quinta-feira, 30 de julho de 2009

CÂNCER DE PRÓSTATA

O câncer de próstata ainda é dos que mais mata os homens entre os 50 e 80 anos de idade. Só perde para o câncer de pulmão. Ele pode ser facilmente detectado através do toque retal e por isso recomendamos que seja feito uma vez por ano, para todos os homens acima dos 45 anos. O toque retal pode ser um pouco desconfortável de ser feito dependendo da habilidade do urologista, mas em geral é indolor e não diminui a masculinidade de ninguém, mesmo porque ninguém precisa saber. Só você, a sua esposa (se você quiser) e o seu médico. Ainda assim o desconforto do exame é infinitamente menor que o desconforto de saber que está com um câncer de próstata avançado e fora de possibilidade de cura, porque passou do estágio em que seria possível a cura.

O câncer de próstata não vai deixar de aparecer só porque você o ignorou, pelo contrário. O toque retal é o melhor exame, o que tem maior valor no diagnostico precoce do câncer de próstata, permitindo assim que você seja encaminhado para outros exames complementares e para uma eventual cirurgia que salva a sua vida.

Antigamente, milhões de homens morriam de câncer de próstata, que era um órgão que quase ninguém sequer sabia que existia. E não adianta achar que só porque você está sendo acompanhado pelo PSA que você pode ser dispensado do toque retal. O PSA ajuda no diagnóstico, mas não é capaz de substituir o toque retal.

Na fase inicial o câncer de próstata é tratado por cirurgia, a prostatectomia radical que é feita apenas nos casos em que se tem chance real de curar o paciente definitivamente do câncer da próstata. Nos casos em que o tumor já está maior ou mais espalhado, o tratamento passa a ser a hormonioterapia, a radioterapia ou a conjugação desses tratamentos.

Você que se valoriza e investe na sua qualidade de vida, não se arrisque por causa dessa bobagem. Faça o toque retal regularmente e evite o câncer de próstata. O toque retal que descobre o câncer de próstata, salva a sua vida e permite que você viva mais 10, 20 ou 30 anos livre de preocupações quanto a isso.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Uniões entre pessoas do mesmo sexo na antiguidade

Para os povos antigos, o conceito de homossexualidade simplesmente não existia.

“Em toda a história e em todo o mundo a homossexualidade tem sido um componente da vida humana”, escreveu William Naphy, diretor do colégio de Teologia, História e Filosofia da Universidade de Aberdeen, Reino Unido, em Born to Be Gay – História da Homossexualidade

As tribos das ilhas de Nova Guiné, Fiji e Salomão, no oceano Pacífico, cerca de 10 mil anos atrás já exercitavam algumas formas de homossexualidade ritual. Os melanésios acreditavam que o conhecimento sagrado só poderia ser transmitido por meio do coito entre duplas do mesmo sexo. No rito, um homem travestido representava um espírito dotado de grande alegria – e seus trejeitos não eram muito diferentes dos de um show de drag queens atual.

Um dos mais antigos e importantes conjuntos de leis do mundo, elaborado pelo imperador Hammurabi na antiga Mesopotâmia em cerca de 1750 a.C., contém alguns privilégios que deveriam ser dados aos prostitutos e às prostitutas que participavam dos cultos religiosos. Eles eram sagrados e tinham relações com os homens devotos dentro dos templos da Mesopotâmia, Fenícia, Egito, Sicília e Índia, entre outros lugares. Herdeiras do Código de Hammurabi, as leis hititas chegam a reconhecer uniões entre pessoas do mesmo sexo. E olha que isso foi há mais de 3 mil anos.

Na Grécia e na Roma da Antiguidade, era absolutamente normal um homem mais velho ter relações sexuais com um mais jovem. O filósofo grego Sócrates (469-399), adepto do amor homossexual, pregava que o coito anal era a melhor forma de inspiração – e o sexo heterossexual, por sua vez, servia apenas para procriar. Para a educação dos jovens atenienses, esperava-se que os adolescentes aceitassem a amizade e os laços de amor com homens mais velhos, para absorver suas virtudes e seus conhecimentos de filosofia. Após os 12 anos, desde que o garoto concordasse, transformava-se em um parceiro passivo até por volta dos 18 anos, com a aprovação de sua família. Normalmente, aos 25 tornava-se um homem – e aí esperava-se que assumisse o papel ativo.

Entre os romanos, os ideais amorosos eram equivalentes aos dos gregos. A pederastia (relação entre um homem adulto e um rapaz mais jovem) era encarada como um sentimento puro. No entanto, se a ordem fosse subvertida e um homem mais velho mantivesse relações sexuais com outro, estava estabelecida sua desgraça – os adultos passivos eram encarados com desprezo por toda a sociedade, a ponto de o sujeito ser impedido de exercer cargos públicos.

Boa parte do modo como os povos da Antiguidade encaravam o amor entre pessoas do mesmo sexo pode ser explicada – ou, ao menos, entendida – se levarmos em conta suas crenças. Na mitologia grega, romana ou entre os deuses hindus e babilônios, por exemplo, a homossexualidade existia. Muitos deuses antigos não têm sexo definido. Alguns, como o popularíssimo hindu Ganesh, da fortuna, teriam até mesmo nascido de uma relação entre duas divindades femininas. Não é nada difícil perceber que, na Antiguidade, o sexo não tinha como objetivo exclusivo a procriação. Isso começou a mudar, porém, com o advento do católicismo romano.

O judaísmo já pregava que as relações sexuais tinham como único fim a máxima exigida por Deus: “Crescei e multiplicai-vos”. Até o início do século 4, essa idéia, porém, ficou restrita à comunidade judaica. Nessa época, o imperador romano Constantino converteu-se à fé católica – e, na seqüência, o cristianismo tornou-se obrigatório no maior império do mundo. Como o sexo passou a ser encarado apenas como forma de gerar filhos, a homossexualidade virou algo antinatural. Data de 390, do reinado de Teodósio, o Grande, o primeiro registro de um castigo corporal aplicado em gays.

O primeiro texto de lei proibindo sem reservas a homossexualidade foi promulgado mais tarde, em 533, pelo imperador cristão Justiniano. Ele vinculou todas as relações homossexuais ao adultério – para o qual se previa a pena de morte. Mais tarde, em 538 e 544, outras leis obrigavam os homossexuais a arrepender-se de seus pecados e fazer penitência. O nascimento e a expansão do islamismo, a partir do século 7, junto com a força cristã, reforçaram a teoria do sexo para procriação.

Durante muito tempo, até meados do século 14, no entanto, embora a fé condenasse os prazeres da carne, na prática os costumes permaneciam os mesmos. A Igreja viu-se, a partir daí, diante de uma série de crises. Os católicos assistiram horrorizados à conversão ao protestantismo de diversas pessoas após a Reforma de Lutero. E, com o humanismo renascentista, os valores clássicos – e, assim, o gosto dos antigos pela forma masculina – voltaram à tona. Pintores, escritores, dramaturgos e poetas celebravam o amor entre homens. Além disso, entre a nobreza, que costumava ditar moda, a homossexualidade sempre correu solta. E, o mais importante, sem censura alguma – ficaram notórios os casos homossexuais de monarcas como o inglês Ricardo Coração de Leão (1157-1199).

No curto intervalo entre 1347 e 1351, a peste negra assolou a Europa e matou 25 milhões de pessoas. Como ninguém sabia a causa da doença, a especulação ultrapassava os limites da saúde pública e alcançava os costumes. O “pecado” em que viviam os homens passou a ser apontado como a causa dela e de diversas outras catástrofes, como fomes e guerras. Judeus, hereges e homossexuais tornaram-se a causa dos males da sociedade. Não havia outra solução a não ser a erradicação desses grupos. Medidas enérgicas foram tomadas. Em Florença, por exemplo, a homossexualidade foi proibida em 1432, com a criação dos Ufficiali di Notte (agentes da noite). O resultado? Setenta anos de perseguição aos homens que mantinham relações com outros. Entre 1432 e 1502, mais de 17 mil foram incriminados e 3 mil condenados por sodomia (homossexualidade), numa população de 40 mil habitantes.

Leis duras foram estabelecidas em vários outros países europeus. Na Inglaterra, o século 19 começou com o enforcamento de vários cidadãos acusados de sodomia. E, entre 1800 e 1834, 80 homens foram mortos. Apenas em 1861 o país aboliu a pena de morte para os atos de sodomia, substituindo-a por uma pena de dez anos de trabalhos forçados.



Outro tratamento nada usual foi destinado tanto à homossexualidade quanto à ninfomania feminina: a lobotomia. Desenvolvida pelo neurocirurgião português António Egas Moniz, que chegou a ganhar o prêmio Nobel de Medicina de 1949 por isso, ela consistia em uma técnica cirúrgica que cortava um pedaço do cérebro dos doentes psiquiátricos, mais precisamente nervos do córtex pré-frontal. Na Suécia, 3 mil gays foram lobotomizados. Na Dinamarca, 3500 – a última cirurgia foi em 1981. Nos Estados Unidos, cidadãos portadores de “disfunções sexuais” lobotomizados chegaram às dezenas de milhares. O tratamento médico era empregado porque a homossexualidade passou a ser vista como uma doença, uma espécie de defeito genético.

A preocupação científica com os gays começou no século 19. A expressão “homossexual” foi criada em 1848, pelo psicólogo alemão Karoly Maria Benkert. Sua definição para o termo: “Além do impulso sexual normal dos homens e das mulheres, a natureza, do seu modo soberano, dotou à nascença certos indivíduos masculinos e femininos do impulso homossexual(...). Esse impulso cria de antemão uma aversão direta ao sexo oposto”. Em 1897, o inglês Havelock Ellis publicou o primeiro livro médico sobre homossexualismo em inglês, Sexual Inversion (“Inversão sexual”, inédito no Brasil). Como muitos da época, ele defendia a idéia de que a homossexualidade era congênita e hereditária. A opinião científica, médica e psiquiátrica vigente era de que a homossexualidade era uma doença resultante de anormalidade genética associada a problemas mentais na família. A teoria, junto das idéias emergentes sobre pureza racial e eugenismo nos anos 1930, torna fácil entender por que a lobotomia foi indicada para os homossexuais.

A situação só começou a mudar no fim do século passado, quando a discussão passou a se libertar de estigmas. Em 1979, a Associação Americana de Psiquiatria finalmente tirou a homossexualidade de sua lista oficial de doenças mentais. Na mesma época, o advento da aids teve um resultado ambíguo para os homossexuais. Embora tenha ressuscitado o preconceito, já que a doença foi associada aos gays a princípio, também fez com que muitos deles viessem à tona, sem medo de mostrar a cara, para reivindicar seus direitos. Durante os anos 80 e 90, a maioria dos países desenvolvidos descriminalizou a homossexualidade e proibiu a discriminação contra gays e lésbicas. Em 2004, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos invalidou todas as leis estaduais que ainda proibiam a sodomia.

“Em toda a história e em todo o mundo a homossexualidade tem sido um componente da vida humana”, escreveu William Naphy, diretor do colégio de Teologia, História e Filosofia da Universidade de Aberdeen, Reino Unido, em Born to Be Gay – História da Homossexualidade. “Nesse sentido, não pode ser considerada antinatural ou anormal. Não há dúvida de que a homossexualidade é e sempre foi menos comum do que a heterossexualidade. No entanto, a homossexualidade é claramente uma característica muito real da espécie humana.” Para muitos, ainda hoje sair do armário continua sendo uma questão de tempo. As portas, no entanto, vêm sendo abertas desde a Antiguidade.

Créditos
Texto de: Humberto Rodrigues e Cláudia de Castro Lima
Adaptações: Alexandre Mello.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Calendário judaico

O calendário judaico, diferentemente do gregoriano, é baseado no movimento lunar. Onde cada mês se inicia com a lua nova. No calendário bíblico, também conhecido como calendário judaico, os meses começam sempre na lua nova. Cada vez que ocorre uma lua nova, inicia-se um novo mês. O primeiro dia de cada mês é o dia da lua nova.

Pode ser considerado como dia da lua nova o dia em que ocorre a conjunção lunar, ou o dia seguinte a este.

O início da Primavera, no Hemisfério Norte, é no dia 21 de março. Portanto, o início do primeiro mês do Calendário Bíblico é o dia da lua nova que cair mais próxima do dia 21 de março, porém não mais do que nove dias antes de 21 de março, para que o primeiro mês não comece antes que o clima esteja entrando nos padrões da primavera.

Início da contagem

O ínício da contagem do calendário judaico se refere à criação do mundo.

Os mêses do calendário judaico
O primeiro mês do calendário judaico é o mês de Nissan, quando temos a comemoração de Pessach (Páscoa). Entretanto, o ano novo judaico ocorre em Tishrei (quando é acrescentado um número ao ano anterior).

Mês - Duração - Equivalente ao calendário gregoriano

Nissan - 30 dias - Março-Abril
Iyar - 29 dias - Abril-Maio
Sivan - 30 dias - Maio-Junho
Tammuz - 29 dias - Junho-Julho
Av - 30 dias - Julho-Agosto
Elul - 29 dias - Agosto-Setembro
Tishrei - 30 dias - Setembro-Outubro
Heshvan - 29/30 - dias Outubro-Novembro
Kislev - 30/29 dias - Novembro-Dezembro
Tevet - 29 dias - Dezembro-Janeiro
Shevat - 30 dias - Janeiro-Fevereiro
Adar - 29/30 dias - Fevereiro-Março
Adar II - 29 dias - Março-Abril


Para saber que dia, mês e ano estamos no calendário judaico clique aqui.





Para começar, por que precisamos de um calendário? Isto é fácil: para lembrar as datas importantes das festividades, saber com antecedência o dia de nosso aniversário e, especialmente, para indicar o dia do bar e bat mitsvá, e ter um sistema para datar correspondências, cheques, contas e muitas outras coisas.


O calendário judaico é mais antigo que o gregoriano; existe há mais de 3300 anos, quando D'us mostrou a Moisés a Lua Nova, no mês de Nissan, duas semanas antes da libertação dos filhos de Israel do Egito, no ano 2448 após a Criação do mundo. A partir dessa época, o povo judeu recebeu um calendário especial, diferente dos outros já existentes.


De que modo este calendário se distingue? O calendário judaico é lunissolar, i.e., os meses seguem as fases da Lua, porém leva-se em conta as estações do ano.


O mês lunar compreende o tempo que decorre de um Novilúnio até o próximo, consistindo de 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 3,33 segundos. Como é impossível incluir num mês períodos fracionados como meios dias, horas e minutos, calculamos normalmente os meses de 29 e 30 dias, alternadamente. Desta forma resolve-se o problema das 12 horas excedentes que, uma vez são abatidas do mês de 29 dias e outra vez acrescidas no mês de 30 dias.


Mas conforme já verificamos, os períodos lunares abrangem além das 12 horas referidas, também uma fração de cerca de 44 minutos. Surge então a necessidade de resolver este problema adicional. Além disso, seria muito complicado que o dia santificado de Yom Kipur caísse no dia antes ou depois do Shabat; se o Yom Kipur fosse na sexta-feira ou no domingo, teríamos dois dias consecutivos proibindo qualquer tipo de trabalho, inclusive a preparação dos alimentos e, em caso de morte, não haveria enterro por dois dias e de acordo com a Lei Judaica, não poderíamos retardar o funeral.


Para solucionar essas questões, adiciona ou subtrai-se um dia em determinados anos, para Yom Kipur nunca cair numa sexta-feira ou num domingo, e que outras festividades também não caiam em certos dias da semana. Deste modo fica resolvido o problema dos 44 minutos que sobram.


Chamamos sua atenção para o fato de que é possível saber se qualquer um dos meses será completo (com 30 dias) ou incompleto (com 29 dias), observando-se a data de Rosh Chôdesh do mês seguinte. Se houver dois dias de Rosh Chôdesh, significa que o mês que termina é completo; assim sendo o trigésimo dia é sempre o primeiro dia de Rosh Chôdesh do próximo mês. Quando um só dia é Rosh Chôdesh, o mês que acaba tem somente 29 dias.


Quando tudo parece resolvido satisfatória e acertadamente, ainda é preciso da matemática, pois as dúvidas continuam.


Como já mencionamos, o calendário judaico baseia-se nas fases da Lua, diferente do calendário gregoriano que segue a rotação do Sol. Afirmamos também que podemos ter 29 ou 30 dias em cada mês do calendário judaico, mas nunca menos ou mais.


Um ano no calendário judaico tem 354 dias; ou seja, o ano lunar tem onze dias menos do que o ano solar, que tem aproximadamente 365 dias.


Se por acaso nos ocorre perguntar: qual é a importância disto? Aconteceria o seguinte: as festividades, neste caso, caminhariam para trás, cerca de onze dias em cada ano, até que a festa de Pêssach, que deveria ser celebrada na primavera (considerando as estações em Israel), cairia no meio do inverno; e Sucot que é no outono, seria em pleno verão, etc. Porém a Torá nos exige comemorar cada festividade na respectiva estação; por isso não ignoramos o sistema solar que determina as quatro estações do ano e não podemos deixar os onze dias e as frações para trás.


A solução é fazer com que estes se acumulem até inteirar um mês, quando então adicionamos esse mês ao ano lunar. Assim é que nestes referidos anos temos dois meses de Adar: Adar I e Adar II. Este ano é denominado embolísmico.


Até aqui expusemos de um modo simples o mecanismo do calendário judaico, mas ainda há algumas informações suplementares.


O ano do calendário judaico se compõe de 354 dias dividido em doze meses de 29 e 30 dias alternadamente. Tal ano é denominado "regular". Mas como já explicamos acima, em alguns anos deve-se acrescentar ou subtrair um dia de um dos meses. Este dia é adicionado ao mês de Cheshvan (30 no lugar dos costumeiros 29); então o ano é chamado de "completo". Quando o dia é subtraído, é retirado do mês de Kislev (29 dias no lugar do normal 30) e o ano é chamado de "incompleto". Assim, o ano normal de 12 meses poderá ter 353, 354 ou 355 dias, enquanto o ano embolísmico teria 383, 384 ou 385 dias.


O calendário judaico é reorganizado em pequenos ciclos de dezenove anos, cujas datas se coincidem com as do calendário gregoriano. Os anos embolísmicos são formados no terceiro, sexto, oitavo, décimo-primeiro, décimo-quarto, décimo-sétimo e décimo-nono anos desse ciclo.


Há mais de 1600 anos, nossos sábios do Talmud, que não contavam com o auxílio de computadores, calculadoras ou outros aparelhos sofisticados, deixaram por escrito o cálculo das datas do calendário judaico até o ano 6000 da Criação do mundo, que corresponde a 30 de setembro de 2239.

Cultura Judaica: Sábado Semanal X Sábado Cerimonial

A palavra sábado, no hebraico antigo, entre os israelitas, poderia ter alguns significados diferentes:

a)Descanso;
b)Sétimo dia da semana;
c)Um feriado qualquer.

Portanto, para relacionar abaixo as festividades judaicas, quero ressaltar que cada um desses dias festivos era um sábado, não importando em que dia da semana caísse. São os sábados cerimoniais, que não devem ser confundidos com os sábados semanais.

1. Festa da Páscoa - 14º dia do mês de Abib (Não era um feriado - Números 28:16).
2. Festa dos Pães Asmos - 15º ao 21º dia de Abib (Sábados cerimoniais, o primeiro e o último dia da festa - Números 28:17).
3. Festa do Pentecostes - 50 dias após a oferta do molho movido que era realizada no 16º do mês de Abib (Sábado cerimonial era dia de Santa Convocação - Êxodo 23:16; 34:22; Números 28:26; Atos 2:1).
4. Festa das Trombetas - Primeiro dia do 7º mês (Sábado cerimonial - era dia de Santa Convocação - Números 29:1).
5. Dia da Expiação - Décimo dia do 7º mês (Sábado cerimonial - era dia de Santa Convocação - Números 29:7).
6. Festa dos Tabernáculos - Essa festa acontecia do 15º ao 22º dia do 7º mês, e nela, os sábados cerimoniais eram o primeiro e último dias da festa (Números 29:12; Êxodo 23:16; Levítico 23:34).

Em Cristo, cumprem-se, com notável exatidão, tais sábados cerimoniais, a começar pelas festas primaveris (Páscoa, Pães Asmos e Pentecostes). Ele morreu como cordeiro pascal (14º dia de Abib) e o período a seguir foi o dos pães asmos e das ervas amargas, por Sua morte. Sua ressurreição foi exatamente no 17º dia de Abib. Nesse dia, Cristo ressuscitou representando as primícias (molho movido). Após isso, em 50 dias viria o Pentecostes. Exatamente nesse dia, derramava sobre os discípulos a chuva do Espírito Santo.

Por outro lado, o sábado semanal, como os demais mandamentos do Decálogo (Tiago 2), são divinos e eternos (Mateus 5:17-19).

Valdeci Júnior
Fátima Silva

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A ressurreição aconteceu na parte final do sábado ou no Domingo de manhã?

Quando perguntamos a um cristão quando ocorreu a ressureição, logo, recebemos a resposta de que foi no domingo pela manhã!


Antes de começar:

1 -Na tradição judaica o dia começa com o pôr-do-sol e termina, igualmente, com o pôr-do-sol do dia seguinte. Assim, o sábado inicia-se na véspera, ou seja, ao pôr-do-sol da sexta-feira e termina ao anoitecer do sábado.
2 - De acordo com Gênesis 1:5,8,13,19,23,31 a Bíblia diz que houve tarde e manhã o primeiro dia, tarde e manhã o segundo dia e assim sucessivamente até os nossos dias. Podemos entender nestes textos que houve 12 horas de noite e 12 horas de dia os primeiros dias da criação e assim até os dias de hoje.
3 - Diferença entre sábado cerimonial (feriado que poderia cair a qualquer dia da semana) e sábado semanal (este é o sétimo dia da semana). Sábado quer dizer dia de descanso.
4 - Jesus morreu no dia da páscoa dos Judeus (14 de Nisã, ou seja, quarta-feira), no dia seguinte, começava a festa dos pães asmos. Levítico.23:5-8, eles comemoravam esta festa durante sete dias. No primeiro dia da festa e no último dia da festa, era para os Judeus um Sábado cerimonial. (Confira o gráfico nesta página)
5 - A PÁSCOA sempre ocorreu no dia seguinte da noite de lua cheia.
6 - Levitico 23:5 - No mês primeiro (Nissan), aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do Senhor.
7 - Nissan é o mês judeu que corresponde a parte do mês de março e uma parte do mês de abril do nosso calendário. Os dias da semana são os mesmos nos dois calendários. Quarta-feira no calendário judeu é quarta-feira no Gregoriano.

Mateus 28:

1 No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
2 E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela.
3 O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve.
4 E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos.
5 Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado.
6 Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia.

Mateus é o único escritor do Evangelho que assinala o tempo da ressurreição. Ele escreve de uma visita feita ao túmulo antes de começar o primeiro dia da semana (o domingo): "No findar do sábado ao entrar o primeiro dia da semana..." Ele não diz exatamente quanto tempo antes de o dia seguinte começará, porém está definindo que foi à tarde, na última hora do sábado semanal(1).

Mateus acaba de dizer que era "No fim do sábado...", isto porque o sábado termina no pôr-do-sol. Não poderia ser o fim do sábado e a manhã de domingo ao mesmo tempo.


Portanto a ressurreição aconteceu quando o primeiro dia da semana estava perto, iniciando, começando a aparecer, quando o crepúsculo e a grande escuridão deram promessa de um novo dia que ia começar; porém definitivamente ANTES e não DEPOIS. A ressurreição foi efetuada no final de um dia e não no princípio de outro.



Na semana em que Jesus morreu houve dois sábados um caiu na quinta feira (dia 15 de nissan) e era o Sábado cerimonial após a páscoa, neste dia festivo começava a festa dos pães ásmos e ervas amargas que durava sete dias e que no primeiro dia da festa e no último dia da festa sempre era um sábado cerimonial, o outro foi o Sábado (dia 17 de nissan) do quarto mandamento da lei de Deus. Comparar Marcos 16:1 com Lucas.23: 56.

Em Marcos diz que passado o Sábado. Isto é, PASSADO o Sábado cerimonial, elas foram comprar aromas para ungir a Jesus. Na verdade elas compraram aromas na sexta-feira, mas não deu tempo de ungir a Jesus e em seguida começou o Sábado do quarto mandamento e elas descansaram. Lucas.23: 56.

A seguir, consideremos um pouco destas traduções das Escrituras:

Versão Revisada e Versão Americana: "Na tarde de sábado..."

Almeida - Rev. e atualizada: "No findar do Sábado..."

Peshito Syriac: "E no encerrar do sábado..."

Novo Testamento da União Americana da Bíblia (Publicada pela Sociedade Publicadora Batista Americana): "Era tarde no sábado..."

Dean Alfred: "E no fim do sábado..."

Rotherman: "Na tarde da semana, quando estava a ponto de amanhecer o primeiro dia da semana...".

George Ricker Berry (Em seu Novo Testamento Grego Interlinear): "Na tarde do Sábado, quando estava escurecendo para o primeiro dia da semana..."

James Moffatt: "No encerramento do sábado, quando o primeiro dia da semana estava amanhecendo..."

A tradução grega (mais antiga que qualquer outro texto grego conhecido), The Sinaitic Palimpset, confirma as traduções citadas: "Na tarde do Sábado, quando o primeiro dia da semana amanhecia..." A tradução grega original revela que não há erro na versão do Rei Tiago (Inglês) em Mateus 28:1. Vejamos uma tradução de Mateus 28:1-7:

"Na tarde de sábado, quando estava escurecendo para o primeiro dia da semana, vieram Maria Madalena e a outra Maria para ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, vindo, tirou a pedra da porta e estava sentado sobre ela. E sua aparência era como de um relâmpago e seu vestido branco como a neve. E com temor dele, os guardas que cuidavam tremeram e estavam como mortos. Porém o anjo respondendo, disse as mulheres: Não temais porque sei que procurais a Jesus que foi crucificado. Não está aqui, porque ressuscitou, como disse. Vinde, vede o lugar onde foi posto o Senhor. E ide logo, dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos".


Isto fica confirmado com a "tradução interlinear do Novo Testamento Grego" por George Ricker Berry, Ph. D., Universidade de Chicago e Universidade Colgate, Departamento de Línguas Semíticas.

Se Jesus, como se diz, foi colocado no túmulo antes do crepúsculo da sexta-feira, e ressuscitou antes do crepúsculo de sábado, logo esteve no túmulo somente 24 horas, ou seja, um dia e uma noite!

Concluindo, podemos afirmar, baseados nas Escrituras, que Cristo morreu cerca das 15 horas e foi sepultado quase ao por do sol de quarta-feira, e ressuscitou ao por do sol de Sábado, tendo completado o período de três noites e três dias ou 72 horas que predissera estaria no sepulcro. Mateus 12:40.

(1) - Sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas; aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.(Lev. 23:32)

domingo, 26 de julho de 2009

Definições de Sexualidade

Para a maioria das pessoas, falar de sexualidade remete imediatamente ao ato sexual e à reprodução. Mas a sexualidade é muito mais abrangente. Pode ser definida como uma forma de expressão dos afetos, uma maneira de cada indivíduo se descobrir e descobrir os outros. A sexualidade engloba a identidade sexual (masculina e feminina); os afetos e a auto-estima; as alterações físicas e psicológicas ao longo da vida; o conhecimento anatômico e fisiológico do homem e da mulher; a higiene sexual; a gravidez, a maternidade e a paternidade; métodos anticoncepcionais; doenças sexualmente transmissíveis; os transtornos sexuais, entre outros.

A visão do sexo com finalidade reprodutiva foi uma norma de comportamento que vigorou com bastante força no Ocidente até o final do século XIX. Assim, toda atividade sexual – como a masturbação, a busca do prazer, as relações homossexuais – que fugia desse paradigma era considerada anormal. Freud foi um dos pioneiros que rompeu com esse conceito, ao afirmar que o sexo não tinha somente a função reprodutiva, pois ia além dos órgãos sexuais.

De acordo com o conceito contemporâneo, a sexualidade é uma experiência individual regida por diferentes desejos e condutas que a tornam um processo absolutamente pessoal e natural. A forma como cada indivíduo se percebe como um ser sexual, é intrínseca à sua natureza e não pode ser modificada por fatores externos como a moral, a religião e a imposição de papéis sexuais, sem que isto resulte em grande sofrimento e angústia.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, "a sexualidade humana forma parte integral da personalidade de cada um. É uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. A sexualidade não é sinônimo de coito e não se limita à presença ou não do orgasmo. Sexualidade é muito mais do que isso. É energia que motiva encontrar o amor, contato e intimidade, e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas e como estas tocam e são tocadas. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e integrações, portanto, a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deve ser considerada como direito humano básico. A saúde sexual é a integração dos aspectos sociais, somáticos, intelectuais e emocionais de maneira tal que influenciem positivamente a personalidade, a capacidade de comunicação com outras pessoas e o amor".

Senhor, Te quero...

sábado, 25 de julho de 2009

Calendário Israelita: Feriados, festividades e jejuns.

Significado de cada feriado e jejum.

- Rosh Hashanah - É o ano novo israelita, ou seja, o dia da criação do mundo.
- Tzom Guedalyá (Jejum de Guedalyá) - Jejum de doze horas após o Rosh Hashanah para lembrar o assassinato de Guedalyá, o ultimo rei de Israel na época do Primeiro Templo.
- Yom Kipur - O dia da expiação, ou seja, de arrependimento. Dia em que D'us perdoa as transgressões de todo povo de Israel.
- Sucot - Festa das Cabanas. Lembra os 40 anos de êxodo dos hebreus no deserto após saírem do Egito.
- Shemini Atzeret - Festa da conexão do Oitavo Dia da Assembléia. Depois de completar os sete dias de Sucot, o Oitavo dia significa que o israelita quer permanecer mais um dia na Sucá (na presença Divina).
- Simchat Torah - Festa de Regozijo da Torá. Neste dia encerra-se e reinicia a leitura anual da Torá, como lembrança da sua eternidade.
- Chanukah - A Festa das Luzes. Comemora o milagre do azeite que queimou por oito dias no candelabro do Templo de Jerusalém.
- Tzom Assarah B'Tevet - Jejum de 12 horas, para lembrar que o exército de Nabucodonosor cercou Jerusalém neste dia principiando o início da perda da soberania de Israel sobre suas terras, no Primeiro Templo.
- Tu B’Shevat - É o ano novo das árvores. Neste dia, come-se tradicionalmente frutas secas e planta-se mudas de árvores.
- Taanit Ester - A rainha Ester jejuou 3 dias para pedir a D'us que anulasse o decreto de Haman, que queria matar todos os hebreus, por isto deve-se jejuar 12 horas antes de Purim.
- Purim - Comemora-se a salvação dos israelitas persas do plano de Haman, para exterminá-los.
- Pessach - É a celebração que recorda a libertação do povo de Israel da escravidão do Egito.
- Yom HaShoá - Dia da Memória ao Heroísmo e ao Holocausto.
- Yom Hazikaron - Dia de Recordação aos caídos nas batalhas para o estabelecimento do Estado de Israel em sua terra, na Guerra da Independência e nas que a seguiram.
- Yom Haatzmaut - Dia da proclamação da independência do Estado de Israel.
- Pessach Sheni - É uma nova oportunidade àquele que não ofereceu o sacrifício de Pessach no tempo certo, para fazê-lo nesta data. O Pessach do segundo mês.
- Lag BaOmer - Lag Baômer celebra a vida e os ensinamentos de dois dos mais notáveis Sábios na história israelita, Rabi Akiva e Rabi Shimon bar Yochai.
- Yom Yerushalayim - Comemoração da libertação e reunificação de Jerusalém.
- Shavuot - Dia da Entrega da Torá e das Primícias no Templo. A palavra significa "semanas", assinalando a compleição das sete semanas entre Pessach e Shavuot (o período do ômer), durante o qual o povo hebreu preparou-se para a Outorga da Torá.
- Shivá Assar B'Tamuz - Uma data que ao longo dos séculos ocorreram muitas tragédias para o povo hebreu: Moisés quebrou as Tábuas da Lei, os romanos romperam as muralhas de Jerusalém na era do segundo Templo, os gregos queimaram um Livro de Torá e colocaram um ídolo no Templo Sagrado.
- Tisha B'Av (9 de Av) - O pior dia do calendário israelita: D'us decretou que os hebreus não entrariam em Israel e morreriam durante os 40 anos no deserto; os dois Templos foram destruídos com diferença de centenas de anos entre um e outro; os israelitas foram expulsos da Espanha em 1492; a 1ª Guerra Mundial iniciou-se nessa data.
- Tu B’Av - Período de consolo, em que D'us volta-se a nós, após termos retornado a Ele. Também dedicada a(o)s jovens israelitas em busca de seus pares.

Onde no Novo Testamento diz que o dízimo é 10%?

Em hebraico, no Antigo Testamento, a palavra usada para indicar dízimo é ma‘aser, que significa ‘décima parte’. O grego usa a palavra dekate, que tem o mesmo significado. Normalmente se usa o verbo apodekato, ou seja ‘dar a décima parte’. Textos importantes, no Novo Testamento, são Mateus 23,23, Lucas 11,42; 18,12 e Hebreus 7,5.

O dízimo é uma taxa que pode ser dada una tantum ou em determinados intervalos que consiste, como se deduz da própria palavra, na décima parte do patrimônio ou da renda de uma pessoa.
No Novo Testamento não existe um texto que fala do dízimo, de uma taxa dada à igreja. Os textos que citamos acima falam sempre do costume hebraico de dar o dízimo aos levitas. Nos Atos dos Apóstolos se fala da solidariedade e da divisão dos bens entre os primeiros cristãos. Atos 2,42 seguintes conta como na primeira comunidade os cristãos tinham tudo em comum. O mesmo livro, em 4,36, conta como Barnabé vendeu o campo que possuía e colocou o dinheiro ‘aos pés dos apóstolos’. Também no capítulo 5 diz como Ananias e Safira tentaram enganar a comunidade, escondendo o verdadeiro preço do propriedade vendida. De qualquer forma Pedro (Atos 5,3) diz que o pecado deles não consistiu no fato de não ter dado o dinheiro à comunidade, mas na mentira feita ao Espírito Santo.

O dízimo era um costume muito difundido no passado. Era comum sobretudo no mundo civil, um modo que os reis tinham para angariar fundos para a sobrevivência dos respectivos reinos. Também em Israel era uma prática comum, como nos conta o Antigo Testamento, mas era entendida como uma taxa que era dada a Deus, como uma resposta humana às coisas boas realizadas por Deus. Em Gênesis 14,20, Abraão, bento pelo rei e sacerdote Melchisedek, dá a ele a décima parte daquilo que possui. Também Jacó, depois do encontro com Deus em Betel, promete a Deus o dízimo de tudo aquilo que receberá dEle (Gênesis 28,22).

Os aspectos concretos do dízimo no Antigo Testamento são regulamentados em Levíticos 27. A décima parte dos grãos, dos frutos e do gado devem ser consagradas ao Senhor. Os grãos e frutos podiam ser dados em forma material, mas também podiam ser convertidos em dinheiro e entregues em dinheiro, mas neste caso o valor devia ser aumentado de um quinto (Levíticos 27,31). O dízimo sobre o gado era feito fazendo passar os animais em fila; o décimo animal era colocado à parte para Deus.

O dízimo pertencia a Deus e era dado aos levitas conforme dito em Números 18,21, como se fosse a herança deles, pois a tribo de Levi não obteve para si, quando o povo entrou na terra prometida, nenhum território. Os animais porém não pertenciam aos levitas. E os próprios levidas deviam dar a Deus o dízimo daquilo que recebiam como dízimo (Números 18,26 seguintes).

O dízimo era dado no templo. Porém a cada 3 anos devia ser levado até o local onde os levitas moravam e doado aos pobres, estreangeiros, órfãos e viúvas, com os quais se devia fazer uma refeição (Deuteronômio 14,28 seguintes).

É importante notar que o dízimo, na sua origem, não é destinado aos sacerdotes, mas tem como intenção sanar uma disigualdade social: compensar a falta de propriedade que atingia os levitas. Os sacerdotes, invés, sobreviviam com os sacrifícios que o povo oferecia, que eram diferentes do dízimo. Frizamos, contudo, que existe uma grande confusão neste campo, pois graças sobretudo ao livro de Números os sacerdotes, descentendes de Aarão, são considerados Levitas. Porém, se lemos Ezequiel, por exemplo, existe uma nítida diferença entre sacerdotes e levitas. E depois, a confusão aumentou por que o dízimo era entregue no Templo e portanto, parece, que era controlado pelos sacerdotes. De qualquer forma o fato que a Lei obrigue a cada 3 anos que o dízimo não seja levado ao templo, mas pessoalmente aos levitas e pobres, sublinha a índole do dízimo.

É importante, por último, falar do aspecto teológico do dízimo. Com o dízimo se exprime a convinção que tudo aquilo que se possuiu é fruto da bondade divina. Nessa linha deve ser lido o texto de Lucas 18,9-14, onde Jesus conta uma parábola que fala do dízimo praticado pelos fariseus no tempo de Jesus, que era meramente uma prática, sem nenhuma espiritualidade. O dízimo em si não é importante, mas significa uma das expressões possíveis do reconhecimento da existência de Deus nas nossas vidas. Além do mais Jesus nos ensina que o fundamental da Lei transmitida no Antigo Testamento é a Justiça, a misericórdia e a fidelidade. E diz isso exatamente falando do dízimo em Mateus 23,23: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórida e a fidelidade. Importava praticar estas coisas, mas sem omitir aquelas.”

Resposta de Luiz da Rosa

Entendendo a Mitologia Grega.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :

- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimeras : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.

Conheça os principais deuses gregos :

Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite - deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon - deus dos mares
Hades - deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Artemis - deusa da caça.
Ares - divindade da guerra..
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas
Hermes - divindade que representava o comércio e as comunicações
Hefestos - divindade do fogo e do trabalho.

sábado, 18 de julho de 2009

Em que parte da Bíblia fala sobre Verônica limpando o rosto de Jesus?

Na Bíblia não há nenhuma menção da história que a tradição fez chegar até nós, que narra que, no dia da paixão do Senhor, uma mulher do meio do povo, ultrapassando o controle dos soldados, se aproximou de Cristo e limpou o seu rosto com uma toalha. Nesta toalha, conta a tradição, teria ficado imprimido o desenho do rosto de Jesus. Não é uma história bíblica, mas que aparece pela primeira vez no livro apócrifo "Atos de Pilatos". No capítulo 7 desse livro encontramos uma passagem que narra como a mulher que Jesus curou, depois que ela lhe tocara o manto (veja Lucas 8,43-48), durante o caminho para o calvário conseguiu enxugar o seu rosto. Essa mulher se chamava Bernike, em grego, que em latim é Verônica.

Não sabemos se essa história é verdadeira, porém devemos saber que os evangelhos provavelmente não contém toda a história sobre Jesus e muitas tradições nasceram para tentar preencher as lacunas deixadas pelos escritores sagrados. De fato os evangelistas não tinham a preocupação, que é típica da história moderna, de contar uma biografia detalhada de Cristo, mas transmitir o seu ensinamento; os evangelhos são essencialmente uma catequese.

Os apócrifos dão muitos detalhes sobre a vida de Jesus, sobre a sua infância e outras etapas da sua vida. Porém muitos desses escritos não têm autoridade histórica e é difícil distinguir entre história e ficção. O importante é ler por trás das palavras e encontrar a mensagem que essas histórias querem transmitir.


Pergunta enviada por Max - Janauba, em 15/09/2007
Resposta de Luiz da Rosa

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Como usar a camisinha masculina

O uso da camisinha, desconsiderando a abstinência sexual, é o único método contraceptivo capaz de prevenir não só a AIDS, mas uma gama de doenças sexualmente transmissíveis; quando utilizada em todas as modalidades sexuais (genital, oral e anal). Assim, compreender como se faz o uso desta é necessário.

Para garantir a segurança, é importante que o preservativo em questão seja de qualidade, e que não tenha ultrapassado o prazo de vencimento. Além disso, nunca deve ser utilizada vaselina ou outro tipo de óleo para lubrificação: prefira camisinhas que já contenham substâncias especiais para este fim, ou adquira lubrificantes especiais, à base de água.

Procedimentos de uso:

A camisinha deve ser colocada quando o pênis estiver ereto, antes da penetração. Para tal, é necessário abrir a embalagem, delicadamente, com as mãos.

Importante: Nunca utilizar tesoura, dentes ou outros métodos alternativos, uma vez que podem rasgar o preservativo, inutilizando-o.


Após a retirada da embalagem, colocar a camisinha sobre o pênis, sem deixar que entre ar. Como medida de segurança, pressione ou dê uma leve torcida na ponta desta com uma mão; enquanto desenrola a camisinha com a outra mão. O preservativo deve cobrir todo o comprimento do pênis, até sua base (próximo aos pelos).


Importante: também é necessário evitar a entrada de ar enquanto desenrola a camisinha no pênis, já que este propicia seu rompimento. Caso ocorra, deverá ser feita a substituição.


Após a ejaculação, o preservativo deve ser retirado pela borda, com o pênis ainda ereto. Embrulhe-a em papel higiênico, e descarte o material no lixo.



Importante: dar um nó na abertura da camisinha evita a possível contaminação do lixo, protegendo o ambiente e pessoas que poderão manuseá-lo. Além disso, a camisinha não deve ser jogada no vaso sanitário, pois poderá entupi-lo.




Também vale lembrar:

- Abrir a embalagem somente quando for utilizá-la.
- Não utilize mais de uma vez a mesma camisinha.
- Existem no mercado várias marcas de preservativos que contém espermicida, potencializando ainda mais o efeito contraceptivo desses.

terça-feira, 14 de julho de 2009

sábado, 11 de julho de 2009

Prefeitura entrega nova Praça João Calvino e Espaço Guignard

Em cerimônia realizada no início da noite de sexta-feira, dia 10, a Prefeitura do Rio entregou à população um novo espaço de lazer e cultura no Centro, num local antes degradado: a Praça João Calvino, localizada na Rua Gustavo de Lacerda, em frente à Catedral Presbiteriana do Rio. A reforma da praça também recuperou totalmente o Espaço Guignard que, com novas instalações para eventos culturais de pequeno e médio porte, vai incrementar ainda mais o processo de revitalização do Centro histórico do Rio.

O novo nome do local é uma homenagem aos 500 anos de nascimento do organizador da Igreja Presbiteriana, o pregador suíço João Calvino, completados exatamente nesta sexta-feira. Em honra a Calvino, considerado um dos mais brilhantes estudiosos da Bíblia de todos os tempos, o espaço ganhou uma estátua interativa do líder religioso, que inclui um púlpito com sonorização especial, para reproduzir músicas religiosas e sermões em eventos especiais.

A estátua também está localizada estrategicamente, de modo que fiéis e turistas possam posar para fotos junto a ela com a catedral ao fundo. Toda a a praça foi adotada pela própria Catedral Presbiteriana, que passa a ser responsável pela manutenção dos canteiros e áreas de circulação, e também por fechar seus portões à noite, para evitar a ação de vândalos e a presença de pessoas em situação de rua.

A solenidade de inauguração da praça e do novo monumento da cidade teve a presença do secretário municipal de Obras, Luís Antônio Guaraná, representando o prefeito Eduardo Paes, e foi prestigiada por representantes da Igreja Presbiteriana de todo o estado do Rio, bem como de outros estados brasileiros. Num breve discurso, Guaraná lembrou que o Centro do Rio passou, nos últimos anos, por um duro processo de degradação, mas que ações da Prefeitura como a realizada naquele ponto do Centro, próximo à Praça Tiradentes e à Lapa, em apenas seis meses de governo trouxeram de volta aos cidadãos espaços renovados, que ampliam a revitalização dessa região.

A reforma de toda a área foi executada por três órgãos da Secretaria Municipal de Obras: a RioUrbe, que fiscalizou e supervisionou os trabalhos; a Rioluz, que refez toda a iluminação do local, em especial a iluminação monumental; e a CGC, que recuperou o calçamento de pedras portuguesas brancas e vermelhas e o piso da rua de serviço no entorno. As equipes da SMO também construíram rampas de acesso, conjugadas com moderadores de velocidade na pista, para garantir a segurança de pessoas idosas ou com deficiência que queiram desfrutar da nova área verde.

Já o gradil original que cerca o Espaço Guignard e a praça, construído pelo escultor Franz Weissmann, amigo do pintor modernista, foi totalmente restaurado pela Fundação Parques e Jardins (FPJ), órgão da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Um dos dois portões que ficam nas pontas da Rua Gustavo de Lacerda foi recuperado e o outro, reconstruído.

O toque final no Espaço Guignard foi a inclusão de um pequeno palco ao ar livre, construído em madeira e concreto, com bancos corridos. Nele, o Centro de Artes Maria Tereza Vieira, vizinho à nova praça, pretende promover atividades sociais, pequenos shows e aulas de arte a céu aberto.

Texto: Karine Fonte
Adaptação: Alexandre Mello

Extraído de: Prefeitura do Rio de Janeiro

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Sexualidade da Mulher

A mulher possui necessidades emocionais e essenciais como o afeto, respeito, e compreensão que precisam ser apreciadas e supridas.

Por uma questão fisiológica a mulher tem condições de possuir um sentimento íntimo bem desenvolvido, o que lhe favorece maior capacidade de vivenciar seu próprio corpo.
As mudanças hormonais e psicológicas decorrentes do ciclo menstrual fazem com que a mulher estabeleça relações íntimas com seu corpo.

Os aspectos subjetivos ligados a condições psíquicas, culturais e sociais estão intimamente ligados a sexualidade feminina.

Os estágios do ciclo de resposta sexual feminina são desejo, excitação, orgasmo e resolução. Para que as mulheres se sintam sexualmente satisfeitas é necessário desenvolver e completar todos esses estágios.

Texto de: Patrícia Lopes

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Síntese do Precursor da Doutrina Predestinação - João Calvino

1509 - Nasce em Noyon, na Picardia, (próximo a Paris), no dia 10 de julho. Seu pai, Gérard Cauvin, era secretário do bispado de Noyon.
1521 - Aos 12 anos, devido à influência que seu pai tinha, passou a receber alguns cargos eclesiásticos na região.
1523 - Ingressa na Universidade de Paris.
1528 - Forma-se em Filosofia e Dialética na Universidade de Paris. Aos 19 anos recebe o grau de mestre em Teologia.
1528 - Na Universidade de Orléans, França, começa a estudar Direito.
1529 - Muda-se para a Universidade de Bourges, França, onde inicia também os seus estudos de Grego.
1531 - Forma-se em Direito pela Universidade de Bourges.
1531 - Perde seu pai, que falece neste ano.
1531 - Estuda grego e hebraico no Colégio da França.
1532 - A publicação de seu Comentário ao Tratado de Sêneca sobre a Clemência, em abril, já era um indício de que sua conversão estava iminente.
1532 - Converte-se à doutrina protestante.
1533 - Começa a defender os protestantes contra a Inquisição.
1533 - Em 1° de novembro, Cop profere seu discurso de posse como reitor da Universidade de Paris. Cop recebe ajuda de Calvino para escrever o discurso, que continha idéias de Erasmo e Lutero.
1533 - Esconde-se junto com Cop em Angoulême, França, fugindo do rei Francisco I, opositor de todos os simpatizantes de Lutero.
1534 - Em 4 de maio chaga à Noyon afim de renunciar aos benefícios eclesiásticos que detinha. Ao chegar na cidade é preso.
1536 - Novamente é preso por pregar doutrinas do protestantismo.
1536 - Breve passagem pela côrte de Ferrara, Itália, onde tenta converter sua compatriota, a Duquesa Renata.
1536 - Fugindo da Inquisição Católica, se estabelece em Genebra.
1538 - Junto com Farel, é expulso de Genebra acusado injustamente de arianismo. Se estabelece em Strassburgo, na França (divisa com a Alemanha).
1541 - O partido de seus amigos assume o poder em Genebra. Volta à cidade e assume o poder em 13 de setembro.
1541 - Estabelece uma nova Constituição, as chamadas Ordenanças Eclesiásticas, onde redefinia a ordem de poder na Igreja Suíça.
1551 - Sofre oposição de Bolsec, que afirma:"a teoria da predestinação é falsa". Ele é expulso de Genebra, volta para a Igreja Romana e escreve uma biografia caluniosa de Calvino.
1553 - Ordena a morte de seu opositor, o espanhol Miguel Servet, que morre queimado.
1555 - Todos os calvinistas são excomungados do catolicismo.
1559 - Funda a Universidade de Genebra.
1564 - Morre no dia 27 de maio, aos 55 anos.

domingo, 5 de julho de 2009

Posicionamento do Conselho da Igreja referente ao Ministério Eclesiástico e homossexualidade:

Cremos, a partir do testemunho do Evangelho, que Deus ama as pessoas sem distinção. Está claro, também, que tanto as pessoas que se sentem atraídas sexualmente para o mesmo sexo como as que se sentem atraídas para o sexo oposto precisam da graça de Deus para serem salvas. Nenhuma pessoa é salva por causa do seu comportamento sexual. O apóstolo Paulo escreve:

"...Não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por causa da graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus."
(Rm 3.23)

Todos nós, sejamos pessoas heterossexuais ou homossexuais, somos justificados tão somente pela graça de Deus e pela fé que o Espírito Santo em nós opera.

Estamos conscientes e lembramos que a sexualidade faz parte da boa criação de Deus, constituindo-se numa maravilhosa dádiva divina, pela qual devemos ser sempre gratos a Deus, vivendo-a também em responsabilidade diante de Deus e do nosso próximo. Afirmamos ainda que a fé em Jesus Cristo, que queremos tornar concreta na convivência na igreja, nos leva a viver nossa sexualidade em respeito ao matrimônio e ao próximo, conforme os ensinamentos da Palavra de Deus. Por isso, em nossa conduta sexual, evitamos tudo quanto possa levar nosso irmão ou nossa irmã a tropeçar ou cair em pecado. É nesse sentido que Lutero explica o 6. Mandamento, no Catecismo Menor : "Devemos temer e amar a Deus e viver uma vida casta e decente em palavras e ações e cada qual ame e honre seu consorte."

No tocante à homossexualidade, há na atualidade em muitas igrejas um intenso debate quanto a sua natureza e quanto à correta interpretação bíblica a seu respeito. Não há entre os especialistas um consenso absoluto nem na ciência quanto à natureza da homossexualidade, nem na interpretação bíblica daquelas passagens que fazem alusão à homossexualidade. Tampouco há na IECLB ainda esse consenso. Ao contrário, as posições são, por vezes, frontalmente opostas. Esse fato requer da Igreja discernimento, não juízos, enquanto ela segue auscultando perseverantemente a Palavra de Deus. Acima de tudo, deve haver uma prática sensibilidade pastoral, tanto para com as pessoas homossexuais quanto para com as famílias e as comunidades, em cujo meio essas pessoas vivem. Há nesse particular muito sofrimento, ao qual a igreja deve sua atenção espiritual e diaconal. De modo algum devem as pessoas homossexuais ser discriminadas ou afastadas do convívio na comunidade de fé. A palavra de Deus é juízo e graça para todas as pessoas, tanto as homossexuais quanto heterossexuais. Em todas as situações e para com todas as pessoas, deve prevalecer o amor, que é o maior dos dons (1Co 13).

Sabemos que o Ministério Eclesiástico Ordenado, instituído para pregar o evangelho e administrar os sacramentos, exige daquelas pessoas que o exercem um cuidado especial no comportamento sexual, para que as suas atitudes nesta área não se tornem escândalo e empecilho para os membros da igreja. Isso vale igualmente para as pessoas heterossexuais. Ao mesmo tempo, observamos que a eficácia da pregação do Evangelho depende também da aceitação do pregador e da pregadora e do respeito que as pessoas têm por ele ou ela. Um obreiro ou um obreira que por sua maneira de ser ou de agir afronta os padrões éticos da comunidade ou cujo comportamento sexual divide a comunidade dificilmente poderá realizar um trabalho pastoral proveitoso.

Não negamos que as pessoas homossexuais, que vivem a sua condição sem causar escândalo, podem realizar um trabalho abençoado na comunidade, ao colocarem a serviço do Evangelho os dons que Deus lhes deu. Mas constatamos também que, no momento atual da Igreja, não há condições de uma pessoa homossexual praticante assumir o exercício público do ministério eclesiástico na IECLB.


(Aprovado pelo Conselho da Igreja em sua reunião de 27 a 29/04/2001.
Publicado no Boletim Informativo da IECLB 173 de 28/06/01

sábado, 4 de julho de 2009

Camisinha Feminina

A camisinha feminina foi lançada em nosso país em 1997. Tal como o preservativo masculino, impede a gravidez e incidência de AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. Deve ser utilizada antes da penetração, tendo a vantagem de poder ser colocada em até oito horas antes do ato sexual, inclusive durante o período menstrual. Além disso, por ser de poliuterano, é mais resistente, mais fina, hipoalergênica e inodora; sem contar que já vem lubrificada.

Ela possui o formato de tubo, com aproximadamente 17 centímetros de comprimento e 8 de diâmetro. Além disso, contém um anel em cada extremidade. Um destes ficará no fundo da vagina e outro, vazado, do lado de fora, cobrindo a vulva.


Confira as instruções de uso:

Escolha uma camisinha de qualidade, não se esquecendo de conferir a data de validade. Abra a embalagem com as mãos e verifique sua integridade.
Importante: Nunca utilizar tesoura, dentes ou outros métodos alternativos, uma vez que podem rasgar o preservativo, inutilizando-o.

A camisinha deve ser segurada com o anel externo (vazado) para baixo. Aperte o anel interno (menor), com o polegar e o indicador, formando um “8”:



Escolha uma posição confortável e introduza a extremidade menor na vagina, deixando cerca de três centímetros do anel aberto para fora desta.


Empurre a camisinha para dentro, o mais fundo possível, a fim de cobrir o colo do útero. Caso sinta algum incômodo, ajuste-o, internamente, com o dedo.

Importante: ao contrário da camisinha masculina, a feminina não precisa ser “desenrolada”.

Após essas etapas, já é possível a introdução no pênis na vagina. Deve-se tomar o cuidado de que este fique dentro da camisinha.
Findada a relação, torça o anel externo e retire a camisinha, puxando-a delicadamente. Ela deve ser embrulhada em um papel, e jogada no lixo.

Importante: torcer o anel externo evita a possível contaminação do lixo, protegendo o ambiente e pessoas que poderão manuseá-lo. Além disso, a camisinha não deve ser jogada no vaso sanitário, pois poderá entupi-lo.


Texto de Mariana Araguaia, Graduada em Biologia.
Equipe Brasil Escola

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Câncer de pênis: raro, sério e pouco discutido

Entenda porque alguns cuidados são simples para evitar o mal
Por Ricardo Felts de La Roca - Urologia


A doença responde por poucos casos de câncer nos homens. No entanto, torna-se muito grave porque atinge a camada da população de baixo nível econômico, que convive com a miséria e com a falta de informação sobre o assunto. No Brasil, o tumor representa 2% de todos os casos de câncer no homem, sendo mais freqüente nas regiões Norte e Nordeste. Entretanto, nas regiões de maior incidência, o câncer de pênis supera os casos de câncer de próstata e de bexiga. Maranhão, Ceará, Pernambuco, Bahia e Pará são os estados com maior concentração de casos de câncer de pênis no Brasil. A informação consta do estudo epidemiológico da doença no país, realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Assim, está diretamente relacionado às baixas condições sócio-econômicas
e de instrução, à má higiene íntima e a indivíduos não circuncidados. O dado social mais triste é o de que a maioria dos casos só é descoberta em estágio avançado, quando o único tratamento possível é a retirada total do órgão.

A falta de higiene é um dos maiores fatores de risco para esse tipo de câncer. Faz parte da prevenção da doença lavar o
o pênis diariamente com água e sabão, em especial debaixo do prepúcio, a pele que recobre a cabeça do genital (glande). Esse ato não só impede o surgimento de infecções, como leva o homem a observar se existe algum tipo de alteração ou ferida no órgão. Outros fatores de risco são as lesões penianas crônicas, o comportamento sexual de risco, a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) e a fimose que ocorre quando a pele do prepúcio é estreita ou pouco elástica, impedindo a exposição da glande e a limpeza adequada.

A manifestação clínica mais comum do câncer de pênis é uma ferida persistente ou uma tumoração localizada na glande, no prepúcio ou no corpo do pênis. É preciso destacar que qualquer ferimento que não cicatriza, ou uma tumoração, independente de causarem dor devem ser examinados por um médico. Em alguns casos, o crescimento nos gânglios inguinais - íngua na virilha - pode ser uma manifestação inicial do câncer de pênis.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, (INCA), cerca de mais da metade dos pacientes com câncer de pênis demoram mais de um ano para procurar assistência médica, após o aparecimento das lesões iniciais. Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de pênis apresenta elevada taxa de cura. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o crescimento local da doença e a posterior amputação do pênis, que traz conseqüências físicas, sexuais e psicológicas para o homem. Por isso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura. O tratamento depende da extensão local do tumor e do comprometimento dos gânglios inguinais. Cirurgia, radioterapia e quimioterapia são as alternativas terapêuticas.
Quando falamos em câncer de pênis, o mais importante é disseminar massivamente entre a população masculina noções básicas de higiene íntima. Além disto, a prevenção da doença pode ser feita se o cidadão tiver a noção da importância de fazer o auto-exame do pênis. Ao realizar o auto-exame, os homens devem estar atentos à:
- perda de pigmentação ou manchas esbranquiçadas;
- feridas e caroços no pênis que não desapareceram após tratamento médico, e que apresentam secreções e mau cheiro;
- tumoração no pênis e/ou na virilha (íngua);
- inflamações de longo período com vermelhidão e coceira, principalmente nos portadores de fimose.
Você costuma fazer os exames de rotina?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Zonas erógenas

Pintura. Sem Título. Théodore Gericault. França. 1822.


No corpo humano há regiões particularmente sensíveis à estimulação erótica, à sensação de bem-estar e de relaxamento. Aquelas regiões, que na maioria dos indivíduos causam excitação quando tocadas, são chamadas de zonas erógenas. São os órgãos genitais, o seu entorno e outras áreas como coxas, nádegas, nuca, etc. As zonas erógenas com numerosos terminais nervosos tendem a ser bastante sensíveis; outras que os possuem em menor quantidade tendem a provocar relaxamento muscular, arrepios ou sensações de tranqüilidade. É normal que determinadas zonas erógenas sejam importantes e agradáveis para uma pessoa e em outra não provoquem qualquer estímulo ou sejam desagradáveis.

As zonas erógenas são também chamadas de áreas do prazer. Foram descritas desde os clássicos manuais de sexo como o Kama Sutra, o Ananga Ranga, o Jardim Perfumado e na literatura erótica ocidental que aflorou a partir do século XVIII.

No Ocidente a cultura do sexo ainda é bastante genital, remetendo imediatamente à penetração. Isto resulta, para muitos casais, em uma vida sexual empobrecida e prazer insatisfatório. A estimulação das zonas erógenas antes e durante o ato sexual, é uma das formas de viver a sexualidade como uma expressão lúdica, em que dar e receber prazer é uma etapa essencial.

A carícia no corpo do parceiro é um ingrediente básico para uma relação sexual satisfatória. Porém, nem sempre ambos querem a mesma coisa; o que agrada a um, pode não agradar ao outro. Todavia, a intensidade, rapidez e o tipo do toque geram inúmeras reações, indo do extremamente prazeroso ao desagradável. Conhecer seu próprio corpo e o do parceiro é muito importante para explorar as sensações de prazer que o sexo pode proporcionar. É fundamental saber perceber e identificar exatamente o que desperta excitação sexual no parceiro. Alguns relatos mostram que uma mulher ou um homem podem chegar mais rapidamente ao orgasmo quando manipulam sozinhos seus órgãos genitais, uma vez que conhecem o próprio corpo e sabem como tocar, acariciar ou se estimular. Por isso, os jogos eróticos e as brincadeiras do casal, são momentos importantes para que um parceiro conheça a resposta do corpo do outro aos estímulos que lhe faz.

Zonas Erógenas Primárias

São os órgãos básicos e mais primitivos da excitação sexual. Bastante sensíveis ao toque, podem ser excitados em segundos, mas há homens que, por terem esses órgãos extremamente sensíveis, não sentem prazer quando tocados imediatamente, preferindo ser excitados por carícias preliminares em outras partes do corpo.

Próstata

A estimulação da próstata equivaleria, segundo pesquisas, ao prazer que a mulher sente quando o chamado ponto G é manipulado. Para alcançar a próstata, parceira ou parceiro devem inserir um de seus dedos no ânus do homem e percorrer o início do reto, ou massagear o períneo. Na cultura latina há um forte preconceito a qualquer estimulação que envolva a região anal do homem, por estar socialmente associada a uma técnica praticada por homossexuais homens. Há também mulheres que podem ficar em dúvida quanto à preferência sexual do parceiro, se este gostar da estimulação anal. Mas trata-se apenas de condicionamento psicossocial de comportamento sexual imposto ao homem, não tendo qualquer influência em sua orientação sexual.

Glande do Pênis

O equivalente ao clitóris no homem é a glande do pênis, que pode ser estimulada a partir do sexo oral ou do toque. O pênis é órgão de grande sensibilidade no homem, sobretudo na glande, onde estão o frênulo e o prepúcio, que é a dobra cutânea que a recobre. O prepúcio responde às carícias e à fricção contra a glande, desencadeando a ereção e o orgasmo. No prepúcio existem receptores sensoriais chamados corpúsculos de Meissner, que ajudam o homem a desfrutar o sexo por mais tempo sem ejacular, pois informam ao cérebro o momento de ocorrer a ejaculação.

Zonas Erógenas Secundárias

São as partes do corpo que primeiro intervêm no início da excitação sexual, talvez por serem as primeiras a serem vistas e mais acessíveis ao toque.

Boca

Além de sua atratividade e beleza, a boca tem uma enorme capacidade para dar e receber prazer, com um alto grau de simbolismo sexual, como o toque das línguas, em que a saliva é análoga à lubrificação dos órgãos genitais e a língua é análoga à penetração genital e anal. No homem, olhar o beijo de uma mulher excitada pode levá-lo à associação com o coito, pois os lábios orais desta umedecem, enrijecem e incham, similares aos lábios vulvares. Esta associação no imaginário masculino tem feito crescer nos últimos anos a valorização dos lábios carnudos em modelos, em atrizes, em games protagonizados por heroínas e até nas histórias em quadrinhos.

Orelhas

São irrigadas por uma rede vascular que permite ao homem sentir as reações fisiológicas de frio e de calor excessivo. A região de trás das orelhas também é rica em terminações nervosas o que lhe dá um alto grau de sensibilidade. Geralmente é acariciada com a língua, por sua umidade e facilidade de variar de temperatura mediante consumo de produtos gelados ou quentes, o que proporciona sensações renovadas no homem. Pode também ser mordiscada, beijada e tocada suavemente com as pontas dos dedos.

Nariz e Olhos

Transmitem e recebem sinais de sensualidade. Nas emoções, os olhos começam a brilhar e as pupilas se dilatam, se movem de maneira sensual e se fixam nos olhos da pessoa desejada, levando o casal à intimidade. No nariz, o olfato tem muita sensibilidade aos perfumes.


Pescoço e Nuca

Como outras zonas erógenas, o pescoço e a nuca contêm muitas terminações nervosas. Ao ser acariciada suavemente, a nuca pode proporcionar relaxamento ou excitação. A nuca transmite uma sensação de confiança a quem recebe a carícia e de ternura a quem proporciona.

Axilas

É uma área que pode exercer atração. Algumas mulheres se sentem atraídas porque as axilas estão raspadas, já para outras, é melhor que não estejam.

Além da propriedade de atrair o interesse, as axilas masculinas podem ser estimuladas por beijos e massagens.

Umbigo e Abdômen

Permite uma série de sensações sexuais quando estimulados pela boca, língua e dedos. O grau de excitação tende a aumentar na medida em que as carícias se aproximem dos órgãos genitais.

Nádegas

Exercem atração e são bastante receptivas a carícias. Há uma tendência a preferir nádegas firmes e compactas. Apertá-las, mordiscá-las, massageá-las e beijá-las costuma ser muito excitante, porém há homens que reprimem o prazer por vinculá-las à região anal.

Coxas

A parte mais sensível das coxas é o lado interno próximo aos órgãos genitais. O desejo é despertado por meio de carícias e beijos nesta região.

Tornozelos, Panturrilhas e Pés

A estimulação dessas áreas pode ser muito excitante nos homens. Os pés possuem conexões nervosas com outras partes do corpo, e quando estimulados, podem trazer sensações prazerosas que são distribuídas. A planta e os dedos dos pés geralmente são os mais sensíveis ao toque, aos beijos e outras carícias.

Ânus

A área externa do ânus é altamente estimulável, pois sua origem ectodérmica é a mesma da glande no homem e do clitóris na mulher. Possui terminações nervosas procedentes de regiões cerebrais do prazer e orgasmo. Pode ser estimulado em seu entorno, com beijos e toques com os dedos, ou internamente, até alcançar a próstata, por meio da introdução do dedo da mulher ou do pênis de um parceiro. No Oriente, um dos jogos sexuais que mais agrada aos homens é que sua parceira saiba estimular com os dedos esta pequena glândula.

Períneo

Localiza-se entre o ânus e o saco escrotal, por isso é associado a uma ponte entre o prazer genital e anal. No períneo pode-se estimular a próstata, colocando um ou dois dedos atrás do saco escrotal e fazendo movimentos breves e ritmados.

Púbis

Tal como o lado interno das coxas, o púbis é bastante sensível a carícias e beijos.


Mamas e Mamilos

As mamas e suas auréolas são muito sensíveis ao toque, de forma que acariciá-las, massageá-las, apertá-las, mordiscá-las e beijá-las suavemente pode ser muito excitante. Quando há estimulação, os mamilos se incham e aumenta a pigmentação das auréolas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...