quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Lei e a Graça - João Calvino

Pergunto, pois, que lhes significam estas passagens: ‘A lei foi outorgada por causa das transgressões’ [Gl 3.19]; ‘O conhecimento do pecado é mediante a lei’ [Rm 3.20]; ‘A lei engendra o pecado’ [Rm 7.7, 8]; ‘Sobreveio a lei para que abundasse a ofensa’ [Rm 5.20]? A lei deveria limitar-se às nossas forças, para que não fosse dada em vão? Pelo contrário, antes a lei foi posta muito acima de nós, para que nos convencesse de nossa incapacidade.

Ela ensina que o poder de obedecer procede da bondade de Deus, e por isso nos convida às preces, mediante as quais imploremos que nos seja dado esse poder… Quando porém, ao mesmo tempo, se lhes associam promessas, as quais proclamam que não só necessitamos do auxílio da graça divina, mas ainda de todo poder, as mesmas comprovam mais que suficientemente que somos de todo inaptos, para não dizer incapazes, para observar a lei.

João Calvino

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Da vinda de Cristo e de Seu ofício

Mas novamente ele aponta a causa da vinda de Cristo e de Seu ofício, quando diz que foi enviado para ser uma propiciação pelos nossos pecados. E em primeiro lugar, de fato, somos ensinados por essas palavras, que eramos todos, por causa do pecado, alienados de Deus, e que essa alienação e discórdia permanecem até que Cristo intervém para nos reconciliar. Somos ensinados, em segundo lugar, que é o início de nossa vida, quando Deus tendo sido pacificado pela morte de Seu Filho, nos recebe em Seu favor. Porque a propiciação propriamente se refere ao sacrifício de Sua morte. Concluimos, então, que esta honra de expiar pelos pecados do mundo, e assim tirar a inimizade entre Deus e nós, pertence somente a Cristo. John Calvin, 1 John 4:10.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Edir Macedo "pega pesado" e compara Movimento pentecostal com Macumba.

Bispo Macedo, declara guerra aos pentecostais e questiona se as manifestações das igrejas pentencostais para receberem o Espírito Santo de Deus e as manifestações dos terreiros de macumba para receberem entidades como o "tranca rua" ou "pomba gira" não seriam a mesma coisa.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

João Calvino e a Doutrina da Trindade

Na concepção, de Calvino, não se pode pensar na existência de um único ser divino sem contemplar a beleza da tríade, assim como não é possível enxergar biblicamente os três divinos sem atentar para o um que os compreende. Nas Institutas, Calvino, a respeitodeste assunto, afirma:

Portanto, aqueles cujo coração tiver sobriedade e que se houverem de contentar com a medida da fé, recebam, em poucas e breves palavras, o que é útil de conhecer-se, isto é, quando professamos crer em um só e único Deus, pelo termo Deus entende-se uma essência única e simples, em que compreendemos três pessoas ou hipóstases e, daí, quantas vezes se menciona o nome de Deus sem especificação, designam-se não menos o Filho e o Espírito do que o Pai; quando, porém, o Filho é associado ao pai, então se interpõe a relação e, dessarte, fazemos distinção entre as pessoas. Mas, uma vez que as propriedades específicas implicam de si uma gradação nas pessoas, de sorte que no Pai estejam o princípio e a origem, quantas vezes se faz menção, simultaneamente, do Pai e do Filho, ou do Espírito, ao Pai se atribui, de modo peculiar, o termo Deus. Deste modo, retém-se a unidade de essência e tem-se em conta a ordem de gradação, que, entretanto, nada detrai da divindade do Filho e do Espírito Santo.


No catecismo de Genebra, Calvino uma vez mais mostra a excelência da doutrina como ela se revela, da seguinte forma:

Aluno: Já que não há Deus, senão um, porque, aqui, você menciona três: o Pai, o Filho e o Espírito Santo?


Mestre: Porque na única essência de Deus, podemos ver Deus o Pai, como o começo, a origem e a primeira causa de todas as coisas; depois o Filho, que é sua eterna sabedoria; e, finalmente, o Espírito Santo, como seu poder sobre todas as coisas, mas ainda residente Nele mesmo.

Aluno: Isto significa, então, que não é absurdo sustentar que estas três pessoas estão em um único Deus e que este, por isso, não se divide?

Mestre: Exatamente isto.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Anjo da Guarda

A Escritura indica que eles montam guarda por nossa segurança, assumem nossa defesa, dirigem nossos caminhos, exercem solicitude para que não nos aconteça algo de adverso [Salmo 91].

Mas disto não sei se deva concluir-se por certo que incumbe não a um só anjo o cuidado de cada um de nós, mas, antes, que todos, em um consenso único, vigiam por nossa segurança.

Se bem que aqui se pode também replicar que nada nos impede que entendamos a qualquer um dentre os anjos, a quem o Senhor houvesse então confiado a proteção de Pedro [Atos 12.15], e não obstante nem por isso lhe seria guarda perpétuo, tal como, popularmente, se imagina que foram designados a cada pessoa, como se fossem gênios diversos, dois anjos, um bom e um mau.

João Calvino


domingo, 20 de novembro de 2011

Leonardo Boff e a Doutrina trinitária

A doutrina trinitária do cristianismo conheceu semelhante percurso. Em primeiro lugar ocorreu a experiência-fonte; os primeiros discípulos conviveram com Jesus, observaram como rezava, como falava com Deus, como pregava, como tratava as pessoas, particularmente os pobres, como enfrentou os conflitos, como sofreu e morreu e como ressuscitou; observavam também o que ocorria na comunidade que creu nele, especialmente a partir do Pentecostes. Proclamavam com alegria em suas orações e com simplicidade em suas pregações o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Sem quererem multiplicar a divindade, pois vinham todos do judaísmo, para o qual o monoteísmo é um dogma estrito, chamavam cada um deles de Deus. Mais tarde, os cristãos começaram a pensar esta experiência e a traduzir numa fórmula esta proclamação. Surgiu então a doutrina trinitária expressa claramente assim: Um Deus em três pessoas ou uma natureza e três Hipóstases ou três Amantes e um só amor ou três Sujeitos e uma única substância, ou três Únicos e uma só comunhão. (Boff, Leonardo. A Trindade e a Sociedade, 1999)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Rio de Janeiro realizará, aos pés do Cristo Redentor, a Celebração da Acolhida do Advento

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Rio de Janeiro (CONIC-Rio) vai realizar, aos pés do Cristo Redentor, a Celebração da Acolhida do Advento, no dia 25 de novembro, às 10 horas. O encontro ecumênico será um momento de oração e comunhão com integrantes das religiões-membros do CONIC: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã de Ipanema, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de confissão Luterana no Brasil e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. O evento será marcado por músicas e leituras diversas.

O Advento marca o inicio do calendário cristão. É o tempo de preparação para o nascimento de Jesus, momento de espera por aquele que há de vir. Para o Vice-Presidente do CONIC-Rio, Reverendo Sérgio Duarte, da Igreja Cristã de Ipanema, a escolha do Cristo Redentor como local do encontro mostra a importância ecumênica do monumento.

“O Cristo é um monumento-marco da cidade do Rio de Janeiro. Quando você o escolhe como sede do evento, você pensa em centralizar as orações em um lugar característico da cidade, que é aceito por todas as religiões”, disse. A celebração será gratuita e aberta ao público.

CONIC

O CONIC foi fundado em 1982, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Hoje, tem sua sede em Brasília, no Distrito Federal. Seus objetivos envolvem a promoção das relações ecumênicas entre as Igrejas cristãs e o testemunho conjunto das Igrejas-membros em defesa dos direitos humanos como exigência de fidelidade ao Evangelho.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cristo sofreu pelos pecados do mundo.

"Quisera que eles fossem cortados." Sua indignação vai ainda além, e ele ora pela destruição desses impostores por quem os gálatas haviam sido enganados. A palavra "cortado", parece ser empregada em alusão à circuncisão a qual eles pressionavam. "Eles dilaceram a igreja por causa da circuncisão. Eu gostaria que eles fossem completamente cortados". Crisóstomo favorece esta opinião. Mas como pode tal imprecação ser reconciliada com a benignidade de um apóstolo, que deve desejar que todos sejam salvos, e que nem uma única pessoa pereça? Até onde diz respeito aos homens, admito a força deste argumento, pois é a vontade de Deus que busquemos a salvação de todos os homens sem exceção, como Cristo sofreu pelos pecados do mundo todo. Mas as mentes devotas são frequentemente levadas para além da consideração dos homens, e são levados a fixar os olhos na glória de Deus e no reino de Cristo. A glória de Deus, que é em si mais excelente do que a salvação dos homens, deve receber de nós um mais alto grau de estima e consideração. Crentes sinceramente desejosos de que a glória de Deus seja promovida, esquecem os homens, e esquecem o mundo, e preferem escolher que todo o mundo pereça, do que a menor porção da glória de Deus seja retirada. John Calvin, Galatians, 5:12

terça-feira, 8 de novembro de 2011

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