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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Quais são os idiomas originais da Bíblia?

Foram utilizados três idiomas diferentes na escrita dos diversos livros da Bíblia: o hebraico, o grego e o aramaico. Em hebraico consonantal foi escrito todo o Antigo Testamento, com exceção dos livros chamados deuterocanônicos, e de alguns capítulos do livro de Daniel, que foram redigidos em aramaico. Em grego comum, além dos já referidos livros deuterocanônicos do Antigo Testamento, foram escritos praticamente todos os livros do Novo Testamento. Segundo a tradição cristã, o Evangelho de Mateus teria sido primeiramente escrito em hebraico, visto que a forma de escrever visava alcançar os judeus.

O hebraico utilizado na Bíblia não é todo igual. Encontramos em alguns livros o hebraico clássico (por ex. livros de Samuel e Reis), em outros um hebraico mais rudimentar e em outros ainda, nomeadamente os últimos a serem escritos, um hebraico elaborado, com termos novos e influência de outras línguas circunvizinhas. O grego do Novo Testamento, apesar das diferenças de estilo entre os livros, corresponde ao chamado grego koiné (isto é, o grego "comum" ou "vulgar", em oposição ao grego clássico), o segundo idioma mais falado no Império Romano.

A primeira tradução latina da Bíblia foi a Vetus Latina, baseada na Septuaginta, e, portanto, contendo livros não incluídos na Bíblia hebraica. O Papa Dâmaso I montaria a primeira lista de livros da Bíblia, no Concílio de Roma em 382 d.C. Ele pediu a São Jerónimo que produzisse um texto confiável e consistente, traduzindo os textos originais em grego e hebraico para o latim. Esta tradução ficou conhecida como a Bíblia Vulgata Latina, antes disso havia grande confusão e divergência sobre os textos bíblicos a serem aceitos pelos cristãos e, em 1546, o Concílio de Trento a declarou como a única Bíblia autêntica e oficial no rito latino da Igreja Católica.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Quem é o avô materno de Jesus?

Segundo a tradição, os avôs maternos de Jesus são Ana e Joaquim. Porém deles não encontramos nada na Bíblia. As únicas informações que temos sobre os pais de Maria são contados pelo Proto-Evangelho de Tiago.

Narra-se que Joaquim tinha sido reprimido pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Ana, sua mulher, já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, Joaquim retirou-se ao deserto para orar e meditar. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado para casa, algum tempo depois Ana ficou grávida.

O casal teria morado em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santana; Foi lá que eles teria ganhado uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa Senhora da Luz, traduzido para o latim como Maria.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Mortos famintos no Egito

No Egito, o funeral dos ricos era seguido de cortejos com comida
por Flávia Pinho

Comer era um assunto tão sério no Egito antigo que os mais ricos passavam boa parte da vida garantindo que pudessem oferecer banquetes fartos até mesmo após a morte. Assim que eles faleciam, era realizada a mumificação, um processo caro e que podia demorar até 70 dias. Depois acontecia o funeral solene. A partir de então, as famílias passavam a fazer oferendas diárias de alimentos - dependendo da importância do defunto, o desfile gastronômico-funerário podia até ser equipado com cervejarias e padarias, para facilitar o serviço dos parentes. A melhor parte do ritual, relatado no novo livro História da Cozinha Faraônica, do egiptólogo francês Pierre Tallet (Senac-SP), é que os produtos não eram largados lá, apodrecendo. Pelo contrário, os funcionários do templo podiam comê-los depois. A regalia era encarada como remuneração pelos serviços prestados à família.


Fonte: http://historia.abril.com.br

sábado, 18 de julho de 2009

Em que parte da Bíblia fala sobre Verônica limpando o rosto de Jesus?

Na Bíblia não há nenhuma menção da história que a tradição fez chegar até nós, que narra que, no dia da paixão do Senhor, uma mulher do meio do povo, ultrapassando o controle dos soldados, se aproximou de Cristo e limpou o seu rosto com uma toalha. Nesta toalha, conta a tradição, teria ficado imprimido o desenho do rosto de Jesus. Não é uma história bíblica, mas que aparece pela primeira vez no livro apócrifo "Atos de Pilatos". No capítulo 7 desse livro encontramos uma passagem que narra como a mulher que Jesus curou, depois que ela lhe tocara o manto (veja Lucas 8,43-48), durante o caminho para o calvário conseguiu enxugar o seu rosto. Essa mulher se chamava Bernike, em grego, que em latim é Verônica.

Não sabemos se essa história é verdadeira, porém devemos saber que os evangelhos provavelmente não contém toda a história sobre Jesus e muitas tradições nasceram para tentar preencher as lacunas deixadas pelos escritores sagrados. De fato os evangelistas não tinham a preocupação, que é típica da história moderna, de contar uma biografia detalhada de Cristo, mas transmitir o seu ensinamento; os evangelhos são essencialmente uma catequese.

Os apócrifos dão muitos detalhes sobre a vida de Jesus, sobre a sua infância e outras etapas da sua vida. Porém muitos desses escritos não têm autoridade histórica e é difícil distinguir entre história e ficção. O importante é ler por trás das palavras e encontrar a mensagem que essas histórias querem transmitir.


Pergunta enviada por Max - Janauba, em 15/09/2007
Resposta de Luiz da Rosa

terça-feira, 14 de abril de 2009

Reencarnação: Uma controvérsia antiga

O cristianismo majoritário nunca professou a tese da reencarnação, pois ela não somente está ausente das Escrituras, mas é contraditada por textos bíblicos como Hebreus 9.27 e Lucas 23.43. É somente através de uma interpretação altamente figurada e tendenciosa de certas passagens que os espíritas podem encontrar a reencarnação nas páginas da Bíblia. Nos primeiros séculos, foram apenas alguns grupos cristãos periféricos, minoritários, que defenderam essa crença, como foi o caso dos gnósticos, com sua visão profundamente negativa do corpo e da matéria em geral.


O grande pensador cristão Orígenes (†254), de Alexandria, defendeu a pré-existência da alma, mas não a transmigração. A partir dele, surgiu uma corrente de monges que passaram a professar também a reencarnação e a salvação universal. Como o chamado "origenismo" se tornava fanático e tumultuava a Palestina, o Patriarca de Jerusalém, no século VI, pediu ao imperador Justiniano (483-565) que interviesse. Justiniano, o maior dos imperadores bizantinos, escreveu um tratado contra Orígenes e levou o Patriarca de Constantinopla a reunir um sínodo local em 543 que condenou teses relativas à pré-existência da alma e outras posições origenistas. Dez anos depois, em 553, o II Concílio de Constantinopla encerrou definitivamente a chamada "controvérsia origenista".

Fonte: http://www.mackenzie.br/6932.html


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Qual o significado da Sexta-Feira Santa?

"Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidade; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós." Is 53:5-6

A sexta-feira de paixão ou sexta-feira santa é o dia cristão que marca o julgamento, condenação, martírio, morte e sepultamento de Jesus Cristo. É na sexta-feira da paixão que Cristo percorre a Via Sacra que também é conhecida por muitos como Via Dolorosa. Ele carrega sua cruz até o Gólgota, onde é crucificado.

Depois de morto, seu corpo é descido da cruz e sepultado em uma gruta lacrada por uma grande pedra. Segundo a tradição cristã, a morte de Jesus é qualificada como Paixão, metaforicamente um ato de amor e de entrega. O silêncio, o jejum com base na abstinência de carne e a oração marcam este dia.

Desta forma segundo a tradição cristã na sexta-feira santa não se deve consumir carne vermelha. O tradicional é o consumo de peixe.

Fonte: http://www.pascoa.info/o-que-aconteceu-na-sexta-feira-da-paixao.html

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O que significa MONERGISMO?

Por monergismo entende-se a "doutrina de que o Espírito Santo é o único agente eficaz na regeneração - que a vontade humana não possui inclinação para a santidade até ser regenerada e, portanto, não pode cooperar na regeneração".
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