sábado, 28 de fevereiro de 2009

Arminianismo

Montgomery Boice: “infelizmente, eles são a grande maioria daqueles que se chamam evangélicos em nossos dias, que é a maior causa dos problemas que perturbam a igreja evangélica”.(...) “Na verdade, eles podem e dizem ‘a Deus seja a glória’, mas eles não podem dizer ‘somente a Deus seja a glória’, porque insistem em misturar o poder ou habilidade da vontade humana com a resposta humana ao evangelho da graça”.
Raniere Maciel Menezes

Livre Arbítrio

A culpa é do Diabo!

Muitíssimas pessoas estão prontas a culpar o Diabo por seus pecados, quando a verdade é que eles não precisam de nenhuma ajuda para cometer tais pecados, apenas uma desculpa.
(Rushdoony)

O que significa MONERGISMO?

Por monergismo entende-se a "doutrina de que o Espírito Santo é o único agente eficaz na regeneração - que a vontade humana não possui inclinação para a santidade até ser regenerada e, portanto, não pode cooperar na regeneração".

Os sonhos são uma pintura muda...

"Os sonhos são uma pintura muda, em que a imaginação a portas fechadas, e às escuras, retrata a vida e a alma de cada um, com as cores das suas ações, dos seus propósitos e dos seus desejos."
Padre Vieira

Orientação sexual versus preferência sexual

O termo orientação sexual é considerado, atualmente, mais apropriado do que opção sexual ou preferência sexual. Isso porque opção indica que uma pessoa teria escolhido a sua forma de desejo. É importante esclarecer que há grande imposição do modelo heterossexual para todos.

Eleição


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Unção do quadrúpede

Sobre Jacobus Arminius

Jacobus, Arminius, nome verdadeiro Jacob Harmensen, Hermansz, ou ainda Harmenszoon (1560-1609), holandês, teólogo e ministro da Igreja Reformada Holandesa que se opôs ao dogma da predestinação e desenvolveu sua própria doutrina conhecida depois como arminianismo. Seu pai faleceu quando Arminius era criança; dois benfeitores custearam seus estudos sucessivamente na escola primária e depois nas universidades de Leiden (1576-1582), Basel e Geneva (1582-1586). Foi ordenado em Amsterdã em 1588, onde se casou. Em 1603 Arminius foi convidado para uma cadeira de teologia em Laiden, que ele manteve até sua morte. Pôs-se contra seu colega Franciscus Gomarus, o qual pregava que aqueles eleitos para a salvação já estavam escolhidos por Deus antes da queda de Adão. Essa predestinação, - dogma professado pelo Calvinismo mais radical -, não deixava espaço para a misericórdia de Deus, nem para a vontade humana para alcançar a salvação. Então Arminius passou a afirmar uma eleição condicional, na qual a oferta divina da salvação poderia ser ou não afetada pela vontade livre do homem. Após sua morte alguns de seus seguidores deram apoio a suas teses assinando a "Remonstrance", um documento teológico, assinado em 1610, por 45 ministros e submetido aos Estados Gerais. O ponto crucial do arminianismo é que a dignidade humana requer uma total liberdade de vontade. O arminianismo remonstrante foi debatido em 1618-1619 no sínodo de Dordrecht, uma assembléia da Igreja Reformada Holandesa no qual todos os delegados eram seguidores de Gomarus. O arminianismo foi desacreditado e condenado pelo sínodo, os arminianos presentes foram expulsos, e muitos outros sofreram perseguição. Em 1629, no entanto, os trabalhos de Arminius (Opera theologica) foram publicados pela primeira vez em Leiden, e por volta de 1630 a Irmandade Remonstrante conseguiu tolerância . Foi finalmente reconhecida oficialmente na Holanda em 1795.
R.Q. Cobra Doutor em Geologiae bacharel em Filosofia.1997

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sobre John Owen

John Owen é, por consenso, o mais bem conceituado teólogo puritano, e muitos o classificariam, ao lado de João Calvino e de Jonathan Edwards, como um dos três maiores teólogos reformados de todos os tempos.

Nascido em 1616, ele entrou Queen's College, Oxford, na idade de doze e assegurou o seu mestrado em 1635, quando tinha dezenove. Em seus primeiros vinte anos, convicção de pecado jogou-o em tais turbulências que, para três meses, ele dificilmente poderá proferir uma palavra sobre algo coerente, mas lentamente ele aprendeu a confiar em Cristo, e assim encontrar a paz.

Em 1637 ele se tornou um pastor; nos 1640s, foi capelão de Oliver Cromwell, e em 1651 ele foi reitor da Igreja de Cristo, o maior colégio Oxford.

Em 1652 foi-lhe dado o lugar adicional de vice-chanceler da Universidade, que ele então reorganizada com notável sucesso. Após 1660, ele comandou o Independentes pela amarga anos de perseguição até sua morte em 1683. (by JI Packer)


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

UM NOVO TEMPO!


“A ressurreição de Cristo significa, para o mundo, o seu fim e o seu futuro. Deus coloca um ponto final no poder soberano da morte e faz surgir uma nova criação. As coisas passadas, o velho eon, as velhas criaturas, são mortas; as coisas novas, o novo eon, as novas criaturas, surgem com Cristo ressuscitado”.( VELASQUES FILHO, P. V. Uma Ética para nossos dias, p.27)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

FOI POR VOCÊ

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Novo Mundo

O texto abaixo é de autoria do Rev. Hermes Fernandes, Bispo Primaz da Rede Episcopal de Igrejas da Nação Apostólica - REINA.

A palavra "cosmos", traduzida em nossas bíblias como "mundo", significa originalmente "ordem", sendo o antônimo de "caos", ou "desordem".

As Escrituras afirmam que a presente ordem jaz no Maligno. Na Cruz, o Velho Mundo recebeu o golpe fatal. O último suspiro de Cristo foi o último suspiro da velha ordem iniciada em Adão. Por isso Paulo podia declarar convictamente que o mundo fora crucificado. Ele agora é um cadáver em decomposição. Já morreu, mas ainda mantém a aparência de que vive. Mas a aparência deste mundo passa. Não há pulsação, nem reflexo, apenas aparência.

A Cruz não foi apenas um lugar de morte. Foi também um lugar de Concepção. De acordo com Paulo, céu e terra convergiram em Cristo, e na Cruz contraíram núpcias. E o fruto desta união é a concepção de um novo mundo, isto é, de uma nova ordem, contrapondo-se à velha ordem danificada pelo pecado, e ao caos original.

O Novo Mundo é uma criança recém-concebida, ainda em estado embrionário, mas prestes a nascer. Já fora concebido, mas ainda não nasceu. Está sendo gerado no útero da nova humanidade, a quem as Escrituras chama de ekklesia (igreja).

A Igreja ( com "I" maiúsculo) é o útero, enquanto que a "igreja instituição" é a placenta. A hora do parto se avizinha. E quanto mais próxima, mais fortes são as contrações, as tais dores de parto a que se referem Jesus e Paulo. Terremotos, tsunamis, furacões, e outros catlamismos são contrações de uma criação em estado avançado de gravidez. Aumenta-se a intensidade das contrações, e diminui-se o intervalo entre elas. Em breve a bolsa vai se romper, o líquido amniótico será derramado, e um novo cosmos emergirá.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

TV na internet?

Exitem algumas opções no mercado de aplicativos de transmição. O MegaCubo, é um ótimo aplicativo aplicativo de transmição de vídeo on-line e conta com 300 canais. O programa é gratuito, e em português. São varios canais, entre eles: Cartoon Network, Rede TV, Sports Brasil.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Coral Muzart - Ele é exaltado

Ele é exaltado,
O Rei é exaltado nos céus
Eu o louvarei

Ele é exaltado,
Pra sempre exaltado
O Seu nome louvarei

Ele é o Senhor
Sua verdade vai sempre reinar
Terra e céus
Glorificam seu Santo nome

Ele é exaltado,
O Rei é exaltado nos céus
Ele é exaltado,
O Rei é exaltado nos céus
Eu o louvarei

Ele é exaltado,
Pra sempre exaltado
O Seu nome louvarei

Ele é o Senhor
Sua verdade vai sempre reinar
Terra e céus
Glorificam seu Santo nome

Ele é exaltado,
O Rei é exaltado nos céus
Ele é o Senhor
Sua verdade vai sempre reinar
Tterra e céus
Glorificam seu Santo nome

Ele é exaltado,
O Rei é exaltado nos céus
Ele é exaltado,
O Rei é exaltado nos céus
Ele é exaltado,
O Rei é exaltado nos céus

SÓ A BÍBLIA NÃO!

O Amor Jamais Acaba

O amor é paciente, é benigno
O amor não arde em ciúmes Nem se ufana
E nem se ensoberbece
O amor não se conduz
De maneira inconveniente
Não procura os seus interesses
Não se exaspera, não suspeita mal
Tudo sofre, tudo crê
Tudo espera Tudo suporta.

O amor jamais acaba O amor jamais acaba
O amor jamais acaba.

O amor não se conduz
De maneira inconveniente
Não se alegra com a injustiça
Mas se alegra com a verdade
Tudo sofre, tudo crê
Tudo espera
Tudo suporta.

O amor jamais acaba,
O amor jamais acaba
O amor jamais acaba
O amor jamais acaba

Composição: Williams Costa Júnior

Prisma Brasil - O Amor Jamais Acaba

Asas da Alva - Prisma Brasil

Senhor, Tu me sondas-te e me conheces
Conheces o meu deitar e meu levantar
Por onde eu irei do Teu Espírito?
E pra onde fugirei da Tua face?

Se tomar as asas da alva
Se habitar nos extremos do mar
Até ali a Tua mão me guiará
Tua destra me susterá

Se disser que as trevas me encobrirão
E a noite escurece ao redor
As trevas e a luz são iguais pra ti
Noite brilha como o dia

Se tomar as asas da alva
Se habitar nos extremos do mar
Até ali a Tua mão me guiará
Tua destra me susterá

Eu te louvarei, louvarei
Eu te louvarei Senhor
Ó Pai Te louvarei, louvarei
Louvarei

Tu criaste-me Senhor
Formaste-me antes de nascer
Te louvo porque de um modo maravilhoso
Tu me formaste

Se tomar as asas da alva
Se habitar nos extremos do mar
Até ali a Tua mão me guiará
Tua destra me susterá

Estarei nos braços de Deus
Discípulo teu.

Prisma Brasil - Asas Da Alva

Voz da Verdade - O Escudo

sábado, 14 de fevereiro de 2009

DIANTE DA CRUZ

Vale apena escutar! Sem sombra de dúvidas todo cristão verdadeiro tem que ocupar o seu lugar diante da cruz e reconheçer que só Jesus é Senhor.

 Aline Barros - Diante da Cruz (At the Cross)

Reunião$inha

PECADO UNIVERSAL

ROTINA

Igreja Enriquecer em Cristo

Se Essa Moda Voltar...

Momento da Oferta

Médico Pentecostal

Eu Te Amo Meu Irmão

Santa Ceia nas férias

Tolerância Liturgica

Tolerância Liturgica

Como explicar a comunhão?

Católição

Trízimo

Do Contra

Sem nada pra fazer

De$afio

A causa eficaz de fé - Frases de John Calvin

“A causa eficaz de fé não é a perspicácia de nossa mente, mas a vocação de Deus. E ele[Pedro (em 2Pe1.3)] não se refere somente à vocação externa, que é em si mesma ineficaz; mas à vocação interna, realizada pelo poder secreto do Espírito, quando Deus não somente emite sons em nossa orelhas pela voz do homem, mas, pelo seu próprio Espírito atrai intimamente nosso corações para ele mesmo".
[John Calvin, Calvin’s Commentaries, Grand Rapids, Michigan, Baker Book House, 1996 (reimpresso), Vol.22, (2Pe 1.3, p. 369].

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Despedida de João Calvino

Em 28 de abril de 1564, um mês antes de morrer, tendo os ministros de Genebra à sua volta, Calvino despede-se; a certa altura ele afirma: a respeito de minha doutrina, ensinei fielmente e Deus me deu a graça de escrever. Fiz isso do modo mais fiel possível e nunca corrompi uma só passagem das Escrituras, nem conscientemente as distorci. Quando fui tentado a requintes, resisti à tentação e sempre estudei a simplicidade. Nunca escrevi nada com ódio de alguém, mas sempre coloquei fielmente diante de mim o que julguei ser a glória de Deus. [...] Esquecia-me de um ponto: peço-lhes que não façam mudanças, nem inovem. As pessoas muitas vezes pedem novidade. Não que eu queira por minha própria causa, por ambição, a permanência do que estabeleci, e que o povo o conserve sem desejar algo melhor; mas porque as mundanas são perigosas, e às vezes nocivas... João Calvino, Calvin: Textes Choisis par Charles Gagnebin, p. 42-43.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Crepúsculo

O filme conta a história de um amor (quase) impossível entre a humana Isabela 'Bella' Swan (vivida por Kristem Stewart) e o vampiro Edwart Cullem (estrelado por Robert Pattinsom).

Bella sempre viveu com a mãe. Quando esta (mãe) decide viajar com o segundo marido, sua filha Bella volta a viver com o pai, numa cidade do interior de mone Forks. Como é nova no local, não tem amigos e sente-se deslocada. Essa situação é a mesma vivida por Edward e os irmãos, que não andam junto com os outros jovens e são um tanto diferentes do comum. Apesar de pequenas intrigas no começo, logo uma série de coincidencias os une - talvez para sempre.
Quem assistem 'Crepúsculo' fica encantado por não encontrar caixões e porque os vampiros não temem o dia. As doferenças entre Bella e Edward diminuem por causa do amoe romântico que esses jovens carregam em seus corações. Isso torna toda a trama mais bonita e gostosa de ser vista também.
A primeira intenção do vampiro pela garota é o seu sangue - o mais doce que apareceu no vilarejo. Depois, eles ficam unidos pelo sentimento, uma forma de ultrapassar as diferenças existente entre eles. Porém Bella corre perigo. Um grupo rival à família Cullen aparece e a persegue, especialmente depois de um desafeto entre Edward e James (vivido por Cam Gigandet).


Sobre João Calvino

Jean Cauvin, mais conhecido por nós como João Calvino, nasceu em Noyon, França, em 10 de Julho de 1509. Aos 14 anos foi estudar em Paris preparando-se para entrar na universidade. Estudou gramática, retórica, lógica, aritmética, geometria, astronomia e música. Em 1523 foi estudar no famoso Colégio Montaigu.Em 1528, com 19 anos, iniciou seus estudos em Direito e, depois, em Literatura. Em 1532 escreveu seu primeiro livro, um comentário à obra De Clementia de Sêneca. Em 1533, na reabertura da Universidade de Paris, escreveu um discurso atacando a teologia dos escolásticos e foi perseguido. Possivelmente foi neste período 1533-34 que Calvino foi convertido pelo Senhor, por influência de seu primo Robert Olivétan.Em 1536, a caminho de Estrasburgo, encontrou uma estrada obstruída, o que o fez passar a noite em Genebra. Como sua fama já o precedia, Farel o encontrou e o convenceu a permanecer em Genebra para implantarem a Reforma Protestante naquela cidade. Começou a escrever a obra magna da Reforma – As Institutas da Religião Cristã. Em 1538 foi expulso de Genebra e viajou para Estrasburgo, onde trabalhou como pastor e professor. Casou-se com uma viúva anabatista chamada Idelette de Bure. Em 1541 foi convidado a voltar a Genebra. Em 1559 escreveu a edição final das Institutas e, no decorrer de seus poucos anos de vida, escreveu tratados, centenas de cartas, e comentários sobre quase todos os livros da Bíblia.Em 27 de Maio de 1564, com 55 anos de idade, foi ao encontro do Senhor. O grande Teológo da Reforma, usado por Deus, influenciou o mundo com seus escritos. Sua piedade e dedicação ao estudo da Palavra são inspiradores.[ACMJ]Conheça mais sobre ele acessando:

Escritos de João Calvino

“Os crentes não oram com a intenção de informar a Deus a respeito das coisas que ele desconhece, ou para incitá-lo a cumprir o seu dever, ou para apressá-lo, com se ele fosse relutante. Pelo contrário, eles oram para que assim possam despertar-se e buscá-lo, e assim exercitem sua fé na meditação das suas promessas, e aliviem sua ansiedades, deixando-as nas mão dele; numa palavra, oram com o fim de declarar que sua esperança e expectativa das coisas boas, para eles mesmos e para os outros, está só nele” [John Calvin, Commentary on a Harmony of the Evangelists, Mattew, Mark, and Luke, Grand Rapids, Michigan, Baker Booh House, 1981 (reimpresso), p. 314]

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sobre Policarpo

Nascido em uma família cristã por volta dos anos 70, na Ásia Menor (hoje Turquia), Policarpo dizia ser discípulo do Apóstolo João. Em sua juventude costumava se sentar aos pés do Apóstolo do amor. Também teve a oportunidade de conhecer Irineu, o mais importante erudito cristão do final do segundo século. Inácio de Antioquia, em seu trajeto para o martírio romano em 116, escreveu cartas para Policarpo e para a Igreja de Esmirna. Nos dias do Papa Aniceto, Policarpo visitou Roma, a fim de representar as igrejas da Ásia Menor que observavam a Páscoa no dia 14 do mês de Nisan. Apesar de não chegar a um acordo com o papa sobre este assunto, ambos mantiveram uma amizade. Ainda estando em Roma, Policarpo conheceu alguns hereges da seita dos Valencianos, e encontrou-se com Márcio, o qual Policarpo denominava de “primogênito de Satanás”.

A Carta de Policarpo

Apesar de escrever várias cartas, a única preservada até a data, foi a endereçada aos Filipenses no ano 110. Nesta carta, Policarpo enfatiza a fé em Cristo, e o desenvolvimento da mesma através do trabalho para Cristo na vida diária. Também faz alusão à carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses e usa citações diretas e indiretas do Velho e Novo Testamento, atestando-os como canônicos. Na mesma carta, ele repete muitas informações recebidas dos apóstolos, especialmente de João. Por isto, ele é uma testemunha valiosa da vida e da obra da Igreja primitiva no segundo século. Policarpo exorta os Filipenses a uma vida virtuosa, às boas obras e à firmeza, mesmo ao preço de morte, se necessária, uma vez que tinham sido salvos pela fé em Cristo. As 60 citações do Novo Testamento, das quais 34 são dos escritos de Paulo, evidenciam seu profundo conhecimento da Epístola do Apóstolo aos Filipenses e outras do mesmo Testamento. Ao contrário de Inácio, Policarpo não estava interessado em administração eclesiástica, mas antes em fortalecer a vida diária prática dos cristãos.


O Martírio de Policarpo


O martírio de Policarpo é descrito um ano depois de sua morte, em uma carta enviada pela Igreja de Esmirna à Igreja de Filomélio. Este registro é o mais antigo martirológio cristão existente. Diz a história que o procônsul romano, Antonino Pius, e as autoridades civis tentaram persuadí-lo a abandonar sua fé em sua avançada idade, a fim de alcançar sua liberdade. Ele entretanto, respondeu com autoridade:


“Eu tenho servido Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso
blasfemar contra meu Rei que me salvou? Eu sou um cristão”!


No ano 156, em Esmirna, Policarpo é colocado na fogueira. Milagrosamente as chamas não o queimaram. Seus inimigos, então, o apunhalaram até a morte e depois queimaram o seu corpo numa estaca. Depois de tudo terminado, seus discípulos tomaram o restante de seus ossos e o colocaram em uma sepultura apropriada. Segundo a história, os judeus estavam tão ávidos pela morte de Policarpo quanto os pagãos, por causa de sua defesa contra as heresias.

Fonte: Vania Da Silva (
http://www.sepoangol.org)

"Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos"

Bem, queridos irmãos estamos mais uma vez aqui reunidos para estudarmos a fé histórica da Igreja. É curioso que o credo tem sido totalmente desconhecido das Igreja históricas, e consequentemente alguns pastores desconhecem o conteúdo teológico que este credo antigo da Igreja sumariza para nós. Isso é muito triste, pois, estamos vendo a nossa fé sendo esquecida, abandonada, todavia, estamos aqui querendo resgatar este precioso credo em nossas liturgias.
Então, vamos prosseguir em nossa exposição deste credo. Hoje nós iremos considerar o quarto artigo do credo que diz: “Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao hades...”Olhe para estas palavras atentamente no credo. Nunca houve artigo tão mal compreendido neste credo como esse. É um artigo controverso para a cristandade moderna, pois, criaram uma doutrina que o credo não ensina – uma descida literal de Cristo ao inferno – e assim, descaracterizaram todo o ensino apostólico no credo, mas queira Deus que hoje possamos deixar claro o que de fato este artigo nos ensina.Pois, bem, que tema poderíamos oferecer para explorarmos este artigo do credo? Penso que o tema mais adequado para este artigo seja:O CREDO E A HUMILHAÇÃO DO NOSSO REDENTOR.O credo nos ensina que Cristo veio ao mundo não para viver uma vida de felicidade, mas veio padecer. O estado de humilhação de Cristo consiste em seu nascimento sob a lei. Mas ele é o homem de dores e sabe o que é “padecer” conforme lemos em Isaías 53. Ele é o servo sofredor conforme fora profetizado pelo profeta messiânico.Mas, algo me chama atenção neste credo ele diz que a doutrina cristã tem raiz na história. O sofrimento de Cristo foi histórico, o padecer de cristo encontrou lugar na história; isto significa que a mensagem cristã tem relevância neste mundo porque tem um pano de fundo histórico. Pois, somos informados aqui neste artigo que Cristo “padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos...” foi sob o governo de Pilatos que Cristo foi humilhado, foi diante de Pilatos que ele foi ridicularizado, desprezado e visto como o mais horrível criminoso, o governador pode ser facilmente identificado; pois em qualquer livro de história podemos ver que existiu um homem governador da Judéia chamado de Pilatos.
Há grandes verdades sob o termo “Padeceu” o que isto significa para nós? O que os crentes primitivos pensavam sobre esta expressão. Alguns tem sugerido que a expressão significa que esta expressão signifique o sofrimento de Cristo na cruz, mas prefiro entender que todo o sofrimento de Cristo está vinculado a sua existência neste mundo. Imaginem aquele que foi traído pelo seu povo, que rejeitou os seus afagos, que de fato “chorou”!Ele padeceu a negação de Pedro, a fuga de todos os seus discípulos no monte da oração, ficou sozinho. “A vida Completa de Jesus é vivida nesta solidão, e, assim, já na sombra da cruz”. A vida de Cristo é marcada pelo sofrimento, pois, o “filho do homem deve subir a Jerusalém, lá deve ser condenado, torturado e crucificado – ressurgir novamente no terceiro dia. Mas primeiro dominante é este deve que o leva à morte”(BARTH, 2006, p.146).O que há aqui? Há sofrimento. Isso nos mostra como Deus tem tratado com a questão do mal. Não figura tal perspectiva na criação – isto de principio – mas aqui no ato da encarnação do filho para salvar pecadores, no ato da humilhação de nosso redentor, é na descrição “da existência do Criador que se tornou criatura o mal aparece; aqui a distante morte se torna visível”( BARTH, idem.)A grande verdade enunciada é que o Filho de Deus gerado pela obra do Espírito Santo e nascido da virgem Maria foi designado para sofrer em um momento específico na história dos homens. A pregação da Igreja é que o seu redentor sofreu profundas humilhações conforme nos mostra o evangelho. Estamos aqui porque Ele sofreu em nosso lugar, foi rejeitado e desprezado entre todos os homens – preferiram Barrabás ao invés de Cristo – amaram mais as trevas do que a própria luz. Isto quer dizer que ele:Sofreu, ele deixou visível o que é a natureza do mal, da revolta do homem contra Deus. O que conhecemos do mal e do pecado? O que sabemos do que é chamado de sofrimento, ou o que significa a morte? Aqui conseguimos entendê-lo. Aqui aparece esta treva completa em sua realidade e verdade. Aqui as queixas são destacadas e punidas, aqui a relação entre Deus e o homem, é na verdade clarificada (BARTH, 2006, p.147).Todo o sofrimento na raça humana não se iguala, se equipara ao sofrimento do Filho de Deus neste mundo. Não estamos autorizados a falar de sofrimento a menos que tenhamos compreendido o que sigifica que ele “padeceu”.
Diante dos homens era desprezado é o servo sofredor que vem ao mundo para resgatar os pecadores. O credo não ignora este fato profético que encontra significação na história da Igreja de Cristo. Mas ele não apenas padeceu, mas também foi “crucificado” o termo nos lembra a ignomínia da cruz. A Bíblia nos ensina que a maldição da aliança caiu sobre o nosso redentor. É exatamente isso que nos lembra o credo quando diz que o Cristo foi “crucificado”; não é isto que nos ensina o evangelho? Quando nos diz que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;”(Gálatas 3.13).A cruz é o centro da fé cristã autêntica. E por quê? É o fato de que apenas a cruz é o instrumento para o cumprimento maior e sublime da obra redentora do Filho de Deus.A crucificação de Cristo é ato soberano de Deus posto em evidência contra o pecado do homem. Quando o símbolo nos diz que foi crucificado se tem em mente que ele foi exilado da presença de Deus! Foi amaldiçoado, abandonado, não em termos somente de vida, mas da relação pactual com Deus naquele momento na cruz. Sua alma estava sendo rasgada. O que recaiu sobre Cristo era o que deveria estar sobre cada um de nós. Este é ponto aqui.Mas o credo ainda diz que ele foi “...morto” o que a morte significa na concepção credal. Significa fim da existência. O fim da jornada da vida, assim como os homens foram ordenados a morrer uma única vez (Hb.9.27); de igual, modo Cristo morre uma única vez pelos pecadores. Ele de fato morreu. Sua vida chegou ao fim no dado momento da história
O credo continua nos informando que ele foi “...sepultado”, não existe algo mais humilhante na vida do homem que não seja ser baixado à sepultura; este é o momento mais humilhante da raça humana. Aqueles que foram criados para continuarem vivendo neste mundo são humilhados com o sepultamento; a morte chegará para cada um de nós aqui, e ainda assim, será humilhante. Cristo foi a sepulcro –e isto nos diz que a vida é transitória, que nada somos, pois, até o Rei de todo o Universo deitou na sepultura! Foi humilhado ao ser sepultado em uma rocha, o criador da terra sendo encerrado pela mesma em uma rocha como uma prisão para a vida, ou como um lembre de que todos os homens são passíveis de morte; e para mostrar ainda que o pecado gera a dor da partida neste mundo.Todavia, o ponto mais controverso deste artigo do credo é a expressão “desceu ao hades;” o que esta expressão significa? Alguns tem apresentado uma doutrina de que se trata de uma descida literal de Cristo ao inferno. Com o propósito de:1. evangelizar2. demonstrar sua vitória.3. Realizar a redenção.Estas posições fogem da linha histórica e confessional. Podemos apelar para o fato de que a expressão era usada para descrever o “morto e supultado” antes do IX século. Era uma expressão usada pelo outra, mas o problema surgiu quando o “morto e sepultado” apareceu com o “desceu ao hades” o entendimento reformado é que esta expressão descrevem todo o sofrimento de separação de Deus enfrentado por Cristo na cruz, as angustias infernais, Calvino nos diz que:Cristo tem sofrido em sua alma as dores de nossa maldição.Neste sentido disse Pedro, que Cristo ressuscitou: “ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela.” Não somente se nomeia meramente a morte, mas que expressamente se disse que o Filho de Deus foi cercado pelas dores e angústias, que são fruto da maldição e a ira de Dios, a qual é o princípio e a origem da morte (CALVINO, Institución de la religión Cristiana, Liv. II cap. XVI, seç.11)Para Calvino a descida de Cristo ao inferno consiste na maldição divina que caiu sobre Jesus na cruz. Embora alguns sugerem que este artigo refira-se a cristo ir libertar os mortos, o entendimento reformado não é este. Calvino ainda comentando este artigo do credo nos diz queOutros o expõe de outra forma, e afirmam que Cristo desceu ao lugar onde estavam as almas dos patriarcas mortos antes da vinda de Cristo, para levar-lhes a boa-nova de sua redenção e libertá-los do cárcere que estavam trancafiados. Para ilustrar esta fantasia distorcem algumas passagens da Escritura, fazendo-as dizer o que eles querem; como a passagem do salmo: “Pois arrombou as portas de bronze e quebrou as trancas de ferro.”(Salmos 107.16). (CALVINO, ibid, seç.10).Calvino chama esta abordagem de fantasiosa, pois, ignora a mensagem real das passagens citadas, todavia, a passagem mais comum usada para defender uma descida literal de Cristo ao inferno é 1 Pedro 3.19-20 :“ No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; 20 Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água;”O entendimento dessa passagem é que Cristo nos dias de Noé foi e pregou ao espíritos em prisão, ou seja, as almas que estavam escravisadas pelo pecado, e que foram rebeldes à mensagem de Noé, mas estes não estão sem desculpas, pois, a palavra profética de Noé comunicava de fato Cristo. Cristo experimentou as angústias do inferno na cruz. O mundo dos mortos ou a mansão dos mortos lhe foi manifestada.Aplicação: Que aplicações podemos fazer deste estudo para nossa vida.1. Que O cristo da cruz padeceu para termos liberdade.2. Que o padecer de Cristo nos mostra a malignidade do pecado.3. Que o seu sofrimento foi real e verdadeiro por causa de nossos pecados.4. Que a descida ao inferno de Cristo refere-se a sua angústia na ausência de Deus na cruz; era cada um de nós que deveria sentir a ausência de Deus, mas ele sentiu isso em nosso lugar.
------------------------------------------------------------------------
Por Prof. João Ricardo Ferreira de França
Ao ocupar o lugar do homem pecador – na cruz – Cristo deu a todos a liberdade e a paz. Ali, o ‘velho homem’ morre, vencido pelo próprio Deus. A reconciliação é realizada; Cristo se coloca entre Deus e o homem, no centro de todos os acontecimentos e declara-se culpado dos pecados dos homens. A fim de eliminá-los, Deus leva, sobre si, o peso de nossas culpas e recebe a punição que nos estava reservada. (VELASQUES FILHO, P. V. Uma Ética para nossos dias, p.32)
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