estão pisando na Palavra de Deus. Rasgando suas páginas e jogando-as nas fogueiras de uma "inquisição" construída para não abalar a credibilidade e não desvalorizar o homem. E de que modo é praticada esta moderna "inquisição"? Não é mais com fogueiras literais ou confisco de bens, ou até mesmo de perda da liberdade. Mas esta moderna forma de "inquisição" é praticada quando é negada a autoridade absoluta e suprema das Escrituras sobre a igreja, e se busca novas revelações extrabíblicas, tratando-as como suprema autoridade.

Por isso encontramos uma grande hostilidade quando vamos expor o que de fato as Escrituras afirmam sobre os assuntos abandonados pelos evangélicos atuais, dentre eles o assuntos sobre a expiação limitada.

Deixando de lado todas as emoções ou humanismo, vamos expor aquilo que a Bíblia fala a respeito do desejo de Deus com respeito a salvação do homem. Afinal de contas, Deus quer a salvação de toda a humanidade?

Todos os arminianos, sem exceção, ao começarem uma discussão a respeito do amor de Deus, lembram logo de João 3.16. “Deus amou o mundo”! Todos são alvos do amor de Deus! É injusto lembrarmos apenas do verso 16. Por que não citar até o verso 21?

16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para
que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

17
Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas
para que o mundo fosse salvo por ele.

18 Quem nele crê não é julgado; o
que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de
Deus.

19 O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens
amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

20
Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a
fim de não serem argüidas as suas obras.

21 Quem pratica a verdade
aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas
em Deus.

O texto não diz que Deus ama todos os homens. Jesus está dizendo que o amor de Deus não se estende apenas aos judeus de sua época, mas o seu amor alcança pessoas além dos limites da Judéia. O seu amor se estende também aos gentios. Interessante que os arminianos não conseguem enxergar que o alvo do amor de Deus são aqueles que crêem em Jesus Cristo, e somente eles. Veja que o verso 18 decreta a condenação daqueles que não crêem "porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus". Deus não pode amar aquele que se mantém rebelde contra Jesus. O amor de Deus não está nele, e sim a sua ira: "Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (Jo 3.36).

O curioso do ensinamento arminiano é que a teologia arminiana diz uma coisa e a bíblia diz outra. Por exemplo: se Deus ama a todos indiscriminadamente (como afirmam os arminianos) a lógica é Cristo orar e desejar a salvação de todos! Mas ele não deseja isso. Podemos notar isso na oração que ele faz em João 17. Cristo ora para que Deus conceda a vida eterna para um grupo seleto de pessoas: "Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste" (Jo 17.6-8). Em seguida, Cristo fulmina os arminianos com as seguintes palavras: "É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus" (v.9). Por todo o capítulo 17, Cristo repete sempre as mesmas palavras "aqueles que tu me deste", "homens que me deste do mundo".

Eu não posso acreditar que há um desentendimento entre o Pai e o Filho. Não posso acreditar numa confusão na Trindade! Deus desejando salvar a todos, mas o Filho orando por alguns. O próprio Jesus afirmou que Ele veio fazer a vontade do Pai, esta é a sua comida (Jo 4.34). Deus não ama a todos e não quer a salvação de todos!

Para encerrar, tenho mais uma prova de que Deus não deseja a salvação de todos. A prova está em Mateus 11.20-24.

20 Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos
milagres, pelo fato de não se terem arrependido:

21 Ai de ti, Corazim!
Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os
milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano
de saco e cinza.

22 E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos
rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras.

23 Tu, Cafarnaum,
elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em
Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela
permanecido até ao dia de hoje.

24 Digo-vos, porém, que menos rigor
haverá, no Dia do Juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo.


Cristo passa a condenar as cidades que tiveram a oportunidade de presenciar a pregação do evangelho (que naquela época era acompanhada da operação de milagres que testificavam da pregação). Corazim, Betsaida e Cafarnaum foram as cidades onde Cristo pregou o evangelho e mesmo assim estas cidades não se converteram. A partir daí, Cristo nos revela algo que nos incomoda: ele começa a “passar na cara” destas cidades que se ele tivesse pregado (e operado milagres) nas cidades de Tiro, Sidom e Sodoma, elas teriam se arrependido “com pano de saco e cinza” e permanecido “até ao dia de hoje”.

Se Cristo sabia que essas cidades iriam se arrepender com sua pregação, então, porque ele não foi até elas? Porque Cristo abriu mão dessas cidades, sabendo que os seus habitantes seriam convertidos e ingressados no reino dos céus? Deus não ama a todos? Então porque Deus deixou de fora dos céus os homens, as mulheres, os idosos, as crianças, os jovens e os adolescentes de Tiro, Sidom e Sodoma? Não foi o próprio Jesus quem afirmou: “Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lucas 15:10)? Porque Deus evitaria causar uma grande festa no céu por ocasião de três cidades arrependidas? Deus não ama a todos?

Isso me faz lembrar um outro texto: Isaías 6.9-13:

9 Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais;
vede, vede, mas não percebais.

10 Torna insensível o coração deste povo,
endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com
os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e
seja salvo.

11 Então, disse eu: até quando, Senhor? Ele respondeu: Até
que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem
moradores, e a terra seja de todo assolada,

12 e o SENHOR afaste dela os
homens, e no meio da terra seja grande o desamparo.

13 Mas, se ainda
ficar a décima parte dela, tornará a ser destruída. Como terebinto e como
carvalho, dos quais, depois de derribados, ainda fica o toco, assim a santa
semente é o seu toco.

Deus envia Isaías para pregar a um povo que não se arrependerá. Não se arrependerá porque Deus tornará insensível o coração desse povo. Não se arrependerá porque Deus endurecerá os ouvidos. Não se arrependerá porque fechará os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo”.

Somente os eleitos de Deus são os alvos do amor salvífico de Deus. Somente os seus eleitos experimentarão a graça de serem participantes do seu reino.

Não cabe a nós imaginarmos quem é o alvo do amor de Deus e quem não é. Não temos esse poder. Não podemos deixar de pregar o evangelho a alguém achando que esse alguém não faça parte dos eleitos. Resta-nos pregar o evangelho ao máximo de pessoas possíveis, sem fazer distinção. Precisamos olhar para as pessoas como um “eleito” em potencial. Todos os homens são passíveis de receberem a Cristo de bom grado e de coração. Por isso precisamos pregar o evangelho a toda criatura. A pregação do evangelho a todos não garante salvação. Precisamos ser o agricultor que joga as sementes em vários tipos de solos; mas isso não garante que todos os solos receberão as sementes e se transformarão em belas plantas e árvores. Deus mesmo fará com que as sementes da Sua palavra caia em corações que Ele mesmo preparou para recebê-las.

Devemos cumprir com nossa obrigação de pregar o evangelho a todos. Inclusive aos nossos parentes. Não sabemos o que Deus planejou para a vida de cada um deles. Não sei o destino eterno da minha esposa, do meu filho, do meu marido, do meu irmão, do meu pai, da minha mãe... Não cabe a mim fazer conjecturas. Cabe a mim pregar o evangelho e orar a Deus e entregar a alma do meu parente nas mãos de Deus.

O próprio Espírito de Deus acalmará nossa ansiedade, acalmará nosso espírito, se estivermos com dúvidas a respeito daquele parente que faleceu. Por mais que seja triste e dolorosa a partida de um ente querido que morreu sem Cristo, Deus mesmo nos dará o consolo necessário e suficiente para nossa dor. A nossa postura diante de Deus deve ser uma postura de honra, louvor, adoração, de submissão, de entrega total de nossas vidas a Ele, reconhecendo que Ele pode fazer o que bem entender com suas criaturas.

Soli Deo Gloria!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Calendário judaico

O calendário judaico, diferentemente do gregoriano, é baseado no movimento lunar. Onde cada mês se inicia com a lua nova. No calendário bíblico, também conhecido como calendário judaico, os meses começam sempre na lua nova. Cada vez que ocorre uma lua nova, inicia-se um novo mês. O primeiro dia de cada mês é o dia da lua nova.

Pode ser considerado como dia da lua nova o dia em que ocorre a conjunção lunar, ou o dia seguinte a este.

O início da Primavera, no Hemisfério Norte, é no dia 21 de março. Portanto, o início do primeiro mês do Calendário Bíblico é o dia da lua nova que cair mais próxima do dia 21 de março, porém não mais do que nove dias antes de 21 de março, para que o primeiro mês não comece antes que o clima esteja entrando nos padrões da primavera.

Início da contagem

O ínício da contagem do calendário judaico se refere à criação do mundo.

Os mêses do calendário judaico
O primeiro mês do calendário judaico é o mês de Nissan, quando temos a comemoração de Pessach (Páscoa). Entretanto, o ano novo judaico ocorre em Tishrei (quando é acrescentado um número ao ano anterior).

Mês - Duração - Equivalente ao calendário gregoriano

Nissan - 30 dias - Março-Abril
Iyar - 29 dias - Abril-Maio
Sivan - 30 dias - Maio-Junho
Tammuz - 29 dias - Junho-Julho
Av - 30 dias - Julho-Agosto
Elul - 29 dias - Agosto-Setembro
Tishrei - 30 dias - Setembro-Outubro
Heshvan - 29/30 - dias Outubro-Novembro
Kislev - 30/29 dias - Novembro-Dezembro
Tevet - 29 dias - Dezembro-Janeiro
Shevat - 30 dias - Janeiro-Fevereiro
Adar - 29/30 dias - Fevereiro-Março
Adar II - 29 dias - Março-Abril


Para saber que dia, mês e ano estamos no calendário judaico clique aqui.





Para começar, por que precisamos de um calendário? Isto é fácil: para lembrar as datas importantes das festividades, saber com antecedência o dia de nosso aniversário e, especialmente, para indicar o dia do bar e bat mitsvá, e ter um sistema para datar correspondências, cheques, contas e muitas outras coisas.


O calendário judaico é mais antigo que o gregoriano; existe há mais de 3300 anos, quando D'us mostrou a Moisés a Lua Nova, no mês de Nissan, duas semanas antes da libertação dos filhos de Israel do Egito, no ano 2448 após a Criação do mundo. A partir dessa época, o povo judeu recebeu um calendário especial, diferente dos outros já existentes.


De que modo este calendário se distingue? O calendário judaico é lunissolar, i.e., os meses seguem as fases da Lua, porém leva-se em conta as estações do ano.


O mês lunar compreende o tempo que decorre de um Novilúnio até o próximo, consistindo de 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 3,33 segundos. Como é impossível incluir num mês períodos fracionados como meios dias, horas e minutos, calculamos normalmente os meses de 29 e 30 dias, alternadamente. Desta forma resolve-se o problema das 12 horas excedentes que, uma vez são abatidas do mês de 29 dias e outra vez acrescidas no mês de 30 dias.


Mas conforme já verificamos, os períodos lunares abrangem além das 12 horas referidas, também uma fração de cerca de 44 minutos. Surge então a necessidade de resolver este problema adicional. Além disso, seria muito complicado que o dia santificado de Yom Kipur caísse no dia antes ou depois do Shabat; se o Yom Kipur fosse na sexta-feira ou no domingo, teríamos dois dias consecutivos proibindo qualquer tipo de trabalho, inclusive a preparação dos alimentos e, em caso de morte, não haveria enterro por dois dias e de acordo com a Lei Judaica, não poderíamos retardar o funeral.


Para solucionar essas questões, adiciona ou subtrai-se um dia em determinados anos, para Yom Kipur nunca cair numa sexta-feira ou num domingo, e que outras festividades também não caiam em certos dias da semana. Deste modo fica resolvido o problema dos 44 minutos que sobram.


Chamamos sua atenção para o fato de que é possível saber se qualquer um dos meses será completo (com 30 dias) ou incompleto (com 29 dias), observando-se a data de Rosh Chôdesh do mês seguinte. Se houver dois dias de Rosh Chôdesh, significa que o mês que termina é completo; assim sendo o trigésimo dia é sempre o primeiro dia de Rosh Chôdesh do próximo mês. Quando um só dia é Rosh Chôdesh, o mês que acaba tem somente 29 dias.


Quando tudo parece resolvido satisfatória e acertadamente, ainda é preciso da matemática, pois as dúvidas continuam.


Como já mencionamos, o calendário judaico baseia-se nas fases da Lua, diferente do calendário gregoriano que segue a rotação do Sol. Afirmamos também que podemos ter 29 ou 30 dias em cada mês do calendário judaico, mas nunca menos ou mais.


Um ano no calendário judaico tem 354 dias; ou seja, o ano lunar tem onze dias menos do que o ano solar, que tem aproximadamente 365 dias.


Se por acaso nos ocorre perguntar: qual é a importância disto? Aconteceria o seguinte: as festividades, neste caso, caminhariam para trás, cerca de onze dias em cada ano, até que a festa de Pêssach, que deveria ser celebrada na primavera (considerando as estações em Israel), cairia no meio do inverno; e Sucot que é no outono, seria em pleno verão, etc. Porém a Torá nos exige comemorar cada festividade na respectiva estação; por isso não ignoramos o sistema solar que determina as quatro estações do ano e não podemos deixar os onze dias e as frações para trás.


A solução é fazer com que estes se acumulem até inteirar um mês, quando então adicionamos esse mês ao ano lunar. Assim é que nestes referidos anos temos dois meses de Adar: Adar I e Adar II. Este ano é denominado embolísmico.


Até aqui expusemos de um modo simples o mecanismo do calendário judaico, mas ainda há algumas informações suplementares.


O ano do calendário judaico se compõe de 354 dias dividido em doze meses de 29 e 30 dias alternadamente. Tal ano é denominado "regular". Mas como já explicamos acima, em alguns anos deve-se acrescentar ou subtrair um dia de um dos meses. Este dia é adicionado ao mês de Cheshvan (30 no lugar dos costumeiros 29); então o ano é chamado de "completo". Quando o dia é subtraído, é retirado do mês de Kislev (29 dias no lugar do normal 30) e o ano é chamado de "incompleto". Assim, o ano normal de 12 meses poderá ter 353, 354 ou 355 dias, enquanto o ano embolísmico teria 383, 384 ou 385 dias.


O calendário judaico é reorganizado em pequenos ciclos de dezenove anos, cujas datas se coincidem com as do calendário gregoriano. Os anos embolísmicos são formados no terceiro, sexto, oitavo, décimo-primeiro, décimo-quarto, décimo-sétimo e décimo-nono anos desse ciclo.


Há mais de 1600 anos, nossos sábios do Talmud, que não contavam com o auxílio de computadores, calculadoras ou outros aparelhos sofisticados, deixaram por escrito o cálculo das datas do calendário judaico até o ano 6000 da Criação do mundo, que corresponde a 30 de setembro de 2239.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A ressurreição aconteceu na parte final do sábado ou no Domingo de manhã?

Quando perguntamos a um cristão quando ocorreu a ressureição, logo, recebemos a resposta de que foi no domingo pela manhã!


Antes de começar:

1 -Na tradição judaica o dia começa com o pôr-do-sol e termina, igualmente, com o pôr-do-sol do dia seguinte. Assim, o sábado inicia-se na véspera, ou seja, ao pôr-do-sol da sexta-feira e termina ao anoitecer do sábado.
2 - De acordo com Gênesis 1:5,8,13,19,23,31 a Bíblia diz que houve tarde e manhã o primeiro dia, tarde e manhã o segundo dia e assim sucessivamente até os nossos dias. Podemos entender nestes textos que houve 12 horas de noite e 12 horas de dia os primeiros dias da criação e assim até os dias de hoje.
3 - Diferença entre sábado cerimonial (feriado que poderia cair a qualquer dia da semana) e sábado semanal (este é o sétimo dia da semana). Sábado quer dizer dia de descanso.
4 - Jesus morreu no dia da páscoa dos Judeus (14 de Nisã, ou seja, quarta-feira), no dia seguinte, começava a festa dos pães asmos. Levítico.23:5-8, eles comemoravam esta festa durante sete dias. No primeiro dia da festa e no último dia da festa, era para os Judeus um Sábado cerimonial. (Confira o gráfico nesta página)
5 - A PÁSCOA sempre ocorreu no dia seguinte da noite de lua cheia.
6 - Levitico 23:5 - No mês primeiro (Nissan), aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do Senhor.
7 - Nissan é o mês judeu que corresponde a parte do mês de março e uma parte do mês de abril do nosso calendário. Os dias da semana são os mesmos nos dois calendários. Quarta-feira no calendário judeu é quarta-feira no Gregoriano.

Mateus 28:

1 No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
2 E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela.
3 O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve.
4 E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos.
5 Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado.
6 Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia.

Mateus é o único escritor do Evangelho que assinala o tempo da ressurreição. Ele escreve de uma visita feita ao túmulo antes de começar o primeiro dia da semana (o domingo): "No findar do sábado ao entrar o primeiro dia da semana..." Ele não diz exatamente quanto tempo antes de o dia seguinte começará, porém está definindo que foi à tarde, na última hora do sábado semanal(1).

Mateus acaba de dizer que era "No fim do sábado...", isto porque o sábado termina no pôr-do-sol. Não poderia ser o fim do sábado e a manhã de domingo ao mesmo tempo.


Portanto a ressurreição aconteceu quando o primeiro dia da semana estava perto, iniciando, começando a aparecer, quando o crepúsculo e a grande escuridão deram promessa de um novo dia que ia começar; porém definitivamente ANTES e não DEPOIS. A ressurreição foi efetuada no final de um dia e não no princípio de outro.



Na semana em que Jesus morreu houve dois sábados um caiu na quinta feira (dia 15 de nissan) e era o Sábado cerimonial após a páscoa, neste dia festivo começava a festa dos pães ásmos e ervas amargas que durava sete dias e que no primeiro dia da festa e no último dia da festa sempre era um sábado cerimonial, o outro foi o Sábado (dia 17 de nissan) do quarto mandamento da lei de Deus. Comparar Marcos 16:1 com Lucas.23: 56.

Em Marcos diz que passado o Sábado. Isto é, PASSADO o Sábado cerimonial, elas foram comprar aromas para ungir a Jesus. Na verdade elas compraram aromas na sexta-feira, mas não deu tempo de ungir a Jesus e em seguida começou o Sábado do quarto mandamento e elas descansaram. Lucas.23: 56.

A seguir, consideremos um pouco destas traduções das Escrituras:

Versão Revisada e Versão Americana: "Na tarde de sábado..."

Almeida - Rev. e atualizada: "No findar do Sábado..."

Peshito Syriac: "E no encerrar do sábado..."

Novo Testamento da União Americana da Bíblia (Publicada pela Sociedade Publicadora Batista Americana): "Era tarde no sábado..."

Dean Alfred: "E no fim do sábado..."

Rotherman: "Na tarde da semana, quando estava a ponto de amanhecer o primeiro dia da semana...".

George Ricker Berry (Em seu Novo Testamento Grego Interlinear): "Na tarde do Sábado, quando estava escurecendo para o primeiro dia da semana..."

James Moffatt: "No encerramento do sábado, quando o primeiro dia da semana estava amanhecendo..."

A tradução grega (mais antiga que qualquer outro texto grego conhecido), The Sinaitic Palimpset, confirma as traduções citadas: "Na tarde do Sábado, quando o primeiro dia da semana amanhecia..." A tradução grega original revela que não há erro na versão do Rei Tiago (Inglês) em Mateus 28:1. Vejamos uma tradução de Mateus 28:1-7:

"Na tarde de sábado, quando estava escurecendo para o primeiro dia da semana, vieram Maria Madalena e a outra Maria para ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, vindo, tirou a pedra da porta e estava sentado sobre ela. E sua aparência era como de um relâmpago e seu vestido branco como a neve. E com temor dele, os guardas que cuidavam tremeram e estavam como mortos. Porém o anjo respondendo, disse as mulheres: Não temais porque sei que procurais a Jesus que foi crucificado. Não está aqui, porque ressuscitou, como disse. Vinde, vede o lugar onde foi posto o Senhor. E ide logo, dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos".


Isto fica confirmado com a "tradução interlinear do Novo Testamento Grego" por George Ricker Berry, Ph. D., Universidade de Chicago e Universidade Colgate, Departamento de Línguas Semíticas.

Se Jesus, como se diz, foi colocado no túmulo antes do crepúsculo da sexta-feira, e ressuscitou antes do crepúsculo de sábado, logo esteve no túmulo somente 24 horas, ou seja, um dia e uma noite!

Concluindo, podemos afirmar, baseados nas Escrituras, que Cristo morreu cerca das 15 horas e foi sepultado quase ao por do sol de quarta-feira, e ressuscitou ao por do sol de Sábado, tendo completado o período de três noites e três dias ou 72 horas que predissera estaria no sepulcro. Mateus 12:40.

(1) - Sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas; aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.(Lev. 23:32)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

"Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos"

Bem, queridos irmãos estamos mais uma vez aqui reunidos para estudarmos a fé histórica da Igreja. É curioso que o credo tem sido totalmente desconhecido das Igreja históricas, e consequentemente alguns pastores desconhecem o conteúdo teológico que este credo antigo da Igreja sumariza para nós. Isso é muito triste, pois, estamos vendo a nossa fé sendo esquecida, abandonada, todavia, estamos aqui querendo resgatar este precioso credo em nossas liturgias.
Então, vamos prosseguir em nossa exposição deste credo. Hoje nós iremos considerar o quarto artigo do credo que diz: “Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao hades...”Olhe para estas palavras atentamente no credo. Nunca houve artigo tão mal compreendido neste credo como esse. É um artigo controverso para a cristandade moderna, pois, criaram uma doutrina que o credo não ensina – uma descida literal de Cristo ao inferno – e assim, descaracterizaram todo o ensino apostólico no credo, mas queira Deus que hoje possamos deixar claro o que de fato este artigo nos ensina.Pois, bem, que tema poderíamos oferecer para explorarmos este artigo do credo? Penso que o tema mais adequado para este artigo seja:O CREDO E A HUMILHAÇÃO DO NOSSO REDENTOR.O credo nos ensina que Cristo veio ao mundo não para viver uma vida de felicidade, mas veio padecer. O estado de humilhação de Cristo consiste em seu nascimento sob a lei. Mas ele é o homem de dores e sabe o que é “padecer” conforme lemos em Isaías 53. Ele é o servo sofredor conforme fora profetizado pelo profeta messiânico.Mas, algo me chama atenção neste credo ele diz que a doutrina cristã tem raiz na história. O sofrimento de Cristo foi histórico, o padecer de cristo encontrou lugar na história; isto significa que a mensagem cristã tem relevância neste mundo porque tem um pano de fundo histórico. Pois, somos informados aqui neste artigo que Cristo “padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos...” foi sob o governo de Pilatos que Cristo foi humilhado, foi diante de Pilatos que ele foi ridicularizado, desprezado e visto como o mais horrível criminoso, o governador pode ser facilmente identificado; pois em qualquer livro de história podemos ver que existiu um homem governador da Judéia chamado de Pilatos.
Há grandes verdades sob o termo “Padeceu” o que isto significa para nós? O que os crentes primitivos pensavam sobre esta expressão. Alguns tem sugerido que a expressão significa que esta expressão signifique o sofrimento de Cristo na cruz, mas prefiro entender que todo o sofrimento de Cristo está vinculado a sua existência neste mundo. Imaginem aquele que foi traído pelo seu povo, que rejeitou os seus afagos, que de fato “chorou”!Ele padeceu a negação de Pedro, a fuga de todos os seus discípulos no monte da oração, ficou sozinho. “A vida Completa de Jesus é vivida nesta solidão, e, assim, já na sombra da cruz”. A vida de Cristo é marcada pelo sofrimento, pois, o “filho do homem deve subir a Jerusalém, lá deve ser condenado, torturado e crucificado – ressurgir novamente no terceiro dia. Mas primeiro dominante é este deve que o leva à morte”(BARTH, 2006, p.146).O que há aqui? Há sofrimento. Isso nos mostra como Deus tem tratado com a questão do mal. Não figura tal perspectiva na criação – isto de principio – mas aqui no ato da encarnação do filho para salvar pecadores, no ato da humilhação de nosso redentor, é na descrição “da existência do Criador que se tornou criatura o mal aparece; aqui a distante morte se torna visível”( BARTH, idem.)A grande verdade enunciada é que o Filho de Deus gerado pela obra do Espírito Santo e nascido da virgem Maria foi designado para sofrer em um momento específico na história dos homens. A pregação da Igreja é que o seu redentor sofreu profundas humilhações conforme nos mostra o evangelho. Estamos aqui porque Ele sofreu em nosso lugar, foi rejeitado e desprezado entre todos os homens – preferiram Barrabás ao invés de Cristo – amaram mais as trevas do que a própria luz. Isto quer dizer que ele:Sofreu, ele deixou visível o que é a natureza do mal, da revolta do homem contra Deus. O que conhecemos do mal e do pecado? O que sabemos do que é chamado de sofrimento, ou o que significa a morte? Aqui conseguimos entendê-lo. Aqui aparece esta treva completa em sua realidade e verdade. Aqui as queixas são destacadas e punidas, aqui a relação entre Deus e o homem, é na verdade clarificada (BARTH, 2006, p.147).Todo o sofrimento na raça humana não se iguala, se equipara ao sofrimento do Filho de Deus neste mundo. Não estamos autorizados a falar de sofrimento a menos que tenhamos compreendido o que sigifica que ele “padeceu”.
Diante dos homens era desprezado é o servo sofredor que vem ao mundo para resgatar os pecadores. O credo não ignora este fato profético que encontra significação na história da Igreja de Cristo. Mas ele não apenas padeceu, mas também foi “crucificado” o termo nos lembra a ignomínia da cruz. A Bíblia nos ensina que a maldição da aliança caiu sobre o nosso redentor. É exatamente isso que nos lembra o credo quando diz que o Cristo foi “crucificado”; não é isto que nos ensina o evangelho? Quando nos diz que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;”(Gálatas 3.13).A cruz é o centro da fé cristã autêntica. E por quê? É o fato de que apenas a cruz é o instrumento para o cumprimento maior e sublime da obra redentora do Filho de Deus.A crucificação de Cristo é ato soberano de Deus posto em evidência contra o pecado do homem. Quando o símbolo nos diz que foi crucificado se tem em mente que ele foi exilado da presença de Deus! Foi amaldiçoado, abandonado, não em termos somente de vida, mas da relação pactual com Deus naquele momento na cruz. Sua alma estava sendo rasgada. O que recaiu sobre Cristo era o que deveria estar sobre cada um de nós. Este é ponto aqui.Mas o credo ainda diz que ele foi “...morto” o que a morte significa na concepção credal. Significa fim da existência. O fim da jornada da vida, assim como os homens foram ordenados a morrer uma única vez (Hb.9.27); de igual, modo Cristo morre uma única vez pelos pecadores. Ele de fato morreu. Sua vida chegou ao fim no dado momento da história
O credo continua nos informando que ele foi “...sepultado”, não existe algo mais humilhante na vida do homem que não seja ser baixado à sepultura; este é o momento mais humilhante da raça humana. Aqueles que foram criados para continuarem vivendo neste mundo são humilhados com o sepultamento; a morte chegará para cada um de nós aqui, e ainda assim, será humilhante. Cristo foi a sepulcro –e isto nos diz que a vida é transitória, que nada somos, pois, até o Rei de todo o Universo deitou na sepultura! Foi humilhado ao ser sepultado em uma rocha, o criador da terra sendo encerrado pela mesma em uma rocha como uma prisão para a vida, ou como um lembre de que todos os homens são passíveis de morte; e para mostrar ainda que o pecado gera a dor da partida neste mundo.Todavia, o ponto mais controverso deste artigo do credo é a expressão “desceu ao hades;” o que esta expressão significa? Alguns tem apresentado uma doutrina de que se trata de uma descida literal de Cristo ao inferno. Com o propósito de:1. evangelizar2. demonstrar sua vitória.3. Realizar a redenção.Estas posições fogem da linha histórica e confessional. Podemos apelar para o fato de que a expressão era usada para descrever o “morto e supultado” antes do IX século. Era uma expressão usada pelo outra, mas o problema surgiu quando o “morto e sepultado” apareceu com o “desceu ao hades” o entendimento reformado é que esta expressão descrevem todo o sofrimento de separação de Deus enfrentado por Cristo na cruz, as angustias infernais, Calvino nos diz que:Cristo tem sofrido em sua alma as dores de nossa maldição.Neste sentido disse Pedro, que Cristo ressuscitou: “ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela.” Não somente se nomeia meramente a morte, mas que expressamente se disse que o Filho de Deus foi cercado pelas dores e angústias, que são fruto da maldição e a ira de Dios, a qual é o princípio e a origem da morte (CALVINO, Institución de la religión Cristiana, Liv. II cap. XVI, seç.11)Para Calvino a descida de Cristo ao inferno consiste na maldição divina que caiu sobre Jesus na cruz. Embora alguns sugerem que este artigo refira-se a cristo ir libertar os mortos, o entendimento reformado não é este. Calvino ainda comentando este artigo do credo nos diz queOutros o expõe de outra forma, e afirmam que Cristo desceu ao lugar onde estavam as almas dos patriarcas mortos antes da vinda de Cristo, para levar-lhes a boa-nova de sua redenção e libertá-los do cárcere que estavam trancafiados. Para ilustrar esta fantasia distorcem algumas passagens da Escritura, fazendo-as dizer o que eles querem; como a passagem do salmo: “Pois arrombou as portas de bronze e quebrou as trancas de ferro.”(Salmos 107.16). (CALVINO, ibid, seç.10).Calvino chama esta abordagem de fantasiosa, pois, ignora a mensagem real das passagens citadas, todavia, a passagem mais comum usada para defender uma descida literal de Cristo ao inferno é 1 Pedro 3.19-20 :“ No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; 20 Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água;”O entendimento dessa passagem é que Cristo nos dias de Noé foi e pregou ao espíritos em prisão, ou seja, as almas que estavam escravisadas pelo pecado, e que foram rebeldes à mensagem de Noé, mas estes não estão sem desculpas, pois, a palavra profética de Noé comunicava de fato Cristo. Cristo experimentou as angústias do inferno na cruz. O mundo dos mortos ou a mansão dos mortos lhe foi manifestada.Aplicação: Que aplicações podemos fazer deste estudo para nossa vida.1. Que O cristo da cruz padeceu para termos liberdade.2. Que o padecer de Cristo nos mostra a malignidade do pecado.3. Que o seu sofrimento foi real e verdadeiro por causa de nossos pecados.4. Que a descida ao inferno de Cristo refere-se a sua angústia na ausência de Deus na cruz; era cada um de nós que deveria sentir a ausência de Deus, mas ele sentiu isso em nosso lugar.
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Por Prof. João Ricardo Ferreira de França
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