sexta-feira, 29 de abril de 2011

O QUE É SEU E O QUE É DOS OUTROS.

Leituras bíblicas: Êxodo 20.15 e 17; Efésios 4.25 a 52; e Filipenses 4.8 e 9

“Não furtarás. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.” (Êx 20.15 e 17)


“Honestidade é a melhor política”. Diz um provérbio próprio da boa mentalidade dos Pais Puritanos – os pais peregrinos – da cultura norte americana. “A justiça e a verdade são uma só e a mesma coisa.” Disse Rui Barbosa, “a águia de Haya”. O que é seu, é seu; respeite o que é dos outros, ou seja, “não furtarás.” (Êx 20.15).

As verdades de Deus são simples, o difícil é pô-las em prática. Foi por isso que Jesus declarou: “Se sabeis essas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.” Jô 13.17 Lendo o Salmo 85, parei nos versos 10 e 11 e pensei, é isto aí: simples, claro, objetivo e direto, encaixa como luvas em mãos limpas.

Diz assim a Palavra de Deus: “Encontraram-se a Graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram. Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar.” (Sl 85.10 e 11).

O Rotary, no Brasil e no Mundo, tem adotado algumas máximas notáveis tais como: “Dar de si, antes mesmo de pensar em si”, sem falar no mínimo ético, conhecido como A Prova Quádrupla, que diz: De tudo o que pensamos, dizemos ou fazemos, perguntamos sempre:

1. É a verdade?
2. É justo para todos os interessados?
3. Criará boa vontade e melhores amizades?
4. Será benéfico para todos os interessados?

Ao escrever hoje e ao pregar sobre “honestidade”: não furtar o nome, a reputação e a honra do próximo: o que é seu, é seu; mas o que é dos outros, é deles: Respeite o alheio, sejam bens tangíveis ou intangíveis. Tal princípio liga-se ao “não cobiçarás – Leia, por favor, Ex 20.17: “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.”

I. VIVER À SOMBRA DO SINAI É RESPEITAR O ALHEIO

O que é meu, é meu e o que é dos outros, eu não toco. Isto é respeito, é bom e nós gostamos. Ainda mais a Regra Áurea de convivência é: “FAZEI AOS OUTROS AQUILO QUE QUEREIS QUE OS OUTROS VOS FAÇAM.” É o que aprendemos com Mateus 7 versículos 7 a 12, em especial, o v. 12. Cada cristão tem a Bíblia que lê. “A Bíblia, quanto mais a leio mais a amo.” Declarou o Imperador do Brasil, D. Pedro II (de 7/04/1831 a 15/11/1889). Fim do Império e início da República.

Os princípios éticos inculcados nos filhos no lar, permanecem com eles a vida toda: Verdade, honestidade, consciência ecológica, respeito à vida, bondade, misericórdia e justiça. A fé judaico-cristã se une para o bem da família, o progresso social com justiça e a glória de Deus. No Pentateuco, Deuteronômio 6.6 a 9, o ideal de “Amar a Deus, sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, deve ser ensinado aos filhos no lar, e na sociedade. Novamente, eu me permito lembrar ao povo de Deus uma máxima ética, adotada por Rotary e criada pelo publicitário, companheiro e amigo: Aroldo Araújo, “Ética é um princípio que não pode ter fim.”

O proverbista Salomão, com uma sabedoria três vezes milenar, afirma na Bíblia: “ENSINA A CRIANÇA NO CAMINHO EM QUE DEVE ANDAR, E, AINDA QUANDO FOR VELHO, NÃO SE DESVIARÁ DELE.” (Provérbios 22.6). É o lema do INPAR – Instituto Presbiteriano Rev. Álvaro Reis, que abriga 328 crianças e uma creche com 60 crianças. É mais uma obra social iniciada e mantida por esta e outras Igrejas Presbiterianas. Uma obra social centenária, no ano em que a Catedral celebra o seu Sesquicentenário.

II. O CRISTÃO, NASCIDO DE NOVO, NÃO FURTA MAIS.

Se é que antes furtava. Ser convertido é ser transformado. A mudança é tão ampla e profunda que é chamada por Jesus de “Novo Nascimento”. Leia o diálogo de Jesus com um ilustre membro do Sinédrio, fariseu convicto, chamado Nicodemos, que foi ter com Jesus na calada da noite, com medo do ridículo de ser visto conversando com Jesus de Nazaré, está escrito em João3.1 a 15. O “ilustre” Nicodemos dirigiu-se a Jesus, chamando-o de “Rabi”, e como Mestre vindo da parte de Deus – porque Ele, Jesus, respaldava o seu ensino com milagres, sinais e prodígios.

É este o desafio proposto pela docência pastoral da Igreja, como temática para 2011: “Praticantes da Palavra de Deus para uma convivência ética.” Nós não temos poder para fazer milagres, mas Deus tem. Jesus Cristo é hoje, o mesmo que foi ontem e será sempre: o eterno Filho de Deus que veio em carne, viveu entre nós como Emanuel, ou seja, “Deus conosco”, andou pelas estradas empoeiradas da Palestina, comeu do nosso pão, bebeu da mesma água, ofereceu “a água da vida” para a mulher samaritana, próximo à cidade de Sicar e junto ao poço de Jacó. Ele tem, ainda hoje, poder para salvar, curar e libertar. Foi Jesus mesmo que declarou em João 8.32 e 36: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”(Jo 8.32 e 36)
Para mim, se Jesus falou, eu creio. Voltando ao texto do Apóstolo Paulo em Efésios 4.25 a 32, vejamos alguns exemplos práticos de busca da santidade:

III. A BUSCA DA SANTIDADE

1º) “Deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.” O conceito aqui refletido é o de “Igreja, povo de
Deus” e “Corpo místico de Cristo”. Ele, Jesus Cristo, é a verdade. Um servo, uma serva de Cristo não pode mentir. A mentira é natural para os filhos do diabo. O crente, nascido de novo, é filho de Deus por adoção em Jesus Cristo. Eis aí o primeiro sinal de uma vida transformada;

2º) “Irai-vos, mas não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.” (v.26) Nem deis lugar
ao diabo.

3º) “Aquele que furtava não furte mais... antes trabalhe, poupe, invista para ter condições até de socorrer ao necessitado.

4º) Moralmente limpo e puro: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe.” (v.29) Aprendamos a cultivar o hábito da palavra boa, edificando e que promova a paz.

5º) O Espírito Santo é Deus em nós. Eis porque o Apóstolo Paulo em Efésios 4.30, diz: “Não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.” A presença do divino Espírito Santo em mim, afasta toda a maldade, ódio, amargura, cólera, ira, gritaria, blasfêmia. Um coração amargurado azeda o ambiente onde está.

Que Deus nos ensine e nos ajude a cultivar o hábito da palavra boa, edificante e que promova a paz. Precisamos ser benignos, compassivos e prontos para perdoar, como Deus nos perdoa; amar, como Ele nos ama; e a compreender, como Ele nos compreende. E isto é o que significa ser praticante da Palavra.

Em oração.
Rev. Guilhermino Cunha

sábado, 23 de abril de 2011

Pare & Reflita

"A oração não se destina a informar algo a Deus, mas dar ao homem uma visão de sua miséria, para humilhar seu coração, para excitar o seu desejo, para inflamar a sua fé, para animar a sua esperança, para elevar sua alma da terra ao céu." Adam Clarke (1760 - 1832) foi um erudito teólogo britânico metodista.

O Sangue de Cristo Como o Preço de Nossa Salvação

"Por esse conhecimento sozinho, que a morte de Cristo estava ordenada pelo conselho eterno de Deus, termina toda ocasião para cogitações tolas e ímpias, e previne todas as ofensas as quais poderiam de outra modo ser concebidas. Por nós devemos conhecer isto, que Deus nada decreta em vão ou precipitadamente, sobre o qual segue-se que houve justa causa para que Ele tivesse que fazer Cristo sofrer. O mesmo conhecimento da providência divina é um passo para considerar a finalidade e o fruto da morte de Cristo. Por isso, por nós e pelo conselho de Deus, Ele foi entregue por nossos pecados, e seu sangue foi o preço da nossa morte". Calvin, Acts 2:23

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Escolhendo a liderança da igreja.

Escrito por Rev. Hernandes Dias Lopes

É Deus quem escolhe, chama e capacita a liderança da sua igreja. É Deus quem dá pastores à sua igreja. É o Espírito Santo quem constitui presbíteros na igreja. A igreja expressa a vontade de Deus pelo voto, mas em última instância é o próprio Deus quem escolhe aqueles a quem ele mesmo quer para pastorear as suas ovelhas. Hoje, esta igreja estará escolhendo, sob a orientação divina, presbíteros e diáconos. Nossa oração é que, aqueles que forem eleitos, sejam homens cheios do Espírito Santo, dedicados ao pastoreio do rebanho de Deus. Qual deve ser o perfil do líder na igreja de Deus?


1. O líder precisa andar com Deus antes de fazer a obra de Deus. Quando Jesus chamou os apóstolos, designou-os para estarem com ele; só depois, os enviou a pregar. Vida com Deus precede trabalho para Deus. A vida do líder é a vida da sua liderança. Deus está mais interessado em quem o líder é do que naquilo que o líder faz. Primeiro o líder anda com Deus, depois ele trabalha para Deus.


2. O líder precisa ter consciência do seu chamado divino. Paulo diz para os presbíteros de Éfeso: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos para pastoreardes a igreja de Deus”. É o Espírito Santo quem constitui presbíteros na igreja. O presbiterato é uma obra e uma obra excelente. Ninguém deve buscar esse ministério a menos que tenha consciência de que o Espírito Santo o convoca para esse mister. O presbiterato não é um posto de privilégio, mas uma plataforma de serviço. De igual modo, o diácono deve ter consciência do seu chamado para servir. O diaconato é uma sacrossanta vocação, uma vez que o próprio Filho de Deus veio para servir e não para ser servido.


3. O líder precisa cuidar de si mesmo e do rebanho de Deus. Cuidar de si sem cuidar do rebanho é egoísmo; cuidar do rebanho sem cuidar de si é incoerente. O líder precisa ter vida consistente e ministério eficiente. O presbítero precisa cuidar de todo o rebanho e não apenas de parte dele. O líder não pode fazer acepção de pessoas. Ele precisa pastorear as ovelhas e os cordeiros, os adultos e as crianças, e isso, com fidelidade, inteligência, sabedoria, graça, mansidão e amor. O líder precisa ser firme e também amável. O líder espiritual é aquele que cuida, ensina, protege e consola o povo de Deus.


4. O líder precisa proteger as ovelhas dos falsos ensinos. O apóstolo Paulo exortou os presbíteros de Éfeso a estarem atentos acerca dos lobos que estão do lado de fora querendo entrar no aprisco para destruir as ovelhas e dos lobos travestidos de ovelhas que estão dentro do aprisco buscando uma ocasião para se manifestarem e arrastarem após si as ovelhas. Cabe aos presbíteros velar pela vida espiritual das ovelhas de Cristo. Eles devem proteger as ovelhas de Cristo das perniciosas heresias e vigiar para que os falsos mestres não tenham acolhida na igreja de Deus. Cabe aos diáconos estarem atentos às necessidades físicas e espirituais dos crentes, a fim de que na igreja de Deus as necessidades dos santos sejam supridas.


5. O líder precisa ter motivações corretas no pastoreio do rebanho de Deus. O líder espiritual deve fazer a coisa certa, cuidar do rebanho de Deus, com a motivação certa. O presbítero deve pastorear a igreja de Deus em vez de apascentar a si mesmo. Ele deve pastorear a igreja de Deus não como uma pesada obrigação, mas espontaneamente. Nessa lida, o presbítero deve buscar os interesses de Cristo e da igreja e não vantagens pessoais. Ele deve ser amável com as ovelhas de Cristo, tratando-as com acendrado amor, servindo-lhes de exemplo, em vez de dominá-las com rigor. Por sua vez, os diáconos devem servir às mesas, cuidar dos pobres, assistir os necessitados e expressar por intermédio de seu ministério a misericórdia divina.


Fonte: www.hernandesdiaslopes.com.br

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Cristo Nosso Cordeiro Pascoal

A doutrina da Escritura é simples, e de nenhuma maneira ambígua, que no sacrifício pelo qual convinha que os homens fossem reconciliados com Deus, Cristo morreu uma única vez – porque a eficácia de seu sacrifício é eterna – e porque o benefício dessa morte é recebido por nós a cada dia. A fim de desfrutarmos dela o Filho de Deus instituiu a Santa Ceia, na qual ele coloca diante de nós seu corpo, uma vez sacrificado por nós, como comida da qual nós podemos nos alimentar. Desta forma, a força desse único sacrifício é aplicada a nós, e nós nos tornamos participantes dele. Procure por toda a Escritura, e você não encontrará nada mais do que nosso cordeiro pascoal ter sido sacrificado, para que nosso único Sacerdote entrasse uma vez no Santo dos Santos, a fim de que por uma oferta pudesse expiar os pecados do mundo. John Calvin, The Adultero-German Interim: To which is Added the True Method of Giving Peace to Christendom, and of Reforming the Church, Selected Works, 3:309.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Pare & Reflita


“Nós como igreja, achamo-nos tão impregnados de uma filosofia anticristã, isto é, da idéia de que nosso alvo na vida consiste em obter uma infinidade de bens materiais, de ter status e gozar os prazeres do sexo, e não de viver os preceitos do Sermão do Monte, que o cristianismo praticado hoje, na verdade não passa de uma apostasia, pois se curvou diante do espírito desta época”.

Carl F. Henry (1913 - 2003) teólogo e intelectual cristão, o primeiro editor-chefe da revista "Christianity Today”.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES DE ESPÍRITO, PORQUE DELES É O REINO DOS CÉUS

Leitura bíblica: Mateus 5.3 e Mateus 18.1 a 9

Jesus consumou a obra que lhe confiara o Pai: a redenção da humanidade e de toda a criação. Anunciou a chegada do Reino dos céus na terra, do Reino de Deus entre os homens. Sim, onde estão o Rei e os seus súditos, aí está o reino e onde Deus Reina, Sua vontade é prevalente sobre todas as demais vontades. Resgatados, somos livres. Livres para fazer não o que queremos e, sim, para fazer a vontade do Senhor.

Somos libertados, portanto livres, verdadeiramente livres, espiritualmente livres:

Escolhemos livremente “fazer a vontade de Deus”, na nossa vida pessoal, em família, na Igreja e na sociedade.
Para ser grande é preciso ser pequeno, manso e humilde de coração, de fato e de verdade; para ser livre, é preciso ser servo e serva de Jesus, apenas. Ele pagou o resgate, somos-lhe eternamente gratos e o servimos em amor e por gratidão.

O Sermão da Montanha, Mateus 5,6 e 7, é o maior e mais completo discurso de Jesus. Ele pronunciou e seus discípulos escreveram. O que Jesus escreveu, o vento levou: escreveu no chão, na areia. Em João 8 está escrito: “Mas Jesus inclinando-se, escrevia na terra com o dedo...” (João 8.6B). Inclinar-se perante acusadores é um grande gesto de humildade. O que Jesus escreveu no chão, não sabemos. Sabemos apenas que, à medida que escrevia, arranhava a consciência daqueles que o queriam humilhar, humilhando uma mulher pecadora que Ele veio para perdoar e resgatar-lhe a dignidade. Os corações endurecidos insistiram na acusação de quem Ele viera salvar, de mais a mais, queriam ter de que acusá-lo, por isso O tentaram. Mas Jesus eleva o assunto da terra para o céu, dos homens para Deus, da letra da Lei para o espírito da lei, do tribunal dos acusadores levianos para o nível indevassável e sutil da consciência: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra! E eles, acusados pela própria consciência, foram se retirando um por um, a começarpelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.” (João 8.8 e 9). É preciso ficar perto de Jesus quando se está sendo acusado pelos homens, deixe o pecador a sós com Deus e ele nunca se sentirá só, nem mais se sentirá ameaçado ou acusado. Ouça Jesus dizendo-lhe: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? ...nem eu tampouco te condeno... eu te perdôou, mas condeno o teu pecado. Portanto, vai e não peques mais. É uma paráfrase do texto e uma conclusão inevitável: JESUS AMA A PECADORA, MAS CONDENA O SEU PECADO E CONVIDA-A, E A TODOS NÓS, À SANTIFICAÇÃO E A BUSCAR A SANTIDADE DE VIDA, DIZENDO: “VAI, E NÃO PEQUES MAIS...” E eu pergunto: é possível não pecar mais? Não mais cometer o pecado que a humilhou e quase a matou: É PRECISO VIVER! Sabemos que pecado mata, e que Jesus Cristo salva. Que o inimigo veio para matar, roubar e destruir; Jesus veio para que eu e você tenhamos vida e vida com qualidade, vida plena, intensa e abundante: (paráfrase a João 10.10), O pecado humilha, Jesus exalta.

I. OS HUMILDES (SÃO OS FILHOS DO REINO) ELES SÃO HUMILDES, MAS NÃO SÃO HUMILHADOS, ELES SÃO EXALTADOS.

O contraste entre o Reino de Deus e do seu Cristo, e os “reinos deste mundo”, é gritante: os que se humilham são exaltados e os humildes são bem-aventurados, são ditosos e são felizes. São felizes nesta vida e “bem-aventurados” na eternidade. E o mais sublime de tudo, os humildes herdarão o reino dos céus. Qual é a sua escolha? Você pode continuar discutindo, como em Mateus 18, “quem é o maior? Quem manda aqui?” E Jesus continua chamando uma criança e colocando-a no nosso meio, nos diz sempre e renovadamente: “SE NÃO VOS CONVERTERDES E NÃO VOS TORNARDES COMO CRIANÇAS, DE MODO ALGUM ENTRAREIS NO REINO DOS CÉUS.” (MATEUS 18.3, 4 E 5) Os vs. 4 e 5 dizem: “Aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe”. O nosso mundo anda cortando mãos de crianças, abusando das crianças, praticando violências sexuais inclusive contra as crianças, jogando recém-nascidos na lagoa, nas latas de lixo e pelas janelas. O mundo jaz no maligno, “e ele veio para acusar, matar e destruir... veio para roubar a dignidade e tirar a vida. A prosseguir assim, somos forçados a lembrar do Sermão Profético de Jesus em Mateus 24 e das mulheres de Jerusalém que choravam e batiam no peito face ao momento agônico de Jesus. Jesus volta-se para elas e lhes diz: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos! Porque dias virão em que se dirá: Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram, nem amamentaram.” (Lucas 23.28 e 29) Leva-nos a afirmar com Jesus: “Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram, nem amamentaram”. É justo lembrar que a esterilidade ou a dificuldade para conceber esteja com a dificuldade do homem de gerar. É tão linda e perfeita a obra de Deus que o sexo do bebê é definido pelo homem. Chegaremos a uma época em que as crianças, se consultadas, prefeririam não terem sido geradas. Estamos vivendo “os tempos do fim e o fim dos tempos”. É hora de orar mais, falar menos e confiar sempre em quem está no controle.

II. AS CARACTERÍSTICAS DOS ABENÇOADOS POR DEUS E DE DEUS

Que são os filhos e filhas de Deus, santos, amados, eleitos e predestinados desde a eternidade. Jesus dá as oito características básicas dos abençoados. Espero que você seja um desses cristãos agraciados com:

1) “Os pobres de espírito”, como vimos anteriormente, têm direito, acesso e permanência no Reino dos céus.

2) Os humildes: são felizes, os humildes de espírito e no espírito: deles é o reino dos céus; são esvaziados e despojados, como Jesus. São pequenos e humildes aos seus próprios olhos. Eles se vêem como carentes da graça de Deus. O reino da graça e da glória de Deus lhes pertence.

3) Os que choram: A tristeza divinamente provocada, produz um “peso de glória” e gera arrependimento e quebrantamento, nunca revolta. O céu é a alegria do Senhor, uma montanha de alegria acessável através de um vale de lágrimas. O mundo de Deus é mais bonito, quando contemplado através de uma cortina de lágrimas.

4) Os que têm fome e sede de justiça. A justiça que produz justificação nos é atribuída por Jesus Cristo e confirmada pela fidelidade de Deus.

5) Os misericordiosos, e somente eles, alcançarão MISERICÓRIDA. Quem só sabe “cobrar e apontar os defeitos é um infeliz, e quando precisar ou desejar dos outros um gesto de misericórdia, certamente não o terá: colherá o que plantou. É mister ter “compaixão dos outros”: “compassione, é sofrer com o outro e ajudá-lo no seu sofrimento. É muito achar que subindo na cruz do outro você a torna mais leve. Seja você um Cirineu, aquele outro Simão que ajudou a carregar a cruz. “Ele carregou apenas o lenho, o peso ficou todo sobre Jesus.” Afirmou Orígenes Lessa, em seu notável livro: “SIMÃO, CIRINEU.”

6) Os puros de coração são os únicos que verão a Deus. Aqui santidade e felicidade andam de mãos dadas e são completamente plenificadas. O Salmo 15. Descreve as condições para se entrar na presença de Deus e ser aceito: Viver com integridade, praticar a justiça e falar a verdade; não difamar, não fazer o mal, não lançar injúrias contra o seu irmão, nem contra o seu próximo; é preciso, ter mente limpa e coração puro... ou seja, é preciso ter nascido de novo, ser um cidadão do reino de Deus.

7) “Os pacificadores, são chamados filhos de Deus”. Os filhos e filhas do Reino, amam, desejam e se deleitam com a paz. Eles preservam a paz, não a quebram; criam as condições para paz, pois representam e servem ao Príncipe da Paz.

8) “Os perseguidos por causa da justiça do Reino e por amar a Cristo são felizes.” Não há mérito algum para a Salvação em nosso sofrimento. E ele só é bem-aventurado se for por causa de Cristo e da justiça do Reino. Sofrer porque fez algo errado não traz bem-aventurança. É necessário que seja uma injúria contra nós; não seja verdadeira; e seja por fidelidade nossa a Cristo.

Sim, agora eu e você entendemos um pouquinho melhor como podem os pobres de espírito; os que choram; os mansos; os que têm fome e sede de justiça; os misericordiosos; os limpos de coração; e os perseguidos, serem todos bem-aventurados, ditosos e felizes.

Que Deus muito nos abençoe.
Rev. Guilhermino Cunha

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A fé não é comum a todos

"Que todo aquele que nele crê não pereça ..." E ele empregou o termo universal, todo aquele que, tanto para convidar todos indiscriminadamente para participar da vida, quanto para cortar todas as desculpas dos incrédulos. Essa é também a importância do termo Mundo, que usou anteriormente; porque nada será encontrado no mundo que seja digno do favor de Deus, mas Ele se mostra reconciliado [propitium em Latim: propício, misericordioso, favorável ] ao mundo todo, quando convida todos os homens, sem excepção, à fé de Cristo, que é nada mais do que uma entrada para a vida.

Lembremo-nos, por outro lado, que enquanto a vida é prometida universalmente a todos os que crêem em Cristo, ainda assim a fé não é comum a todos. Porque Cristo é feito conhecido e estendido à vista de todos, mas somente os eleitos são aqueles cujos olhos Deus abre, para que possam buscá-lo pela fé. John Calvin, John 3:16.

Pare & Reflita

“A maior parte do cristianismo evangélico é fundamentado em clichês. A maior parte do nosso cristianismo vem de músicos que se dizem cristãos e não da bíblia. A maior parte do que os evangélicos acreditam é ditado pela cultura secular e não pela bíblia”. Paul Washer é pregador e diretor da Sociedade Missionária HeartCry

O Homem que está sem Lei não tem Consciência do que é Certo ou Errado

O Apóstolo Paulo (Rm 7.9) escreve em sua epistola aos Romanos que quando temos conhecimento da lei ou do mandamento, passamos a ter consciência de nossa natureza, a ponto de termos o conhecimento do que é correto e do que é errado. A lei abre os nossos olhos e logo percebemos e reconhecemos que somos pecadores (o pecado se mostra ou revive), percebemos, também, que estamos mortos em delitos e ofensas contra Deus, pois a própria lei nos revela o pecado. Neste diapasão, o Apóstolo relata que quando o homem que está sem lei não tem consciência do que é certo ou errado.


Não mente o Bem Aventurado Paulo quando menciona em seus escritos que quando vivia sem lei não tenha o conhecimento do certo ou errado, pois uma pessoa sem lei é um pecador MUITO VIVO para suas inclinações da carne e quando chega a Lei descobre que Está MORTO em relação às coisas do Espírito, pois bem sabemos que a lei é espiritual e nós somos carnais, sujeitos ao pecado. Quando a Lei nos revela o certo e o errado, somos golpeados mortalmente, vez que tudo aquilo que outrora praticamos não era bom aos olhos de Deus, logo morremos ou descobrimos que estamos mortos. A Lei que é Santa e Espíritual revela ou manifesta nossa condição de pecadores desde quando nascemos até o nosso estado atual, e descobrimos não realizamos o bem que queremos, mas o mal que não queremos realizar, esse praticamos com louvor.


O Amado Paulo vai fundo quando relata que o fazemos é fruto do pecado, que está encravado em nossa carne. Em outras palavras, mesmo depois de Salvos e eleitos estamos sujeitos ao pecado e as suas práticas, conforme testemunho de São Paulo aos Eleitos de Roma.


A grande verdade sobre o pecado que há em nós é que já somos concebidos caminhando para a morte. Isso é tão sério que o pecado vêm cobrar o seu salário todos os dias, quando bate a porta de todos, seja feto, recém nascido, criança, adolescente, adultos e velhos.


Em síntese, só passamos, a saber, que somos pecadores, quando o Espírito Santo nos convence do pecado. Enquanto não existir este agir de Deus, seremos pecadores contumazes, jurando que o errado é certo, e o que é certo é errado, pois nossa inclinação é para o pecado.

Alexandre Mello

Pare & Reflita

Sobre crentes que distorcem o sentido da misericórdia bíblica, "Essas são as pessoas que hoje, com uma “bondade” doentia, estão tolerando professores de erros em nossos púlpitos, porque simplesmente elas são extremamente educadas e desesperadamente “amáveis”. Elas preferem permitir que o erro seja pregado e almas sejam enganadas do que ferir os sentimentos desse tipo de pregador. Como nos dias de Elias, Baal deve ser adorado para que não haja uma seca! É melhor o câncer matar a sua vítima do que o cirurgião cruel usar o seu bisturi para extirpá-lo!” J. Sidlow Baxter ( 1903 - 1999) foi um pastor e teólogo Autraliano

domingo, 10 de abril de 2011

Bem-Aventurados os que Choram.


“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Pedro atendeu e foi com eles. Tendo chegado, conduziram-no para o cenáculo; e todas as viúvas o cercaram, chorando e mostrando-lhe túnicas e vestidos que Dorcas fizera enquanto estava com elas.” (Mt 5.4 e Atos 9.39)


São felizes os que riem ou os que choram? Como entender esta estranha bem-aventurança? Quem quiser ser feliz precisa ser manso e humilde, como foi Jesus e ter a Graça e a bênção de chorar.

Existem diferentes choros:

a) O choro da revolta, porque não aconteceu o que eu queria, deu tudo errado, fiquei tão frustrado que a única saída foi pelos olhos. Este choro não é bem-aventurado;

b) O choro do remorso, não é bem-aventurado;

c) Já o choro do arrependimento, é bem aventurado, lava a alma e traz paz;

d) É possível chorar de alegria, chorar diante de Deus em oração. Ouvi do meu inesquecível amigo, Presb. Sebastião da Costa Santos que “quando alguém ora e chora, não consegue falar, mas chora lágrimas quentes na presença de Deus, pode estar certo, já orou, a bênção já está a caminho e você é um bem-aventurado!” Concordo com ele, em gênero, e número e grau.

Chorar, desabafar faz bem, traz alívio da pressão interna. Libera um bem-estar muito grande. O rei-salmista e cantor de Israel Davi, declara: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer.” Amanhã será um novo dia. Você há de experimentar um novo amanhecer de Deus na sua vida.

O catecismo luterano de Heidelberg falando do consolo do Senhor tanto na vida como na morte, é profundamente esclarecedor quando pergunta: “Qual é o seu consolo tanto na vida como na morte? E responde: “Que eu, de corpo e alma, tanto na vida como na morte, não pertenço a mim mesmo, mas pertenço ao meu fiel Salvador Jesus Cristo que, com o seu precioso sangue, fez plena satisfação por meus pecados e me livrou de todo o poder do diabo, e de tal maneira me guarda que sem a vontade de meu Pai celestial nem um só cabelo de minha cabeça pode cair; antes, é necessário que todas as coisas sirvam para a minha salvação. Por isso também me assegura, por meio de seu Espírito Santo, a vida eterna, e me faz pronto e disposto a viver doravante segundo a sua santa vontade.” Adicionar a isso 2 Tm 1.12; 4.7,8; Ap 17.14; 19.7.

Rev. Guilhermino Cunha

terça-feira, 5 de abril de 2011

Pare & Reflita

"A menos que um homem seja posto no nível de sua miséria e culpa, toda nossa pregação é vã. Somente um coração contrito pode receber um [o verdadeiro] Cristo crucificado". Robert Murray McCheyne (1813 - 1843), foi um ministro da Igreja da Escócia

domingo, 3 de abril de 2011

A Mãe de Deus


A igreja corretamente chama Maria pelo título de “Mãe de Deus”. Mas o termo é um tanto ambíguo e pode ser facilmente mal interpretado. Alguns protestantes podem precisar de uma pequena explicação, enquanto alguns católicos podem se beneficiar com uma gentil admoestação contra seu uso incorreto.


O Credo de Calcedônia, 451 d.C., inclui o termo grego “theotokos” para definir a identidade de Cristo. “Theotokos” significa literalmente “portadora de Deus”, que é imprecisamente traduzido para o latim como “Mater Dei” – Mãe de Deus. O termo foi usado para realçar o fato de que a criança nascida de Maria era realmente Deus e assim evitar o erro de dizer que Cristo era duas pessoas em um corpo ao invés de uma. Esta heresia, “Nestorianismo”, foi condenada no Primeiro Conselho de Éfeso em 431 d.C.


O Credo afirma que Cristo foi gerado segundo a divindade pelo Pai antes de todos os séculos, e nestes últimos dias, por nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, mãe de Deus, segundo a humanidade.”


Reconhecidamente Católicos e Evangélicos estão unidos na doutrina de Cristo. Nós cremos que nosso Senhor é uma Pessoa única. Ele é eternamente Deus; Ele também se tornou homem. Então é igualmente correto lhe chamar de ambas as formas, “Deus” e “homem”, e por esta razão, não hesitamos em chamar a sua mãe de Mãe de Deus.



Surpreendentemente em seus dias de humilhação, o filho de Deus não apenas se tornou um bebê, mas como criança se submeteu à autoridade de suas criaturas – seu pai (adotivo), S. José, e sua mãe, Maria. Claro que Ele não mais se encontra sob tal autoridade paternal. Até mesmo durante seu ministério público terreno, Ele foi guiado apenas pelo Espírito Santo para fazer a vontade do Pai. Agora, após a ressurreição e ascensão, Cristo está sentado à direita da Majestade e tem todo poder sobre sua igreja e criação. Maria não tem autoridade sobre Jesus, pelo contrário, Jesus é o Senhor e Salvador de Maria.


Portanto, vamos manter nossos olhos fixos em Jesus. Lembremo-nos que para nossa salvação Ele nasceu da abençoada virgem mãe, e foi feito humano como nós, para que pudesse ser pregado em uma cruz e derramar seu sangue inocente por nossa redenção. Também devemos lembrar que o homem Cristo Jesus não é nenhum outro senão o eterno Filho de Deus. Ele não ignora as súplicas de seu povo, nem reluta em salvar aqueles que vão ao Pai através dEle. Vamos com confiança para Cristo. Devemos crer nEle com nossas almas e O louvar como nosso Deus.

Nos Evangelhos


O papel que ocupa na Bíblia é mais discreto se comparados com a tradição católica. Os dados estritamente biográficos derivados dos Evangelhos dizem-nos que era uma jovem donzela virgem (em grego παρθένος), quando concebeu Jesus, o Filho de Deus. Era uma mulher verdadeiramente devota e corajosa. O Evangelho de João menciona que antes de Jesus morrer, Maria foi confiada aos cuidados do apóstolo João e a Igreja Católica viu aí que nele estava representada toda a humanidade, filha da Nova Eva.



As passagens onde Maria aparece no Novo Testamento são:



1 - O aparecimento do arcanjo Gabriel, e anúncio de que seria ela a mãe do Filho de Deus, o prometido Messias (ou Cristo). (Lucas 1:26-56 a Lucas 2:1-52; compare com Mateus 1:2).



2 - A visitação à sua prima Isabel e o Magnificat (Lc. 1,39-56). O nascimento do Filho de Deus em Belém, a adoração dos pastores e dos reis magos (Lc. 2,1-20). 3 - A Sua purificação e a apresentação do Menino Jesus no templo (Lc. 2,22-38).



4 - À procura do Menino-Deus no templo debatendo com os doutores da lei (Lc. 2,41-50). Meditando sobre todos estes fatos (Lc. 2,51).



5 - Nas bodas de Casamento em Caná, na Galileia. (João 2:1-11)



6 - À procura de Cristo enquanto este pregava e o elogio que Lhe faz (Lc. 8,19-21) e (Mc. 3, 33-35).



7 - Stabat Mater - Ao pé da Cruz quando Jesus aponta a Maria como mãe do discípulo e a este como seu filho (Jo, 19,26-27).



8 - Depois da Ascensão de Cristo aos céus, Maria era uma das mulheres que estavam reunidas com restantes discípulos no derramamento do Espírito Santo no Pentecostes e fundação da Igreja Cristã. (Atos 1:14; Atos 2:1-4)



9 - E não há mais nenhuma referência ao seu nome nos restantes livros do Novo Testamento, salvo em Lucas (11, 27-28): Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram.

sábado, 2 de abril de 2011

A fé não é comum a todos

"Que todo aquele que nele crê não pereça ..." E ele empregou o termo universal, todo aquele que, tanto para convidar todos indiscriminadamente para participar da vida, quanto para cortar todas as desculpas dos incrédulos. Essa é também a importância do termo Mundo, que usou anteriormente; porque nada será encontrado no mundo que seja digno do favor de Deus, mas Ele se mostra reconciliado [propitium em Latim: propício, misericordioso, favorável ] ao mundo todo, quando convida todos os homens, sem excepção, à fé de Cristo, que é nada mais do que uma entrada para a vida.

Lembremo-nos, por outro lado, que enquanto a vida é prometida universalmente a todos os que crêem em Cristo, ainda assim a fé não é comum a todos. Porque Cristo é feito conhecido e estendido à vista de todos, mas somente os eleitos são aqueles cujos olhos Deus abre, para que possam buscá-lo pela fé. John Calvin, John 3:16.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

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