sexta-feira, 1 de outubro de 2010

OS 25 ARTIGOS DE RELIGIÃO DO METODISMO

1- Da fé na Santa Trindade.
Há um só Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo nem partes; de poder, sabedoria e bondade infinitos; criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Na unidade desta Divindade, há três pessoas da mesma substância, poder e eternidade -
Pai, Filho e Espírito Santo.

2- Do Verbo ou Filho de Deus que se fez verdadeiro Homem.
O Filho, que é o verbo do Pai, verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai, tomou a natureza humana no ventre da bendita Virgem, de maneira que duas naturezas inteiras e perfeitas, a saber, a divindade e a humanidade, se uniram em uma só pessoa para jamais se separarem, a qual pessoa é Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, que realmente sofreu, foi crucificado, morto e sepultado, para nos reconciliar com seu Pai e para ser um sacrifício não somente pelo pecado original, mas, também,
pelos pecados atuais dos homens.

3- Da ressurreição de Cristo.
Cristo, na verdade, ressuscitou dentre os mortos, tomando outra vez o seu corpo com todas as coisas necessárias a uma perfeita natureza humana, com as quais subiu ao Céu e lá esta até que volte a julgar os homens, no último dia.

4- Do Espírito Santo.
O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória com o Pai e com Filho, verdadeiro e eterno Deus.

5- Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação.
As Santas Escrituras contêm tudo que é necessário para a salvação, de maneira que o que nelas não se encontre, nem por elas se possa provar, não se deve exigir de pessoa alguma para ser crido como artigo de fé, nem se deve julgar necessário para a salvação. Entende-se por Santas Escrituras os livros canônicos do Antigo e do Novo Testamentos de cuja autoridade nunca se duvidou na Igreja, a saber, do Antigo Testamento: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos de Salomão, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, e Malaquias; e do Novo Testamento: Evangelhos; segundo S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas, e S. João; Atos dos Apóstolos; Epístolas de S. Paulo: aos Romanos, I e II aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, I e II aos Tessalonicenses, I e II a Timóteo, a Tito e a Filemom; Epístola aos Hebreus; Epístola de S. Tiago; Epístola I e II de S. Pedro; Epístola I, II e III de S. João; Epístola de S. Judas, e o Apocalipse.

6- Do Antigo Testamento.
O Antigo Testamento não está em contradição com o Novo, pois tanto no Antigo como no Novo Testamentos a vida eterna é oferecida à humanidade por Cristo, que é o único mediador entre Deus e o homem, sendo ele mesmo Deus e Homem; portanto, não se deve dar ouvidos àqueles que dizem que os patriarcas tinham em vista somente promessas transitórias. Embora a lei dada por Deus a Moisés, quanto às cerimônias e ritos, não se aplique aos cristãos, nem tão pouco os seus preceitos civis devam ser necessariamente aceitos por qualquer governo, nenhum cristão está isento de obedecer aos mandamentos chamados morais.

7- Do pecado original.
O pecado original não está em imitar Adão, como erradamente dizem os Pelagianos, mas é a corrupção da natureza de todo descendente de Adão, pela qual o homem está muito longe da retidão original e é de sua própria natureza inclinado
ao mal e isto continuamente.

8- Do livre arbítrio.
A condição do homem, depois da queda de Adão, é tal que ele não pode converter-se e preparar-se pelo seu próprio poder e obras, para a fé e invocação de Deus; portanto, não temos forças para fazer boas obras agradáveis e aceitáveis a Deus sem a sua graça por Cristo, predispondo-nos para que tenhamos boa vontade e operando em nós quando temos essa boa vontade.

9- Da justificação do homem.
Somos reputados justos perante Deus somente pelos merecimentos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, por fé e não por obras ou merecimentos nossos; portanto, a doutrina de que somos justificados somente pela fé é mui sã e cheia de conforto.

10- Das boas obras.
Posto que as boas obras, que são o fruto da fé e seguem a justificação, não possam tirar os nosso pecados, nem suportar a severidade do juízo de Deus, contudo são agradáveis e aceitáveis a Deus em Cristo, e nascem de uma viva e verdadeira fé, tanto assim que uma fé viva é por elas conhecida como
a árvore o é pelos seus frutos.

11- Das obras de superrogação.
As obras voluntárias que não se achem compreendidas nos mandamentos de Deus, as quais se chamam obras de superrogação, não se podem ensinar sem arrogância e impiedade; pois, por elas, declaram os homens que não só rendem a Deus tudo quanto lhe é devido, mas também de sua parte fazem ainda mais do que devem, embora Cristo claramente diga: "Quando tiverdes feito tudo o que se vos manda, dizei: Somos servos inúteis".

12- Do pecado depois da justificação.
Nem todo pecado, voluntariamente cometido depois da justificação, é o pecado contra o Espírito Santo e imperdoável; logo, não se deve negar a possibilidade de arrependimento aos que caem em pecado depois da justificação. Depois de termos recebido o Espírito Santo, é possível apartar-nos da graça recebida e cair em pecado, e pela graça de Deus levantar-nos de novo e emendar nossa vida. Devem, portanto, ser condenados os que digam que não podem mais pecar enquanto aqui vivem, ou que neguem a possibilidade de perdão àqueles que verdadeiramente se arrependam.

13- Da Igreja.
A Igreja visível de Cristo é uma congregação de fiéis na qual se prega a pura Palavra de Deus e se ministram devidamente os sacramentos, com todas as coisas a eles necessárias, conforme a instituição de Cristo.

14- Do purgatório.
A doutrina romana do purgatório, das indulgências, veneração e adoração, tanto de imagens como de relíquias, bem como a invocação dos santos, é uma invenção fútil, sem base em nenhum testemunho das Escrituras e até repugnante à Palavra de Deus.

15- Do falar na congregação em língua desconhecida.
É claramente contrário à Palavra de Deus e ao costume da igreja Primitiva celebrar o culto público na Igreja, ou ministrar os sacramentos, em língua que o povo não entenda.

16- Dos sacramentos.
Os sacramentos instituídos por Cristo não são somente distintivos da profissão de fé dos cristãos; são, também, sinais certos da graça e boa vontade de Deus para conosco, pelos quais Ele invisivelmente, opera em nós, e não só desperta, como fortalece e confirma a nossa fé n'Ele. Dois somente são os sacramentos instituídos por Cristo, nosso Senhor, no Evangelho, a saber: o batismo e a Ceia do Senhor. Os outros cinco, vulgarmente chamados sacramentos, a saber: a confirmação, a penitência, a ordem, o matrimônio e a extrema unção, não devem ser considerados sacramentos do Evangelho. Sendo, como são, em parte, uma imitação corrompida de costumes apostólicos e, em parte, estados de vida permitidos nas Escrituras, mas que não têm a natureza do batismo, nem a da Ceia do Senhor, porque não têm sinal visível, ou cerimônia estabelecida por Deus. Os sacramentos não foram instituídos por Cristo para servirem de espetáculo, mas para serem recebidos dignamente. E somente nos que participam deles dignamente é que produzem efeito salutar, mas aqueles que os recebem indignamente recebem para si mesmos a condenação, como diz S. Paulo ( I Coríntios 11.29).

17- Do batismo.
O batismo não é somente um sinal de profissão de fé e marca de diferenciação que distingüe os cristãos dos que não são batizados, mas é, também, um sinal de regeneração, ou de novo nascimento. O batismo de crianças deve ser conservado na Igreja.

18- Da Ceia do Senhor.
A Ceia do Senhor não é somente um sinal do amor que os cristãos devem ter uns para com os outros, mas antes é um sacramento da nossa redenção pela morte de Cristo, de sorte que, para quem reta, dignamente e com fé o recebem, o pão que partimos é a participação do corpo de Cristo, como também o cálice de bênção é a participação do sangue de Cristo. A transubstanciação ou a mudança de substância do pão e do vinho na Ceia do Senhor, não se pode provar pelas Santas Escrituras, e é contrária às suas terminantes palavras; destrói a natureza de um sacramento e tem dado motivo a muitas superstições. O corpo de Cristo é dado, recebido e comido na Ceia, somente de modo espiritual. O meio pelo qual é recebido e comido o corpo de Cristo, na Ceia, é a fé. O sacramento da Ceia do Senhor não era, por ordenação de Cristo, custodiado, levado em procissão, elevado, nem adorado.

19- De ambas as espécies.
O cálice do Senhor não se deve negar aos leigos, porque ambas as espécies da Ceia do Senhor, por instituição e mandamento de Cristo, devem ser ministradas a todos os cristãos igualmente.

20- Da oblação única de Cristo sobre a cruz.
A oblação de Cristo, feita uma só vez, é a perfeita redenção, propiciação e satisfação por todos os pecados de todo o mundo, tanto o original como os atuais, e não há nenhuma outra satisfação pelo pecado, senão essa. Portanto, o sacrifício da missa, no qual se diz geralmente que o sacerdote oferece a Cristo em expiação de pecados pelos vivos e defuntos, é fábula blasfema e engano perigoso.

21- Do casamento dos ministros.
Os ministros de Cristo não são obrigados pela lei de Deus, quer a fazer voto de celibato, quer a abster-se do casamento; portanto, é tão lícito, a eles como aos demais cristãos, o casarem-se à sua vontade, segundo julgarem melhor à prática da piedade.

22- Dos ritos e cerimônias da Igreja.
Não é necessário que os ritos e cerimônias das Igrejas sejam em todos os lugares iguais e exatamente os mesmos, porque sempre têm sido diferentes e podem mudar-se conforme a diversidade dos países, tempos e costumes dos homens, contando que nada seja estabelecido contra a palavra de Deus. Entretanto, todo aquele que, voluntária, aberta e propositadamente quebrar os ritos e cerimônias da Igreja a que pertença, os quais, não sendo repugnantes à Palavra de Deus, são ordenados e aprovados pela autoridade competente, deve abertamente ser repreendido como ofensor da ordem comum da Igreja e da consciência dos irmãos fracos, para que os outros temam fazer o mesmo. Toda e qualquer Igreja pode estabelecer, mudar ou abolir ritos e cerimônias, contanto que isso se faça para edificação.

23- Dos deveres civis dos cristãos.
É dever dos cristãos, especialmente dos ministros de Cristo, sujeitarem-se à autoridade suprema do país onde residam e empregarem todos os meios louváveis para inculcar obediência aos poderes legitimamente constituídos. Espera-se, portanto, que os ministros e membros da Igreja se portem como cidadãos moderados e pacíficos.

24- Dos bens dos cristãos.
As riquezas e os bens dos cristãos não são comuns, quanto ao direito, título e posse dos mesmos, como falsamente apregoam alguns; não obstante, cada um deve dar liberalmente, do que possui, aos pobres.

25- Do juramento do cristão.
Assim como confessamos que é proibido aos cristãos por nosso Senhor Jesus Cristo e por Tiago, seu apóstolo, o jurar em vão e precipitadamente, assim também julgamos que a religião Cristã não proíbe o juramento quando um magistrado o requer em causa da fé e caridade, contanto que se faça segundo o ensino do profeta, em justiça, juízo e verdade.

Igreja Assembléia de Deus anúncia os projetos para a comemoração do centenário

Com 53 milhões de fiéis espalhados em 162 países, a Assembleia de Deus se tornou uma das maiores instituições religiosas do mundo, cuja história de fé, expansão e grandiosidade teve início em Belém, há quase 100 anos. Para celebrar o seu centenário, que ocorrerá em 2011, a diretoria da instituição divulgou na noite de ontem o projeto de marketing e o site que farão parte das comemorações da data. O lançamento dos produtos foi feito pela equipe de comunicação da Igreja, responsável pela elaboração e planejamento das atividades do aniversário, e contou com a presença de diversos empresários e convidados.


“Deus escolheu Belém para ser sede da Sua Igreja e fez do povo paraense, que é marcado pela fé e trabalho, o principal meio de expressão e fortalecimento de Sua história”, afirmou o pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus.

A celebração do centenário ocorrerá desde o início de 2011, com eventos em templos de diversos países. O grande encerramento da festividade, entretanto, ocorrerá em Belém, nos dias 16, 17 e 18 de junho e contará com palestras, conferências e apresentações de artistas brasileiros e internacionais.

Para receber todos os milhares de convidados, a Igreja iniciou a construção de um Centro de Convenções, que com aproximadamente 12 mil m² e capacidade para 22 mil pessoas, será o maior espaço para eventos da Região Norte. “Este Centro não ficará restrito ao uso da Assembleia de Deus. Ele será um local para toda a sociedade paraense”, afirma o pastor Samuel. Também serão inaugurados no próximo ano, em Belém, a Avenida Centenária e o Centro Histórico Nacional da Assembleia de Deus no Brasil, que comportará um museu e emissoras de rádio e TV.

Além do grande evento, a Igreja também projetou algumas metas para o seu centenário, entre elas a realização de 10.000 batizados, a construção de 1.000 núcleos missionários, 100 novos templos e a doação de 500 toneladas de alimentos. Para garantir que a alcance destes números é possível, a instituição informou que, diariamente, 4 templos são abertos em todo o mundo e 1 tonelada de alimento é distribuída, apenas na Região Metropolitana de Belém. “Não atendemos apenas os evangélicos, mas todas as pessoas que necessitam de comida e conforto”, afirma Netto.

Segundo o pastor, a expectativa é de que o a festividade do Centenário contribua não apenas com a divulgação da Igreja, mas também com o desenvolvimento do Pará. “Queremos resgatar a importância histórica de Belém e fortalecer o turismo religioso, atraindo mais fieis e visitantes para o nosso Estado”, conclui.

EM NÚMEROS
16, 17 e 18/06/2011 são os dias programados para o encerramento, em Belém, das comemorações pelo centenário da Assembleia de Deus.

Fonte: Diário do Pará / Gospel+
Via: Guia-me

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A Ceia do Senhor para Crianças - Um testemunho da História

José Carlos de Souza



Os textos referentes à participação das crianças na Ceia do Senhor são escassos. Nada encontramos no Novo Testamento. Contudo, há testemunhos de que essa prática se tornou corrente na Igreja Antiga. O próprio Lutero o afirma categoricamente. Rechaçando a restrição do cálice aos leigos na liturgia católica, o reformador reportava-se ao escrito de Cipriano ( + 258), bispo de Catargo em meados do 3º século, a respeito dos que haviam abandonado a fé diante das perseguições, para destacar o que, então, era aceito sem contestação: "naquela Igreja era costume dar a muitos leigos e também às crianças ambas as espécies e até o corpo do Senhor na mão, como ensina com muitos exemplos" (1). Calvino também o testifica: Foi isto, na verdade, freqüentemente praticado na Igreja Antiga, como se constata de Cipriano e Agostinho(...)". Porém, acrescenta uma ressalva: "(...)mas esse costume se fez obsoleto" (2), ou seja, caiu em desuso, ao menos, no Ocidente. Quando isto ocorreu?

W. Walker, em sua História da Igreja Cristã, relaciona esse fato ao desenvolvimento da piedade medieval em torno da Eucaristia. O receio de profanar o sacramento pelo mau uso do vinho levou, já no século VII, a adesão do costume grego de molhar o pão no vinho e, por último, no século XII, a concessão do cálice apenas aos clérigos. Pressupondo-se que o corpo e o sangue de Cristo estavam plenamente presentes em cada um dos elementos, a comunhão dos leigos era realizada apenas com o pão. Nessa direção, abandona-se, nos séculos XII e XIII, "a prática da comunhão infantil a qual havia sido universal e que permanece até o presente na Igreja Grega"(3).

Descrevendo a vida litúrgica no mesmo período, o historiador católico Jean Comby expõe tese semelhante: "Já não se dá mais ao recém-nascido a comunhão sob a forma de vinho, pois esse rito desapareceu da missa, no Ocidente, no que se refere aos fiéis" (4).

Vale a pena ressaltar que Tomás de Aquino, que tanto contribuiu para definir teologicamente a prática sacramental católica, estabelece, no entanto, um nexo entre o batismo e a comunhão eucarística. Comenta Walter M. Goeder: "(...)Santo Tomás afirma que, pelo fato de as crianças serem batizadas, estão destinadas, por vontade da Igreja, a receber a eucaristia. A Igreja que crê em seu lugar no batismo, por elas deseja a eucaristia (S. Th. III, q.73, a3)" (5). O batismo tende para a participação eucarística, entretanto, segundo o uso católico, tal vínculo somente se efetiva a partir da conirmação ou crisma.

Calvino representa bem a postura que foi assumida pelo "protestantismo magisterial" (a exceção é de G. Williams). Ele não se mostra convencido de que a aceitação do batismo infantil implica inevitavelmente na admissão das crianças à Ceia do Senhor. Segundo o reformador francês, é preciso considerar a natureza e o caráter específico de cada sacramento, conforme explica: o batismo é "um como que ingresso e uma dir-se-á iniciação à Igreja, mercê da qual somos contados no povo de Deus: sinal de nossa regeneração espiritual, através da qual somos nascidos de novo para filhos de Deus, quando, em contrapartida, haja a Ceia sido atribuída aos mais crescidinhos, que, ultrapassada a infância mais tenra, já estejam em condições de suportar alimento sólido..." (6). Se nenhuma seleção de idade é feita no qua concerne ao batismo, o mesmo não ocorre com a Santa Ceia, a qual se destina a quaisquer pessoas indiscriminadamente, senão somente àquelas que são capazes de discernir o corpo e o sangue de Cristo, examinando a própria consciência e ponderando sobre o sentido e a eficácia sacramentais (7). A participação eucarística, enfim, supõe, no mínimo, maturidade suficiente pra indagar acerca de seu significado (cf. Ex 12:26). Idêntica preocupação parece ter animado Lutero a ponto dele introduzir a catequese e, posteriormente, a confirmação, como meios adequados para assegurar participação consciente, nutrida pela fé em Cristo, na comunhão eucarística (8). É preciso indagar, com toda a honestidade, se aqueles que chegam à "idade da razão"compreendem, de fato, todas as implicações da participação na Ceia do Senhor. Também não se pode escamotear a pergunta se as crianças possuem, ou não, alguma forma de discernimento. O questionamento da posição dos reformadores se torna mais intensa na medida em que experiência pastoral, comum em muitas comunidades, tem demonstrado que, ao ser acolhida na mesa do Senhor, a criança assimila existencialmente o significado da comunhão, ainda que não saiba expressa-lo verbalmente.

E Wesley, como ele enfrentou essa questão? A problemática é colocada por Colin Williams nos seguintes termos: de acordo com o fundador do metodismo, "(...)a ceia do Senhor é um poderoso meio de graça não só no sentido de comunicar a graça santificadora para a nutrição do convertido, mas também para conceder graça preveniente e justificadora, conduzindo à aceitação consciente de Cristo. Por essa razão o batismo é a qualificação para a admissão, e a Ceia não deveria ser reservada para os que alcançaram a maturidade do novo nascimento mediante a conversão" (9).

Nessa linha de raciocínio, observa Williams, Wesley estava disposto a admitir crianças batizadas na mesa eucarística, sempre que fossem instruídas quanto ao significado dessa participação. Um exemplo disso é o registro feito por Wesley, no dia 29 de maio de 1737, em seu Journal: "Sendo domingo de Pentecostes, quatro de nossos estudantes, depois de terem sido instruídos diariamente por várias semanas, foram, por seu sincero e reiterado desejo, admitidos à mesa do Senhor. Eu acredito que o seu zelo tem movido muitos a se lembrar do seu Criador nos dias de sua mocidade, e a redimir o tempo, mesmo no meio de uma geração má e adúltera. De fato, por essa época, nós observamos o Espírito de Deus a mover-se nas mentes de muitas crianças. Elas começaram a ouvir mais cuidadosamente as coisas que eram faladas, tanto no lar como na igreja, e uma seriedade notável apareceu em todo seu comportamento e conversação..."(10).

Em outro registro do Journal, este um ano antes de sua morte acontecida em 21 de fevereiro de 1790, Wesley revela que a sua preocupação com as crianças não era entusiasmo passageiro dos anos de sua mocidade: "Eu preguei às crianças na Nova Capela [New Chapel]; e eu creio que não foi em vão" (11). Certamente tais observações nos levam a refletir sobre o lugar das crianças na vida e na missão da Igreja, não apenas como objetos da ação pastoral da comunidade, mas como agentes eclesiais ativos. A participação das crianças na Ceia do Senhor deve ser situada nessa dimensão!
Os termos publicados no conhecido documento do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) sobre esta questão são contundentes: "Se o batismo, como incorporação no Corpo de Cristo tende, pela sua própria natureza, à comunhão eucarística no corpo e no sangue de Cristo, levanta-se a questão de saber por que um rito separado pode ser acrescentado entre batismo e admissão à comunhão. As Igrejas que batizam crianças, mas recusam-lhes a comunhão na eucaristia antes de um tal rito, deveriam interrogar-se se terão ou não avaliado e aceito plenamente as conseqüências do batismo" (12).

Sem dúvida alguma, a interrogação acima indicada alcança maior gravidade se levarmos em conta o precedente wesleyano e o colocarmos em hesitação e mesmo com a oposição relativas à participação das crianças na Ceia do Senhor ainda nutridas em muitos setores de nossa Igreja a despeito das orientações do Colégio Episcopal (13). Que as lições da história nos ajudem a reavaliar as nossas ações na vida e na missão da Igreja, dando prioridade a quem o Senhor realmente exaltou como herdeiras do Reino.


NOTAS

1 - LUTERO, Martinho. Do Cativeiro Babilônico da Igreja in Obras Selecionadas. São Leopoldo, Sinodal-Concórdia, 1989, v. II, p. 353. De fato a observação de Lutero é correta, como se pode constatar facilmente recorrendo ao próprio tratado do bispo cartaginês, De Lapsis (Dos apóstatas) - cf. capítulos 9 e 25, publicado em Obras de San Cipriano, Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos?La Editorial Católica, 1964, p. 176, 188-9.

2 - CALVINO, João - As Institutas ou Tratado da Religião Cristã. São Paulo, Casa Editora Presbiteriana, 1989, v. IV, p. 332 (IRC, IV, 16, 30).

3 - WALKER, W. op. cit. v.I, p. 348.

4 - Para Ler a História da Igreja, Tomo I: Ds Origens ao Século XV, São Paulo, Loyola, 1993, p. 145.

5 - Teologia do Batismo, São Paulo, Paulinas, 1987, p. 75.

6 - IRC, IV, 16, 30, p. 332 na edição citada.

7 - Ibidem; cf. 1 Co 11.28s.

8 - Cf. P. Dr. Lothar C. Hoch, "Santa Ceia Para Crianças: Sim ou Não" in A Cruz no Sul - Jornal da Igreja Evangélica Luterana de São Paulo, Ano XLVII, nº 2, Abr/1995, p. 2.

9 - John Wesley's Theology Today. New York, Abingdon Press, 1960. O grifo é do autor.

10 - The Works of John Wesley. London, Wesleyan-Methodist Book-Room, 1831, v. I, p. 50.

11 - Ibidem, v. IV, p. 736.

12 - Batismo, Eucaristia e Ministério. Rio de Janeiro, CONIC/CEDI, 1983, p. 21.

13 - Cf. Carta Pastoral do Colégio Episcopal sobre a Ceia do Senhor. São Paulo, Imprensa Metodista, 1996, p. 23-25.

domingo, 19 de setembro de 2010

Igreja Metodista convoca membros para a Campanha Nacional de Oração pelo 19º Concílio Geral


A partir do dia 19 de setembro, terá início a "Campanha de Oração" em favor do 19º Concílio Geral da Igreja Metodista. O objetivo é mobilizar os 86 Distritos Metodistas para atividades de oração e intercessão pela evangelização e expansão missionária no território nacional. O Colégio Episcopal, o Corpo Pastoral e toda a membresia de nossas igrejas são conclamados a este propósito missionário.

Reuniões preparatórias estão sendo realizadas para que, em julho de 2011, o órgão superior de unidade da Igreja se reúna.

Serão 43 semanas e contamos com 86 Distritos. Assim, a cada semana, dois distritos poderão proclamar a Semana de Oração pelo 19º CG da Igreja Metodista, de modo que todos possam participar desta convocação solene, até a data de início do Concílio.

Outra meta é que o Concílio Geral seja momento de reencontro com pessoas queridas, de fortalecimento na fé, de comunhão, de reflexões e decisões que ajudarão nossa Igreja a cumprir sua Missão de participar com Deus para que a Sua vontade seja feita aqui na terra.
Durantes esse período disponibilizaremos pelo site www.metodista.org.br as motivações e pedidos de oração.

Esta é uma orientação do Colégio Episcopal e da Coordenação Geral de Ação Missionária da Igreja Metodista, que estão empenhados para que este Concílio seja abençoador na vida da Igreja.

Soraralmente em Cristo,

Joana D´Arc Meireles
Secretária Executiva para Vida e Missão da Igreja

sábado, 18 de setembro de 2010

E$CÂNDALO$ EM NOME DE DEU$ - VII

Em reportagem publicada, a Revista Época, traz uma reportagem na qual o ex-pastor da Igreja Mundial do Poder de Deus, Givanildo de Souza faz uma série de acusaçãoes a sua ex-denominação.

Na reportagem ele conta que era caminhoneiro quando conheceu, em 1998, o fundador da igreja apóstolo Valdemiro Santiago. Entusiasmado com as promessas de cura, enriquecimento e ressurreição, ele resolveu trocar o caminhão pelos templos. Virou discípulo de Valdemiro e obreiro da Mundial. A dedicação ao altar lhe rendeu promoções. Givanildo passou por várias cidades até ser transferido para Araçatuba, a 525 quilômetros da capital paulista. Lá ficou responsável por 14 igrejas. Como pastor regional, chefiava os colegas e respondia pelo dinheiro arrecadado. Semanalmente, diz, enviava para a sede os montantes recolhidos. O vínculo com a Mundial durou até julho deste ano. Depois de se declarar descontente, Givanildo decidiu sair e agora faz acusações contra a Mundial. Ele afirma que era orientado a distorcer trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação com os fiéis. É a primeira vez que um dissidente da Mundial dá um depoimento assim.

Segundo a revista representantes da igreja foram procurados para comentar, mas não quiseram responder.

A seguir, suas principais afirmações sobre o funcionamento da Mundial.

A pressão por arrecadação

Os líderes da Igreja Mundial, segundo Givanildo, estabelecem metas financeiras a seus subordinados e cobram resultados. “Se eu não dobrasse o valor, ia ser mandado embora com minha família e tudo”, diz. Givanildo conta que, um pouco antes de deixar a Mundial, despachava para a sede cerca de R$ 300 mil por mês, oriundos do bolso dos fiéis. “Depositava na conta da igreja. Às vezes, pediam para levar em mãos.”

A pressão por arrecadação e as técnicas para extrair dinheiro de fiéis, segundo ele, eram ditadas pelo bispo Josivaldo Batista, o segundo homem da Mundial. Josivaldo, diz, lidera a segunda parte dos encontros periódicos de pastores para falar de crescimento financeiro. “A primeira parte da reunião é televisionada. Depois que desligam tudo, o bispo Josivaldo começa a falar: ‘O negócio é o seguinte, se não crescer, vamos fazer umas trocas aí. Vamos botar os pastores lá no fundão do Nordeste, no meio do mato’.”

O uso da Bíblia

Givanildo diz que, nas reuniões, Josivaldo também mostra como usar trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação. “Houve uma campanha feita em cima de Isaías 61:7, sobre a dupla honra. Aí surgiu a proposta de pedir 30% do salário da pessoa.” Esse versículo diz o seguinte: “Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; (…) por isso na sua terra possuirão o dobro e terão perpétua alegria”. Segundo Givanildo, os pastores passaram a pregar que para obter a “dupla honra” era necessário “dobrar” o dízimo e dar mais 10% do salário como oferta. Total: 30%. O “trízimo” ficou conhecido como uma inovação introduzida pela igreja de Valdemiro.

Outra orientação comum, diz Givanildo, é fazer associações simplórias entre números citados em textos sagrados e metas de ofertas. Num trecho bíblico que descreve uma batalha está dito que 7 mil guerreiros “não se dobraram a Baal”. É o que basta para uma associação. Depois de reler essa frase aos fiéis, os pastores passam a pedir doações de 7 mil pessoas, insinuando que se trata de uma determinação bíblica.

A barganha pela água benta

Na Mundial, de acordo com Givanildo, o acesso a bens sagrados são barganhados. Josivaldo, diz ele, mandava distribuir água benta só aos que contribuíssem financeiramente. “A gente tinha de dizer assim: ‘Eu quero 200 pessoas com oferta de R$ 100, que eu vou dar uma água’. Para aquelas que não tinham oferta, não podia dar.”

Os motivos da ruptura

“Eu fazia meu melhor no altar, só que quando chegava nesse momento de pedir oferta não me sentia bem. Ficava enojado”, afirma. “Se a igreja está passando necessidade, não pode ter fazenda, clube.” Givanildo conta que era considerado “rebelde” por não colocar em prática as campanhas de ofertas acima de R$ 100. E, quando o faturamento caía, era acusado de roubo, diz. “Um dia, na reunião, o bispo Josivaldo, querendo me humilhar, gritou assim: ‘Pastor Souza, vem aqui na frente’. Ele disse que tinha uma acusação, que eu estava pegando propina de outros pastores.”

A nova igreja

Fora da Mundial, Givanildo montou sua própria igreja, a Missionária do Amor. Seu primeiro templo, em Araçatuba, tem sistema de som, grafite na parede e quase uma centena de bancos estofados. Com que dinheiro montou tudo isso? “Tem gente que acredita e está me ajudando”, afirma. Sua igreja não parece ser muito diferente da Mundial. Givanildo afirma que, pelo menos no que diz respeito à forma de pedir ofertas, não segue os passos de Valdemiro.

Fonte: Época

sábado, 11 de setembro de 2010

ESCÂNDALOS EM NOME DE DEUS - VI

“A Igreja não é feita de anjos, mas de homens”


Carioca, Padre Edvino Alexandre Steckel, 42 anos, teve uma carreira meteórica ao lado de Dom Eusébio. Doutor em História Eclesiástica, passou a ser visto como o homem que modernizaria a administração da Igreja do Rio. Chegou a encomendar à Fundação Getúlio Vargas (FGV) uma proposta para melhorar a gestão da Arquidiocese. Edvino mora em um apartamento na Lagoa onde recebia muitos políticos: há quatro anos, organizou a ida de 19 vereadores a Roma. Já foi homenageado pela Assembleia Legislativa e pela Câmara Municipal. Apreciador de vinhos, costumava encomendar camisas ao alfaiate que faz os fardões da Academia Brasileira de Letras. Com as mudanças, auxiliares de Edvino foram afastados e ele também perdeu seu cargo de direção na Rádio Catedral.

“A crise na Igreja do Rio ganhou novo capítulo: o novo ecônomo da Arquidiocese, monsenhor Abílio Ferreira da Nova em entrevista a O DIA, série de críticas ao seu antecessor, o padre Edvino Steckel. Segundo o religioso, em abril Edvino gastou boa parte dos R$ 5,150 milhões que a prefeitura depositara, em 31 de março, na conta da Arquidiocese como pagamento de uma ação judicial. Apenas R$ 2 milhões ficaram no caixa.

Responsável pela administração dos bens da Arquidiocese, monsenhor Abílio disse que o dinheiro foi mal-empregado na compra de bens desnecessários e no pagamento de dívidas que ele desconhecia. “O dinheiro sumiu”, afirmou. A verba seria usada na reforma de um prédio no Centro cujo aluguel das salas é a principal fonte de renda da Igreja do Rio.

O padre Edvino foi obrigado a renunciar ao cargo de ecônomo depois que o ‘Informe do DIA’ revelou a compra, pela Arquidiocese, de um apartamento de luxo que serviria de residência no Rio para Dom Eusébio Scheid, arcebispo emérito (aposentado). Dom Eusébio foi o responsável pela nomeação de Edvino para o cargo, no ano passado. O novo arcebispo, Dom Orani João Tempesta, desconhecia a compra do imóvel.

Monsenhor Abílio anunciou também a recontratação da maior parte dos 67 funcionários demitidos na gestão de D. Eusébio e a volta, para a sede da Arquidiocese, das comissões pastorais que foram despejadas — entre elas, a dos refugiados, a de favelas, a do trabalho e a do menor. Segundo ele, o apartamento comprado em dezembro para D. Eusébio por R$ 2,2 milhões deverá ser vendido. O problema é que o interior do imóvel foi destruído para uma reforma inacabada. “Hoje, o apartamento vale muito menos”, lamentou.

As mudanças implementadas por monsenhor Abílio incluem o fim de algumas marcas da gestão de padre Edvino, um homem de 42 anos que não esconde hábitos sofisticados e apreço pelo luxo. Ex-vigário episcopal para a administração dos bens da Arquidiocese, monsenhor Abílio levou um susto ao voltar à antiga sala, então ocupada por Edvino. O local tinha sido reformado e ganhou um revestimento à prova de som que inclui portas de madeira maciça com 5 cm de espessura.

A sala ganhou teto de gesso, nova iluminação e móveis arrojados e caros. Foram comprados dois sofás e duas poltronas da loja Forma, de Ipanema. O DIA apurou que os sofás, de couro, com enchimento de penas de ganso, custam R$ 21.300 e R$ 17.200. O preço de cada uma das poltronas é R$ 6.800. Monsenhor Abílio preferiu usar sua antiga mesa e dispensou uma nova, comprada por Edvino. Levou também para a sala imagens de santos e de Jesus Cristo. “Não havia imagens aqui”, disse. O novo ecônomo também determinou a devolução, por Edvino, do carro importado que ele usava, um Jetta. Um modelo novo custa R$ 85.674. “A Igreja não é feita de anjos, mas de homens”, lamentou o monsenhor. Padre Edvino não foi encontrado pela reportagem.

Monsenhor Abílio também decidiu que os roteiros de missas não vão mais publicar anúncios do cartão de crédito criado na gestão de Dom Eusébio. Segundo ele, o contrato de publicação vencerá em setembro e não será renovado.

Lançado em dezembro de 2006, o cartão foi anunciado como uma forma de arrecadar recursos para obras sociais da Igreja. O cartão, porém, não é vinculado à Arquidiocese, mas à Associação de Solidariedade Justiça e Paz (ASJP), entidade fundada em junho de 2006 por Dom Eusébio e padre Edvino. Seu estatuto não previa o apoio específico a projetos da Arquidiocese. Mesmo assim, a sede da entidade ficava na própria Arquidiocese. A ASJP lançou também um fundo de investimento.

Em setembro de 2008, o ‘Informe do DIA’ revelou que o estatuto da ASJP previa que Dom Eusébio e padre Edvino seriam, respectivamente, presidente e diretor-geral vitalícios da entidade.

ESCÂNDALOS EM NOME DE DEUS - V

O padre polonês Marcin Michal Strachanowski, 44, foi denúnciado por transformar a casa paroquial da igreja Divino Espírito Santo, em Realengo (zona oeste), numa espécie de "masmorra erótica".

O sacerdote também está sendo submetido a processo canônico no Tribunal Eclesiástico, o que pode representar até sua expulsão. Segundo a Arquidiocese do Rio, o padre foi afastado da Igreja do Divino Espírito Santo, em Realengo, em 2008, quando começou a investigação sobre o atentado violento ao pudor contra um adolescente de 16 anos, que havia sido coroinha na mesma paróquia.

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, o religioso teria algemado um jovem, na época com 16 anos, a uma cama e feito sexo oral nele, na casa paroquial. A vítima afirmou que o sacerdote chegou a oferecer dinheiro com a exigência de "silêncio" e o ameaçou, dizendo que "já sabia as flores que colocaria em seu caixão".

"As provas colhidas durante a investigação apontam o indiciado como uma pessoa compulsivamente ligada a sexo com adolescentes. O acusado arregimentava esse rebanho de inocentes jovens para levá-los a sua casa paroquial, subestimando sua alta relevância espiritual para transformá-la numa espécie de masmorra erótica onde submetia estes jovens, inclusive com emprego de algemas, as orgias descritas entre risos nas conversinhas mantidas com seus amigos na internet", escreveu o juiz na decisão.

No processo, o jovem detalha as tentativas do padre em aliciá-lo, inclusive com "beijos lascivos mediante emprego de constrangimento". O adolescente havia deixado a igreja em 2006, após dois anos servindo como coroinha, mas o sacerdote o convenceu a voltar a frequentar a paróquia em 2007. O abuso teria ocorrido próximo ao Carnaval daquele ano.

"Ele solicitou a presença do jovem na casa paroquial, que estava deserta. No quarto, no segundo andar, após algemá-lo à cama, o despiu e nele praticou sexo oral e tentativa de sexo anal ", mostra a denúncia.

Ainda de acordo com a denúncia, em 2006 a vítima que exercia a função de coroinha na paróquia se desligou do grupo religioso, sendo novamente procurado pelo padre denunciado no final do mesmo ano e no início de 2007, ocasião em que iniciaram conversação e troca de correspondências e mensagens de "cunho pornográfico" via internet.

"O denunciado, ainda usando de coerção, colocou um dinheiro no bolso da vítima, e exigiu silêncio, ameaçando que todos ficariam sabendo do ocorrido. Posteriormente, percebendo a recusa do menor em receber suas ligações, o denunciado, ao ser atendido ameaçou de morte a vítima. E o perfil desenhado pela prova indiciaria sua franca capacidade de usar sua postura de padre para executar lavagem cerebral", destaca a denúncia.

O padre é acusado pelos crimes contra os costumes e corrupção de menores. Se condenado por atentado violento ao pudor, ele pode pegar até dez anos de prisão. Embora a modalidade do crime atualmente tenha sido revogado por lei sendo agora considerado estupro à época dos fatos estava previsto no Código Penal. Segundo o TJ-RJ, o padre pode apresentar sua defesa em dez dias.

ESCÂNDALOS EM NOME DE DEUS - IV


Dinheiro, sexo e poder. O trinômio sempre funcionou para bons roteiros de filmes e novelas. Também é atrativo de best sellers e no novo jornalismo são as notícias que mais chamam a atenção. Juntos ou separados dinheiro, sexo e poder são ingredientes de grandes histórias, mas são, também, motivos de queda de muitos Religiosos.


O ecônomo (responsável pela administração dos bens) da Arquidiocese do Rio de Janeiro, monsenhor Abílio Ferreira da Nova, 77, foi preso pela Polícia Federal no aeroporto Tom Jobim, no domingo, quando embarcava para Portugal com 52,8 mil euros (R$ 117,2 mil) e US$ 778.

Ele foi indiciado sob acusação de evasão de divisas, crime com pena prevista de dois a seis anos de reclusão.

Segundo a PF, o religioso transportava 45 mil sem autorização legal na bagagem. A lei obriga passageiros a declarar à Receita a posse de valores em moedas estrangeiras superiores a R$ 10 mil. A quantia foi apreendida, de acordo com a PF.

Outros 7.000 que estavam com o religioso tinham origem comprovada por meio de documento de câmbio do Bradesco, ou seja, atendiam a uma das exigências da Receita.

Por meio da assessoria da Arquidiocese, Abílio disse em nota que viajava de férias para a sua cidade natal, em Portugal, onde iria descansar, cuidar da saúde, visitar parentes e celebrar um casamento e um batizado.

"Levava comigo parte de minhas economias, adquiridas ao longo de anos, cuja procedência é declarada. Minha intenção era ajudar parentes pobres e a paróquia onde fui batizado", disse.

Ele lamentou ainda "o erro de não ter informado, previamente, que estava de posse [do dinheiro]".

Abílio ficou preso no aeroporto até a manhã de segunda-feira (6), quando a Justiça Federal concedeu liberdade provisória. Em seu pedido, ele alegou problemas de saúde e sugeriu até ficar em prisão domiciliar como alternativa à reclusão em presídio.

Em nota divulgada ontem à tarde, a Arquidiocese do Rio afirmou que Abílio havia apresentado pedido de renúncia ao cargo em maio devido a problemas de saúde.

O monsenhor assumiu o cargo no ano passado após o padre Edvino Steckel ser afastado por excesso de gastos, como a compra de um apartamento de R$ 2,2 milhões no Flamengo, zona sul.

A delegacia da PF no aeroporto afirmou que recebeu uma denúncia anônima no sábado (5), comunicando que uma "pessoa chamada Abílio Ferreira da Nova embarcaria às 18h45 no voo 184 da TAP, levando 50 mil sem declaração de imposto".

domingo, 5 de setembro de 2010

ESCÂNDALOS EM NOME DE DEUS - III

Ao ser preso sob a acusação de estupro, o pastor Laercio Eugênio, 53, da Assembleia de Deus, assumiu que tinha, sim, engravidado a garota de 14 anos. Mas não se tratou de violência sexual, afirmou, porque a gravidez da menina foi uma “promessa de Deus”.

O pai da menina é caminhoneiro e a mãe, empregada doméstica. Eles moram em Santana do Livramento, cidade gaúcha de 82 mil habitantes que fica a 498 km de Porto Alegre.

A menina trabalhava de empregada doméstica na casa do pastor - ele é casado - desde os sete anos. Os pais e tios da adolescente são muito religiosos e acreditavam que, na casa do pastor, ela estava bem encaminhada. Mas os abusos começaram quando ela tinha 13 anos, segundo a polícia.

Pela lei, violência sexual até essa idade é considerado estupro, haja ou não consenso da menor, e a pena, nesse caso, é mais pesada.

Na casa da menina a polícia encontrou cerca de 300 cartas trocadas entre ela e o pastor. Na correspondência, a garota demonstra acreditar ter sido mesmo escolhida por Deus para ter um filho com o pastor. Tal inocência pode ser explicada, em parte, pela religiosidade de seus pais.
A polícia confiscou as cartas como provas do crime.

Em entrevista ao jornal Zero Hora, a menina (da foto) falou que, de início, tinha o pastor com um pai. “Mas quando ele começou a falar que Deus tinha me escolhido para ser a mãe do filho dele, eu comecei a acreditar e a gostar dele. Agora já não sei explicar o que sinto por ele.”

Quando a mãe dela descobriu a gravidez por causa dos enjoos, a menina resistiu em contar quem era o pai.

ESCÂNDALOS EM MONE DE DEUS - II

O pastor da Igreja Assembléia de Deus Ministério Plenitude, José Leonardo Sardinha,foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo pelo crime de estupro e atentado violento ao pudor, cometidos por meio de violência presumida. A vítima é uma garota com menos de 14 anos que era fiel da igreja comandada por Sardinha.

A menina acalentava o sonho de namorar um dos filhos do pastor quando entrou na igreja. Segundo a denúncia, depois de perceber o interesse, Sardinha usou de seu poder de orientador espiritual para seduzir a menina. Contou para ela que recebeu uma revelação divina que dizia que para a adolescente alcançar seu sonho precisaria se entregar primeiro ao pastor.

Sardinha disse à menina que teve um sonho profético: se fizesse um sacrifício, como Abraão havia feito na Bíblia, ela conquistaria o seu filho.

O sacrifício em nome de Jesus seria ter com ele relações sexuais por três vezes.

Sardinha recebia mensagens divinas com freqüência, conforme suas pregações aos fiéis, mas nenhuma lhe alertou que ia ser condenado à prisão por estupro e atentado violento ao pudor.

No dia 6 de novembro, a juíza Jucimara Esther de Lima Bueno, da 26ª Vara Criminal Central, de São Paulo, condenou-o a 21 anos de cadeia em regime inicialmente fechado.

Ele já estava preso preventivamente desde 24 de março deste ano no Centro de Detenção Provisória de Vila Independência, para que não intimidasse familiares da vítima, os quais teriam sido perseguidos por fiéis da igreja por algum tempo.

Na sentença, a juíza sublinhou que menina tinha se tornado em “refém do discurso do pastor”.

Ao se entregar pela primeira vez ao Sardinha, a garota, que era virgem, perguntou se o sonho que ele tivera era mesmo ‘de Deus’. O pastor garantiu que sim, que ele nunca brincaria com o nome de Deus. E em um motel, em três diferentes ocasiões, o pastor abusou da menina, em coito anal e vaginal. A menina sentia dores, mas o religioso dizia que sacrifício a Deus é assim mesmo.

Depois de ter feito o ‘sacrifício’, a garota ficou chateada porque a profecia não se cumpriu: o filho do pastor continuava ignorando-a.

Para acalmar a menina, o Sardinha, em um culto, chegou a pregar que as coisas ocorrem no tempo de Deus, não quando as pessoas querem.

O pastor já tinha dito à menina, na terceira vez que a levou para o motel, que ela deveria ser dele, que ele deixaria a mulher para se juntar a ela.

A menina desistiu do filho do pastor e acabou acreditando que o religioso gostava dela. Voltaram a ter relacionamento sexual, agora com o consentimento dela.

Regina, a mãe da menor , disse que não desconfiou de nada. “Ele era um homem de Deus.”

Quando Regina soube do namoro, ela contou para a mulher do pastor, que teria sido perdoado (consta que não foi a primeira vez). Mas logo depois o inferno do pastor ia começar: o caso foi levado ao Ministério Público, que o denunciou à Justiça.
Na Justiça, o pastor se defendeu dizendo que tudo foi invenção da Regina, com quem, disse ele inicialmente, teve um caso extraconjugal. A invenção, portanto, teria sido uma vingança de Regina. O que não ficou provado.

Além disso, em seus depoimentos à polícia e à Justiça, o pastor se contradisse em vários pontos, anotou a juíza Jucimara em sua sentença, de onde foram tiradas as informações deste post.

Acostumado a ludibriar os féis com a oratória, o evangélico foi condenado, em parte, por suas próprias palavras.

ESCÂNDALOS EM NOME DE DEUS - I

Dinheiro, sexo e poder. O trinômio sempre funcionou para bons roteiros de filmes e novelas. Também é atrativo de best sellers e no novo jornalismo são as notícias que mais chamam a atenção. Juntos ou separados dinheiro, sexo e poder são ingredientes de grandes histórias, mas são, também, motivos de queda de grandes pastores.

Nos anos 1980, ele era considerado um paladino da moral e dos bons costumes. O pastor Jimmy Swaggart, um dos mais importantes televangelistas americanos, fazia de seus programas, transmitidos para mais de 40 países – inclusive o Brasil –, uma verdadeira trincheira na luta contra a carnalidade. Pregador eloqüente e carismático, Swaggart reunia famílias inteiras diante da TV e era crítico contundente da pornografia. Ironicamente, caiu justamente por causa dela, num episódio rumoroso envolvendo prostitutas e uma disputa pessoal com o também pregador televisivo Jim Bakker. Proprietário do canal de televisão PTL (Praise the Lord), com 12 milhões de telespectadores apenas nos Estados Unidos, Bakker acabou se tornando um rival de Swaggart. Tudo ruiu quando fotos suas, acompanhado de garotas de programa, chegaram à imprensa. Na época, atribuiu-se o vazamento das imagens a Swaggart. O troco não demorou. Um detetive particular contratado por Bakker não teve muito trabalho para fotografar Swaggart diante de um motel, com o carro cheio de prostitutas. Sem saída, ele confessou que pagava para que elas fizessem strip-tease para ele. Perdoado pela mulher, Francis, ele foi à tevê, chorou e confessou-se arrependido pelo ato. Contudo, sua reputação e ministério foram irremediavelmente abalados.

No fim de 2006, outro escândalo sexual abalou a Igreja Evangélica dos Estados Unidos. Eleito pela revista Time como um dos 25 principais líderes cristãos do país, Ted Haggard admitiu consumir material pornográfico e o envolvimento sexual com um garoto de programa, que o denunciara publicamente. O caso provocou maior espanto porque Haggard era uma das principais vozes contra o homossexualismo. Quem recentemente também admitiu problemas com o chamado mercado de “conteúdo adulto” foi o pastor australiano Mike Guglielmucci, do ministério Hillsong. Ele confessou, após dois anos declarando-se vítima de um câncer terminal – chegou até mesmo cantar com o auxilio de um tubo de oxigênio –, que sua única doença era o vício em pornografia. A farsa gerou um tremendo mal-estar no badalado grupo de louvor australiano. “Eu sou assim, viciado nesta coisa. Ela consome minha mente”, disse, em entrevista a um canal de TV...
Fonte: Gospelvision/ Eclesia

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Igreja Valdense completa 153 anos no Uruguai e Argentina

Em 2010 os valdenses celebram 153 anos de presença no Uruguai. Em 26 de junho de 1857o pastor Charbonnier subiu a bordo de um navio em Gênova e reuniu na rampa de acesso um grupo de emigrantes de Piemonte, para um culto invocando a proteção de Deus, com as palavras do salmo 107: "Fizeram-se ao mar em navios, para negócios na imensidão das águas. As ondas sossegaram, eles se alegraram e Deus os guiou ao porto almejado".

O navio chegou em 24 de setembro de 1857 no porto de Montevideo e se instalaram no Estado de Colonia. Dali, através de um projeto de colonização considerado modelo para a época, os valdenses se espalharam por diversas regiões do Uruguai e Argentina.

A Igreja Evangélica Valdense tem origem anterior à Reforma. Seu fundador foi Pedro Valdo, um rico comerciante de Lyon/França, que em 1173 distribuiu suas posses aos pobres e se converteu em pregador leigo itinerante. Por isso, ele e seus seguidores, foram chamados de "os pobres de Lyon". Pregaram contra a opulência e o luxo da herarquia eclesiástica. Desde o início, os valdenses afirmavam o direito de cada fiel de ter a Bíblia em sua própria língua, sendo somente a Bíblia a fonte de toda autoridade eclesiástica. Os valdenses reuniam-se em casas e grutas clandestinamente, devido à perseguição dos católicos.

A Igreja Valdense está organizada em 15 comunidades no Uruguai e em 10 na Argentina, num total aproximado de 3000 membros ativos.


Colonia Valdense/Uruguai

domingo, 15 de agosto de 2010

IURD e IMPD são declaradas seitas pela IPB

- Algumas decisões da Segunda Sessão Ordinária

- Determinar que ao ministro da IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL não lhe será permitido exercer seu pastorado em denominações neo-pentecostais, conforme o Art. 43 da CI/IPB, por contrariar o prescrito no Art. 33 dos Princípios de Liturgia da IPB.

- O SUPREMO CONSELHO/IPB – 2010 RESOLVE:

1) com base no Relatório da Comissão Especial (CE-2007), determinada pela Resolução SUPREMO CONSELHO/IPB – 2006-006, enquadrar a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) como seita;

2) com base na resolução do SC/IPB – 2006-006, que reafirma a posição do SC/IPB – 1998-117 e no relatório especial CE-2007, determinar que os membros oriundos da IURD deverão ser aceitos mediante batismo e profissão de fé.

- declarar como seita a Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), em razão de suas práticas litúrgicas e doutrinárias, de acordo com a resolução SC/IPB – 2006-006, determinando que todos os membros da IMPD, ao serem recebidos pela IPB, o sejam mediante batismo e profissão de fé;

OS VALDENSES

Pedro Valdo foi um rico comerciante de Lyon, no século XII. Em 1176, teve contato com uma tradução do Novo Testamento e decidiu abandonar todos os seus bens, com exceção daquilo que fosse necessário para o sustento de sua família.

Um grupo de discípulos logo se formou, tornando-se conhecidos como os Pobres de Espírito. Valdo e seus seguidores passaram, então, a pregar suas idéias pela região. Em virtude de sua recusa em interromper suas pregações, eles foram excomungados em 1184.

Valdo também foi um tradutor, que traduziu a Bíblia para o provençal.

Mesmo após a morte de Pedro Valdo, em 1217, seus discípulos continuaram o movimento, sendo nomeados, então, os valdenses.


Desde o início, os valdenses afirmavam o direito de cada fiel de ter a Bíblia em sua própria língua, sendo esta Bíblia a fonte de toda autoridade eclesiástica.

Os valdenses reuniam-se em casas de família ou mesmo em grutas, clandestinamente, devido à perseguição da Igreja Católica. Celebravam a Santa Ceia uma vez por ano. São considerados como uma igreja pré-reformada. Negavam a supremacia de Roma, rejeitavam o culto às imagens como idolatria e eram guardadores do sábado bíblico.

Foram duramente perseguidos na França e na Itália, instalando-se com maior concentração nos vales alpinos de Piemonte, norte da Itália.

A Itália continua sendo o principal país dos Valdenses. Há comunidades valdenses em outros paises, principalmente no Uruguai.

A principal base doutrinária dos valdenses é a chamada Confissão de 1120. É o documento mais antigo da Reforma Protestante e embora não se tenha idéia das condições ou dos autores que o elaboraram, constituiu-se num marco demarcatório para a formação de uma tradição confessional reformada, ainda que de modo algum seja essa tradição homogênea. E de fato o texto da confissão valdense tem poucos pontos em comum com a literatura confessional do século XVI, especialmente com os credos luterano e calvinista, embora não possa ser definido como uma peculiaridade distinta do resto do conjunto dos textos confessionais. Essas aproximações são, em suma, a perspectiva do juízo final (art.9), a explícita condenação da liturgia católica (artgs.10 e 11) e a concordância de que as ordenanças de Cristo dizem respeito apenas à ceia e ao batismo nas águas, sendo excluídas todas as demais. Nesse sentido, o documento confessional dos valdenses pode ser sim considerado um documento reformado, não obstante o perfeccionismo de sua doutrina e outras peculiaridades que são decorrentes do próprio contexto histórico em que se desenvolveu esse movimento. A idéia dos valdenses em torno da predestinação, em particular, aproxima bastante a visão desse grupo das concepções monergísticas dos movimentos do século da Reforma, embora seja difícil falar ainda de um monergismo radical que pressuponha, de algum modo, antevisões do calvinismo extremado do Sínodo de Dort ou da Confissão de Westminster. Mas é evidente que o contexto geral de uma sociedade manietada e dominada até a opressão por uma igreja onipresente e onisciente e cujos líderes espirituais eram mais déspotas do que curas de almas, acabaram influenciando o desenvolviemnto doutrinário do movimento valdense em direção não só à auto-exclusão do mundo, mas ao sectarismo mais radical, inclusive no que tange aos demais movimentos reformados considerados, no mínimo, tão despóticos e arbitrários quanto os sequazes do romanismo, e passando a exigir, por conseguinte, uma eclesiologia e uma dogmática que lhe fossem acessíveis e peculiares, definindo desse modo a sua identididade confessional.

1º - Cremos que há um só Deus, que é Espírito – o Criador de todas as coisas – o Pai de tudo, que é sobre tudo, e por tudo e em tudo; o qual deve ser adorado em espírito e em verdade – do qual dependemos continuamente, e a quem rendemos louvor por nossa vida, alimento, abrigo, saúde, enfermidade, prosperidade, e adversidade. Nós O amamos por ser a fonte de toda bondade; e O reverenciamos pois é o ser sublime, que sonda e prova os corações dos filhos dos homens.
2º - Cremos que Jesus Cristo é o Filho e a imagem do Pai – que nEle habita toda a plenitude da Deidade, e que por Ele somente conhecemos ao Pai. Ele é o nosso Mediador e advogado; e não há outro nome dado debaixo do céu em que possamos ser salvos. Em Seu nome somente nos achegamos ao Pai; não nos utilizamos de orações além daquelas contidas nas Sagradas Escrituras, ou das que estão em concordância com elas.
3º - Cremos no Espírito Santo como o Consolador, que procede do Pai e do Filho, por cuja inspiração somos ensinados a orar, sendo renovados por Ele em nossas mentes; quem nos faz novas criaturas para as boas obras, e de quem recebemos o conhecimento da verdade.
4º - Cremos que há somente uma igreja santa, que compreende a assembléia dos eleitos e fiéis que existiram desde o principio do mundo e que existirão até o fim. O
Senhor Jesus Cristo é o cabeça dessa igreja – ela é governada por Sua Palavra e
guiada pelo Espírito Santo. Na igreja é necessário que os cristãos tenham
comunhão. Cristo intercede por Ela sem cessar, e Sua oração por ela é a mais
aceitável diante de Deus, sem a qual de fato não haveria possibilidade de
salvação.
5º - Sustentamos que os ministros da igreja devem ser irrepreensíveis tanto na vida como na doutrina; se se prova o contrário, eles devem ser depostos de seu ofício, e substituídos por outros; e que nenhuma pessoa pode presumir de tomar esta honra para si mesma senão aquele que é chamado por Deus como o foi Arão – que os deveres dos tais são alimentar o rebanho de Deus, não por lucro, ou como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas como exemplos para o rebanho, em palavra, em conversas, em caridade, em fé e em castidade.
6º - Afirmamos que os reis, príncipes e governadores são os ministros designados por Deus, aos quais temos que obedecer [em todo assunto legal e civil], porque portam a espada para defender o inocente e castigar aquele que faz o mal; essa é a razão por que devemos honrá-los e pagar-lhes tributo. Ninguém pode se excluir desse poder e autoridade, como vemos no exemplo do Senhor Jesus Cristo, o qual voluntariamente pagou o tributo, sem tomar para si mesmo jurisdição alguma do poder temporal.
7º - Cremos que a ordenança do batismo em águas é o sinal visível e externo que representa aquilo que, pela virtude da operação invisível de Deus está dentro de nós – isto é, a renovação de nossas mentes, e a mortificação dos nossos membros por meio da fé em Jesus Cristo. E por essa ordenança somos recebidos na santa congregação do povo de Deus, havendo professado e declarado nossa fé e novidade de vida.
8º - Mantemos que a ceia do Senhor é uma comemoração dos (e em agradecimento pelos) benefícios que temos recebido por Seus sofrimentos e morte – e que deve ser
recebida em fé e amor – examinando-nos a nós mesmos, de forma que possamos comer o pão e beber do vinho, como está escrito nas Sagradas Escrituras.
9º - Sustentamos que o matrimônio foi instituído por Deus, que é santo e honorável, e
que não deve ser proibido a ninguém, se não houver restrição por parte da Palavra de Deus.
10º - Asseguramos que todos aqueles em que habita o temor de Deus serão guiados a agradá-lo, e a abundar em boas obras [do Evangelho], as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas – amor, gozo, paz, paciência, benignidade, bondade, mansidão, sobriedade, e todas as demais boas
obras a que se exorta nas Sagradas Escrituras.
11º - Por outro lado, confessamos que consideramos nosso dever ter cuidado com os falsos mestres, cujo objetivo é desviar as mentes dos homens da adoração verdadeira de Deus, e levá-los a pôr sua confiança na criatura, ao se apartarem das boas obras do
Evangelho, e colocarem sua atenção nas invenções dos homens.
12º - Temos o Antigo e Novo Testamento como nossa regra de vida, e concordamos com a confissão de fé denominada Credo dos Apóstolos.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

OS MENOMITAS

Os Menonitas (ou Mennonitas) são um ramo dos Anabatistas, movimento religioso surgido na Europa na época da Reforma.

O testemunho pessoal e a perseguição religiosa levaram os anabatistas e a nova doutrina a diferentes países da Europa, surgindo inúmeras igrejas inicialmente na Suíça, Prússia (atual Alemanha), Áustria e Países Baixos. Neste último, um dos grandes líderes anabatistas foi Menno Simons (1496-1561), cuja influência sobre o grupo foi tão profunda (moderada para alguns) que seus adversários passaram a chamar aos anabatistas de "menonitas".

O principal ponto de discórdia entre os menonitas e seus perseguidores era o batismo infantil. Os menonitas acreditam que a igreja deve ser formada a partir de membros batizados voluntariamente. Isso não era tolerado pelo Estado, nem pela igreja católica nem pela igreja protestante oficial da época.

Os menonitas tiveram durante a sua história diversos pontos de discórdia entre si o que sempre acabou levando a divisões e novas denominações entre eles, como por exemplo os Amish.

Durante o século XVI os menonitas e outros anabatistas foram duramente perseguidos, torturados e martirizados. Por isso muitos deles emigraram para os Estados Unidos, onde ainda hoje vive a maior parte dos menonitas. Eles estão entre os primeiros alemães a imigrarem para os Estados Unidos.

Em 1788, a convite de Catarina, a Grande, imperatriz da Rússia, agricultores menonitas da Prússia (atualmente Alemanha e Polónia) emigraram para Chortitza (em 1789) e Molotschna (em 1804) no sul da Rússia (atualmente Ucrânia). Com o passar do tempo, por escassez de terra e outros motivos, surgiram muitas outras colonizações menonitas que lutaram pelo seu bem-estar espiritual, cultural e material em diversas regiões da Rússia Europeia e asiática.

terça-feira, 27 de julho de 2010

OS BATISTAS

Em 1608, em virtude de perseguição aos grupos separatistas na Inglaterra, Jhon Smyth (1554 - 1612) e Thomas Helwys refugiaram-se na Holanda. No ano seguinte, Smyth adotou a doutrina do "batismo de crentes". Smyth realizou seu próprio batismo, passando a batizar outras pessoas, formando, em seguida, uma comunidade de 38 membros. Dessa forma iniciou-se a Igreja Batista, embora não com essa denominação. Ademais, os primeiros batismos foram por aspersão

Smith faleceu em 1612, holanda. Uma parte da comunidade holandesa uniu-se à Igreja Menomita, mas Helwys regressou a Inglaterra como remanescente dessa comunidade. Nesse mesmo ano, 1612, Helwys e Jhon Murton organizaram, em Spitalfields, na periferia de Londres, uma Igreja Batista com dez membros. Em 1626, os batistas na inglaterra já somavam 150 pessoas, em cinci igrejas, e, em 1660, o número de igrejas na Inglaterra atingia 131.

Os batistas oriundos do avivamento de Smyth foram denominados "batistas gerais". Adotaram a teologia arminiana. Os "batistas particulares", de orientação teológica calvinista, surgiram em Londres, em 1630, separando-se do congrecionalismo.

No século XVI, foram elaboradas algumas confissões de fé pelos batistas inglesses, como a Primeira Confissão de Fé de Londres (1644) e a Segunda Confissão de Londres (1689). Uma das principais caracteristicas das igrejas batistas aparece nessas confissões, o "batismo de crentes". A Confissão de 1644 sustenta que o batismo só é feito para os que têm fé.


OS BATISTAS NO BRASIL

Por força da Guerra Civil Americana ocorrida nos Estados Unidos em 1865, os os cidadãos dos Estados Unidos começam a buscar outras terras onde pudessem tentar a vida.

Em 1871, os Batistas emigrados dos Estados Unidos organizam a Primeira Igreja Batista do Brasil em Santa Bárbara d'Oeste. Anos mais tarde, em 1879, outro grupo de emigrados americanos fazem surgir a segunda Igreja Batista em solo brasileiro em Santa Bárbara d'Oeste, no Bairro da Estação, onde atualmente se localiza a cidade de Americana.

Enquanto isto, no Recife o Missionário Batista William Buck Bagby converte um Sacerdote Romano, Antonio Teixeira de Albuquerque. Após a conversão, Teixeira de Albuquerque tentou refugiar-se em Maceió, sua terra natal, mas, diante da perseguição romana, acode-se em Capivari, no Estado de São Paulo. Vindo a conhecer os Batistas em Santa Bárbara d'Oeste, aceita o Batismo, é ordenado como Pastor Batista e ajuda a comandar a evangelização que se iniciava entre brasileiros, franceses, ingleses e americanos. Os Batistas de então, em Santa Bárbara d'Oeste, se unem para solicitar a Junta de Richmond, dos Estados Unidos, o envio de missionários ao Brasil. Em razão do trabalho de evangelização intenso que já realizavam entre os nativos, percebem a abertura dos brasileiros para receberem o evangelho. Logo em 1881 chegam, William Buck Bagby e Ana Luther Bagby; Zacarias Taylor e Katarin Taylor. Os primeiros missionários são recebidos em Santa Bárbara d'Oeste e logo filiam-se à Igreja Batista existente e começam a estudar a língua portuguesa, tendo Antonio Teixeira de Albuquerque como professor.

Pouco tardou para que os dois casais de missionários americanos, unindo-se a Antonio Teixeira de Albuquerque rumassem para o Estado da Bahia, onde em 1882, com cartas de transferência das igrejas em Santa Bárbara d'Oeste, organizaram a Primeira Igreja Batista em Salvador. Em um ano aquela igreja já contava 70 membros, vale lembrar que a cidade de Salvador também possuia uma comunidade de imigrantes americanos que fugiram da Guerra de Secessão. O Pastor Antonio Teixeira de Albuquerque, casado, rumou para Maceió, onde organiza a Primeira Igreja Batista e prega para seus pais. A vida de Teixeira de Albuquerque foi curta, vindo a falecer aos 46 anos de idade. O Brasil não resiste as pressões sociais e políticas, internas e externas, vendo capitular o Império, sendo proclamada a República, em 1889. Nela a liberdade religiosa estava consagrada na Constituição, ainda que, por enquanto, apenas no papel. A influência evangélica era forte em todas as grandes decisões da nação, incluindo a libertação dos escravos, em 1888.

De Salvador, os missionários seguiram para outras capitais, plantando igrejas. De volta a São Paulo, com outros missionários recém-chegados foram organizando outras novas igrejas a partir de 1899 em São Paulo, Jundiaí, Santos, Campinas, São José dos Campos. Já em 1904 eram 7 Igrejas Batistas no Estado de São Paulo. Essas, reunindo-se em Jundiaí, organizaram em 1904 a Convenção Batista do Estado de São Paulo, então chamada de União Baptista Paulistana. Em 1914, eclode a Primeira Guerra Mundial, que faria ferver até 1918 toda a Europa. A Europa, destruída, vê muitos de seus habitantes saírem em busca de novas terras. O Brasil, e, principalmente o Estado de São Paulo, com um grande avanço na agricultura, (café, cana de açúcar e cereais) torna-se alvo de muitos desses europeus. Fugindo da guerra, aportam por aqui muitos protestantes, somaram-se a eles as dezenas de casais de missionários americanos que continuavam chegando.

domingo, 25 de julho de 2010

Unção Financeira dos$ último$ dia$: Eu Quero!!!

E olhando para os empresários disse: Venham a mim, todos os que querem alguma vantagem da religião. Vocês serão cabeça e não cauda. Comerão o melhor da terra! Unam-se a mim, e eu lhes farei milionários. Aprendam comigo, que sou malandro e esperto de coração. Espertos são os que riem da desgraça alheia. Espertos são os que gostam de ver o circo pegar fogo. Espertos são os que têm fome e sede de sucesso. Eu saciarei seu ego!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Unção Financeira?

“Filho, eu quero que você diga a meu povo que, nestes últimos dias, eu tenho uma unção (financeira?) muito especial para derramar sobre eles”.(Morris Cerullo)


“Se você quer que Deus te dê a unção financeira, a unção financeira dos último$ dia$, eu quero que você pegue esse telefone, eu quero que você faça um compromisso, para 900,00 Reais. E você diz: 'Irmão Cerullo, eu nunca fiz isso na minha vida, especialmente para um programa de televisão!’, mas eu te digo: Quando você semear o que Deu$ está no$ pedindo para fazer hoje, você vai receber da parte de Deus algo que você nunca recebeu antes. Por que 9? Por que eu estou pedindo por 9? Eu vou tedizer por quê. Por que este é o ano de 2009. E os números são importantes para Deus. No ano passado foi 2008, e você se lembra que celebramos um novo começo, porque o número 8 significa um novo começo. [...] 9 significa completo; 9 significa cumprimento total [...] Ouça a voz de Deu$ hoje. Se você for ao telefone e fizer este compromisso, para semear 900 Reais, e você disser: ‘Deus, eu quero dar um passo na minha unção financeira dos últimos dias’, Morri$ é profeta de Deu$, eu te prometo que antes de chegar o dia primeiro de janeiro, toda promessa, toda profecia, [...] você que está sentado em sua casa, repita comigo “nove”, este é o momento de Deus para cumprir toda profecia, toda promessa.” (Morris Cerullo)

terça-feira, 20 de julho de 2010

OS PRESBITERIANOS

Uma tentativa de implantar o protestantismo reformado na Escócia deu-se com George Wishart, que havia estudado na frança. Foi condenado à morte na fogueira, em 1546.

A implantação da reforma na Escócia deve-se a João Knox, que esteve em Genebra como refugiado, tendo sido aluno de João Calvino. Knox retornou à Escócia em 1559. Em 1560, o Parlamento adotou oficialmente a fé reformada, abolindo o catolicismo. Knox e outros prepararam uma declaração de fé, a Confissão Escocessa (1560). Nas ilhas britânicas, o protestantismo reformado passou a ser deniminado "presbiterianismo", o que significa uma rejeição ao regime episcopal.

No entanto, de 1561 a 1567, a Escócia foi governada por Maria Stuart, rainha Católica. Com a morte de knox, o presbiterianismo escocês foi liderado por Andrew Melville (1545 - 1622), que também havia sido refugiado na Suíça. Os sucessores de Maria Stuart não foram Católicos, mas procuram impor a Escócia o anglicanismo.

No século XVII, o rei Carlos tentou impor o anglicanismo e sua liturgia na Escõcia, todavia, o rei encontrou ressistência mesmo na Inglaterra. Ao convocar a eleição de um novo Parlamento na Inglaterra, consagrou-se a maioria puritana (Na Revolução Puritana, o Parlamento suprimiu o Episcopalismo. Foram mortos o rei Carlos -Decapitado- e o Arcebispo Laud, de Catuária). Nesse periodo, o Parlamento convocou a assembleia de Westminster (1643-1648), que redigiu a Confissão de Fé e os Catecismos maior e breve de Westminster, documentos que se tornariam padrão doutrinário principal do presbiterianismo no mundo. Os presbiterianos fizeram um pacto nacional ficando conhecido como covenantes, ou seja, pactuantes, no século XVII. Enfim, em 1689, o presbiterianismo estabeleceu-se de modo definitivo.



PRESBITERIANISMO NO BRASIL



A inserção do presbiterianismo no Brasil vincula-se ao missionário Ashbel Green Simonton (1833 - 1867). Simonton desembarcou no Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, prodedente dos EUA, enviado pelas Igrejas Presbiterianas dos Estados Unidos da América.

Em 25 de julho de 1860, chegou ao Brasil o Reverendo Alexander Blackford (1829 - 1890), cunhado de Simonton, com sua família. Em 1861 Simonton visitou colônias de alemães no Estado de São Paulo, tendo providenciado a vinda do missionário Francis Joseph Scheider (1832 - 1910), que segou em dezembro, para atender a esses colônos.

Simonton e Sheider organizaram a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro em 1862, pastoreada por Simonton até 1867, ano em que faleceu.



Fonte: Curso de História da Igreja de Carlos Jeremias Klein

quinta-feira, 15 de julho de 2010

OS CONGREGACIONAIS

O Congregacionalismo teve suas otigens na Inglaterra em fins do século XVI e inícios no século XVII, certamente em grupos puritanos. Diferente de outros países da Europa, na Inglaterra, a Reforma surge como iniciativa do próprio Rei Henrique VIII. As causas que levou a Inglaterra a romper com Roma são múltiplas, estão ligadas a questões de ordem intelectual, política, religiosa e pessoal que se tornou a causa direta da ruptura, pois o desejo do Rei de contrair um novo casamento não era aprovado pela igreja.

O fato é que a igreja da Inglaterra separa-se de Roma administrativamente, mas, em sua teologia e eclesiologia, mantém o mesmo paradigma romano. Passa por várias fases e essas fases são determinadas pelas tendências teológicas que seus monarcas defendem. Por isso que, na Inglaterra, ora o pêndulo teológico estava para o romanismo ora para o protestantismo.

Neste clima de indefinição teológica e de forte presença na igreja anglicana, tanto em sua liturgia como também em sua eclesiologia de elementos romanistas, é que surge o puritanismo. O grande lema apresentado e defendido pelos puritanos era o de libertar a igreja da Inglaterra dos elementos papistas, ou seja, da teologia Romana. Uma das grandes bandeiras defendidas e discutidas entre teólogos puritanos foi a questão da eclesiologia. Portanto, desses embates teológicos surgirão dois grupos que se opõem ao modelo episcopal defendido e aplicado nas igrejas anglicanas: são eles os independentes, também conhecidos como congregacionais, e os separatistas.

O que se buscava entender era qual deve ser a relação da Igreja com o Estado. Até que ponto o Estado deve intervir na vida e nos caminhos da Igreja. Os independentes queriam a separação entre a Igreja e o Estado e a adoção do sistema congregacional para a igreja. Essencialmente foi isto que se perpetuou ao longo da história do congregacionalismo: a isenção da intervenção estatal e a aplicação da democracia no governo da igreja, buscando quebrar o abismo entre o clero e o leigo, aplicando a doutrina do sacerdócio universal de todos os crentes, relacionando-a não apenas ao serviço ministerial e à liberdade de acesso à presença de Deus, mas também a questões de ordem administrativa.

Henry Jacob (1563 – 1624), que pode ser considerado o fundador do congregacionalismo puritano, foi preso por crer que cada congregação deveria ser livre para escolher seu próprio pastor, determinar seu programa e administrar seus negócios.

IGREJAS CONGREGACIONAIS NO BRASIL

Em 1855 chegaram ao brasil Robert Reid Kalley e sua mulher Sarah Poulton Kalley, que organizaram, em 1858, a Igreja Evangélica Fluminense, nos moldes do congrecionalismo.

A partir de fevereiro de 1865, Kalley recebeu como pastor auxiliar o missionário episcopal Richard Holden. Este homem foi influenciado pelo dispensacionalismo de J.N. Darby, causando apreensões em Kalley, conforme relata Sarah, em 1871: "holden tem criado certa dificuldade entre os moços, devido, em parte, às doutrinas excêntricas e extraordinárias que resolveu adotar - o que tem entristecido meu marido."


O casal Kelley organizou também a Igreja Evangélica Pernambucana, em 1873, tendo ,depois, à Grã-Betanha.

domingo, 11 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

Unidade na Diversidade


E a divisão não para...

Qualquer pessoa que ande pelas ruas das grandes cidades brasileiras há de ficar impressionado com a quantidade de igrejas evangélicas. São templos, pontos de pregação, salas e até portinhas, onde o nome de Jesus é exaltado e o povo de Deus reúne-se para exercer a sua fé. Símbolo da expansão do segmento evangélico na sociedade brasileira, a proliferação de igrejas, se por um lado possibilita a disseminação da Palavra de Deus, por outro, gera situações curiosas. Há ruas com vários templos e até mesmo congregações que funcionam coladas parede a parede. Agora, engraçado mesmo – com todo respeito, claro! – é conferir o nome de algumas igrejas. Existe, por exemplo, uma certa Assembléia de Deus Com Doutrinas e Sem Costumes, no subúrbio do Rio de Janeiro. No interior de Minas, funciona a Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará. Isso sem falar na Igreja Cuspe de Cristo, em São Paulo.
Pode-se discutir o gosto de quem inventa tais nomes, mas o fato é que os aproximadamente 26 milhões de evangélicos brasileiros têm à disposição um variadíssimo cardápio de opções para filiação religiosa. Curiosos, bizarros e imaginativos, os nomes de igrejas, digamos, originais, compõem uma extensa lista: há, por exemplo, a Igreja Pentecostal Alarido de Deus, de Anápolis (GO), cujos cultos não devem ser nada silenciosos; a Igreja Evangélica Deus Pentecostal da Profecia, de São Mateus (ES), que não deixa dúvidas sobre o caráter avivado do povo que se reúne ali; ou ainda a Igreja Evangélica Vida Profunda, da Itaperuna (RJ), onde o crente, já na entrada, recebe um estímulo para deixar de lado a superficialidade na sua relação com Deus. Já a Igreja da Revelação Rápida parece ter sido feita de encomenda para os fiéis mais apressadinhos. Há ainda muitas outras (ver quadro), quase sempre pequenas denominações pentecostais dirigidas por líderes leigos, onde o que vale é a espontaneidade litúrgica e uma boa dose de improvisação.
Mais do que simples tendência, a proliferação das igrejas evangélicas, há alguns anos, já chama a atenção como fenômeno sociológico. Nos anos 90, o Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser) debruçou-se sobre os números e chegou a uma conclusão de espantar: só no Grande Rio, cinco novas igrejas surgiam... por semana! E as coisas só aumentaram de lá para cá. Números confiáveis não existem, mas levantamentos realizados por entidades missionárias apontam para a existência de cerca de 150 mil templos e casas de culto evangélicas no país. “Hoje, há uma média de 1,5 mil pessoas por igreja no Brasil”, diz o pesquisador Louranço Kraft, do Serviço para a Evangelização da América Latina (Sepal). Claro, elas concentram-se nos centros urbanos. Em regiões como a Amazônia ou o interior do Nordeste, a presença evangélica permanece extremamente rarefeita. Razões para tanto crescimento não faltam – além do evangelismo ostensivo, responsável por novas conversões, as igrejas evangélicas costumam receber muitos ex-fiéis de outras confissões, como o catolicismo e o espiritismo.
Há ainda outro aspecto – a ruptura com antigos dogmas, como restrições quanto a usos e costumes e normas rígidas de vestuário. “Os evangélicos aboliram a vida ascética que antes preconizavam”, avalia o doutor em sociologia Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais – Sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Edições Loyola). Segundo ele, os crentes, cada vez mais adaptados à sociedade, conseguem fazer seu discurso penetrar com mais facilidade, atraindo novos adeptos até mesmo em setores das classes média e alta, tradicionalmente mais avessos à mensagem do Evangelho.
Bem menos acadêmico, mas igualmente sintomático, é o estudo desenvolvido por Orlando Corrêa Neves Castor, 17 anos, estudante de tradições e cultos religiosos. Ele, que mora em Teresópolis (RJ), criou um site sobregrejas com nomes curiosos (www.igrejologia.hpg.ig.com.br). Evangélico, o rapaz conta que a idéia de elaborar a página virtual veio depois de ver tantos nomes diferentes de igrejas. “Comecei o trabalho procurando em listas telefônicas de vários estados”, conta. “Depois, muitas pessoas se interessaram e começaram a mandar colaborações para a lista. Alguns nomes adotados são bem exóticos.”
“Sede mundial” – Segundo Orlando, a maioria das igrejas com este perfil tem localização restrita, ao contrário das denominações mais antigas e tradicionais, como Metodista, Quadrangular ou Luterana, cuja abrangência é nacional. “Noventa por cento delas funcionam em pequenos imóveis alugados, em bairros pobres”, comenta o estudante. No meio do bolo, há uma proliferação desenfreada de congregações evangélicas, muitas delas funcionando sem alvará e à margem de outras exigências legais. “Além disso, a falta de cultura e informação de seus criadores é patente”, aponta. Como exemplo, ele cita uma certa Igreja Evangélica Muçulmana Javé É Pai, e outra, tão bizarra quanto: Igreja Cristã Evangélica Espírita Nacional. “Nos dois nomes há união de religiões que não se relacionam entre si. Como um evangélico pode ser muçulmano ou espírita ao mesmo tempo?”, indaga.
Orlando não esconde que o objetivo do bem humorado levantamento que fez é, também, “criticar abusos praticados em nome da fé das pessoas”. Há pouco tempo, o jornal carioca Balcão, especializado em classificados de todo tipo – ali vende-se varas de pesca, violoncelos, apartamentos, coleção de gibis do Homem-Aranha e tudo o que se possa imaginar –, publicou um anúncio esquisitíssimo. Anunciava-se a oferta de uma igreja evangélica, equipada com som e móveis e que tinha “cerca de 200 membros”, que talvez jamais imaginassem virar objeto de uma transação do gênero. O problema é que fica muito difícil separar o trigo, ou seja, aqueles crentes sérios cujo objetivo ao abrir uma igreja é simplesmente atender um chamado divino e fazer a obra do Senhor, do joio – no caso, os picaretas que vêem a criação de uma congregação apenas como opção de negócio.
A multiplicação de igrejas só acontece porque, no Brasil, é muito fácil abri-las. É o que diz Rubens Moraes, 71, pastor da Assembléia de Deus de Madureira, no Rio. Ele também é contador e trabalha há quase 40 anos na área de legalização de entidades evangélicas. “Para se abrir uma igreja, não é necessário muita coisa”, explica. “Junta-se uma diretoria composta por oito pessoas; depois convoca-se uma reunião para emitir a ata de fundação. A partir daí, basta elaborar o estatuto e registrá-lo no cartório”, ensina. Com este registro, é possível solicitar o cartão do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, o CNPJ, o que pode ser feito até pela internet.
Segundo Rubens, todo o processo é baratíssimo. “Se o próprio interessado quiser fazer tudo, vai desembolsar cerca de R$ 250. Caso prefira contratar um contador, o gasto fica entre 600 e mil reais.” Isso, claro, se o empreendedor não preferir fazer tudo clandestinamente e atuar ao arrepio da lei. Especialista no assunto – ele é autor do livro Legislação para igrejas e entidades sem fins lucrativos, editado pela CPAD –, Rubens Moraes admite que não há como exercer controle sobre quem resolve criar uma igreja. “A lei permite a abertura por qualquer pessoa, mas não pode avaliar os interesses e a seriedade de cada um. Isso abre oportunidades para os aventureiros.” Ele conta que foi procurado recentemente por uma empresária que decidiu colocar uma igreja em seu nome. “Ela construiu, com o seu dinheiro, a comunidade. Apesar de não ser pastora nem nada, ela tem direito de tornar-se presidente da obra.”
Outra estratégia muito utilizada, até mesmo em busca de legitimidade, é a inclusão do nome de uma denominação já conhecida. É grande a quantidade de comunidades independentes que adotam, por exemplo, nomes como “Assembléia de Deus de tal-tal-tal, ou “Igreja Batista disso-ou-daquilo”, mesmo sem ter quaisquer vínculos com as convenções batistas ou assembleianas estabelecidas. “Este tipo de procedimento nos incomoda bastante, inclusive porque não temos qualquer controle sobre a doutrina ou liturgia praticada nestas igrejas”, comenta um pastor ligado à Convenção Batista Fluminense que, para evitar constrangimentos de parte a parte, pediu para não ser identificado.
Ele diz que a entidade já teve problemas com isso – segundo o pastor, houve casos, por exemplo, de fiéis dessas igrejas de linha independente buscarem algum tipo de satisfação por desvios de conduta de seus líderes. “A marca ‘Igreja Batista’ é respeitada até mesmo fora dos meios evangélicos. Então, há pessoas que se aproveitam disso e usam o nome de nossa denominação para passar credibilidade.” Interessante, também, é a megalomania encerrada em nomes grandiloqüentes, tais como “sede mundial” ou “ministério internacional”. Às vezes, igrejinhas que possuem um único templo ostentam, orgulhosas, placas com tais dizeres. Isso quando o nome do mandachuva não aparece em letras garrafais, às vezes, maiores até do que os nomes “Deus” ou “Jesus”.
Bacalhau com feijoada – O professor Paulo Donizéti Siepierski, 43 anos, crente batista de Recife (PE) e membro da Associação Brasileira de História das Religiões, aponta noutra direção. Para ele, a criatividade dos nomes é fundamental para o sucesso do empreendimento. “A concorrência no ‘mercado religioso’ tornou-se bastante acirrada nos últimos anos. Então, a necessidade de se diferenciar neste ‘mercado’ passou a ser imperativa”, explica. Paralelamente, salienta o estudioso, ocorreu uma crise de fidelidade no denominacionalismo. “Uma vez que as pessoas não estão mais buscando respostas convencionais, como as que as igrejas históricas oferecem em suas confissões de fé, mas ao contrário, estão atrás de uam espécie de bricolagem, passou a ser natural que os próprios nomes das novas igrejas simbolizassem tal possibilidade.”
Irônico, o professor usa como comparação os restaurantes de comida a quilo. “No restaurante tradicional, você recebe um cardápio com pratos já montados; no de refeições por quilo, o cliente é quem escolhe a combinação de alimentos, por mais contraditório que possam parecer. Dá até para misturar bacalhau com feijoada.” Sipierski vai além: para ele, a sobrevivência da nova igreja dependerá em grande parte da capacidade em expressar, através de seu nome, aquilo que ela pensa ser sua vantagem comparativa em relação à concorrência. “Precisamos entender que as pessoas não estão em busca de uma doutrina supostamente correta. Hoje, muitos buscam solução para seus problemas e um lugar onde se sintam bem.”
“Tanta criatividade não é bom sinal”, faz coro o historiador Jaime Francisco de Moura, 42, de Brazilândia (DF). Católico, ele é autor do livro As diferenças entre a Igreja Católica e igrejas evangélicas e bate pesado: “Muitas dessas igrejas com nomes fantásticos e chamativos prejudicam o cristianismo”, radicaliza. Para Moura – que, como muitos católicos e o próprio papa, insistem em chamar correntes pentecostais de “seitas” –, o crescimento destas novas denoninações tende a aumentar. “A Palavra de Deus é sagrada e não pode estar na boca de qualquer indivíduo. É preciso haver autoridades competentes para proclamar o Evangelho. Muitos acham que são iluminados pelo Espírito Santo, mas no fundo são movidos pelo erro e pelo engano”, reclama. Na opinião do historiador, qualquer pessoa que pretenda assumir um cargo de dirigente espiritual deveria ter, no mínimo, curso de teologia ou filosofia. Por mais que seja desejável estabelecer critérios deste tipo, contudo, não se deve esquecer que a história do cristianismo está cheia de líderes leigos que fizeram um tremendo trabalho espiritual, a começar pelos próprios discípulos de Jesus – os quais, segundo seus contemporâneos, eram homens “iletrados e incultos”, mas foi através deles que a a fé cristã chegou até nós. Isso sem falar na explosão evangélica verificada no Brasil na segunda metade do século 20, protagonizada, quase sempre, por pastores sem qualquer formação teológica. E não é apenas no protestantismo que o laicato tem destaque. Nas comunidades eclesiais de base, berço da renovação do catolicismo durante os anos 60 e 70, destacavam-se os líderes leigos.
Revelação de Deus – Na outra ponta, pastores que dirigem comunidades que poderiam entrar em qualquer levantamento sobre denominações curiosas, demonstram não apenas convicção espiritual, como também, muita consciência de seu papel. Caso do pastor José Basílio dos Reis, 55 anos, responsável pela Igreja Assembléia dos Primogênitos, de São Paulo. Ele explica que a denominação surgiu devido a uma revelação divina, e admite que ter um nome diferente atrai algumas pessoas para a congregação. “Muitos chegam movidos pela curiosidade, e acabam tendo um encontro com Cristo”, salienta. Contudo, o pastor exorta que, antes de se filiar a qualquer igreja, é fundamental que o aspirante a membro observe suas normas, conheça os líderes e, acima de tudo, peça a orientação do Senhor. “Hoje, há muita gente criando igrejas apenas para arrecadar dinheiro. Isso é um escândalo”, indigna-se.
Para o pastor Mizael Lima de Souza, presidente da Igreja Universal Assembléia dos Santos, com sede em São Paulo, mais importante do que o nome é a valorização do Evangelho e uma conduta justa e transparente que possa dar exemplo à sociedade. “Quando vamos evangelizar, muita gente pergunta se nossa igreja é uma mistura da Universal [do Reino de Deus] com a Assembléia [de Deus], e eu explico que não”, diz ele. O pastor conta que o nome surgiu de uma revelação divina a uma senhora crente há 45 anos – bem antes, portanto, do surgimento da Igreja Universal, a do bispo Edir Macedo, fundada em 1977. “Essa irmã era professora da Escola Bíblica e certo dia foi orar, pois via que sua igreja não obedecia certos preceitos bíblicos. Então, o Senhor disse a ela que o seguisse, pois iria usá-la para levantar uma obra à semelhança da Igreja Primitiva”. Mizael explica que o nome de sua denoninação é baseado nas passagens bíblicas de Hebreus 12:22 e Salmo 89:5. “Mas o que caracteriza mesmo a Igreja do Senhor é se ela tem ou não compromisso com Deus”, conclui. (Colaboraram Marcelo Santos e Marcos Stefano)

Curiosos e criativos

Algumas igrejas e comunidades evangélicas têm nomes que misturam citações bíblicas, fervor espiritual e uma boa dose de criatividade. Confira:

Igreja da Água Abençoada
Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina
Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder
Congregação Anti-Blasfêmias
Igreja Chave do Éden
Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta
Igreja Batista Incêndio de Bênçãos
Igreja Batista Ô Glória!
Congregação Passo para o Futuro
Igreja Explosão da Fé
Igreja Pedra Viva
Comunidade do Coração Reciclado
Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
Cruzada de Emoções
Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)
Congregação Plena Paz Amando a Todos
Igreja A Fé de Gideão
Igreja Aceita a Jesus
Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém
Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo
Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)
Igreja Barco da Salvação
Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo
Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação
Comunidade Arqueiros de Cristo
Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Igreja Palma da Mão de Cristo
Igreja Menina dos Olhos de Deus
Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos
Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água
Igreja Batista Ponte para o Céu
Igreja Pentecostal do Fogo Azul
Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
Igreja Filho do Varão
Igreja da Oração Eficiente
Igreja da Pomba Branca
Igreja Socorista Evangélica
Igreja ‘A’ de Amor
Cruzada do Poder Pleno e Misterioso
Igreja do Amor Maior que Outra Força
Igreja Dekanthalabassi
Igreja dos Bons Artifícios
Igreja Cristo é Show
Igreja dos Habitantes de Dabir
Igreja ‘Eu Sou a Porta’
Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
Igreja da Bênção Mundial
Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
Igreja Sinais e Prodígios
Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul
Igreja do Manto Branco
Igreja Caverna de Adulão
Igreja Este Brasil é Adventista
Igreja E.T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção)
Igreja Evangélica Florzinha de Jesus
Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
Ministério Eis-me Aqui
Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos
Igreja Evangélica Facho de Luz
Igreja Batista Renovada Lugar Forte
Igreja Atual dos Últimos Dias
Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te
Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas
Igreja Evangélica Bola de Neve
Igreja Evangélica Adão é o Homem
Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
Ministério Maravilhas de Deus
Igreja Evangélica Fonte de Milagres
Comunidade Porta das Ovelhas
Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
Igreja Evangélica Luz no Escuro
Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim
Igreja Pentecostal Planeta Cristo
Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos
Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta
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