sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pastor bateu o record se auto-ungindo com 12 litros de óleo.

Vídeo é postado no Youtube e mostra o Pastor Antonio Silva, do Ministério Encontro com Deus, do Paraná, sendo ungido com 12 litros de óleo e profetizando a benção do “X-Nilo”.

Antes de receber a unção com os 12 litros de óleo, o Pastor ainda profetizou milagres sobre a vida financeira e espiritual dos fieis presentes na cerimônia de unção. “Dinheiro que nunca vem, salvação que nunca vem… Demônios: vocês estão derrotados pelo poder do nome do Deus de Arão”, bradou Silva.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Em quem temos a redenção?

“Em quem temos a redenção”. Ele agora prossegue pondo em ordem que todas as partes de nossa salvação estão contidas em Cristo, e que somente ele deve resplandecer e ser visto conspícuo acima de todas as criaturas, visto que ele é o principio e fim de todas as coisas. Em primeiro lugar, ele diz que temos a redenção, e a explica imediatamente como sendo a remissão dos pecados; pois estas duas coisas concordam mutuamente por aposição. Pois, inquestionavelmente, quando remite nossas transgressões, ele nos isenta de condenação à morte eterna. Esta é nossa liberdade, esta é a nossa glória em face da morte – que nossos pecados não nos são imputados. Ele diz que esta redenção foi granjeada através do sangue de Cristo, pois pelo sacrifício de sua morte todos os pecados do mundo foram expiados. Portanto, tenhamos em mente que este é o único preço da reconciliação, e que toda a tagarelice dos papistas quanto às satisfações não passa de blasfêmia. Calvino, João. Gálatas-Efésios-Filipenses-Colossenses. Comentário de Colossenses, pgs 504-505. Editora Fiel.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A Palavra e o Espírito

Deus opera em seus eleitos de duas maneiras: interiormente, através do Espírito; exteriormente, mediante a Palavra. Pelo Espírito, iluminando-lhes a mente e plasmando o coração ao amor e ao cultivo da retidão, os faz novas criaturas. Pela Palavra, despertando-os para que desejem, busquem, alcancem essa mesma renovação. Em ambos – o Espírito e a Palavra – ele evidencia a operação de sua mão, segundo a maneira de sua dispensação. João Calvino

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pastores "cara de pau" se utilizam da tecnologia para enganar fieis na igreja.

Diante da grande demanda os super profetas têm feito de tudo para “passar a perna” no "povão" e manter o seu status de homem de Deus no mercado go$pel.

Agora a moda é ficar fuçando a vida dos fieis pela internet através das redes sociais como no Orkut, facebook, Twitter, entre outros, para no culto iniciarem a sessão KODAK, ou seja, o famoso momento das “divinas” revelações.

Como funciona a picaretagem? É simples! O suposto profeta ao ser convidado pela igreja faz uma busca na internet com o intuito de descobrir a vida da vítima, digo melhor, do rebanho da igreja que o convidou. A procura ou investigação se torna mais fácil quando a igreja mantém algum tipo de site, rede social ou algo do gênero hospedado na rede mundial.

Quando chega o grande dia do culto, o Super Pastor, ao final do culto, começa a revelar de forma “sobrenatural” as coisas que colheu pela internet, seja um número de celular, nome de pessoas, endereços, placa de carro, nome de cônjuges, de filhos, ou seja, qualquer pista que identifique alguém no rebanho daquela igreja.

Caro leitor, desconfie de pessoas que se dizem portadora de unções especiais e de que são dotadas de dons sobrenaturais; Desconfie de pregadores que se utilizam do culto ao Senhor para adivinhar o seu endereço, o bairro em que você mora, o nome de sua esposa, de seus amigos e a data de seu nascimento, pois esses dados geralmente são facilmente encontrados em redes sociais na internet.

É simples entrar em uma comunidade do Orkut de determinada igreja local e colher dados das pessoas que fazem parte daquela rede e durante o culto começar a perguntar se está presente entre os fieis ou se existe alguma pessoa com o nome de Margareth. Se no exemplo em tela aparecer três pessoas com o nome de Margareth, é a hora de o falso profeta revelar mais um dado da vítima, por exemplo, o endereço ou outro dado até chegar à Margareth que ele desejar enganar. Nesta altura do campeonato, a vítima está tão emocionada e impactada com o suposto “poder de Deus”, que acaba servindo de testemunha para promover o engodo.

Tamanho é o ardil e o veneno desses homens ao ponto de que quando chutam determinado nome e mencionada não se encontrar no local, todos os dados são revelados até alguém, seja parente ou amigo, dizer que conhece o revelado, então o "bondoso" homem de deus manda o parente ou outro fiel entregar a profecia para o "revelado" e com isso a igreja enganada vai do delírio ao êxtase!

No vídeo abaixo o pastor é especialista em revelar pelo orkut, confira!!!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cristo sofreu pelos pecados do mundo inteiro

“Gostaria que os que vos perturbam fosse até mesmo excluídos”. A indignação de Paulo aumenta, levando-o a rogar que a destruição sobrevenha aos impostores que haviam enganado aos gálatas. A palavra “mutilar” parece uma alusão à circuncisão que eles impunham. Crisóstomo se inclina a este ponto de vista: “Eles despedaçam a igreja por causa da circuncisão; desejo que sejam totalmente mutilados”. Mas, como essa imprecação pode ser conciliada com a ternura de um apóstolo que deveria anelar que todos fossem salvos e ninguém perecesse? No que concerne aos homens, admito a força desse argumento; pois é a vontade de Deus que busquemos a salvação de todos os homens, sem exceção, porque Cristo sofreu pelos pecados do mundo inteiro. Mas as pessoas piedosas são levadas, às vezes, para além da consideração dos homens, fixando seus olhos na glória de Deus e no reino de Cristo. A glória de Cristo, a qual é, em si mesma, mais excelente do que a salvação dos homens, precisa receber de nós um grau mais elevado de estima e consideração. Os crentes sinceramente desejosos de que a glória de Deus seja promovida esquecem os homens e o mundo, preferindo que todo o mundo pereça, mas que a glória de Deus não seja ofuscada”. Calvino, João. Gálatas-Efésios-Filipenses-Colossenses. Comentário de Gálatas. Editora Fiel. , pg 169.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

2º Domingo de Dezembro, "O Dia da Bíblia".

Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em aramaico. O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época.

Estima-se que a primeira tradução da Bíblia foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Porém, não eram apenas os judeus, que viviam no estrangeiro, que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.

Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), esta primeira tradução foi realizada por 70 sábios e contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica, pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.

Outras traduções começaram a ser realizadas por cristãos novos, sendo a mais importante de todas a tradução na língua latina pela sua ampla utilização no Ocidente. No ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras. Sua tradução tornou-se conhecida como "Vulgata", ou seja, escrita na língua de pessoas comuns ("vulgus"), e difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.

Na Alemanha, em meados do Século 15, um ourives chamado Johannes Gutemberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim. Cópias impressas decoradas a mão passaram a competir com os mais belos manuscritos. Esta nova arte foi utilizada para imprimir Bíblias em seis línguas antes de 1500 - alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão; e em outras seis línguas até meados do século 16 - espanhol, dinamarquês, inglês, sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês.

No início do século 16, manuscritos de textos em grego e hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a chegar à Europa ocidental. Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de estudo e aprendizado foi Erasmo de Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Em 1516, sua edição do Novo Testamento em grego foi publicada. Pela primeira vez estudiosos da Europa ocidental puderam ter acesso ao Novo Testamento na língua original, embora, infelizmente, os manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem relativamente recente e, portanto, não eram completamente confiáveis.

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias. Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam.
Hoje é possível encontrar a Bíblia completa ou em porções traduzida em mais de 2.000 línguas.

Os mais antigos registros de tradução de trechos da Bíblia para o português datam do final do século XV. Porém, centenas de anos se passaram até que a primeira versão completa estivesse disponível em três volumes, em 1753. Trata-se da tradução de João Ferreira de Almeida. A primeira impressão da Bíblia completa em português, em um único volume, aconteceu em Londres, em 1819, também na versão de Almeida.

O Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento - celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal. Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia. No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra de Deus.

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.

Fonte: www.saf.org.br

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pr. Enoque denúncia apostasia na Assembleia de Deus (Ministério de Madureira)

Pastor Enoque denúncia a apostasia do Bispo Manoel Ferreira (lider da Assembleia de Deus de Madureira) e seu envolvimento com Reverendo Moon (Fundador e Chefe da Igreja da Unificação). No vídeo o Bispo de Madureira adimite ter comunhão como o Reverendo Moon, denominado de Verdadeiro Pai, e com as ideologias da Igreja da Unificação.



Curiosidade sobre a Igreja da Unificação: Crêem que o destino final dos homens é serem casados e terem uma família perfeita. Isso porém não pode atualmente se realizar por que Jesus falhou, e assim não executou a salvação completa.

Segundo a Igreja da Unificação, o reverendo Moon, irá estabelecer a família perfeita, tarefa esta Jesus nunca completou. Outras famílias perfeitas serão formadas, as quais irão formar uma sociedade perfeita que se expandirá por todo do mundo.” (The Moon Is Not The Son, pp. 62-63). Através dos casamentos em massa realizados pelo Reverendo Moon, parte deste destino está se cumprindo. Dessa forma, o Senhor do Segundo Advento, título dado ao Rev. Moon, e Sua Esposa tornaram-se os Verdadeiros Pais dos homens” (1960 happens to be the year in which Rev. Moon married his wife Hak-Ja Han).

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Nordestino levanta a poeira e lança CD de Forró Go$pel.

Com o seu sucesso mais conhecido, “Meu paredão é de Jesus”, Filipão tem levado o povo nordestino ao "arrasta pé de Gizuis".
Qualquer semelhança com a voz do ex-baladeiro e ex-cantor de axé "irmão" Lazaro é mera conhecidência.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Lei e a Graça - João Calvino

Pergunto, pois, que lhes significam estas passagens: ‘A lei foi outorgada por causa das transgressões’ [Gl 3.19]; ‘O conhecimento do pecado é mediante a lei’ [Rm 3.20]; ‘A lei engendra o pecado’ [Rm 7.7, 8]; ‘Sobreveio a lei para que abundasse a ofensa’ [Rm 5.20]? A lei deveria limitar-se às nossas forças, para que não fosse dada em vão? Pelo contrário, antes a lei foi posta muito acima de nós, para que nos convencesse de nossa incapacidade.

Ela ensina que o poder de obedecer procede da bondade de Deus, e por isso nos convida às preces, mediante as quais imploremos que nos seja dado esse poder… Quando porém, ao mesmo tempo, se lhes associam promessas, as quais proclamam que não só necessitamos do auxílio da graça divina, mas ainda de todo poder, as mesmas comprovam mais que suficientemente que somos de todo inaptos, para não dizer incapazes, para observar a lei.

João Calvino

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Da vinda de Cristo e de Seu ofício

Mas novamente ele aponta a causa da vinda de Cristo e de Seu ofício, quando diz que foi enviado para ser uma propiciação pelos nossos pecados. E em primeiro lugar, de fato, somos ensinados por essas palavras, que eramos todos, por causa do pecado, alienados de Deus, e que essa alienação e discórdia permanecem até que Cristo intervém para nos reconciliar. Somos ensinados, em segundo lugar, que é o início de nossa vida, quando Deus tendo sido pacificado pela morte de Seu Filho, nos recebe em Seu favor. Porque a propiciação propriamente se refere ao sacrifício de Sua morte. Concluimos, então, que esta honra de expiar pelos pecados do mundo, e assim tirar a inimizade entre Deus e nós, pertence somente a Cristo. John Calvin, 1 John 4:10.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Edir Macedo "pega pesado" e compara Movimento pentecostal com Macumba.

Bispo Macedo, declara guerra aos pentecostais e questiona se as manifestações das igrejas pentencostais para receberem o Espírito Santo de Deus e as manifestações dos terreiros de macumba para receberem entidades como o "tranca rua" ou "pomba gira" não seriam a mesma coisa.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

João Calvino e a Doutrina da Trindade

Na concepção, de Calvino, não se pode pensar na existência de um único ser divino sem contemplar a beleza da tríade, assim como não é possível enxergar biblicamente os três divinos sem atentar para o um que os compreende. Nas Institutas, Calvino, a respeitodeste assunto, afirma:

Portanto, aqueles cujo coração tiver sobriedade e que se houverem de contentar com a medida da fé, recebam, em poucas e breves palavras, o que é útil de conhecer-se, isto é, quando professamos crer em um só e único Deus, pelo termo Deus entende-se uma essência única e simples, em que compreendemos três pessoas ou hipóstases e, daí, quantas vezes se menciona o nome de Deus sem especificação, designam-se não menos o Filho e o Espírito do que o Pai; quando, porém, o Filho é associado ao pai, então se interpõe a relação e, dessarte, fazemos distinção entre as pessoas. Mas, uma vez que as propriedades específicas implicam de si uma gradação nas pessoas, de sorte que no Pai estejam o princípio e a origem, quantas vezes se faz menção, simultaneamente, do Pai e do Filho, ou do Espírito, ao Pai se atribui, de modo peculiar, o termo Deus. Deste modo, retém-se a unidade de essência e tem-se em conta a ordem de gradação, que, entretanto, nada detrai da divindade do Filho e do Espírito Santo.


No catecismo de Genebra, Calvino uma vez mais mostra a excelência da doutrina como ela se revela, da seguinte forma:

Aluno: Já que não há Deus, senão um, porque, aqui, você menciona três: o Pai, o Filho e o Espírito Santo?


Mestre: Porque na única essência de Deus, podemos ver Deus o Pai, como o começo, a origem e a primeira causa de todas as coisas; depois o Filho, que é sua eterna sabedoria; e, finalmente, o Espírito Santo, como seu poder sobre todas as coisas, mas ainda residente Nele mesmo.

Aluno: Isto significa, então, que não é absurdo sustentar que estas três pessoas estão em um único Deus e que este, por isso, não se divide?

Mestre: Exatamente isto.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Anjo da Guarda

A Escritura indica que eles montam guarda por nossa segurança, assumem nossa defesa, dirigem nossos caminhos, exercem solicitude para que não nos aconteça algo de adverso [Salmo 91].

Mas disto não sei se deva concluir-se por certo que incumbe não a um só anjo o cuidado de cada um de nós, mas, antes, que todos, em um consenso único, vigiam por nossa segurança.

Se bem que aqui se pode também replicar que nada nos impede que entendamos a qualquer um dentre os anjos, a quem o Senhor houvesse então confiado a proteção de Pedro [Atos 12.15], e não obstante nem por isso lhe seria guarda perpétuo, tal como, popularmente, se imagina que foram designados a cada pessoa, como se fossem gênios diversos, dois anjos, um bom e um mau.

João Calvino


domingo, 20 de novembro de 2011

Leonardo Boff e a Doutrina trinitária

A doutrina trinitária do cristianismo conheceu semelhante percurso. Em primeiro lugar ocorreu a experiência-fonte; os primeiros discípulos conviveram com Jesus, observaram como rezava, como falava com Deus, como pregava, como tratava as pessoas, particularmente os pobres, como enfrentou os conflitos, como sofreu e morreu e como ressuscitou; observavam também o que ocorria na comunidade que creu nele, especialmente a partir do Pentecostes. Proclamavam com alegria em suas orações e com simplicidade em suas pregações o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Sem quererem multiplicar a divindade, pois vinham todos do judaísmo, para o qual o monoteísmo é um dogma estrito, chamavam cada um deles de Deus. Mais tarde, os cristãos começaram a pensar esta experiência e a traduzir numa fórmula esta proclamação. Surgiu então a doutrina trinitária expressa claramente assim: Um Deus em três pessoas ou uma natureza e três Hipóstases ou três Amantes e um só amor ou três Sujeitos e uma única substância, ou três Únicos e uma só comunhão. (Boff, Leonardo. A Trindade e a Sociedade, 1999)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Rio de Janeiro realizará, aos pés do Cristo Redentor, a Celebração da Acolhida do Advento

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Rio de Janeiro (CONIC-Rio) vai realizar, aos pés do Cristo Redentor, a Celebração da Acolhida do Advento, no dia 25 de novembro, às 10 horas. O encontro ecumênico será um momento de oração e comunhão com integrantes das religiões-membros do CONIC: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã de Ipanema, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de confissão Luterana no Brasil e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. O evento será marcado por músicas e leituras diversas.

O Advento marca o inicio do calendário cristão. É o tempo de preparação para o nascimento de Jesus, momento de espera por aquele que há de vir. Para o Vice-Presidente do CONIC-Rio, Reverendo Sérgio Duarte, da Igreja Cristã de Ipanema, a escolha do Cristo Redentor como local do encontro mostra a importância ecumênica do monumento.

“O Cristo é um monumento-marco da cidade do Rio de Janeiro. Quando você o escolhe como sede do evento, você pensa em centralizar as orações em um lugar característico da cidade, que é aceito por todas as religiões”, disse. A celebração será gratuita e aberta ao público.

CONIC

O CONIC foi fundado em 1982, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Hoje, tem sua sede em Brasília, no Distrito Federal. Seus objetivos envolvem a promoção das relações ecumênicas entre as Igrejas cristãs e o testemunho conjunto das Igrejas-membros em defesa dos direitos humanos como exigência de fidelidade ao Evangelho.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cristo sofreu pelos pecados do mundo.

"Quisera que eles fossem cortados." Sua indignação vai ainda além, e ele ora pela destruição desses impostores por quem os gálatas haviam sido enganados. A palavra "cortado", parece ser empregada em alusão à circuncisão a qual eles pressionavam. "Eles dilaceram a igreja por causa da circuncisão. Eu gostaria que eles fossem completamente cortados". Crisóstomo favorece esta opinião. Mas como pode tal imprecação ser reconciliada com a benignidade de um apóstolo, que deve desejar que todos sejam salvos, e que nem uma única pessoa pereça? Até onde diz respeito aos homens, admito a força deste argumento, pois é a vontade de Deus que busquemos a salvação de todos os homens sem exceção, como Cristo sofreu pelos pecados do mundo todo. Mas as mentes devotas são frequentemente levadas para além da consideração dos homens, e são levados a fixar os olhos na glória de Deus e no reino de Cristo. A glória de Deus, que é em si mais excelente do que a salvação dos homens, deve receber de nós um mais alto grau de estima e consideração. Crentes sinceramente desejosos de que a glória de Deus seja promovida, esquecem os homens, e esquecem o mundo, e preferem escolher que todo o mundo pereça, do que a menor porção da glória de Deus seja retirada. John Calvin, Galatians, 5:12

terça-feira, 8 de novembro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cordeiro de Deus que tira o Pecado do Mundo

"Que tira o pecado do mundo". "Ele usa a palavra pecado no singular, para qualquer tipo de iniquidade; como se tivesse dito, que todo tipo de injustiça que aliena os homens de Deus é tirado por Cristo. E quando diz “o pecado do Mundo”, Ele estende este favor indiscriminadamente a toda a raça humana, a fim de que os judeus não pudessem pensar que Ele tinha sido enviado somente a eles. Mas disso nós inferimos que todo o mundo está envolvido na mesma condenação, e que como todos os homens sem exceção são culpados de injustiça diante de Deus, eles necessitam ser reconciliados com ele. João Batista, portanto, ao falar do pecado do mundo de uma forma geral intentava incutir em nós a convicção de nossa própria miséria, e nos exortar a buscar o remédio. Agora é nosso dever abraçar o benefício que é oferecido a todos, porque cada um de nós pode estar certo de que não há nada para impedi-lo de obter a reconciliação em Cristo, desde que venha a Ele guiado pela fé. Além disso, estabelece apenas um método de tirar os pecados". John Calvin, John 1:29.

sábado, 15 de outubro de 2011

O cordeiro sem mancha que tira os pecados do mundo

"E porque o filho de Deus se ofereceu para a redenção, compreendamos que Ele nos faz partícipantes desse benefício no dia de hoje, por meio do Evangelho. Pois ele nos reúne para Si com a intenção que sejamos do seu rebanho. Porque é verdade, Ele é o cordeiro sem mancha que tira os pecados do mundo, e que se ofereceu para reconciliar os homens a Deus [João 1:29, 2 Tm 1:9 e 10 Rm 5:10, e 2 Coríntios 5:19]. Mas apesar de tudo isso, vemos um grande número de pessoas que são deixadas sozinhas, contra as quais a porta está fechada, e Deus não lhes concede a graça de serem iluminadas pela fé, como nós somos". John Calvin, Sermons on Deuteronomy, Sermon 31, 5: 4-7, p., 187.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Igreja Anglicana consagrará oratório homoafetivo de São Sérgio e São Baco

A Pastoral da Diversidade da Capela da Inclusão, Missão da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em Campo Grande consagrará neste domingo (09), um pequeno oratório no interior da Capela com um ícone de São Sérgio e São Baco. Sérgio e Baco eram militares e formavam um casal quando se converteram ao cristianismo no século III.

Eles permaneceram vivendo em união estável até que foram denunciados e perseguidos pelo Imperador Maximiano, que mandou torturá-los e condená-los à morte. Posteriormente, a Igreja Bizantina (Ramo Ortodoxo do Cristianismo no Oriente) os canonizou. Seu dia no calendário cristão é 07 de outubro.

Fonte:http://www.midiamax.com/noticias

Igreja Mundial lança o “Martelo da Justiça” por doação R$1000!

Após a Igreja Mundial do Poder de Deus lançar a toalhinha milagrosa, foi retomada a campanha do “Martelo da Justiça”. Usando o texto de “Jr 23. 29 – Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha?”, a Igreja ofereceu o martelo para os fieis que desejam quebrar seus problemas. “Você vai tocar com ele naquilo que você deseja que seja quebrado, que seja esmiuçado”, afirma o Pastor que oferece o martelo no programa de TV da igreja. 

A Igreja Mundial do Poder de Deus está se especializando em objetos proféticos, sempre idealizados pelo fundador da igreja, o Apóstolo Valdemiro Santiago. A “toalhinha milagrosa” teve grande repercussão entre os fieis da Mundial, gerando testemunhos como o do homem que devia R$ 18 mil e esfregou a toalhinha na porta do banco, fazendo com que a suposta dívida desaparecesse.

Via Gospel+
 

domingo, 25 de setembro de 2011

Deus quis que Ele fosse o Sacrifício para tirar os pecados do mundo.

"Não há dúvidas que Deus queria testificar a inocência de Jesus Cristo de muitas maneiras; até mesmo pela boca de Pilatos (como já temos mencionado e como veremos mais completamente), não que Deus não tivesse já concluido o que devia ser feito por Seu Filho Unigênito. Então, uma vez que Deus quis que Ele fosse o Sacrifício para tirar os pecados do mundo, a Escritura se cumpriu. Mas nosso Senhor Jesus também foi provado reto e inocente, a fim de que nós pudéssemos saber melhor que Ele sofreu a condenação a qual era devida a nós e a qual nós merecíamos..." John Calvin, Sermons on the Deity of Christ, Sermon 7, Mt 27:11-26, p., 123.

"Então, não é sem causa que São Pedro declara que o sofrimento de Jesus Cristo foi por meio da providência de Deus. Jesus Cristo foi o sacrificio oferecido a Deus Seu Pai para riscar os pecados do mundo. Quando, então, vemos tal propósito do Conselho de Deus, podemos saber que tudo que Ele faz é para nosso beneficio, e nós não devemos longamente inquirir sobre o porquê Jesus Cristo sofreu, pois neste sofrimento nós vemos a infinita bondade de Deus, vemos Seu amor o qual se manifestou por nós (como diz Paulo) em que Ele não poupou Seu próprio Filho, mas o entregou a morte por nós (Romans 8:32.)" John Calvin, Sermons on the Deity of Christ, Sermon 19, Acts 2:22- 24, p., 284.

Na Alemanha, Bento XVI elogia a paixão cristã de Martinho Lutero

O papa Bento XVI prestou homenagem na sexta-feira do dia 23 a Martinho Lutero, ao enfatizar a paixão profunda pelas questões de Deus do promotor da Reforma Protestante, em um gesto simbólico de aproximação com os protestantes na cidade Erfurt (leste), onde surgiu este movimento. 

"O que não dava paz (a Lutero) era o assunto de Deus, que era a paixão profunda e a força de suavida e seu total itinerario. (...) O pensamento de Lutero, sua espiritualidade inteira, estavam completamente centrados em Cristo", declarou o Papa. 

O discurso foi pronunciado a portas fechadas no convento dos Agostinianos, onde o pensador da Reforma viveu seis anos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Fé e Obras

Fé e obras não se excluem, completam-se. A raiz sem frutos está morta; o fruto sem a raiz inexiste.

Aqueles que defendem a salvação pela fé sem a evidência das obras laboram em erro. De igual forma, aqueles que julgam alcançar a salvação pelas obras sem a fé. É preciso afirmar com meridiana clareza que a salvação é só pela fé e não pela fé mais o concurso das obras. Porém, a fé salvadora nunca vem só. A fé salvadora produz obras. Não provamos nossa salvação pela fé sem as obras, mas pela fé mediante as obras. As obras não são a causa da salvação, mas sua evidência.

Concluímos, afirmando que não há qualquer conflito entre Paulo e Tiago. Não há qualquer contradição entre fé e obras. Não podemos confundir causa e efeito. Toda causa tem um efeito e todo efeito é produzido por uma causa. As obras não substituem a fé nem a fé pode vir desacompanhada das obras. Fé e obras caminham de mãos dadas. Não estão em lados opostos, mas são parceiras. Ambas têm o mesmo objetivo, glorificar a Deus pela salvação. Somos salvos pela fé e somos salvos para as obras. Recebemos fé e fomos preparados de antemão para as obras. Não há merecimento na fé nem nas obras. Ambas vem de Deus. Ambas devem glorificar a Deus. Ambas estão conectadas com nossa salvação. A fé nos leva a Cristo e as obras nos levam ao próximo. A fé nos coloca de joelhos diante de Deus em adoração e as obras nos coloca de pé diante dos homens em serviço. Somos salvos pela fé para adorarmos a Deus e somos salvos para as obras para servirmos ao próximo.

Fonte: Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 3 de setembro de 2011

Heresias Cristológicas II

Apolinarismo

Definição: heresia difundida no século IV por Apolinário que nega a Alma numana de Cristo, crendo que esta alma humana seria como a nossa, pecaminosa. Assim acreditava salvar a divindade de Cristo. A Igreja, no sínodo e Alexandria (362), assegurou a alma de Cristo dizendo: "O Verbo se encarnou para salvar alma e corpo; por isso teve que tomar um corpo". O sínodo de Roma ao ano 377 condenou a heresia de Apolinário. A alma humana de Cristo não é pecaminosa, porque não teve pecado original, e, portanto, tampouco as consequências desse pecado original com o qual nascemos todos nós, mortais. Só o pecado é o que deixa a marca pecaminosa na alma. Jesus não teve pecado e, portanto, a conclusão é bem clara.

Nestorianismo:

doutrina cristológica proposta por Nestório, Patriarca de Constantinopola (428 - 431 d.C.). A doutrina, que foi formada durante os estudos de Nestório sob Teodoro de Mopsuéstia na Escola de Alexandria, enfatiza a desunião entre as naturezas humana e divina de Jesus. Os ensinamentos de Nestório o colocaram em conflito com alguns dos mais proeminentes líderes da igreja antiga, principalmente Cirilo dde Alexandria, que criticou-o particularmente por negar o título Theotokos ("Mãe de Deus") para a Virgem Maria. Nestório e seus ensinamentos foram condenados como heréticos no Primeiro Concílio de Éfeso em 431 d.C. e no Concílio de Calcedônia em 451 d.C., o que acabou por provocar o cisma nestoriano, no qual as igrejas que apoiavam Nestório deixaram o corpo da Igreja.
Porém, o crescimento da Igreja do Oriente no século VII d.C. e nos seguintes espalhou o nestorianismo por toda a Ásia. Há que se distinguir porém que nem todas as igrejas afiliadas com a Igreja do Oriente parecem ter seguido a cristologia nestoriana. A Igreja Assíria do Oriente, por exemplo, que reverencia Nestório, não segue a doutrina nestoriana histórica. Fonte: Encyclopædia Britannica (11ª edição)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Crente que pariu - O hino mais ungido dos jovens solteiros

Mercadore$ da Fé

O som que você vai ouvir à seguir é uma composição dos amigos do D’Cristo Rap, um grupo de Itajubá, Minas Gerais, que louva a Deus ao som do Hip Hop, e que tem letras muito ousadas. Segundo o amigo Rodrigo – vocalista do grupo – a música Mercadores da Fé foi inspirada nas leituras do blog Púlpito Cristão. A letra tem tom de protesto do início ao fim, e fala sobre o comércio de bençãos e unçoes em nome de Deus. Assista:

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Devemos recorrer ao nosso Senhor Jesus Cristo

"Portanto nós devemos recorrer ao nosso Senhor Jesus Cristo, porque Ele é quem tem carregado todos os nossos fardos, como eu já tenho alegado. Verdadeiramente a nossa redenção custou-lhe caro, e se nós buscarmos em toda a parte no céu e na terra o preço do resgate que seja capaz de pacificar a Deus, nós não encontraremos outro além Dele. Então nós nunca teríamos sido santificados, a não ser que o Filho de Deus tivesse dado a Si Mesmo por nós. E, de fato, o profeta Isaías demonstra como ele tomou nossos fardos. (Isaías 53:4, 5). A saber, que Ele sentiu o tormento da morte, e que o Pai foi inclinado (favorável) a satisfazer a Si mesmo sobre ele, como se Ele fosse um transgressor e culpado de todos os pecados do mundo". John Calvin Sermons on Galatians, Sermon 39, 6:2-5, p., 836/597.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Marcas ou sinais da verdadeira Igreja.

A verdadeira Igreja é aquela em que se encontram as marcas ou sinais da verdadeira Igreja, principalmente a legítima e sincera pregação da palavra de Deus como nos foi deixada nos escritos dos profetas e apóstolos, que nos conduzem todos nós a Cristo, que no Evangelho disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna... De modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele porque não conhecem a voz dos estranhos” (João 10.5, 27, 28).

E aqueles que são assim na Igreja de Deus têm uma fé e um espírito; e por isso adoram o único Deus e só a ele cultuam em espírito e verdade, só a ele amando de todo o coração e de todas as suas forças, só a ele orando por meio de Jesus Cristo, o único Mediador e Intercessor; e não buscam nenhuma justiça e vida fora de Cristo e da fé nele. Pelo fato de reconhecerem a Cristo como o único chefe e fundamento de sua Igreja, apoiando-se nele, renovam-se diariamente pelo arrependimento e, com paciência, carregam a cruz imposta a eles. Além disso, congregados juntos com todos os membros de Cristo por um amor não fingido, revelam que são discípulos de Cristo perseverando no vínculo da paz e da santa unidade. Ao mesmo tempo participam dos sacramentos instituídos por Cristo e a nós entregues pelos seus apóstolos, não os usando de nenhuma outra maneira a não ser como os receberam do próprio Senhor. Aquela palavra do apóstolo São Paulo é bem conhecida de todos: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei” (I Co 11.23 ss). Por causa disso, condenamos como alienadas da verdadeira Igreja de Cristo todas aquelas igrejas que não são como ouvimos que devem ser, a despeito do muito que se jactam de uma sucessão de bispos, de unidade e de antiguidade. Além do mais, temos a advertência dos apóstolos de Cristo, para que fujamos da idolatria e de Babilônia (I Co 10.14; I João 5.21), e não tenhamos parte com ela se não queremos ser participantes das pragas de Deus (Apoc 18.4; II Co 6.17).


Consideramos a comunhão com a verdadeira Igreja de Cristo coisa tão elevada que negamos que possa viver perante Deus aqueles que não estiverem em comunhão com a verdadeira Igreja de Deus, mas dela se separam. Pois, como não havia salvação fora da arca de Noé, quando o mundo perecia no dilúvio, igualmente cremos que não há salvação certa e segura fora de Cristo, que se oferece para o bem dos eleitos na Igreja; e por isso ensinamos que os que querem viver não podem separar-se da Igreja de Cristo.



Entretanto, pelos sinais acima mencionados, não restringimos a Igreja ao ponto de ensinarmos que estão fora dela todos aqueles que ou não participam dos sacramentos, pelo menos não voluntariamente ou por desprezo, mas antes, forçados pela necessidade, involuntariamente se abstêm deles ou deles são privados, ou em quem a fé algumas vezes falha, embora não seja inteiramente extinta e não cesse de todo; ou em quem se encontram as imperfeições e erros devidos à fraqueza. Sabemos que Deus teve alguns amigos no mundo fora da comunidade de Israel. Sabemos do que aconteceu ao povo de Deus no cativeiro da Babilônia, onde foram privados dos seus sacrifícios por setenta anos. Sabemos o que aconteceu a São Pedro, que negou o Mestre, e o que costuma acontecer diariamente aos eleitos de Deus e às pessoas fiéis que se desviam e são fracas. Sabemos, mais, que tipo de igrejas eram as existentes na Galácia e em Corinto nos dias dos apóstolos, nas quais o apóstolo encontrou muitos e sérios pecados; apesar disso ele as chama santas igrejas de Cristo (I Co 1.2; Gal 1.2).


Sim, muitas vezes acontece que Deus, em seu justo juízo, permite que a verdade da sua Palavra, a fé católica e o culto verdadeiro de Deus sejam de tal forma obscurecidos e deformados, que a Igreja parece quase extinta e não mais existir, como vemos ter acontecido nos dias de Elias (I Reis 19.10, 14), e em outras ocasiões. Não obstante, Deus tem, neste mundo e nestas trevas, os seus verdadeiros adoradores, que não são poucos, chegando mesmo a sete mil e mais (I Reis 19.18, Apoc 7.4, 9). Pois o apóstolo exclama: “O firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo, ‘O Senhor conhece os que lhe pertencem’”, etc. (II Tim 2.19). Vem daí que pode a Igreja de Deus ser designada invisível; não que os homens dos quais ela é formada sejam invisíveis, mas porque, estando oculta de nossos olhos e sendo conhecida só de Deus, ela às vezes secretamente foge ao juízo humano.


Por outro lado, nem todos os que são contados no número da Igreja são santos ou membros vivos e verdadeiros da Igreja. Pois há muitos hipócritas que externamente ouvem a palavra de Deus e publicamente recebem os sacramentos, e parecem invocar a Deus somente por meio de Cristo, confessar que Cristo é a sua única justiça, e adorar a Deus e exercer os deveres de caridade e por algum tempo suportar com paciência as desgraças. E, não obstante, interiormente, estão completamente destituídos da verdadeira iluminação do Espírito, de fé e de sinceridade de coração, e de perseverança até o fim. Mas finalmente o caráter destes homens, em sua maior parte, será manifestado. O apóstolo São João diz: “Eles saíram de nosso meio, mas não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco” (I João 2.19). Todavia, conquanto simulem piedade, não são da Igreja, ainda que sejam considerados estarem na Igreja, exatamente como os traidores numa república estão incluídos no número de seus cidadãos, antes que sejam descobertos; e, como o joio e a palha se encontram no trigo, e como inchaços e tumores se acham no corpo sadio, quando ao contrário são doenças e deformidades e não genuínos membros do corpo. E assim a Igreja de Deus é muito adequadamente comparada a uma rede que retira peixes de todas as espécies, e a um campo no qual se encontram joio e trigo (Mat 13.24 ss, 47 ss).


Conseqüentemente, devemos ser muito cuidadosos, não julgando antes da hora, nem tentando excluir e rejeitar ou separar aqueles aos quais o Senhor não quer excluídos nem rejeitados, e nem aqueles que não podemos eliminar sem prejuízo para a Igreja. Por outro lado, devemos estar vigilantes para que, enquanto os piedosos ressonam, os ímpios não ganhem terreno e causem mal à Igreja.


Além disso, diligentemente ensinamos que se deve tomar grande cuidado naquilo em que consistem de modo especial a verdade e a unidade da Igreja, para não provocarmos nem alimentarmos cismas na Igreja, irrefletidamente. A unidade não consiste em cerimônias e ritos externos, mas antes na verdade e unidade da fé católica. A fé católica não nos é transmitida pelas leis humanas, mas pelas Santas Escrituras, das quais é um resumo o Credo Apostólico. E, assim, lemos nos escritores antigos que havia grande diversidade de cerimônias, mas que eram livres e ninguém jamais pensava que a unidade da Igreja era, desse modo, dissolvida. Assim, ensinamos que a verdadeira harmonia da Igreja consiste em doutrinas e na verdadeira e unânime pregação do Evangelho de Cristo, nos ritos que foram expressamente transmitidos pelo Senhor. E aqui insistimos na palavra do apóstolo: “Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se porventura pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos” (Fil 3.11 ss).


Fonte: Segunda Confissão Helvética

sábado, 20 de agosto de 2011

Cristianismo ao Longo dos Séculos

Há tempos atrás postei um esquema sobre a trajetória do cristianismo dando ênfase a linha histórica do protestantismo. Quando falamos em protestantismo, lembramos que os Pais da Reforma eram católicos romanos e que não tinham a pretensão de sair da igreja romana, contudo a separação foi inevitável, pois havia um grande clamor da própria igreja que estava cativa.

No esquema anterior, um leitor do blog fez uma crítica pertinente e construtiva ao alegar que no esquema só havia a Sé Romana como tronco comum do cristianismo em detrimento de outras igrejas autônomas existentes na era pós apostólica ou era dos bispos.

Quando estudamos o cristianismo sob a ênfase do surgimento do protestantismo, teremos como tronco comum a Igreja de Roma, por outro lado, quando estudamos o cristianismo com ênfase global, teremos uma diversidade cristã (p.ex. Igreja Celta, Grã Bretanha, séc. II) e não em uma hierarquia monárquica.

Podemos citar, por exemplo, a título de diversidade cristã, a primeira menção a cristãos na Grã-Bretanha que aparece no Tratado contra os Judeus (202), de Tertuliano, no qual se faz referência a zonas da Bretanha inacessíveis aos Romanos, mas onde já vigoravam os ensinamentos de Cristo.

Insta salientar que somente no ano de 596 d.C., Santo Agostinho (de Cantuária) foi enviado pelo Papa Gregório, o Grande, como missionário para a Grã Bretanha. No livro II do Venerável Beda, "Uma História da Igreja e do Povo Inglês", escrito em torno do ano de 850, é relatado que Gregório, antes de se tornar Papa, viu umas crianças loiras `a venda no mercado de Roma. Quando contaram para ele que eram da Grã Bretanha, de uma raça chamada "anglos", Gregório teria dito: "non angli, sed angeli", que significa, "não anglos, mas anjos".

Desde então, duas correntes – celta e romana –, coexistiram nas Ilhas Britânicas, ora conseguindo posições, ora perdendo-as num "combate" em nome de Deus e com duas diferenças de fundo que iam desde a celebração da data da Páscoa à tonsura, passando pelo próprio ritual ou Liturgia.

Em 603, Agostinho chamou representantes da Igreja Celta numa tentativa de convencê-los a se submeter `as práticas e disciplinas romanas, mas eles recusaram. Santo Agostinho morreu em 605, mas a questão das diferenças entre a Igreja Britânica e a Igreja Romana continuou sendo motivo de controvérsias.

No ano 664, séc. VI, o rei Oswaldo, de Northumbria, decidiu convocar uma reunião em Whitby em 664, com representantes das duas correntes, de modo a tentar chegar a um possível acordo, partindo da questão há muito polêmica da marcação da data da Páscoa. Tal reunião seria de importância capital, uma vez que dela resultou a unificação religiosa da Grã-Bretanha, subordinando-a a Roma, mantendo-se fiel ao cristianismo romano até ao período da Reforma.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O sacrifício de Cristo tiraria os pecados do mundo.

"Portanto Jesus Cristo não quis responder diante de Poncius Pilatos. Por que isso? Porque ele buscava satisfazer a vontade de Deus seu Pai, e o decreto o qual tem concluído: Ele sabia que por seu sacrifício, tiraria os pecados do mundo. E, portanto, Jesus Cristo estando no lugar dos pecadores, não defendeu a si mesmo. Como foi dito pelo Profeta Isaías: “ele é levado para a morte, como um cordeiro que é tosquiado e não abre sua boca'.

sábado, 13 de agosto de 2011

A finalidade das boas obras

As boas obras não devem ser praticadas para, por meio delas, ganharmos a vida eterna pois, como diz o apóstolo, a vida eterna é dom de Deus. Nem devem ser elas praticadas por ostentação, o que o Senhor rejeita em Mat, cap. 6, nem para lucro, o que também ele rejeita em Mat, cap. 23, mas para a glória de Deus, para adornar a nossa vocação, para manifestar gratidão a Deus e para benefício do próximo. É assim que Nosso Senhor diz no Evangelho: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mat S.16). E o apóstolo São Paulo diz: “Que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Ef 4.1). Ainda: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em acção, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Col 3.17); “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Fil 2.4); “Que aprendam também a distinguir-se nas boas obras, a favor dos necessitados, para não se tornarem infrutíferos” (Tit 3.14).


Portanto, embora ensinemos com o apóstolo que o homem é justificado pela graça pela fé em Cristo e não por quaisquer boas obras, contudo não menosprezamos nem condenamos as boas obras. Sabemos que o homem não foi criado ou regenerado pela fé, para viver ocioso, mas antes para fazer sem cessar o que é bom e útil. No Evangelho o Senhor diz que uma árvore boa produz bom fruto (Mat 12.33), e que aquele que nele permanece produz muito fruto (João 15.5). O apóstolo diz: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). E ainda: “O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade, e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tit 2.14). Condenamos, portanto, todos os que desprezam as boas obras e vivem a dizer que não precisamos dar atenção a elas e que elas são inúteis.


Fonte: Confissão Helvélica.
Dados: A confissão Helvélica foi elaborada em 1562 por Heinrich Bullinger, publicada em 1566 por Frederico III da Palatina, adotada pelas Igrejas Reformadas da Suíça, França, Escócia, Hungria, Polônia e outras.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cristo expiou os pecados do mundo.

"Até o momento o meu desejo foi o de ensinar que o sacerdote levítico foi ordenado, para ser um tipo do verdadeiro mediador. Agora isso será valioso para nós enquanto brevemente fazemos referência às marcas pelas quais o nosso perpétuo e único sacerdote, o Filho de Deus, deve ser distinguido dos antigos (uma exposição mais completa seguirá adiante em seu devido lugar) ... A última distinção consistia nos próprios sacrifícios, com relação aos quais eu me abstenho de falar no momento de forma mais completa, porque eles terão seu lugar mais adiante. Sobre isso nós só precisamos recordar agora que Cristo expiou os pecados do mundo, não com o sangue dos animais, mas com seu próprio sangue". John Calvin, Exodus 28, Introductory Comments.

sábado, 30 de julho de 2011

Carta Pastoral da Presidência da IECLB: Sexualidade Humana – Homoafetividade


Presidência

IECLB nº 199070/11

Porto Alegre, 24 de junho de 2011

CARTA PASTORAL DA PRESIDÊNCIA

Assunto: Sexualidade humana – homoafetividade

Estimados irmãos e estimadas irmãs em Cristo!

Esta carta pastoral foi motivada por dois fatos recentes. Primeiro, a decisão do Supremo Tribunal Federal – STF, de 5 de maio de 2011,que trata do reconhecimento jurídico das uniões estáveis de pessoas homoafetivas. A decisão do STF consiste no “reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como ‘entidade familiar’, entendida esta como sinônimo perfeito de ‘família’, reconhecimento que é de ser feito seguindo as mesmas regras e com as mesmas consequências da união estável heteroafetiva”. O segundo fato é a tramitação do Projeto de Lei nº 122/2006. Se fosse aprovado na versão original, esse projeto tornaria crime a homofobia. Neste momento, o projeto continua em tramitação no congresso brasileiro.

A homossexualidade já foi tematizada em duas cartas pastorais, emitidas pela Presidência da IECLB em 1999 e em 2001. Reafirmamos o conteúdo dessas cartas. Por quê?

* reconhecemos que o grau de dificuldade para lidar com o assunto relações homoafetivas ou homossexualidade não diminuiu; um sinal disso é o fato de não termos conseguido avançar no diálogo que a Federação Luterana Mundial propôs, e que a Presidência da IECLB estimulou na década passada, para o que foi publicado e amplamente divulgado o documento Matrimônio, Família e Sexualidade Humana;

* reafirmamos o amor incondicional de Deus por nós como base essencial para abordar esse tema; cremos que as pessoas homossexuais são tão amadas e necessitam tanto da graça de Deus quanto todo ser humano (Rm 3.23s);

* por serem discriminadas e estigmatizadas, pessoas de orientação homossexual e seus familiares sofrem, e sofrem muito. As polarizações apenas aprofundam o sofrimento e não ajudam na construção de um Estado de direito em que todas as pessoas têm assegurada sua dignidade.

Resumindo, essa memória nos lembra da nossa condição de seres amados por Deus e nos conclama para o diálogo respeitoso sobre o assunto. Somente assim chegaremos a aspectos novos a serem considerados nesse diálogo e aprofundamento.

Cabe recordar aqui o que foi mencionado em outra carta pastoral, em 2009, que tratou do discernimento ético:

“não há no âmbito de igrejas evangélicas protestantes um magistério que tenha a prerrogativa de estabelecer normas éticas que deveriam ser seguidas por todos os fiéis. Nem poderia haver. Na tradição da Reforma protestante essas igrejas não (re)conhecem uma instância eclesiástica autoritativa, muito menos infalível, em questões morais, mas seus pastores e pastoras têm a responsabilidade de, baseados na Bíblia e seus valores evangélicos, orientar as pessoas implicadas ao discernimento ético, fortalecendo-as a tomarem, simultaneamente em liberdade e responsabilidade, suas próprias decisões diante de Deus”.

É a partir dessa perspectiva que a atual Presidência também evitou e evitará emitir uma posição da IECLB sem consulta e diálogo prévios com outras instâncias constituídas. Uma decisão institucional passa pela discussão que envolva essas instâncias da Igreja.

Há assuntos, como o aqui em pauta, que requerem uma discussão acerca da hermenêutica que usamos para interpretar textos bíblicos. Como pessoas evangélicas de confissão luterana, zelamos para evitar uma postura maniqueísta: deste lado está o bem, a verdade, Deus; daquele lado está o mal, a mentira, o diabo. Há questões que exigem da pessoa cristã ter que lidar com a tensão oriunda da dificuldade de dar respostas rápidas; de conviver com o debate difícil, mas sério, aberto, respeitoso. Há perguntas para as quais a resposta nem sempre é sim ou não. Não por último, a separação entre joio e trigo, quando e onde ela ocorrer, caberá ao Senhor (Mateus 13.30).

Considerando a separação entre Igreja e Estado, cabe-nos como IECLB acolher a decisão do STF. O pano de fundo dessa decisão é o empenho do Estado pela superação da discriminação de pessoas e grupos, da intolerância, do preconceito, da estigmatização de comportamentos diferentes que, tantas vezes, culminam em violência, sofrimento, perseguição e, inclusive, morte. É fundamental que não percamos esta dimensão: a intolerância é fonte de julgamentos apressados, incompreensão, dor, sofrimento. Do ponto de vista do Estado, a decisão do STF quer impedir isso.

Ao mesmo tempo em que nos cabe acolher a decisão do STF, precisamos refletir intensamente acerca dos desdobramentos desta decisão para a IECLB. A IECLB tem em seu “Guia da vida comunitária: Nossa Fé – Nossa Vida” as linhas básicas que pautam os seus fundamentos doutrinários, confessionais e legais para sua atuação. Este documento, aprovado em Concílio da Igreja, reflete o momento atual da caminhada da Igreja à luz de sua missão. Qualquer mudança nesta área, inclusive acerca da benção matrimonial ou qualquer outra prática, passa por ampla discussão em todas as instâncias da IECLB.

A Presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana Brasileira

- espera que o Estado brasileiro, através de seus poderes, assegure e concretize os direitos fundamentais da liberdade de pensamento, de crença e de manifestação para todos os cidadãos, conforme estabelecido na Constituição Federal;

- entende que essa garantia dos direitos fundamentais é imprescindível para coibir tanto a violência decorrente de posturas extremas quanto querer calar a voz dos que buscam o diálogo ancorado em argumentos sólidos, inclusive para discordar;

- acredita que somente vamos crescer e avançar no entendimento desse tema complexo, se a opção for por uma postura de respeito mútuo pelas posições distintas, de diálogo franco, desarmado e fraternal, de superação da exclusão e, sobretudo, de opção radical por manifestações e gestos que deem lugar à graça e ao amor de Deus, graça e amor que nos alcançam por causa da Sua misericórdia, e não porque as mereçamos;

- reafirma a sua opção radical por uma gestão do cuidado que, em relação ao tema Matrimônio, Família e Sexualidade Humana, reconhece que a graça de Deus dispõe a Igreja de Jesus Cristo para uma caminhada conjunta, sinodal, que faz do diálogo um instrumento imprescindível. Desse modo, conseguiremos avançar e crescer na fé, pela qual somos pessoas justificadas e movidas por Deus para optar por aquilo que promove a Cristo.

Em Cristo,

Nestor Paulo Friedrich

Pastor Presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana

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