quinta-feira, 5 de abril de 2012

Cristo Ordenou o Arrependimento

Charles Haddon Spurgeon


C.H. Spurgeon (1834-1892) era pregador, autor e editor britânico. Foi pastor do Tabernáculo Batista Metropolitano, em Londres, desde 1861 até a data de sua morte. Fundou um seminário, um orfanato e editou uma revista mensal chamada “Sword na Trowel”. Conhecido como “Príncipe dos Pregadores”, Spurgeon escreveu muitos livros e artigos, particularmente na área devocional. Deixou um legado de vida piedosa, marcada por um profundo amor ao Senhor Jesus Cristo e por dedicados esforços ara alcançar almas perdidas.


“Arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1.15).


Nosso Senhor Jesus Cristo começou seu ministério anunciando suas principais ordens. Ungido recentemente, Ele saiu do deserto, como o noivo sai de sua câmara. As suas notas de amor são arrependimento e fé. Ele surge completamente preparado para exercer seu ofício, depois de permanecer no deserto e ser “tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15)... Escutai, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o Messias fala na grandeza de seu poder. Ele clama aos filhos dos homens: “Arrependei-vos e crede no evangelho”. Atentemos a essas palavras, que, como o seu Autor, estão cheias de graça e verdade. Diante de nós, temos o resumo e a essência de todo o ensino de Cristo, o alfa e o ômega de todo o seu ministério. Procedentes de lábios de tal Pessoa, naquele momento, com poder especial, devemos dar-lhes a mais sincera atenção. Que Deus nos ajude a obedecer a essas palavras, em nosso coração.

Devo começar observando que o evangelho pregado por Cristo era claramente uma ordem: “Arrependei-vos e crede no evangelho”. Nosso Senhor condescendeu em arrazoar. Às vezes, em seu ministério, Ele representou graciosamente o antigo texto: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve” (Is 1.18). Ele persuade os homens por meio de sua mensagem e de argumentos poderosos, que os levam a buscar a salvação de sua alma. O Senhor Jesus chama os homens. Oh! quão amavelmente Ele os convida a serem sábios! “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). O Senhor Jesus roga aos homens; Ele condescende em tornar-se, por assim dizer, um pedinte às suas criaturas pecaminosas, implorando-as a vir. De fato, o Senhor Jesus faz disso a incumbência de seus ministros — “Somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2 Co 5.20).

No entanto, vocês devem lembrar que, embora Ele tenha condescendido em arrazoar, persuadir, chamar e rogar, o evangelho tem, em si mesmo, a força e a dignidade de uma ordem. Se queremos pregar hoje como Cristo pregou, temos de proclamar o evangelho como uma ordem de Deus, acompanhada de sanção divina, que não deve ser negligenciada, exceto ao risco infinito da alma... “Arrependei-vos” é uma ordem de Deus, tal como o mandamento de “não roubarás” (Ex 20.15). “Crê no Senhor Jesus” possui tanta autoridade divina como “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento” (Lc 10.27).

Ó homens, não pensem que o evangelho é algo deixado a escolherem ou não, conforme acharem! Ó pecadores, não imaginem que podem desprezar uma Palavra do céu e não incorrer em culpa! Não pensem que podem negligenciar o evangelho, e nenhuma conseqüência má lhes sobrevirá. Essa negligência e desprezo aumenta a medida da iniqüidade de vocês. É a respeito disso que clamamos: “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hb 2.3). Deus ordena que vocês se arrependam! O mesmo Deus diante de quem o Sinai se abalou e foi tomado por escuridão — esse mesmo Deus, que proclamou a Lei, com som de trombeta, com raios e trovões, falou-nos de modo mais gentil, porém divino, mediante seu Filho unigênito, quando disse: “Arrependei-vos e crede no evangelho”.

Devemos ressoar esse decreto de Deus a todas as nações da terra. Ó homens, Jeová, que os criou, que lhes dá respiração, a quem vocês têm ofendido, ordena-lhes que se arrependam hoje e creiam no evangelho...

Sei que alguns irmãos não gostam disso, mas não posso deixar de falar. Nunca serei escravo de sistemas, pois o Senhor removeu esses grilhões de ferro de meu pescoço. Agora sou um servo feliz da verdade que liberta. Quer ofenda, quer agrade, à medida que Deus me ajude, pregarei cada verdade como a aprendi da Palavra. Sei que, se há algo escrito na Bíblia, esta verdade está escrita com bastante clareza: Deus ordena, em Cristo, que os homens se arrependam e creiam no evangelho. Uma das provas mais tristes da depravação completa do homem é o fato de que ele não obedecerá esse mandamento; antes, rejeitará a Cristo e tornará a sua condenação mais grave do que a de Sodoma e Gomorra...

O evangelho é um mandamento, é um mandamento que se explica em duas ordens: “arrependei-vos e crede no evangelho”. Conheço alguns irmãos bem excelentes — aprouvera a Deus que houvesse mais desses irmãos — que, em seu zelo por pregar a fé simples em Cristo, têm sentido um pouco de dificuldade no assunto do arrependimento. Conheço alguns deles que tentaram remover a dificuldade abrandando a aparente severidade da palavra arrependimento, expondo-a de acordo com o termo grego equivalente e mais usual, um termo que ocorre no original grego de meu versículo e significa “mudar a mente”. Aparentemente, eles interpretam o arrependimento como algo mais brando do que o concebemos, uma mudança simples na maneira de pensar. Ora, desejo sugerir a esses queridos irmãos que o Espírito Santo nunca prega o arrependimento como uma trivialidade. A mudança na maneira de pensar e no entendimento, sobre a qual o evangelho fala, é uma obra mais profunda e solene e não deve ser depreciada por motivo algum.

Além disso, há outra palavra também usada no original grego que significa arrependimento; não é usada com freqüência, eu admito. Ela significa “uma preocupação posterior”, aproximando-se mais do sentido de tristeza ou ansiedade do que aquela que significa mudar a maneira de pensar. No verdadeiro arrependimento, deve haver tristeza e ódio para com o pecado; do contrário, li a minha Bíblia sem qualquer propósito... O arrependimento significa realmente uma mudança na maneira de pensar. Mas é uma mudança completa do entendimento e de tudo que está na mente. Por isso, inclui iluminação, a iluminação do Espírito Santo. Acho que inclui uma descoberta da iniqüidade e ódio para com o pecado, sem os quais não pode haver arrependimento autêntico. Penso que não devemos subestimar o arrependimento. É uma graça bendita de Deus, o Espírito Santo; é uma graça absolutamente necessária para a salvação.

A ordem explica-se a si mesma. Consideraremos, em primeiro lugar, o arrependimento. É certo que, mesmo não levando em conta o significado arrependimento neste versículo, ele é consistente com a fé. Portanto, de sua conexão com a próxima ordem — “Crede no evangelho” — obtemos a explicação quanto ao significado do arrependimento... Lembrem-se de que nenhum arrependimento é digno desse nome, se não é perfeitamente consistente com a fé em Cristo. Um antigo crente, em seu leito de enfermidade, usou esta admirável expressão: “Senhor, em arrependimento faze-me descer tão baixo como o inferno, mas” — eis a beleza de sua expressão — “em fé, ergue-me tão alto como o céu”. Ora, o arrependimento que faz um homem descer tão baixo como o inferno não serve para nada, se não houver a fé que o ergue tão alto como o céu! Os dois são perfeitamente coerentes. Um homem pode detestar e abominar a si mesmo e, ao mesmo tempo, saber que Cristo é poderoso para salvar e o salvou. De fato, é assim que os verdadeiros cristãos vivem. Eles se arrependem tão amargamente de seu pecado como se soubessem que deveriam ser condenados por causa do pecado cometido, mas se regozijam tanto em Cristo como se o pecado não fosse nada.

Oh! quão bendito é saber onde estas duas linhas se encontram, o despir do arrependimento e o vestir da fé. O arrependimento que despeja o pecado como um inquilino maligno e a fé que recebe a Cristo para ser um único Senhor do coração; o arrependimento que limpa a alma de obras mortas e a fé que enche a alma com obras vivas; o arrependimento que destrói e a fé que a edifica; o arrependimento que espalha pedras e a fé que ajunta pedras; o arrependimento que ordena um tempo de chorar e a fé que dá um tempo de saltar de alegria — essas duas coisas juntas constituem a obra da graça no íntimo pela qual a alma do homem é salva. Mas deve ficar estabelecido como grande verdade, escrita com bastante clareza em nosso versículo, o fato de que o arrependimento que devemos pregar está vinculado à fé. Assim, temos de pregar o arrependimento e a fé juntos, sem qualquer dificuldade...

Isso me traz à segunda metade do mandamento: “Crede no evangelho”. A fé significa confiança em Cristo. Ora, devo observar novamente que alguns têm pregado esta confiança em Cristo tão bem e de modo tão completo, que não posso senão admirar sua fidelidade e bendizer a Deus por eles. Contudo, há uma dificuldade e um perigo. Talvez, ao pregarem a simples confiança em Cristo como o meio de salvação, eles deixam de lembrar ao pecador que nenhuma fé é genuína se não é consistente com o arrependimento de pecados passados. O meu versículo parece dizer isso nos seguintes termos: nenhum arrependimento é verdadeiro, senão aquele que se harmoniza com a fé; nenhuma fé é verdadeira, senão aquela que está conectada com um arrependimento sincero e profundo de pecados passados.

Então, queridos amigos, aqueles que têm uma fé que lhes permite pensar levianamente sobre os pecados passados, esses têm uma fé dos demônios e não a fé dos eleitos de Deus... Têm uma fé que lhes permite viver de modo leviano, no presente. Eles dizem: “Bem, eu sou salvo por uma fé simples” e, em seguida, assentam-se na mesa de cerveja, com os bêbados, ou permanecem no bar com os ébrios, ou seguem companhias mundanas e desfrutam de prazeres carnais e da concupiscência da carne — eles são mentirosos. Não têm a fé que salva a alma. Têm uma hipocrisia enganosa; não têm a fé que os levaria ao céu.

Há outras pessoas que têm uma fé que não as leva ao ódio pelo pecado. Não sentem qualquer vergonha quando vêem o pecado dos outros. É verdade que não se comportariam como os outros se comportam, mas se alegram com o que eles fazem. Acham prazer nos erros dos outros, sorriem de suas atitudes profanas e de sua linguagem imprópria. Não fogem do pecado como se este fosse uma serpente, nem o detestam como o assassino de seu melhor amigo. Não. Elas flertam com o pecado. Cometem em privacidade o que condenam em público. Chamam as ofensas graves de erros leves e pequenas falhas. Nos negócios, elas fingem não ver afastamentos da retidão e consideram-nos apenas coisas do comércio. O fato, porém, é que elas têm uma fé que se assenta lado a lado com o pecado, come e bebe à mesma mesa com a injustiça. Oh! se vocês têm esse tipo de fé, peço a Deus que a retire de seu coração. Não lhes serve de modo algum! Quanto mais rápido se livrarem dela, tanto melhor será para vocês; pois, quando este fundamento de areia for removido, talvez comecem a edificar sobre a Rocha.

Meus queridos amigos, quero ser bastante fiel para com sua alma e atingir o seu coração. Qual é o seu arrependimento? Vocês têm o arrependimento que os faz olhar para fora de si mesmos, para Cristo, tão-somente para Cristo? Por outro lado, têm aquela fé que os leva ao verdadeiro arrependimento? Que os leva a odiar até o pensamento de pecado, de modo que desejam remover do trono o seu ídolo mais querido, não importa qual seja, para que adorem a Cristo, apenas a Cristo? Assegurem-se disto: nada aquém desse arrependimento lhes será proveitoso, no final. Um arrependimento e uma fé de outro tipo podes lhe agradar agora, como as crianças agradam-se com ilusões. Mas, quando chegarem ao leito de morte e perceberem a realidade das coisas, serão compelidos a dizer que seu arrependimento e sua fé eram uma falsidade e um refúgio de mentiras. Descobrirão que enganavam-se a si mesmos. Diziam a si mesmos: “Paz, paz”, quando não havia paz.

Digo, novamente, nas palavras de Cristo: “Arrependei-vos e crede no evangelho”. Confiem em Cristo para salvá-los, lamentem que ainda precisam ser salvos e que esta necessidade expôs o Senhor a vergonha pública, a sofrimentos pavorosos e a morte terrível.



Traduzido por: Wellington Ferreira

Copyright© Editora FIEL 2009.

domingo, 1 de abril de 2012

Abençoadíssimo DOMINGO DE RAMOS para todos!!!

Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho,
filho da que leva o jugo (Zc 9,9).


Os discípulos foram e executaram a ordem de Jesus. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, cobriram-nos com seus mantos e fizeram-no montar. Então a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e espalhava-os pela estrada. E toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus! (Mateus 21. 4-9)


sábado, 31 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

Valdomiro Santiago é denúnciado pela emissora de Edir Macedo

Emissora de Edir Macedo faz denúncias de irregularidades, contra Valdomiro Santiago, no que diz respeito ao uso das finanças da Igreja Mundial do Poder de Deus.

Segundo a reportagem exibida pelo Domingo Espetacular, o Apóstolo utilizou o dinheiro da Igreja para comprar uma fazenda milhonária para a criação de gado.

Na visão do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Pastor Silas Malafaia, o programa foi usado pela Igreja Universal para acusar o ex-bispo da igreja de cometer os mesmo crimes que Edir Macedo, fundador da IURD e dono da Record, já foi acusado anteriormente.

Os 28 Artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo

A Igreja Evangélica Fluminense é a primeira congregação protestante brasileira a cultuar em Português. Localizada no Centro do Rio de Janeiro, tem suas programações as segundas 19 horas, quartas também às 19, e domingos às 09 da manhã e às 18 horas.

Fundada em 11 de julho de 1858 pelo médico-missionário escocês de origem presbiteriana Robert Reid Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley, que chegaram ao Brasil em 1855. Foi organizada com 14 membros, sendo batizado naquele dia o primeiro brasileiro Pedro Nolasco de Andrade. Dela partiram vários missionários congregacionais no Brasil.

Kalley voltou para a Escócia em 10 de julho de 1876. Foi sucedido por João Manoel Gonçalves dos Santos no pastorado da Igreja Evangélica Fluminense e elaborou uma súmula doutrinária composta por 28 artigos conhecida como Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo.

A Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo é uma síntese doutrinária recebida como artigos de fé pela Igreja Evangélica Fluminense e, posteriormente, por todas as igrejas que compõem a União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil e a Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.

A Breve Exposição tem por propósito ser o que seu próprio nome já expressa: breve e fundamental. O próprio Kalley afirmou: "A Breve Exposição não contém todo o ensino apostólico, mas somente as doutrinas fundamentais do Cristianismo, sobre as quais todos os crentes devem ter um conhecimento claro e inteligente, para, na frase do apóstolo S. Pedro (I Pe 3:15), estardes aparelhados para responder a todo o que vos pedir razão daquela esperança que há em vós"

Os 28 Artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo

Art. 1º - Do Testemunho da Natureza quanto à Existência de Deus

Existe um só Deus(1), vivo e pessoal(2); suas obras no céu e na terra manifestam, não meramente que existe, mas que possui sabedoria, poder e bondade tão vastos que os homens não podem compreender(3); conforme sua soberana e livre vontade, governa todas as coisas(4).

(1) Dt.6:4; (2) Jr 10:10; (3) Sl 8:1; (4) Rm 9:15,16

Art. 2º - Do Testemunho da Revelação a Respeito de Deus e do Homem

Ao testemunho das suas obras Deus acrescentou informações(5) a respeito de si mesmo(6) e do que requer dos homens(7). Estas informações se acham nas Escrituras do Velho e do Novo Testamento(*) nas quais possuímos a única regra perfeita para nossa crença sobre o Criador, e preceitos infalíveis para todo o nosso proceder nesta vida(8).

(5) Hb 1:1; (6) Ex 34-5-7; (7); II Tm.3.15,16; (8); Is.8.19,20.
(*) Os livros apócrifos não são parte da Escritura devidamente inspirada.


Art. 3º - Da Natureza dessa Revelação

As Escrituras Sagradas foram escritas por homens santos, inspirados por Deus, de maneira que as palavras que escreveram são as palavras de Deus(9). Seu valor é incalculável(10), e devem ser lidas por todos os homens(1).

(9) II Pe 1:19-21; (10) Rm 3:1,2. (1) Jo 5:39.


Art. 4º - Da Natureza de Deus

Deus o Soberano Proprietário do Universo é Espírito(2), Eterno(3), Infinito(4) e Imutável(5) em sabedoria(6), poder(7), santidade(8), justiça(9), bondade(10) e verdade(1).

(2) Jo 4:24; (3) Dt 32:40; (4) Jr 23:24; (5) Ml 3; (6) Sl 146:5; (7) Gn 17:1; (8) Sl 144:17; (9) Dt 32: 4; (10) Mt 19:17; (1) Jo 7:28.


Art. 5º - Da Trindade da Unidade

Embora seja um grande mistério que existam diversas pessoas em um só Ente, é verdade que na Divindade exista uma distinção de pessoas indicadas nas Escrituras Sagradas pelos nomes de Pai, Filho e Espírito Santo(2) e pelo uso dos pronomes Eu, Tu e Ele, empregados por Elas, mutuamente entre si(3).

(2) Mt 28:19: (3) Jo 14:16,17


Art. 6º - Da Criação do Homem

Deus, tendo preparado este mundo para a habitação do gênero humano, criou o homem(4), constituindo-o de uma alma que é espírito(5), e de um corpo composto de matérias terrestres(6). O primeiro homem foi feito à semelhança de Deus(7), puro, inteligente e nobre, com memória, afeições e vontade livre, sujeito Àquele que o criou, mas com domínio sobre todas as outras criaturas deste mundo(8).

(4) Gn 1:2-27; (5) Ec 12:7; (6) Gn 2:7; (7) Gn 1:26,27; (8) Gn 1:28


Art. 7º - Da Queda do Homem

O homem assim dotado e amado pelo Criador era perfeitamente feliz(9), mas tentado por um espírito rebelde (chamado por Deus, Satanás), desobedeceu ao seu Criador(10); destruiu a harmonia em que estivera com Deus, perdeu a semelhança divina; tornou-se corrupto e miserável, deste modo vieram sobre ela a ruína e a morte(1).

(9) Gn 1:31; (10) Gn 2: 16,17; (1) Rm 5:12.


Art. 8º - Da Conseqüência da Queda

Estas não se limitam ao primeiro pecador. Seus descendentes herdaram dele a pobreza, a desgraça a inclinação para o mal e a incapacidade de cumprir bem o que Deus manda(2); por conseqüência todos pecam, todos merecem ser condenados, e de fato todos morrem(3).

(2) Sl 50:7; (3) I Co 15:21


Art. 9º - Da Imortalidade da Alma

A alma humana não acaba quando o corpo morre. Destinada por seu Criador a uma existência perpétua, continua capaz de pensar, desejar, lembrar-se do passado e gozar da mais perfeita paz e regozijo; e também de temer o futuro, sentir remorso e horror e sofrer agonias tais, que mais quereria acabar do que continuar a existir(4); o pecado da rebelião contra o seu Criador, merece para sempre esta miséria, que é chamada por Deus de segunda morte(5).

(4) Lc 16:20-31; (5) Ap 21:8


Art. 10º - Da Consciência e do Juízo Final

Deus constituiu a consciência juiz da alma do homem(6). Deu-lhes mandamentos pelos quais se decidissem todos os casos(7), mas reservou para si o julgamento final, que será em harmonia com seu próprio caráter(8). Avisou aos homens da pena com que com punirá toda injustiça, maldade, falsidade e desobediência ao seu governo(9); cumprirá suas ameaças, punindo todo pecado em exata proporção à culpa(10).

(6) Rm 2:14,15; (7) Mt. 22:36-40; (8) Sl 49:6; (9) Gl 3:10; (10) II Co 5:10


Art. 11º - Da Perversidade do Homem e do Amor de Deus

Deus vendo a perversidade, a ingratidão e o desprezo com que os homens lhe retribuem seus benefícios e o castigo que merecem(1), cheio de misericórdia compadeceu-se deles; jurou que não desejava a morte dos ímpios(2); além disso, tomou-os e mandou declarar-lhes, em palavras humanas, sua imensa bondade para com eles; e quando os pecadores nem com tais palavras se importavam, ele lhes deu a maior prova do seu amor(3) enviando-lhes um salvador que os livrasse completamente da ruína e miséria, da corrupção e condenação e os restabelecesse para sempre no seu favor(4).

(1) Hb 4:13; (2) Ez 33:11; (3) Rm 5:8,9; (4) II Co 5: 18-20.


Art. 12º - Da Origem da Salvação

Esta Salvação, tão preciosa e digna do Altíssimo (porque está perfeitamente em harmonia com seu caráter) procede do infinito amor do Pai, que deu seu unigênito Filho para salvar os seus inimigos(5).

(5) I Jo 4:9


Art. 13º - Do Autor da Salvação

Foi adquirida, porém, pelo Filho, não com ouro, nem com prata, mas com Seu sangue(6), pois tomou para Si um corpo humano e alma humana(7) preparados pelo Espírito Santo no ventre de uma virgem(8); assim, sendo Deus e continuando a sê-Lo se fez homem(9). Nasceu da Virgem Maria, viveu entre os homens(10), como se conta nos evangelhos, cumpriu todos os preceitos divinos(1) e sofreu a morte e a maldição como como o substituto dos pecadores(2), ressuscitou(3) e subiu ao céu(4). Ali intercede pelos seus remidos(5) e para valer-lhes tem todo o poder no céu e na terra(6). É nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo(7), que oferece, de graça, a todo o pecador o pleno proveito de sua obediência e sofrimentos, e o assegura a todos os que, crendo nEle, aceitam-no por Seu Salvador(8).

(6) I Pe1:18,19; (7) Hb 2:14; (8) Mt 1:20; (9) Jo 1:1,14; (10) At 10:38; (1) I Pe 2:22; (2) Gl 3:13; (3) Mt 28:5,6; (4) Mc 16:19; (5) Hb 7:25; (6) Mt 28:18; (7) At 5:31; (8) Jo 1:14.


Art. 14º - Da Obra do Espírito Santo no Pecador

O Espírito Santo enviado pelo Pai(9) e pelo Filho(10), usando das palavras de Deus(1), convence o pecador dos seus pecados e da ruína(2) e mostra-lhe e excelência do Salvador(3), move-o a arrepender-se, a aceitar e a confiar em Jesus Cristo. Assim produz uma grande mudança espiritual chamada nascer de Deus(4). O pecador nascido de Deus está desde já perdoado, justificado e salvo; tem a vida eterna e goza das bênçãos da Salvação(5).

(9) Jo 14:16,26; (10) Jo 16:7; (1) Ef 6:17; (2) Jo 16:8; (3) Jo 16:14; (4) Jo1:12,13; (5) Gl 3:26


Art. 15º - Do Impenitente

Os pecadores que não crerem no Salvador e não aceitarem a Salvação que lhes está oferecida de graça, hão de levar a punição de suas ofensas(6), pelo modo e no lugar destinados para os inimigos de Deus(7).

(6) Jo 3:36; (7) II Ts 1: 8,9


Art. 16º - Da Única Esperança de Salvação

Para os que morrem sem aproveitar-se desta salvação, não existe por vir além da morte um raio de esperança(8). Deus não deparou remédio para os que, até o fim da vida neste mundo, perseveraram nos seus pecados. Perdem-se. Jamais terão alívio(9).

(8) Jo 8:24; (9) Mc 9:42,43


Art. 17º - Da Obra do Espírito Santo no Crente

O Espírito santo continua a habitar e a operar naquele que faz nascer de Deus(10); esclarece-lhe a mente mais e mais com as verdades divinas(1), eleva e purifica-lhe as afeições adiantando nele a semelhança de Jesus(2), estes fruto do espírito são prova de que passaram da morte para a vida, e que são de Cristo(3).

(10) Jo 14:16,17; (1) Jo 16:13; (2) II Co 3:18; (3) Gl 5:22,23


Art. 18º - Da União do Crente com Cristo e do Poder para o Seu Serviço.

Aqueles que tem o Espírito de Cristo estão unidos com Cristo(4), e como membro do seu corpo recebem a capacidade de servi-Lo(5). Usando desta capacidade, procuram viver, e realmente vivem, para a glória de Deus, seu Salvador(6).

(4) Ef 5:29,30 ( 5) Jo 15:4,7 (6) I Co 6:20


Art. 19º - Da União do Corpo de Cristo

A Igreja de Cristo no céu e na terra é uma(7) só e compõe-se de todos os sinceros crentes no Redentor(8), os quais foram escolhidos por Deus, antes de haver mundo(9), para serem chamados e convertidos nesta vida e glorificados durante a eternidade(10).

(7) Ef 3:15; (8) I Co 12:13; (9) Ef 1:11; (10) Rm 8: 29,30.


Art. 20º - Dos Deveres do Crente

É obrigação dos membros de uma Igreja local, reunirem-se(1) para fazer oração e dar louvores a Deus, estudarem sua Palavra, celebrarem os ritos ordenados por Ele, valerem um dos outros e promoverem o bem de todos os irmãos; receberem(2) entre si como membros aqueles que o pedem e que parecem verdadeiramente filhos de Deus pela fé; excluírem(3) aqueles que depois mostram a sua desobediência aos preceitos do Salvador que não são de Cristo; e procurarem o auxílio e proteção do Espírito Santo em todos os seus passos(4).

(1)Hb 10:25; (2) Rm 14:1; (3) I Co 5:3-5; (4) Rm 8:5,16.


Art. 21º - Da Obediência dos Crentes

Ainda que os salvos não obtenham a salvação pela obediência à lei senão pelos merecimentos de Jesus Cristo(5), recebem a lei e todos os preceitos de Deus como um meio pelo qual Ele manifesta sua vontade sobre o procedimento dos remidos(6) e guardam-nos tanto mais cuidadosa e gratamente por se si acharem salvos de graça(7).

(5) Ef 2:8,9; (6) I Jo 5:2,3; (7) Tt 3:4-8.


Art. 22º - Do Sacerdócio dos Crentes e dos Dons do Espírito

Todos os crentes sinceros são sacerdotes para oferecerem sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo(8), que é o Mestre(9), Pontífice(10) e Único Cabeça de sua Igreja(1); mas como Governador de sua casa(2) estabeleceu nela diversos cargos(3) como de Pastor(4), Presbítero(5), Diácono(6), e Evangelista; para eles escolhe e habilita, com talentos próprios, aos que ele quer para cumprirem os deveres desses ofícios(7), e quando existem devem ser reconhecidos pela igreja e preparados e dados por Deus(8).

(8) I Pe 2:5-9; (9) Mt 23:8-10; (10) Hb 3:1; (1) Ef. 1:22; (2) Hb 3:6; (3) I Co 12:28; (4) Ef 4:2; (5) I Tm 3:1-7; (6) I Tm 3: 8-13; (7) I Pe 5:1; (8) Fl 2:29.


Art. 23º - Da Relação de Deus para com Seu Povo

O Altíssimo Deus atende as orações(9) que, com fé, e, em nome de Jesus, único Mediador(10) entre Deus e os homens, lhe são apresentadas pelos crentes, aceita os louvores(1) e reconhece como feito a Ele, todo o bem feito aos Seus(2).

(9) Mt 18:19; (10) I Tm 2:5; (1) Cl 3:16,17; (2) Mt 25:40,45; (3) Hb 10:1; (4) At 10:47,48; (5) Mt 26:26-28.


Art. 24º - Da Cerimônia e dos Ritos Cristãos

Os ritos judaicos, divinamente instruídos pelo Ministério de Moisés , eram sombras dos bens vindouros e cessaram quando os mesmos bens vieram(3): os ritos cristãos são somente dois: o batismo com água(4) e a Ceia do Senhor(5).


Art. 25º - Do Batismo com Água

O batismo com água foi ordenado por Nosso Senhor Jesus Cristo como figura do batismo verdadeiro e eficaz, feito pelo Salvador , quando envia o Espírito Santo para regenerar o pecador(6). Pela recepção do batismo com água, a pessoa declara que aceita os termos do pacto em que Deus assegura as bênçãos da salvação(7).

(6) Mt. 3:11; (7) At 2:41


Art. 26º - Da Ceia do Senhor

Na Ceia do Senhor foi instituída pelo Senhor Jesus Cristo, o pão e o vinho representam vivamente ao coração do crente o corpo que foi morto e o sangue derramado no Calvário(8); participar do pão e do vinho representa o fato de que a alma recebeu seu Salvador. O crente faz isso em memória do Senhor, mas é da sua obrigação examinar-se primeiro fielmente quanto a sua fé, seu amor e o seu procedimento(9).

(8) I Co 10:16; (9) I Co 11:28,29.


Art. 27º - Da Segunda Vinda do Senhor

Nosso Senhor Jesus Cristo virá do céu como homem(10), em Sua própria glória(1) e na glória de Seu Pai(2), com todos os santos e anjos; assentar-se-á no trono de Sua glória e julgará todas as nações.

(10) At 1:11; (1) Mt 25:31; (2) Mt 16:27


Art. 28º - Da Ressurreição para a Vida ou para a Condenação

Vem a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e ressuscitarão(3); os mortos em Cristo ressurgirão primeiro(4); os crentes que neste tempo estiverem vivos serão mudados(5), e sendo arrebatados estarão para sempre com o Senhor(6), os outros também ressuscitarão, mas para a condenação(7).

(3) Jo 5:25-29; (4) I Co 15:22,23;(5) I Co 15:51,52; (6) I Ts 4:16; (7) Jo 5:29.

Igreja Evangélica Fluminense: Rua Caneeiro, 102 - Centro - Tel. +55 21 2263-1156 - Visitação: Dom, 11-18h - Qua, 19h.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O que é o "perfeito" de 1Cor.13:10

Mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. 1 Coríntios 13:8-10
Versão: Almeida Corrigida

As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. 1 Coríntios 13:8-10
Versão: Católica

Nesta frase ‘o perfeito’ no grego ‘to teleion’ são artigo e adjetivo neutro, não implicado a uma pessoa.

No capítulo 13, Paulo usa o termo "perfeito", (téleion), enquanto no capítulo 14, usa o termo “perfeito”, (téleioi - Masculino) quando diz:

"Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos (téleioi)." (1Co 14:20)

E ainda antes, ao que se refere à maturidade, Paulo no capítulo 2 faz inicialmente a menção do mesmo termo:

"Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos (teléiois); não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam;" (1Co 2:6)

Fica bastante nítido quando examinamos o capítulo 1, vers. 4 de Thiago. Senão vejamos:

"Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita (téleion - Neutro), para que sejais perfeitos (téleioi – Masculino) e completos, sem faltar em coisa alguma." (Tg 1:4)

Tiago ao se referir à obra coloca o adjetivo no neutro, mas ao se referir aos homens, o adjetivo é masculino.

Nestes termos "o que é perfeito" não se refere a Jesus Cristo, e que esta passagem não fala sobre a segunda volta de nosso Senhor.

Interessante notar que “o que é perfeito (completo)” está em contrate com o que “está em parte”. À medida que a Palavra de Deus foi sendo completamente revelada, ela era confirmada por sinais miraculosos (Marcos 16:20; Atos 14:3; Hebreus 2:3, 4), incluindo o dom de línguas (1 Coríntios 14:22). Quando a revelação terminasse, os sinais miraculosos também terminariam porque teriam cumprido seu propósito.

Dessa forma, alguns teólogos interpretam a passagem como sendo o fechamento cânon, como a perfeita e divina revelação de Deus, sendo dessa forma a nossa única e suficiente regra de fé, além de ser infalível para a edificação da Igreja.

Alguns têm um ponto de vista sobre “O Perfeito” sendo o estado de maturidade da igreja que estava se desenvolvendo no 1º século da era cristã. Estes notam um paralelo entre Efésios 4:4-13 e 1 Co 12-14 onde a idéia da igreja toda como um corpo que se desenvolve deixando de lado aquele conhecimento “em parte” (os dons milagrosos) para ter o conhecimento “completo”, ou seja, a maturidade da igreja.


Hoje, não precisamos de profecias para REVELAR a Palavra, pois temos a Bíblia, não em parte, mas completa e perfeita.

Hoje, não precisamos de milagres para confirmar a Palavra de Deus, pois já está completa, confirmada e terminada.

Da mesma forma o dom de línguas: Deus usou línguas que os falantes não haviam aprendido como um sinal para os descrentes e para REVELAR Sua Palavra (Atos 2:11; 10:46; 1 Coríntios 14:6, 22). Hoje, temos a revelação completa/perfeita sem precisar de interpretações.

Paulo diz que o que “esta em parte” era o conhecimento e a profecia. O que estava em parte foi aniquilado e deram lugar ao completo conhecimento e a perfeita profecia que é a Palavra de Deus.

Alexandre Mello

quinta-feira, 15 de março de 2012

Trecho do “Testamento e Última Vontade de João Calvino” citado por Theodoro de Beza.

“Abraçando a graça que Ele me conferiu em nosso Senhor Jesus Cristo e aceitando o mérito de Sua morte e paixão, a fim de que por este meio todos os meus pecados sejam sepultados, e rogando-O a de tal maneira lavar e limpar-me com o sangue deste grande Redentor, que foi derramado por todos os pobres pecadores, que possa eu comparecer ante Sua face como tendo Sua imagem. Protesto também que me hei esforçado, segundo a medida da graça que Ele me conferiu, por ensinar Sua Palavra, em toda pureza, seja em sermões, seja em escritos, por expor fielmente a Escritura Santa”. Trecho do “Testamento e Última Vontade de João Calvino” citado por Theodoro de Beza em “A Vida e Morte de João Calvino”. Editora Luz para o Caminho, pgs 87-91, disponibilizado em http://monergismo.com/?p=2664.

As 67 teses de Zwínglio


Tal como Lutero, ele preparou um documento de 67 Artigos para um debate com as autoridades católicas, onde ele sozinho enfrentaria a todos.

Enquanto Lutero conservou o que a Bíblia claramente não proibia, Zwínglio suprimiu tudo aquilo que a Bíblia não mencionava. Sob sua orientação, a Bíblia foi traduzida para a língua do povo.

As 67 teses de Zwínglio

Introdutório: “Eu, Ulrico Zuínglio, confesso que tenho pregado na nobre cidade de Zurique estes sessenta e sete artigos ou opiniões com base na Escritura, que é chamada theopneustos (isto é, inspirada por Deus). Proponho-me a defender e vindicar esses artigos com a Escritura. Mas se não tiver entendido a Escritura corretamente, estou pronto a ser corrigido, mas somente a partir da mesma Escritura”.

1. Todos os que dizem que o evangelho é inválido sem a confirmação da igreja erra e difama a Deus.
2. A essência e a substância do evangelho é que nosso Senhor Jesus Cristo, o verdadeiro filho de Deus, tem-nos manifestado a vontade de seu pai celestial, e com a sua inocência libertou-nos da morte e reconciliou-nos com Deus.
3. Deste modo, Cristo é o único caminho para a salvação para todos os que já foram, são e serão.
4. Aquele que busca outro caminho erra, e, na verdade, é um assassino e ladrão de almas.
5. Por isso, todos os que consideram outros ensinos iguais ou mais elevados do que o evangelho erram, e não sabem o que o evangelho é.
6. Porque Jesus Cristo é o guia e líder prometido por Deus a toda a humanidade, cuja promessa foi cumprida.
7. Ele é salvação eterna e cabeça de todos os que crêem; estes são o Seu corpo, pois o seu próprio corpo humano está morto. Nada é proveitoso sem Ele.
8. Disto, segue-se primeiro que todos os que habitam na cabeça (i.e. Cristo) são membros e filhos de Deus, formando a igreja, ou comunhão dos santos, a qual é a noiva de Cristo, ecclesia catholica.
9. Além disso, como os membros do corpo não podem funcionar sem o controle da cabeça, também ninguém no corpo de Cristo pode fazer qualquer coisa sem a sua cabeça, Cristo.
10. Visto que esse homem é louco, cujos membros (experimente) fazem alguma coisa sem a cabeça, rasgar, magoar, ferir-se, assim, quando os membros de Cristo realizam alguma coisa sem a sua cabeça, Cristo, eles são estúpidos magoando-se e sobrecarregando-se com leis loucas.
13. Se alguém quer ouvir, pode aprender clara e plenamente a vontade de Deus, e pelo Seu Espírito ser levado a Ele e através dele tornar-se um homem transformado.
14. Contudo, todos os cristãos devem diligenciar fortemente para que o evangelho de Cristo seja pregado em todo o lugar.
15. Porque a nossa salvação apoia-se na fé, e a condenação na incredulidade; pois toda a verdade está clara nele.
18. Cristo, tendo-se sacrificado uma vez por todos, é por toda a eternidade uma perpétua e aceitável oferta pelos pecados de todos os crentes, pelo que é compreensível que a missa não é um sacrifício, mas uma comemoração do sacrifício e segurança da salvação que Cristo nos tem dado.
19. Cristo é o único mediador entre Deus e nós mesmos.
20. Deus dar-nos-á todas as coisas em seu nome (Cristo), daí se compreende que, pela nossa parte, após esta vida, não necessitamos outro mediador senão Ele.
35. Visto isso, a jurisdição e a autoridade do poder secular estão baseados nos ensinamentos e ações de Cristo.
36. Todos os direitos e proteção que a chamada autoridade espiritual reclama pertencem aos governos seculares, contanto que sejam cristãos.
37. A esses, igualmente, todos os cristãos devem obedecer sem excepção.
38. Isto, enquanto não ordenarem o que é contrário a Deus.
39. Além disso, todas as suas leis devem estar em harmonia com a vontade divina, de modo que protejam os oprimidos, mesmo que estes não se queixem.
40. Só eles (i.e. os governantes) têm o direito de aplicar a pena de morte sem provocar a ira de Deus sobre eles mesmos, e somente para aqueles que têm ofendido a ordem pública.
41. Se eles derem bons conselhos e ajuda àqueles por quem devem responder perante Deus, então estes devem-lhes assistência material.
42. Mas se forem infiéis e transgredirem as leis de Cristo devem ser depostos de acordo com a vontade de Deus.
49. Não conheço escândalo maior do que os sacerdotes não terem permissão a tomar esposas legítimas, mas poderem manter amantes se pagarem bem.
56. Quem quer que perdoe qualquer pecado, somente por causa do dinheiro, é companheiro de Simão (Mago) e Balaão, e verdadeiro mensageiro do diabo.
57. As verdadeiras Sagradas Escrituras não fazem referência ao purgatório após esta vida.
58. O destino dos mortos é unicamente do conhecimento de Deus.
59. E quanto menos Deus nos tem permitido conhecer a respeito disso, menos nós devemos intentar saber.
60. Eu não rejeito a oração humana a Deus para mostrar graça aos que partiram; mas fixar um tempo para isto e mentir por causa do lucro não é humano, mas demoníaco.
67. Se alguém deseja discutir comigo acerca de benefícios, dízimos, crianças não batizadas, ou confirmação, estou pronto para responder.

sábado, 10 de março de 2012

A Eficácia do Batismo

O Batismo representa em particular duas coisas: a purificação que obtemos pelo sangue de Cristo, e a mortificação de nossa carne que obtivemos por sua morte. O Senhor mandou que os seus se batizem para remissão dos pecados. E são Paulo ensina que Cristo santifica pela Palavra de vida e purifica pelo Batismo de água a Igreja da qual Ele é o Esposo. São Paulo ensina também que somos batizados na morte de Cristo sendo sepultados em sua morte para andar em novidade de vida. Isto não quer dizer que a água seja a causa, nem sequer o instrumento da purificação e da regeneração, senão só que recebemos neste Sacramento o conhecimento de estes dons. Se diz que recebemos, obtemos e confessamos o que acreditamos que o Senhor nos dá, já seja que conheçamos estes dons pela primeira vez ou que, conhecendo-os de antes, nos persuadamos deles com maior certeza. O Batismo serve também a nossa confissão diante dos homens, pois é um sinal pelo qual, publicamente, fazemos profissão de nosso desejo de formar parte do povo de Deus, para servir e honrar a Deus numa mesma religião com todos os fiéis. E por quanto a aliança do Senhor conosco é principalmente confirmada pelo Batismo, por isso com toda razão batizamos também os nossos filhos, pois participam da aliança eterna pela que o Senhor promete que será não só nosso Deus, senão também o de nossa descendência.

Fonte: João Calvino. Breve Instrução Cristã, pag 33. Disponibilizado na SolideoGloria – Biblioteca Evangélica Virtual.

A Lei Natural - João Calvino

Se os gentios têm a justiça da lei da natureza gravada na mente, por certo que não diremos que são inteiramente cegos na maneira de conduzir a vida. E nada é mais generalizado que ser o homem suficientemente assistido, em relação à reta norma da vida, pela lei natural de que o Apóstolo aqui fala.

Portanto, a finalidade da lei natural é tornar o homem inescusável. E poderíamos defini-la adequadamente dizendo que é um sentimento da consciência mediante o qual discerne entre o bem e o mal o suficiente para que os homens não prextestem ignorância, sendo convencidos por seu próprio testemunho. A indulgência do homem para consigo mesmo é que, ao perpetrar o mal, sempre e de bom grado aparta a mente do senso de pecado, até onde permissível.

João Calvino

segunda-feira, 5 de março de 2012

A Quaresma e a Penitência na Tradição Protestante

PENITÊNCIA, na tradição protestante quer dizer ARREPENDIMENTO está ligado a EXAME DE CONSCIÊNCIA, CONTRIÇÃO e CONFISSÃO!

Dessa forma são atos penitenciais: O arrependimento (mudança de mentalidade/pesar por alguma falta cometida), a contrição (arrependimento sincero dos pecados cometidos) e a confissão (declaração ou admissão de que pecou).

Lutero, em sua 4ª tese fala diz o seguinte: o arrependimento, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desgastar a si mesmo, a saber, até à sua entrada para a vida eterna.

Segundo o pensamento de Ignacio Briantchaninov, "para crer em nosso Senhor Jesus Cristo é necessário o arrependimento; para habilitarmos nessa fé salvadora, é necessário o arrependimento; para avançarmos nela é necessário o arrependimento".

C.H. Spurgeon, pregador batista, diz em seus sermões que "Cristo ordenou o arrependimento", baseando-se no texto de São Marcos 1:15: "Arrependei-vos e credes no evangelho!"

O mesmo pregador, para ilustrar o sermão cita uma bela expressão de antigo crente no leito de morte: "Senhor, em arrependimento faze-me descer tão baixo como o inferno, em fé, ergue-me tão alto como o céu".

Vamos ao dicionário? Não é o Pentecostal de Línguas Estranhas!!!

Pena vem de penitência: arrependimento, pensar na reparação, contrição, sacrífico, expiação dos pecados ou da própria falta (dicionário Aurélio).

Quanto ao sacrífico, Cristo foi a oferta oferecida ao Pai. Quanto a expiação de nossos pecados, Cristo os levou sobre Si.

Interessante era o que ocorria nos sistemas penitenciários pensilvânicos, onde o preso só tinha contato com o Capelão do presídio e a única leitura autorizada era da Bíblia ou de um evangelho, para forçar um arrependimento ou o reconhecimento do erro e da falta cometida pelo recluso.

De fato Cristo tomou a nossa culpa cumpriu a nossa pena!!!

Contudo, nos convida ao arrependimento, a contrição, ao exame de consciência, a confessar os seus pecados em todo tempo.

O arrependimento deve ser constante na vida do homem!!!

A quaresma na visão do protestantismo é uma forma litúrgica de dar ênfase a esse arrependimento continuo não limitando-se ao tempo litúrgico, mas como diz Lutero, 'até a nossa entrada para a vida eterna".

sábado, 3 de março de 2012

Lançamento: Dicionário Pentecostal de Línguas Estranhas

Inédito: Dicionário Pentecostal de Línguas Estranhas é a obra mais completa de toda a história do pentecostalismo, agora reunida em um único livro!

Além de conhecer e interpretar as mais variadas línguas faladas nos cultos pentecostais, o leitor poderá conhecer o oculto e o escondido através do guia prático de revelações, visões, sonhos, simpatias e unções...

Nascido e criado no meio pentecostal, o autor foi membro, frequentou e participou de diversas igrejas pentecostais, "renovadas", salas de oração, cultos de mistérios e revelação, além de exercer o doutorado em escolas de profetas é, ainda, títular vitalício de varias cadeiras de orações, tanto no Brasil como no estrangeiro, por mais de 20 anos, dessa forma reuniu sua experiência para interpretar e catalogar as mais diversas línguas estranhas já faladas, assim foi possível completar e terminar a presente obra em dez anos, dando ao público a oportunidade de aprender a falar, bem como de interpretar as ditas línguas de "A" a "Z".

Devido ao apelo do público, o autor anexou na presente obra o guia prático de unções, entre elas: a unção do leão, muito utilizada por Ana Paula Valadão; a unção financeira, bastante utilizada por Morris Cerulo, e agora utilizada pelo tele-envagelista Silas Malafaia; a unção da properidade e do "tudo ou nada", bastante divulgada pela IURD, sem mencionar a unção da capa de Elizeu, da porção dobrada de Elias, do cai-cai, da Rosa Vermelha, da água do Rio Jordão e muitas outras...
Breve nas melhores lojas do ramo pentecostal!
Editora Ruído do Leão

quinta-feira, 1 de março de 2012

Patrística: São Basílio de Cesaréia

Hoje queremos recordar um dos grandes pais da Igreja, São Basílio, definido pelos textos litúrgicos bizantinos como um «luzeiro da Igreja», que foi um grande bispo do século IV e é admirado tanto pela Igreja do Oriente como pela do Ocidente por sua santidade de vida, pela excelência de sua doutrina e pela síntese harmoniosa de capacidades especulativas e práticas.

Nasceu por volta do ano 330, em uma família de cristãos, verdadeira igreja doméstica, que vivia em um clima de profunda fé. Estudou com os melhores mestres de Atenas e Constantinopla. Insatisfeito com os êxitos mundanos, ao perceber que havia perdido muito tempo em vaidades, ele mesmo confessa: "Um dia, como despertando de um sonho profundo, eu me dirigi à admirável luz da verdade do Evangelho..., e chorei sobre minha miserável vida" (cf. Carta 223: PG 32, 824a).

Atraído por Cristo, começou a ter olhos só para ele e a escutar só ele (cf. «Moralia» 80, 1: PG 31, 860bc). Com determinação, dedicou-se à vida monástica na oração, na meditação das Sagradas Escrituras e dos escritos dos Padres da Igreja e no exercício da caridade (cf. Cartas. 2 e 22), seguindo também o exemplo de sua irmã, Macrina, que já vivia a acética monacal. Depois foi ordenado sacerdote e, por último, no ano 370, consagrado bispo de Cesaréia de Capadócia, na atual Turquia.

Com a pregação e os escritos, desenvolveu uma intensa atividade pastoral, teológica e literária. Com sábio equilíbrio, soube unir ao mesmo tempo o serviço às almas e a entrega à oração e à meditação na solidão. Servindo-se de sua experiência pessoal, favoreceu a fundação de muitas «fraternidades» ou comunidades de cristãos consagrados a Deus, às quais visitava com freqüência (cf. Gregório Nazianzeno, «Oratio 43, 29 in laudem Basili»: PG 36, 536b). Com a palavra e os escritos, muitos dos quais ainda hoje se conservam (cf. «Regulae brevius tractatae», Proemio: PG 31, 1080ab), ele os exortava a viver e a avançar na perfeição. Desses escritos se valeram depois não poucos legisladores da vida monástica, entre eles, muito especialmente, São Bento, que considera Basílio como seu mestre (Cf «Regula» 73, 5).

Na verdade, são Basílio criou um monaquismo muito particular: não estava fechado à comunidade da Igreja local, mas aberto a ela. Seus monges faziam parte da Igreja local, eram o núcleo animador que, precedendo os demais fiéis no seguimento de Cristo e não só da fé, mostrava sua firme adesão a ele, o amor por ele, sobretudo nas obras de caridade.

Como bispo e pastor de sua estendida diocese, Basílio se preocupou constantemente pelas difíceis condições materiais nas quais os fiéis viviam; denunciou com firmeza o mal; comprometeu-se com os pobres e os marginalizados; interveio ante os governantes para aliviar os sofrimentos da população, sobretudo em momentos de calamidade; velou pela liberdade da Igreja, enfrentando os potentes para defender o direito de professar a verdadeira fé (cf. Gregório Nazianzeno, «Oratio 43, 48-51 in laudem Basili»: PG 36, 557c-561c). Deu testemunho de Deus, que é amor e caridade, com a construção de vários hospitais para necessitados (cf. Basílio, Carta 94: PG 32, 488bc), uma espécie de cidade da misericórdia, que tomou seu nome, «Basiliade» (cf. Sozomeno, «História Eclesiástica». 6, 34: PG 67, 1397ª). Nela fundem suas raízes os modernos hospitais para a atenção dos doentes.

Consciente de que "a liturgia é o cume ao qual tende a atividade da Igreja e ao mesmo tempo a fonte de onde emana toda sua força" («Sacrosanctum Concilium» 10), Basílio, ainda que se preocupava por viver a caridade, que é a característica da fé, foi também um sábio «reformador litúrgico» (cf. Gregório Nazianzeno, «Oratio 43, 34 in laudem Basili»: PG 36, 541c). Ele nos deixou uma grande oração eucarística [ou anáfora] que toma seu nome e que deu uma ordem fundamental à oração e salmodia: graças a ele, o povo amou e conheceu os Salmos e ia rezá-los inclusive à noite (cf. Basílio, «In Psalmum» 1,1-2: PG 29, 212ª-213c). Deste modo, podemos ver como liturgia, adoração e oração estão unidas à caridade, se condicionam reciprocamente.

Com zelo e valentia, Basílio soube opor-se aos hereges, que negavam que Jesus Cristo fosse Deus como o Pai (cF. Basílio, Carta 9, 3: PG 32, 272a; Carta 52, 1-3: PG 32,392b-396a; «Adversus Eunomium». Do mesmo modo, contra quem não aceitava a divindade do Espírito Santo, afirmou que também o Espírito Santo é Deus e "tem de ser colocado e glorificado junto ao Pai e o Filho" (cf. «De spiritu Sancto»: SC 17bis, 348). Por este motivo, Basílio é um dos grandes padres que formularam a doutrina sobre a Trindade: o único Deus, dado que é Amor, é um Deus em três Pessoas, que formam a unidade mais profunda que existe, a unidade divina.

Em seu amor por Cristo e seu Evangelho, o grande capadócio se comprometeu também por sanar as divisões dentro da Igreja (cf. Carta 70 e 243), buscando sempre que todos se convertessem a Cristo e à sua Palavra (cf. «De iudicio» 4: PG 31, 660b-661c).

Concluindo, Basílio se entregou totalmente ao fiel serviço da Igreja no multiforme serviço do ministério episcopal. Segundo o programa que ele mesmo traçou, converteu-se em "apóstolo e ministro de Cristo, dispensador dos mistérios de Deus, arauto do reino, modelo e regra de piedade, olho do corpo da Igreja, pastor das ovelhas de Cristo, médico piedoso, pai, cooperador de Deus, agricultor de Deus, construtor do templo de Deus" (cf. «Moralia» 80, 11-20: PG 31, 846b-868b).

No ano 379, Basílio, sem ter completado os cinqüenta anos, esgotado pelo cansaço e a ascese, voltou para Deus, «com a esperança da vida eterna, através de Jesus Cristo, nosso Senhor» («De Batismo» 1, 2, 9). Foi um homem que viveu verdadeiramente com o olhar dirigido a Cristo, um homem do amor pelo próximo. Repleto de esperança e da alegria da fé, Basílio nos mostra como ser realmente cristãos.


Catequeses

Hoje desejo simplesmente relacionar-me com a última catequese, que tinha como tema a vida e os escritos de São Basílio, Bispo na actual Turquia, na Ásia Menor, no IV século. A existência deste grande Santo e as suas obras são ricas de temas de reflexão e de ensinamentos válidos também para nós hoje.

Antes de tudo a chamada ao mistério de Deus, que permanece a referência mais significativa e vital para o homem. O Pai é "o princípio de tudo e a causa de ser do que existe, a raiz dos vivos" (Hom. 15, 2 de fide: PG 31, 465c), e sobretudo é "o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" (Anaphora sancti Basilii). Remontando a Deus através das criaturas, nós, "tomamos consciência da sua bondade e da sua sabedoria" (Basílio, Contra Eunomium 1, 14; PG 29, 544b). O Filho é a "imagem da bondade do Pai e sigilo de forma igual a ele" (cf. Anaphora sancti Basilii). Com a sua obediência e com a sua paixão o Verbo encarnado realizou a missão de Redentor do homem (cf. Basílio, In Psalmum 48, 8: PG 29, 452ab; cf. também De Baptismo 1, 2: SC 357, 158).

Por fim, ele fala amplamente do Espírito Santo, ao qual dedicou um livro inteiro. Revela-nos que o Espírito anima a Igreja, a enche dos seus dons, a torna santa. A luz maravilhosa do mistério divino reflecte-se sobre o homem, imagem de Deus, e eleva a sua dignidade. Olhando para Cristo, compreende-se plenamente a dignidade do homem. Basílio exclama: "[Homem], consciencializa-te da tua grandeza considerando o preço derramado por ti: olha para o preço do teu resgate, e compreende a tua dignidade!" (In Psalmum 48, 8: PG 29, 452b). Em particular o cristão, vivendo em conformidade com o Evangelho, reconhece que os homens são todos irmãos entre eles; que a vida é uma administração dos bens recebidos de Deus, pelos quais cada um é responsável perante os outros, e quem é rico deve ser como um "executor das ordens de Deus benfeitor" (Hom. 6 de avaritia: PG 32, 1181-1196). Todos nos devemos ajudar, e cooperar como os membros de um corpo (Ep 203, 3).

E ele, nas suas homilias, usou também palavras corajosas, fortes sobre este ponto. De facto, quem segundo o mandamento de Deus deseja amar o próximo como a si mesmo, "não deve possuir nada mais de quanto possui o seu próximo" (Hom. in divites: PG 31, 281b).

Em tempos de carestias e de calamidades, com palavras apaixonadas o Santo Bispo exortava os fiéis a "não se mostrarem mais cruéis que as feras..., apropriando-se do que é comum, e possuindo sozinhos o que é de todos" (Hom. tempore famis: PG 31, 325a). O pensamento profundo de Basílio sobressai bem nesta frase sugestiva: "Todas os necessitados olham para as nossas mãos, como nós próprios olhamos para as de Deus, quando estamos em necessidade". É muito apropriado o elogio feito por Gregório de Nazianzo, que depois da morte de Basílio disse: "Basílio persuadiu-nos de que nós, sendo homens, não devemos desprezar os homens, nem ultrajar Cristo, cabeça comum de todos, com a nossa desumanidade para com os homens; antes, nas desgraças dos outros, devemos beneficiar nós próprios, e fazer empréstimo a Deus da nossa misericórdia, porque temos necessidade de misericórdia" (Gregório Nazianzeno, Oratio 43, 63; PG 36, 580b). São palavras muito actuais. Vemos como São Basílio é realmente um dos Padres da Doutrina Social da Igreja.

Além disso, Basílio recorda-nos que para manter vivo em nós o amor a Deus e aos homens é necessária a Eucaristia, alimento adequado para os Baptizados, capaz de alimentar as novas energias derivantes do Baptismo (cf. De Baptismo 1, 3: SC 357, 192). É motivo de imensa alegria poder participar na Eucaristia (Moralia 21, 3: PG 31, 741a), instituída "para conservar incessantemente a recordação daquele que morreu e ressuscitou por nós" (Moralia 80, 22: PG 31, 869b). A Eucaristia/Comunhão, imenso dom de Deus, tutela em cada um de nós a recordação do selo baptismal, e permite viver em plenitude e fidelidade a graça do Baptismo. Por isto o Santo Bispo recomenda a comunhão frequente, também quotidiana: "Comungar até todos os dias recebendo o santo corpo e sangue de Cristo é bom e útil; porque ele mesmo diz claramente: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna" (Jo 6, 54). Portanto, quem duvidará de que comungar continuamente da vida não seja viver em plenitude?" (Ep. 93: PG 32, 484b). A Eucaristia, em síntese, é-nos necessária para acolhermos em nós a verdadeira vida, a vida eterna (cf. Moralia 21, 1: PG 31, 737c).

Por fim, Basílio interessou-se naturalmente também daquela porção eleita do povo de Deus que são os jovens, o futuro da sociedade. A eles dirigiu um Discurso sobre o modo de tirar proveito da cultura pagã desse tempo. Com muito equilíbrio e abertura, ele reconhece que na literatura clássica, grega e latina, se encontram exemplos de virtude. Estes exemplos de vida recta podem ser úteis para o jovem cristão em busca da verdade, do modo recto de viver (cf. Ad Adolescentes 3). Por isso, é preciso tirar dos textos dos autores clássicos tudo o que é conveniente e conforme com a verdade: assim com atitude crítica e aberta de facto trata-se de um verdadeiro e próprio "discernimento" os jovens crescem em liberdade. Com a célebre imagem das abelhas, que tiram das flores apenas o que serve para o mel, Basílio recomenda: "Como as abelhas sabem tirar das flores o mel, diferenciando-se dos outros animais que se limitam a gozar do perfume e da cor das flores, assim também destes escritos... se pode obter algum proveito para o espírito. Devemos utilizar estes livros seguindo em tudo o exemplo das abelhas. Elas não vão indistintamente a todas as flores, nem sequer procuram tirar tudo das flores nas quais pousam, mas tiram só o que serve para a elaboração do mel, e deixam o resto. E nós, se formos sábios, tiraremos daqueles escritos o que se adapta a nós, e é conforme à verdade, e deixaremos o resto" (Ad Adolescentes 4). Basílio, sobretudo, recomenda aos jovens que cresçam nas virtudes, no recto modo de viver: "Enquanto os outros bens... passam deste para aquele como no jogo dos dados, só a virtude é um bem inalienável, e permanece durante a vida e depois da morte" (Ad Adolescentes 5).

Queridos irmãos e irmãs, parece-me que se pode dizer que este Padre de outrora fala também a nós e nos diz coisas importantes. Antes de tudo, esta participação atenta, crítica e criativa para a cultura de hoje. Depois, a responsabilidade social: este é um tempo no qual, num mundo globalizado, também os povos geograficamente distantes são realmente o nosso próximo. Portanto, a amizade com Cristo, o Deus com rosto humano. E, por fim, o conhecimento e o reconhecimento a Deus Criador, Pai de todos nós: só abertos a este Deus, Pai comum, podemos construir um mundo justo e um mundo fraterno.


Obra: Homilia Sobre Lucas 12 - Homilias Sobre a Origem do Homem - Tratado Sobre o Espírito Santo

Número de Páginas: 192
Editora: Paulus
Idioma: Português (Brasil)
ISBN: 8534914079
Dimensões do Livro: 20,5 x 13,5 x 1,5 cm


Fonte: Editora Ecclesiae

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pensamento Reformado: Livre-Arbítrio

"Se algum homem atribuir qualquer parte da salvação, mesmo a menor parte dela, ao livre-arbítrio do homem, ele nada sabe sobre a graça, e não conheceu a Jesus Cristo corretamente".
Matinho Lutero

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Credo Niceno

Enquanto a Igreja Cristã se desenvolvia, passou a sofrer oposição de Roma e dos judeus em forma de perseguições e morte aos que professavam a fé cristã. Mas este não foi o único tipo de perseguição sofrida. Apesar da igreja primitiva ter recebido aceitação social e respeitabilidade durante o governo do Imperador Diocleciano (284-305), um outro tipo de perseguição começou a se infiltrar na Igreja – o da oposição à fé como revelação direta da verdade por parte de Deus.

A origem do Credo Niceno se encontra na necessidade de defender a doutrina apostólica da divindade de Cristo contra Ário, e da divindade do Espírito Santo contra os seguidores de Macedônio.

O Credo Niceno não procura apresentar todos os artigos da fé cristã, mas confessa e defende as verdades fundamentais da doutrina escriturística acerca de Deus.

Texto litúrgico utilizado atualmente:

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, tanto das cousas visíveis como das invisíveis.

E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os mundos, Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus do verdadeiro Deus, gerado, não criado, de uma só substância com o Pai, por quem todas as cousas foram feitas; o qual por nós homens e pela nossa salvação desceu do céu e se encarnou pelo Espírito Santo da Virgem Maria e foi feito homem; foi também crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado; e ao terceiro dia ressuscitou segundo as Escrituras, e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai e virá novamente em glória a julgar os vivos e os mortos, cujo Reino não terá fim.

E no Espírito Santo, Senhor e Doador da vida, o qual procede do Pai e do Filho, que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; que falou pelos profetas. E numa única santa Igreja Cristã e Apostólica. Confesso um só Batismo para remissão dos pecados, e espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo vindouro. Amém.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ele não teve outra razão para morrer, exceto o fato de que nos amou.

“Que me amou”. “Esta cláusula é adicionada para expressar o poder da fé, pois esta indagação poderia ocorrer imediatamente a alguém: “Quando a fé recebe esse poder de comunicar à nossa alma a vida de Cristo?” De acordo com isso, o apóstolo nos informa que o amor e a morte de Cristo são o fundamento (hypostasis) sobre os quais a fé repousa. É desta maneira que o efeito da fé deve ser julgado. Por que razão vivemos pela fé em Cristo? Porque Ele nos “amou e a si mesmo se entregou” por nós. O amor de Cristo O levou a unir-se a nós. Ele completou a união por meio de sua morte. Ao dar-se por nós, Cristo sofreu em nossa própria pessoa (in nostra persona passus est). Além do mais, a fé nos torna participantes de tudo o que ela encontra em Cristo.

A menção do amor significa o mesmo que João disse: “ Não que tenhamos amado a Deus, mas ele nos antecipou por seu amor” (1 Jo 4:10). Se algum mérito nosso tivesse compelido a Deus a redimir-nos, este mérito teria sido declarado.. Agora, Paulo atribui tudo ao amor; portanto, resulta da graça gratuita. Observemos a ordem: Ele nos “amou e a si mesmo se entregou” por nós. Era como se Paulo dissesse: “Ele não teve outra razão para morrer, exceto o fato de que nos amou”. E isso se deu quando éramos “inimigos”, segundo Paulo mesmo declara em Romanos 5:20.

“A si mesmo se deu por mim”. Não há palavras que expressem perfeitamente o que isto significa. Pois, quem pode encontrar linguagem capaz de declarar a excelência do Filho de Deus? Todavia, foi Ele mesmo que se entregou como preço de nossa redenção. A expiação, a purificação, a satisfação e todos os benefícios que recebemos da morte de Cristo estão incluídos nas palavras “a si mesmo se entregou”. As palavras “por mim” são muito enfáticas. Não é suficiente contemplar a Cristo como Aquele que morreu pela salvação do mundo, se não experimenta as conseqüências desta morte e não é capacitado a reivindicá-la como a sua própria morte”. Calvino, João. Gálatas-Efésios-Filipenses-Colossenses. Comentário de Gálatas, pgs 84-85. Editora Fiel.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Credo Atanasiano

O Credo Atanasiano é uma confissão magnífica sobre o Deus triúno. Lutero o considerou "a maior produção da igreja desde os tempos dos apóstolos". A origem do credo é obscura. Desde o século IX alguns o atribuíram a Atanásio, o heróico defensor da doutrina da divindade de Cristo contra Ario. Entretanto, não há razões muito fortes para que se possa atribuí-lo a Atanásio. O Credo Atanasiano nunca teve um uso generalizado como os outros credos. Mas se há um momento no Ano Eclesiástico que ele deveria receber atenção, este é o Domingo da Santíssima Trindade, pois essa doutrina, e especialmente a da divindade de Cristo e de sua obra redentora, é o fundamento sobre o qual está edificada a igreja (Ef. 2.20).


Credo Atanasiano

Todo aquele que quer ser salvo, antes de tudo deve professar a fé católica. Quem quer que não a conservar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá eternamente.

E a fé católica consiste em venerar um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem confundir as pessoas e sem dividir a substância. Pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; Mas uma só é a divindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, coeterna a majestade.

Qual o Pai, tal o Filho, tal também o Espírito Santo. Incriado é o Pai, incriado o Filho, incriado o Espírito Santo.

Imenso é o Pai, imenso o Filho, imenso o Espírito Santo. Eterno o Pai, eterno o Filho, eterno o Espírito Santo;

Contudo, não são três eternos, mas um único eterno; Como não há três incriados, nem três imensos, porém um só incriado e um só imenso.

Da mesma forma, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente; Contudo, não há três onipotentes, mas um só onipotente.

Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus; E todavia não há três Deuses, porém um único Deus.

Como o Pai é Senhor, assim o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor; Entretanto, não são três Senhores, porém um só Senhor.

Porque, assim como pela verdade cristã somos obrigados a confessar que cada pessoa, tomada pela verdade cristã somos obrigados a confessar que cada pessoa, tomada em separado, é Deus e Senhor, assim também estamos proibidos pela religião católica de dizer que são três Deuses ou três Senhores.

O Pai por ninguém foi feito, nem criado, nem gerado. O Filho é só do Pai; não feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo é do Pai e do Filho; não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente.

Há, portanto, um único Pai, não três Pais; um único Filho, não três Filhos; um único Espírito Santo, não três Espíritos Santos.

E nesta Trindade nada é anterior ou posterior, nada maior ou menor; porém todas as três pessoas são coeternas e iguais entre si; de modo que em tudo, conforme já ficou dito acima, deve ser venerada a Trindade na unidade e a unidade na Trindade. Portanto, quem quer salvar-se, deve pensar assim a respeito da Trindade.

Mas para a salvação eterna também é necessário crer fielmente na encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo. A fé verdadeira, por conseguinte, é crermos e confessarmos que nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. É Deus, gerado da substância do Pai antes dos séculos, e é homem, nascido, no mundo, da substância da mãe. Deus perfeito, homem perfeito, subsistindo de alma racional e carne humana. Igual ao Pai segundo a divindade, menor que o Pai segundo a humanidade. Ainda que é Deus e homem, todavia não há dois, porém um só Cristo. Um só, entretanto, não por conversão da divindade em carne, mas pela assunção da humanidade em Deus. De todo um só, não por confusão de substância, mas por unidade de pessoa. Pois, assim como a alma racional e a carne é um só homem, assim Deus e homem é um só Cristo; O qual padeceu pela nossa salvação, desceu aos infernos, ressuscitou dos mortos, subiu aos céus, está sentado à destra do Pai, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. À sua chegada todos os homens devem ressuscitar com os seus corpos e vão prestar contas de seus próprios atos; E aqueles que tiverem praticado o bem irão para a vida eterna; aqueles que tiverem praticado o mal irão para o fogo eterno.

Esta é a fé católica. Quem não a crer com fidelidade e firmeza, não poderá salvar-se.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Nossa maldição foi lançada sobre Ele

“Está escrito: “Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro”. Cristo foi pendurado na cruz. Portanto, Ele caiu nessa maldição. Mas é certo que Cristo não sofreu aquele castigo por sua própria culpa. Segue-se, pois, ou que Ele foi crucificado em vão, ou que a nossa maldição foi lançada sobre Ele, para que ficássemos livres dela. Ora, o apóstolo não diz que Cristo era maldito; diz algo ainda mais importante: Ele se fez maldição, significando que a maldição de todos nós caiu “sobre ele” (Is 53:6). Se alguém acha severa esta linguagem, que tal pessoa se envergonhe da cruz de Cristo, em cuja confissão nos gloriamos. Deus não ignorava o tipo de morte que seu Filho morreria, quando pronunciou: “O que for pendurado em madeiro é maldito de Deus”. (Dt 21:23)

Mas, como é possível, alguém perguntaria, que o Filho amado fosse amaldiçoado por seu Pai? Respondemos: há duas coisas que têm de ser consideradas não só na pessoa de Cristo, mas também em sua natureza humana. Uma é que Ele era o Cordeiro de Deus imaculado, cheio de benção e de graça. A outra é que Ele assumiu o nosso lugar, tornando-se assim um pecador, sujeito à maldição, não em Si mesmo, mas em nós, de tal maneira que Lhe era indispensável ocupar o nosso lugar. Cristo não podia deixar de ser o objeto do amor de Deus, mas, apesar disso, suportou a sua ira. Pois, como poderia Ele reconciliar conosco o Pai, se o Pai fosse um de seus inimigos e O odiasse?” Calvino, João. Gálatas-Efésios-Filipenses-Colossenses. Comentário de Gálatas, pgs 101-102. Editora Fiel.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Questões sobre o Batismo e Rebatismo

A fé é o elemento mais importante em todo o tipo de relacionamento com Deus.

Se a fé não estiver presente no momento da celebração do ato batismal, não importa a quantidade de água (aspersão, imersão ou efusão) que vai ser utilizada, a pessoa não estará participando do batismo.

Com relação a quantidade de água, eu e muitos irmãos, temos a visão de que o Batismo não é nas águas, mas com água, conforme evangelhos citados abaixo:

"E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo." (Mateus 3.11)

Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. (Lucas 3.16)

"João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis." (João 1.26)

A ênfase da Palavra de Deus não está na forma, ou no local onde o cristão deve ser batizado, mas com o que deve ser batizado e em nome de quem o batismo é ministrado na vida do batizando.

Logo a denominação que adote somente o batismo por imersão (batizando é imerso nas águas) como o único e verdadeiro sinal de fé, questionando e descreditando das demais formas, terá que excluir da graça do Senhor muitos idosos, inválidos e enfermos...

Neste caso, não importa se a pessoa recebeu apenas uma gota de água sobre a cabeça, ou foi imersa no Piscinão de Ramos, como ocorre aqui no Rio de Janeiro, é a fé que determinará se o Batismo foi valido ou não.

Ainda com relação as formas do Batismo, é interessante notar que São Paulo não se dirigiu para nemhum rio ou tanque, muito pelo contrário, Paulo foi para uma casa (Atos 9. 17 - 18) e lá, colocando-se de pé imediatamente foi batizado. Dentro daquela casa, localizada na Rua chamadda Direita de Jerusalém não havia um rio ou tanque de batismo. O que havia nas casas eral talhas com água utilizadas na purificação, lavagem das mão e dos pés, e, paulo certamente não entrou em menhuma delas.

A pratica do rebatismo é muito comum no meio evangélico, sendo obrigatório nas correntes batistas, congregacionais e pentecostais, e, tardiamente adotado pelo Presbiterianismo norte-americano e brasileiro, nos séculos XIX e XX.

O rebatismo no cristianismo teve seu inicio no movimento dos donatistas. O bispo donatista Parmeniano, sucessor de Donato, o Grande, em carta aberta, afirmou que a igreja dos donatistas "é a única que se encontra na posse do verdadeiro batismo de Cristo".

Agostinho, bispo de Hipona, é um dos principais opositores da prática rebatismal. A teologia de Agostinho, em polêmica com os donatistas, veio a constituir-se norma do cristianismo ocidental, católico e das igrejas otiundas da Reforma do Séc. XVI, exceto da ala radical, chamada de anabatista.

O inicio do rebatismo é meio evangélico não está em Lutero, Calvino, Zwinglio e outros.

O rebatismo é rejeitado por Reformador Martinho Lutero. Segundo o Reformador alemão, assim "como o Evangelho não é falso ou incorreto porque alguns o utilizam de forma errada... assim támbem o batismo não é falso ou incorreto mesmo que alguns o tenham recebido ou administrado com fé ou dele fazem uso indevido. Por isso rejeito e condeno totalmente os ensinamentos dos anabatistas, donatistas e quem quer que esteja praticando um segundo batismo".

Para o Reformador Calvino, os anabatistas repetem os erros dos donatistas, ao negarem a validade do batismo realizado na Igreja Católica. Lembra havermos "sido iniciados pelo batismo não em nome de algum homem, pelo contrário, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

O não reconhecimento do batismo administrado em outras igreja tem realçado a divisão entre as Igrejas Cristãs.

Alexandre Mello

Os Correios lançam selo comemorativo aos 150 anos da Primeira Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.

Os Correios lançam selo comemorativo aos 150 anos da Primeira Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Conhecida como Catedral do Rio de Janeiro, a igreja é descendente histórica e arquitetônica da Catedral de Saint-Pierre, em Genebra — a “Igreja de Calvino”.

O selo — Na composição do selo, a artista Juliana Souza apresenta a atual Catedral do Rio de Janeiro, num conjunto arquitetônico composto por torres, esculturas, torreões e vitrais. Embora restaurada, apresenta, ainda, traços de sua estrutura inicial neogótica, com a multiplicidade de traços e decoração, interna e externa, bastante complexas, com grande quantidade de vitrais. O maior deles, e mais expressivo, que traz a inscrição “A tua palavra é uma lâmpada para os meus pés e uma luz para meu caminho”, destaca-se na parte superior do selo, onde foi aplicada uma película holográfica transparente e relevo.

O fundo, na cor prata, completa a beleza do selo. Foi utilizada a técnica de ilustração digital. O selo tem valor facial de R$ 1,60 e tiragem de 300 mil exemplares.O selo pode ser adquirido pela loja virtual dos Correios (www.correios.com.br/correiosonline), pela Agência de Vendas a Distância (centralvendas@correios.com.br) ou nas agências dos Correios.

Fonte: O NORTÃO

domingo, 15 de janeiro de 2012

Cristo renovou o pacto de Deus não só com uma nação, mas com o mundo como um todo.

Embora ele proibisse os discípulos de pregarem então o evangelho aos gentios ou aos samaritanos, contudo os instruiu dizendo que muitas ovelhas viviam dispersas pelo mundo fora, e que estava próximo o dia em que Deus construiria um só aprisco (Jo 10:16). Isso se cumpriu após sua ressurreição. Durante sua vida terrena, ele começou a antecipar levemente a vocação dos gentios, e assim interpreto estas palavras do profeta: ele confirmará o pacto com muitos. Pois tomo a palavra “muitos”, aqui, rebim, comparativamente em referência aos gentios fiéis unidos aos judeus. É muito notório que o pacto divino esteve depositado por um tipo de direito hereditário com os israelitas até que o mesmo favor se estendesse também aos gentios. Portanto diz-se que Cristo renovou o pacto de Deus não só com uma nação, mas em termos gerais com o mundo como um todo.

Aliás, admito o uso da palavra “muitos” como sendo para todos, como no quinto capítulo da Epístola aos Romanos e em outras partes (v.19), mas ali parece haver um contraste entre a Igreja antiga, incrustada dentro de estreitas fronteiras, e a Igreja nova, a qual se estende ao mundo inteiro. Sabemos que muitos, outrora estrangeiros, têm sido chamados das regiões longínquas da terra por meio do evangelho, e assim reunidos aos judeus por meio de aliança, ao ponto de todos desfrutarem da mesma comunhão e todos reconhecidos como igualmente filhos de Deus”. Calvino, João. Daniel Volume 2. Edições Paracletos. Editora Fiel. Exposição 52, pg 268-269.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Não quero mais ser Evangélico

Ser evangélico, pelo menos no Brasil, não significa mais ser praticante e pregador do Evangelho (Boas Novas) de Jesus Cristo, mas, a condição de membro de um segmento do Cristianismo, com cada vez menor relacionamento histórico com a Reforma Protestante - o segmento mais complicado, controverso, dividido e contraditório do Cristianismo. O significado de ser pastor evangélico, então, é melhor nem falar, para não incorrer no risco de ser grosseiro.

Não quero mais ser evangélico! Quero voltar para Jesus Cristo, para a boa notícia que Ele é e ensinou. Voltemos a ser adoradores do Pai porque, segundo Jesus, são estes os que o Pai procura e, não, por mão de obra especializada ou por 'profissionais da fé'. Voltemos à consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma Pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecarmos Deus; de que, estar no caminho, conhecer a verdade e desfrutar a vida é relacionar-se intensamente com essa Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quero os dogmas que nascem desse encontro: uma leitura bíblica que nos faça ver Jesus Cristo e não uma leitura bibliólatra. Não quero a espiritualidade que se sustenta em prodígios, no mínimo discutíveis, e sim, a que se manifesta no caráter.

Chega dessa 'diabose'! Voltemos à graça, à centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Voltemos à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu algo que vai completar: voltemos às orações e jejuns, não como fruto de obrigação ou moeda de troca, mas, como namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada.
Voltemos ao amor, à convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos: voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo. Quero relacionar-me com eles como as crianças relacionam-se com os que as alimentam - em profundo amor e senso de dependência: quero voltar a ser guardião de meu irmão e não seu juiz. Voltemos ao amor que agasalha no frio, assiste na dor, dessedenta na sede, alimenta na fome, que reparte, que não usa o pronome 'meu', mas, o pronome 'nosso'.

Para que os títulos: 'pastor', 'reverendo', 'bispo', 'apóstolo', o que eles significam, se todos são sacerdotes? Quero voltar a ser leigo! Para que o clericalismo? Voltemos, ao sermos servos uns dos outros aos dons do corpo que correm soltos e dão o tom litúrgico da reunião dos santos; ao, 'onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu lá estarei' de Mateus 18.20. Que o culto seja do povo e não dos dirigentes - chega de show! Voltemos aos presbíteros e diáconos, não como títulos, mas, como função: os que, sob unção da igreja local, cuidam da ministração da Palavra, da vida de oração da comunidade e para que ninguém tenha necessidade, seja material, espiritual ou social. Chega de ministérios megalômanos onde o povo de Deus é mão de obra ou massa de manobra!

Para que os templos, o institucionalismo, o denominacionalismo? Voltemos às catacumbas, à igreja local. Por que o pulpitocentrismo? Voltemos ao 'instruí-vos uns aos outros' (Cl 3. 16).

Por que a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou a sermos uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: 'Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. '(Mt 5.16). Vamos anunciar com nossa vida, serviço e palavras 'todo o Evangelho ao homem... a todos os homens'. Deixemos o crescimento para o Espírito Santo que 'acrescenta dia a dia os que haverão de ser salvos', sem adulterar a mensagem.


Fonte: Publicado em 23 de junho de 2003 no site da Rede Sepal, de autoria do Pastor Ariovaldo Ramos da Comunidade Cristã Reformada.


domingo, 1 de janeiro de 2012

Declaração Conjunta sobre a Mãe de Deus

Reuniu-se na ilha de Malta, de 8 a 15 de setembro de 1983, um Congresso destinado a estudar o papel de Maria na história da salvação; este evento contou com a presença de teólogos ortodoxos, anglicanos, luteranos e reformados (calvinistas) que apresentaram suas contribuições ao aprofundamento do tema. Ao fim do Congresso, quatorze participantes, de diversas denominações cristãs assinaram uma Declaração sobre a figura e a posição da Santa Mãe de Deus na piedade cristã. Este documento significa um passo importante na linha de convergência entre cristãos que ultimamente vem sendo trilhada em reafirmação dos artigos da fé.

DECLARAÇÃO

Em prosseguimento dos cinco Congressos Mariológicos Internacionais precedentes, o Congresso de Malta (8-15 de setembro de 1983) permitiu a um grupo de teólogos ortodoxos, anglicanos, luteranos e reformados, reunir-se com um grupo de teólogos católicos para refletir sobre a Comunhão dos Santos e sobre o lugar que Maria ali ocupa. Reconhecidos ao Senhor pelos encontros precedentes, e pelas convergências que surgiram, acreditam poder apresentar ao Congresso as conclusões do seu diálogo.

1. Todos reconhecemos a existência da Comunhão dos Santos como comunhão daqueles que na terra estão unidos a Cristo, como membros vivos do seu Corpo Místico. O fundamento e o ponto central de referência desta comunhão é Cristo, o Filho de Deus feito homem e Cabeça da Igreja (Ef 4,15-16), para nos unir ao Pai e ao Espírito Santo.

2. Esta comunhão, que é comunhão com Cristo e entre todos os que são de Cristo, implica uma solidariedade que se exprime também na oração de uns pelos outros; esta oração depende daquela de Cristo, sempre vivo para interceder por nós (cf. Hb 7, 25).

3. O fato mesmo de que, no céu à direita do Pai, Cristo ora por nós, indica-nos que a morte não rompe a comunhão daqueles que durante a própria vida estiveram pelos laços da fraternidade unidos em Cristo. Existe, pois, uma comunhão entre os que pertencem a Cristo, quer vivam na terra, quer, tendo deixado os seus corpos, estejam com o Senhor (cf. 2Cor 5,8; Mc 12,27).

4. Neste contexto, compreende-se que a intercessão dos Santos por nós existe de maneira semelhante à oração que os fiéis fazem uns pelos outros. A intercessão dos Santos não deve ser entendida como um meio de “informar” Deus das nossas necessidades. Nenhuma oração pode ter este sentido a respeito de Deus, cujo conhecimento é infinito. Trata-se de uma abertura à vontade de Deus por parte de si mesmo e dos outros, e da prática do amor fraterno.

5. No interior desta doutrina, compreende-se o lugar que pertence a Maria Mãe de Deus. É precisamente a relação a Cristo que, na Comunhão dos Santos, lhe confere uma função singular de ordem cristológica. Além disso, a oração de Maria por nós deve ser considerada no contexto cultural de toda a Igreja celeste descrito no Apocalipse, ao qual a Igreja terrestre quer unir-se na sua oração comunitária. Maria ora no seio da Igreja como outrora o fez na expectativa do Pentecostes (cf. At 1,14). Por outro lado, quaisquer que sejam as nossa diferença confessionais, não há razão alguma que impeça unir a nossa oração a Deus no Espírito Santo com a da liturgia celeste, e de modo especial com a da Mãe de Deus.

6. Esta inserção de Maria no culto ao redor do Cordeiro imolado (aspecto cristológico), associada a toda a liturgia celeste (aspecto eclesiológico), não pode dar lugar a alguma interpretação que venha atribuir a Maria uma honra que é devida só a Deus. Além disso, nenhum membro da Igreja saberia acrescentar qualquer coisa à obra de Cristo, que é a única fonte de salvação; não é possível passar senão por Ele, nem recorrer a uma via “mais cômoda” que a do Filho de Deus, para se chegar ao Pai. Ao mesmo tempo é claro que Maria tem o seu lugar na Comunhão dos Santos.

Ao término destas reflexões, nós desejamos dar um testemunho público da fraterna experiência vivida nestes dias. Ela não se limita à atmosfera em que o diálogo se realizou, mas entende-se a todas as atividades do Congresso e à mentalidade religiosa do povo maltês, que, no fervor da sua oração com Maria, nos acompanhava. Conscientes de que há muitos problemas teológicos aos quais o diálogo deverá ainda levar, nós declaramos a nossa vontade de continuar as nossas reflexões no Nome do Senhor.

Não é supérfluo recordar, como se fez ao término do Congresso de Saragoça em 1979, que os signatários, como membros da Comissão Ecumênica do Congresso, não querem senão empenhar-se, bem que tenham trabalhado com a preocupação constante de exprimir a fé das suas respectivas Igrejas.

Malta, 15 de setembro de 1983.

WOLFGANG BOROWSKY, Luterano
HENRY CHAVANNES, Reformado
JOHN DE SATGE, Anglicano
JOHANNES KALOGIROU, Ortodoxo
JOHN MILBURN, Anglicano
HOWARD ROOT, Anglicano
JOHN EVANS, Anglicano
FRANZ COURTH, S.A.C.
THEODORE KOEHLER, S. M.
CÂNDIDO POZO, S. J.
CHARLES MOLETTE, Sac.
ENRIQUE LLAMAS, O. C. D.
STEFANO DE FIORES, S. M. M.
PIERRE, MASSON, O. P., Secretário

Fonte: Revista: «Pergunte e Responderemos», Nº 273 – Ano 1984 – Pág. 90.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pastor bateu o record se auto-ungindo com 12 litros de óleo.

Vídeo é postado no Youtube e mostra o Pastor Antonio Silva, do Ministério Encontro com Deus, do Paraná, sendo ungido com 12 litros de óleo e profetizando a benção do “X-Nilo”.

Antes de receber a unção com os 12 litros de óleo, o Pastor ainda profetizou milagres sobre a vida financeira e espiritual dos fieis presentes na cerimônia de unção. “Dinheiro que nunca vem, salvação que nunca vem… Demônios: vocês estão derrotados pelo poder do nome do Deus de Arão”, bradou Silva.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Em quem temos a redenção?

“Em quem temos a redenção”. Ele agora prossegue pondo em ordem que todas as partes de nossa salvação estão contidas em Cristo, e que somente ele deve resplandecer e ser visto conspícuo acima de todas as criaturas, visto que ele é o principio e fim de todas as coisas. Em primeiro lugar, ele diz que temos a redenção, e a explica imediatamente como sendo a remissão dos pecados; pois estas duas coisas concordam mutuamente por aposição. Pois, inquestionavelmente, quando remite nossas transgressões, ele nos isenta de condenação à morte eterna. Esta é nossa liberdade, esta é a nossa glória em face da morte – que nossos pecados não nos são imputados. Ele diz que esta redenção foi granjeada através do sangue de Cristo, pois pelo sacrifício de sua morte todos os pecados do mundo foram expiados. Portanto, tenhamos em mente que este é o único preço da reconciliação, e que toda a tagarelice dos papistas quanto às satisfações não passa de blasfêmia. Calvino, João. Gálatas-Efésios-Filipenses-Colossenses. Comentário de Colossenses, pgs 504-505. Editora Fiel.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A Palavra e o Espírito

Deus opera em seus eleitos de duas maneiras: interiormente, através do Espírito; exteriormente, mediante a Palavra. Pelo Espírito, iluminando-lhes a mente e plasmando o coração ao amor e ao cultivo da retidão, os faz novas criaturas. Pela Palavra, despertando-os para que desejem, busquem, alcancem essa mesma renovação. Em ambos – o Espírito e a Palavra – ele evidencia a operação de sua mão, segundo a maneira de sua dispensação. João Calvino

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pastores "cara de pau" se utilizam da tecnologia para enganar fieis na igreja.

Diante da grande demanda os super profetas têm feito de tudo para “passar a perna” no "povão" e manter o seu status de homem de Deus no mercado go$pel.

Agora a moda é ficar fuçando a vida dos fieis pela internet através das redes sociais como no Orkut, facebook, Twitter, entre outros, para no culto iniciarem a sessão KODAK, ou seja, o famoso momento das “divinas” revelações.

Como funciona a picaretagem? É simples! O suposto profeta ao ser convidado pela igreja faz uma busca na internet com o intuito de descobrir a vida da vítima, digo melhor, do rebanho da igreja que o convidou. A procura ou investigação se torna mais fácil quando a igreja mantém algum tipo de site, rede social ou algo do gênero hospedado na rede mundial.

Quando chega o grande dia do culto, o Super Pastor, ao final do culto, começa a revelar de forma “sobrenatural” as coisas que colheu pela internet, seja um número de celular, nome de pessoas, endereços, placa de carro, nome de cônjuges, de filhos, ou seja, qualquer pista que identifique alguém no rebanho daquela igreja.

Caro leitor, desconfie de pessoas que se dizem portadora de unções especiais e de que são dotadas de dons sobrenaturais; Desconfie de pregadores que se utilizam do culto ao Senhor para adivinhar o seu endereço, o bairro em que você mora, o nome de sua esposa, de seus amigos e a data de seu nascimento, pois esses dados geralmente são facilmente encontrados em redes sociais na internet.

É simples entrar em uma comunidade do Orkut de determinada igreja local e colher dados das pessoas que fazem parte daquela rede e durante o culto começar a perguntar se está presente entre os fieis ou se existe alguma pessoa com o nome de Margareth. Se no exemplo em tela aparecer três pessoas com o nome de Margareth, é a hora de o falso profeta revelar mais um dado da vítima, por exemplo, o endereço ou outro dado até chegar à Margareth que ele desejar enganar. Nesta altura do campeonato, a vítima está tão emocionada e impactada com o suposto “poder de Deus”, que acaba servindo de testemunha para promover o engodo.

Tamanho é o ardil e o veneno desses homens ao ponto de que quando chutam determinado nome e mencionada não se encontrar no local, todos os dados são revelados até alguém, seja parente ou amigo, dizer que conhece o revelado, então o "bondoso" homem de deus manda o parente ou outro fiel entregar a profecia para o "revelado" e com isso a igreja enganada vai do delírio ao êxtase!

No vídeo abaixo o pastor é especialista em revelar pelo orkut, confira!!!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cristo sofreu pelos pecados do mundo inteiro

“Gostaria que os que vos perturbam fosse até mesmo excluídos”. A indignação de Paulo aumenta, levando-o a rogar que a destruição sobrevenha aos impostores que haviam enganado aos gálatas. A palavra “mutilar” parece uma alusão à circuncisão que eles impunham. Crisóstomo se inclina a este ponto de vista: “Eles despedaçam a igreja por causa da circuncisão; desejo que sejam totalmente mutilados”. Mas, como essa imprecação pode ser conciliada com a ternura de um apóstolo que deveria anelar que todos fossem salvos e ninguém perecesse? No que concerne aos homens, admito a força desse argumento; pois é a vontade de Deus que busquemos a salvação de todos os homens, sem exceção, porque Cristo sofreu pelos pecados do mundo inteiro. Mas as pessoas piedosas são levadas, às vezes, para além da consideração dos homens, fixando seus olhos na glória de Deus e no reino de Cristo. A glória de Cristo, a qual é, em si mesma, mais excelente do que a salvação dos homens, precisa receber de nós um grau mais elevado de estima e consideração. Os crentes sinceramente desejosos de que a glória de Deus seja promovida esquecem os homens e o mundo, preferindo que todo o mundo pereça, mas que a glória de Deus não seja ofuscada”. Calvino, João. Gálatas-Efésios-Filipenses-Colossenses. Comentário de Gálatas. Editora Fiel. , pg 169.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

2º Domingo de Dezembro, "O Dia da Bíblia".

Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em aramaico. O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época.

Estima-se que a primeira tradução da Bíblia foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Porém, não eram apenas os judeus, que viviam no estrangeiro, que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.

Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), esta primeira tradução foi realizada por 70 sábios e contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica, pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.

Outras traduções começaram a ser realizadas por cristãos novos, sendo a mais importante de todas a tradução na língua latina pela sua ampla utilização no Ocidente. No ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras. Sua tradução tornou-se conhecida como "Vulgata", ou seja, escrita na língua de pessoas comuns ("vulgus"), e difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.

Na Alemanha, em meados do Século 15, um ourives chamado Johannes Gutemberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim. Cópias impressas decoradas a mão passaram a competir com os mais belos manuscritos. Esta nova arte foi utilizada para imprimir Bíblias em seis línguas antes de 1500 - alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão; e em outras seis línguas até meados do século 16 - espanhol, dinamarquês, inglês, sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês.

No início do século 16, manuscritos de textos em grego e hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a chegar à Europa ocidental. Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de estudo e aprendizado foi Erasmo de Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Em 1516, sua edição do Novo Testamento em grego foi publicada. Pela primeira vez estudiosos da Europa ocidental puderam ter acesso ao Novo Testamento na língua original, embora, infelizmente, os manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem relativamente recente e, portanto, não eram completamente confiáveis.

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias. Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam.
Hoje é possível encontrar a Bíblia completa ou em porções traduzida em mais de 2.000 línguas.

Os mais antigos registros de tradução de trechos da Bíblia para o português datam do final do século XV. Porém, centenas de anos se passaram até que a primeira versão completa estivesse disponível em três volumes, em 1753. Trata-se da tradução de João Ferreira de Almeida. A primeira impressão da Bíblia completa em português, em um único volume, aconteceu em Londres, em 1819, também na versão de Almeida.

O Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento - celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal. Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia. No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra de Deus.

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.

Fonte: www.saf.org.br

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pr. Enoque denúncia apostasia na Assembleia de Deus (Ministério de Madureira)

Pastor Enoque denúncia a apostasia do Bispo Manoel Ferreira (lider da Assembleia de Deus de Madureira) e seu envolvimento com Reverendo Moon (Fundador e Chefe da Igreja da Unificação). No vídeo o Bispo de Madureira adimite ter comunhão como o Reverendo Moon, denominado de Verdadeiro Pai, e com as ideologias da Igreja da Unificação.



Curiosidade sobre a Igreja da Unificação: Crêem que o destino final dos homens é serem casados e terem uma família perfeita. Isso porém não pode atualmente se realizar por que Jesus falhou, e assim não executou a salvação completa.

Segundo a Igreja da Unificação, o reverendo Moon, irá estabelecer a família perfeita, tarefa esta Jesus nunca completou. Outras famílias perfeitas serão formadas, as quais irão formar uma sociedade perfeita que se expandirá por todo do mundo.” (The Moon Is Not The Son, pp. 62-63). Através dos casamentos em massa realizados pelo Reverendo Moon, parte deste destino está se cumprindo. Dessa forma, o Senhor do Segundo Advento, título dado ao Rev. Moon, e Sua Esposa tornaram-se os Verdadeiros Pais dos homens” (1960 happens to be the year in which Rev. Moon married his wife Hak-Ja Han).

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Nordestino levanta a poeira e lança CD de Forró Go$pel.

Com o seu sucesso mais conhecido, “Meu paredão é de Jesus”, Filipão tem levado o povo nordestino ao "arrasta pé de Gizuis".
Qualquer semelhança com a voz do ex-baladeiro e ex-cantor de axé "irmão" Lazaro é mera conhecidência.


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