segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cordeiro de Deus que tira o Pecado do Mundo

"Que tira o pecado do mundo". "Ele usa a palavra pecado no singular, para qualquer tipo de iniquidade; como se tivesse dito, que todo tipo de injustiça que aliena os homens de Deus é tirado por Cristo. E quando diz “o pecado do Mundo”, Ele estende este favor indiscriminadamente a toda a raça humana, a fim de que os judeus não pudessem pensar que Ele tinha sido enviado somente a eles. Mas disso nós inferimos que todo o mundo está envolvido na mesma condenação, e que como todos os homens sem exceção são culpados de injustiça diante de Deus, eles necessitam ser reconciliados com ele. João Batista, portanto, ao falar do pecado do mundo de uma forma geral intentava incutir em nós a convicção de nossa própria miséria, e nos exortar a buscar o remédio. Agora é nosso dever abraçar o benefício que é oferecido a todos, porque cada um de nós pode estar certo de que não há nada para impedi-lo de obter a reconciliação em Cristo, desde que venha a Ele guiado pela fé. Além disso, estabelece apenas um método de tirar os pecados". John Calvin, John 1:29.

sábado, 15 de outubro de 2011

O cordeiro sem mancha que tira os pecados do mundo

"E porque o filho de Deus se ofereceu para a redenção, compreendamos que Ele nos faz partícipantes desse benefício no dia de hoje, por meio do Evangelho. Pois ele nos reúne para Si com a intenção que sejamos do seu rebanho. Porque é verdade, Ele é o cordeiro sem mancha que tira os pecados do mundo, e que se ofereceu para reconciliar os homens a Deus [João 1:29, 2 Tm 1:9 e 10 Rm 5:10, e 2 Coríntios 5:19]. Mas apesar de tudo isso, vemos um grande número de pessoas que são deixadas sozinhas, contra as quais a porta está fechada, e Deus não lhes concede a graça de serem iluminadas pela fé, como nós somos". John Calvin, Sermons on Deuteronomy, Sermon 31, 5: 4-7, p., 187.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Igreja Anglicana consagrará oratório homoafetivo de São Sérgio e São Baco

A Pastoral da Diversidade da Capela da Inclusão, Missão da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em Campo Grande consagrará neste domingo (09), um pequeno oratório no interior da Capela com um ícone de São Sérgio e São Baco. Sérgio e Baco eram militares e formavam um casal quando se converteram ao cristianismo no século III.

Eles permaneceram vivendo em união estável até que foram denunciados e perseguidos pelo Imperador Maximiano, que mandou torturá-los e condená-los à morte. Posteriormente, a Igreja Bizantina (Ramo Ortodoxo do Cristianismo no Oriente) os canonizou. Seu dia no calendário cristão é 07 de outubro.

Fonte:http://www.midiamax.com/noticias

Igreja Mundial lança o “Martelo da Justiça” por doação R$1000!

Após a Igreja Mundial do Poder de Deus lançar a toalhinha milagrosa, foi retomada a campanha do “Martelo da Justiça”. Usando o texto de “Jr 23. 29 – Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha?”, a Igreja ofereceu o martelo para os fieis que desejam quebrar seus problemas. “Você vai tocar com ele naquilo que você deseja que seja quebrado, que seja esmiuçado”, afirma o Pastor que oferece o martelo no programa de TV da igreja. 

A Igreja Mundial do Poder de Deus está se especializando em objetos proféticos, sempre idealizados pelo fundador da igreja, o Apóstolo Valdemiro Santiago. A “toalhinha milagrosa” teve grande repercussão entre os fieis da Mundial, gerando testemunhos como o do homem que devia R$ 18 mil e esfregou a toalhinha na porta do banco, fazendo com que a suposta dívida desaparecesse.

Via Gospel+
 

domingo, 25 de setembro de 2011

Deus quis que Ele fosse o Sacrifício para tirar os pecados do mundo.

"Não há dúvidas que Deus queria testificar a inocência de Jesus Cristo de muitas maneiras; até mesmo pela boca de Pilatos (como já temos mencionado e como veremos mais completamente), não que Deus não tivesse já concluido o que devia ser feito por Seu Filho Unigênito. Então, uma vez que Deus quis que Ele fosse o Sacrifício para tirar os pecados do mundo, a Escritura se cumpriu. Mas nosso Senhor Jesus também foi provado reto e inocente, a fim de que nós pudéssemos saber melhor que Ele sofreu a condenação a qual era devida a nós e a qual nós merecíamos..." John Calvin, Sermons on the Deity of Christ, Sermon 7, Mt 27:11-26, p., 123.

"Então, não é sem causa que São Pedro declara que o sofrimento de Jesus Cristo foi por meio da providência de Deus. Jesus Cristo foi o sacrificio oferecido a Deus Seu Pai para riscar os pecados do mundo. Quando, então, vemos tal propósito do Conselho de Deus, podemos saber que tudo que Ele faz é para nosso beneficio, e nós não devemos longamente inquirir sobre o porquê Jesus Cristo sofreu, pois neste sofrimento nós vemos a infinita bondade de Deus, vemos Seu amor o qual se manifestou por nós (como diz Paulo) em que Ele não poupou Seu próprio Filho, mas o entregou a morte por nós (Romans 8:32.)" John Calvin, Sermons on the Deity of Christ, Sermon 19, Acts 2:22- 24, p., 284.

Na Alemanha, Bento XVI elogia a paixão cristã de Martinho Lutero

O papa Bento XVI prestou homenagem na sexta-feira do dia 23 a Martinho Lutero, ao enfatizar a paixão profunda pelas questões de Deus do promotor da Reforma Protestante, em um gesto simbólico de aproximação com os protestantes na cidade Erfurt (leste), onde surgiu este movimento. 

"O que não dava paz (a Lutero) era o assunto de Deus, que era a paixão profunda e a força de suavida e seu total itinerario. (...) O pensamento de Lutero, sua espiritualidade inteira, estavam completamente centrados em Cristo", declarou o Papa. 

O discurso foi pronunciado a portas fechadas no convento dos Agostinianos, onde o pensador da Reforma viveu seis anos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Hino mais ungido da cidade

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Fé e Obras

Fé e obras não se excluem, completam-se. A raiz sem frutos está morta; o fruto sem a raiz inexiste.

Aqueles que defendem a salvação pela fé sem a evidência das obras laboram em erro. De igual forma, aqueles que julgam alcançar a salvação pelas obras sem a fé. É preciso afirmar com meridiana clareza que a salvação é só pela fé e não pela fé mais o concurso das obras. Porém, a fé salvadora nunca vem só. A fé salvadora produz obras. Não provamos nossa salvação pela fé sem as obras, mas pela fé mediante as obras. As obras não são a causa da salvação, mas sua evidência.

Concluímos, afirmando que não há qualquer conflito entre Paulo e Tiago. Não há qualquer contradição entre fé e obras. Não podemos confundir causa e efeito. Toda causa tem um efeito e todo efeito é produzido por uma causa. As obras não substituem a fé nem a fé pode vir desacompanhada das obras. Fé e obras caminham de mãos dadas. Não estão em lados opostos, mas são parceiras. Ambas têm o mesmo objetivo, glorificar a Deus pela salvação. Somos salvos pela fé e somos salvos para as obras. Recebemos fé e fomos preparados de antemão para as obras. Não há merecimento na fé nem nas obras. Ambas vem de Deus. Ambas devem glorificar a Deus. Ambas estão conectadas com nossa salvação. A fé nos leva a Cristo e as obras nos levam ao próximo. A fé nos coloca de joelhos diante de Deus em adoração e as obras nos coloca de pé diante dos homens em serviço. Somos salvos pela fé para adorarmos a Deus e somos salvos para as obras para servirmos ao próximo.

Fonte: Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 3 de setembro de 2011

Heresias Cristológicas II

Apolinarismo

Definição: heresia difundida no século IV por Apolinário que nega a Alma numana de Cristo, crendo que esta alma humana seria como a nossa, pecaminosa. Assim acreditava salvar a divindade de Cristo. A Igreja, no sínodo e Alexandria (362), assegurou a alma de Cristo dizendo: "O Verbo se encarnou para salvar alma e corpo; por isso teve que tomar um corpo". O sínodo de Roma ao ano 377 condenou a heresia de Apolinário. A alma humana de Cristo não é pecaminosa, porque não teve pecado original, e, portanto, tampouco as consequências desse pecado original com o qual nascemos todos nós, mortais. Só o pecado é o que deixa a marca pecaminosa na alma. Jesus não teve pecado e, portanto, a conclusão é bem clara.

Nestorianismo:

doutrina cristológica proposta por Nestório, Patriarca de Constantinopola (428 - 431 d.C.). A doutrina, que foi formada durante os estudos de Nestório sob Teodoro de Mopsuéstia na Escola de Alexandria, enfatiza a desunião entre as naturezas humana e divina de Jesus. Os ensinamentos de Nestório o colocaram em conflito com alguns dos mais proeminentes líderes da igreja antiga, principalmente Cirilo dde Alexandria, que criticou-o particularmente por negar o título Theotokos ("Mãe de Deus") para a Virgem Maria. Nestório e seus ensinamentos foram condenados como heréticos no Primeiro Concílio de Éfeso em 431 d.C. e no Concílio de Calcedônia em 451 d.C., o que acabou por provocar o cisma nestoriano, no qual as igrejas que apoiavam Nestório deixaram o corpo da Igreja.
Porém, o crescimento da Igreja do Oriente no século VII d.C. e nos seguintes espalhou o nestorianismo por toda a Ásia. Há que se distinguir porém que nem todas as igrejas afiliadas com a Igreja do Oriente parecem ter seguido a cristologia nestoriana. A Igreja Assíria do Oriente, por exemplo, que reverencia Nestório, não segue a doutrina nestoriana histórica. Fonte: Encyclopædia Britannica (11ª edição)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Crente que pariu - O hino mais ungido dos jovens solteiros

Mercadore$ da Fé

O som que você vai ouvir à seguir é uma composição dos amigos do D’Cristo Rap, um grupo de Itajubá, Minas Gerais, que louva a Deus ao som do Hip Hop, e que tem letras muito ousadas. Segundo o amigo Rodrigo – vocalista do grupo – a música Mercadores da Fé foi inspirada nas leituras do blog Púlpito Cristão. A letra tem tom de protesto do início ao fim, e fala sobre o comércio de bençãos e unçoes em nome de Deus. Assista:

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Devemos recorrer ao nosso Senhor Jesus Cristo

"Portanto nós devemos recorrer ao nosso Senhor Jesus Cristo, porque Ele é quem tem carregado todos os nossos fardos, como eu já tenho alegado. Verdadeiramente a nossa redenção custou-lhe caro, e se nós buscarmos em toda a parte no céu e na terra o preço do resgate que seja capaz de pacificar a Deus, nós não encontraremos outro além Dele. Então nós nunca teríamos sido santificados, a não ser que o Filho de Deus tivesse dado a Si Mesmo por nós. E, de fato, o profeta Isaías demonstra como ele tomou nossos fardos. (Isaías 53:4, 5). A saber, que Ele sentiu o tormento da morte, e que o Pai foi inclinado (favorável) a satisfazer a Si mesmo sobre ele, como se Ele fosse um transgressor e culpado de todos os pecados do mundo". John Calvin Sermons on Galatians, Sermon 39, 6:2-5, p., 836/597.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Marcas ou sinais da verdadeira Igreja.

A verdadeira Igreja é aquela em que se encontram as marcas ou sinais da verdadeira Igreja, principalmente a legítima e sincera pregação da palavra de Deus como nos foi deixada nos escritos dos profetas e apóstolos, que nos conduzem todos nós a Cristo, que no Evangelho disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna... De modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele porque não conhecem a voz dos estranhos” (João 10.5, 27, 28).

E aqueles que são assim na Igreja de Deus têm uma fé e um espírito; e por isso adoram o único Deus e só a ele cultuam em espírito e verdade, só a ele amando de todo o coração e de todas as suas forças, só a ele orando por meio de Jesus Cristo, o único Mediador e Intercessor; e não buscam nenhuma justiça e vida fora de Cristo e da fé nele. Pelo fato de reconhecerem a Cristo como o único chefe e fundamento de sua Igreja, apoiando-se nele, renovam-se diariamente pelo arrependimento e, com paciência, carregam a cruz imposta a eles. Além disso, congregados juntos com todos os membros de Cristo por um amor não fingido, revelam que são discípulos de Cristo perseverando no vínculo da paz e da santa unidade. Ao mesmo tempo participam dos sacramentos instituídos por Cristo e a nós entregues pelos seus apóstolos, não os usando de nenhuma outra maneira a não ser como os receberam do próprio Senhor. Aquela palavra do apóstolo São Paulo é bem conhecida de todos: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei” (I Co 11.23 ss). Por causa disso, condenamos como alienadas da verdadeira Igreja de Cristo todas aquelas igrejas que não são como ouvimos que devem ser, a despeito do muito que se jactam de uma sucessão de bispos, de unidade e de antiguidade. Além do mais, temos a advertência dos apóstolos de Cristo, para que fujamos da idolatria e de Babilônia (I Co 10.14; I João 5.21), e não tenhamos parte com ela se não queremos ser participantes das pragas de Deus (Apoc 18.4; II Co 6.17).


Consideramos a comunhão com a verdadeira Igreja de Cristo coisa tão elevada que negamos que possa viver perante Deus aqueles que não estiverem em comunhão com a verdadeira Igreja de Deus, mas dela se separam. Pois, como não havia salvação fora da arca de Noé, quando o mundo perecia no dilúvio, igualmente cremos que não há salvação certa e segura fora de Cristo, que se oferece para o bem dos eleitos na Igreja; e por isso ensinamos que os que querem viver não podem separar-se da Igreja de Cristo.



Entretanto, pelos sinais acima mencionados, não restringimos a Igreja ao ponto de ensinarmos que estão fora dela todos aqueles que ou não participam dos sacramentos, pelo menos não voluntariamente ou por desprezo, mas antes, forçados pela necessidade, involuntariamente se abstêm deles ou deles são privados, ou em quem a fé algumas vezes falha, embora não seja inteiramente extinta e não cesse de todo; ou em quem se encontram as imperfeições e erros devidos à fraqueza. Sabemos que Deus teve alguns amigos no mundo fora da comunidade de Israel. Sabemos do que aconteceu ao povo de Deus no cativeiro da Babilônia, onde foram privados dos seus sacrifícios por setenta anos. Sabemos o que aconteceu a São Pedro, que negou o Mestre, e o que costuma acontecer diariamente aos eleitos de Deus e às pessoas fiéis que se desviam e são fracas. Sabemos, mais, que tipo de igrejas eram as existentes na Galácia e em Corinto nos dias dos apóstolos, nas quais o apóstolo encontrou muitos e sérios pecados; apesar disso ele as chama santas igrejas de Cristo (I Co 1.2; Gal 1.2).


Sim, muitas vezes acontece que Deus, em seu justo juízo, permite que a verdade da sua Palavra, a fé católica e o culto verdadeiro de Deus sejam de tal forma obscurecidos e deformados, que a Igreja parece quase extinta e não mais existir, como vemos ter acontecido nos dias de Elias (I Reis 19.10, 14), e em outras ocasiões. Não obstante, Deus tem, neste mundo e nestas trevas, os seus verdadeiros adoradores, que não são poucos, chegando mesmo a sete mil e mais (I Reis 19.18, Apoc 7.4, 9). Pois o apóstolo exclama: “O firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo, ‘O Senhor conhece os que lhe pertencem’”, etc. (II Tim 2.19). Vem daí que pode a Igreja de Deus ser designada invisível; não que os homens dos quais ela é formada sejam invisíveis, mas porque, estando oculta de nossos olhos e sendo conhecida só de Deus, ela às vezes secretamente foge ao juízo humano.


Por outro lado, nem todos os que são contados no número da Igreja são santos ou membros vivos e verdadeiros da Igreja. Pois há muitos hipócritas que externamente ouvem a palavra de Deus e publicamente recebem os sacramentos, e parecem invocar a Deus somente por meio de Cristo, confessar que Cristo é a sua única justiça, e adorar a Deus e exercer os deveres de caridade e por algum tempo suportar com paciência as desgraças. E, não obstante, interiormente, estão completamente destituídos da verdadeira iluminação do Espírito, de fé e de sinceridade de coração, e de perseverança até o fim. Mas finalmente o caráter destes homens, em sua maior parte, será manifestado. O apóstolo São João diz: “Eles saíram de nosso meio, mas não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco” (I João 2.19). Todavia, conquanto simulem piedade, não são da Igreja, ainda que sejam considerados estarem na Igreja, exatamente como os traidores numa república estão incluídos no número de seus cidadãos, antes que sejam descobertos; e, como o joio e a palha se encontram no trigo, e como inchaços e tumores se acham no corpo sadio, quando ao contrário são doenças e deformidades e não genuínos membros do corpo. E assim a Igreja de Deus é muito adequadamente comparada a uma rede que retira peixes de todas as espécies, e a um campo no qual se encontram joio e trigo (Mat 13.24 ss, 47 ss).


Conseqüentemente, devemos ser muito cuidadosos, não julgando antes da hora, nem tentando excluir e rejeitar ou separar aqueles aos quais o Senhor não quer excluídos nem rejeitados, e nem aqueles que não podemos eliminar sem prejuízo para a Igreja. Por outro lado, devemos estar vigilantes para que, enquanto os piedosos ressonam, os ímpios não ganhem terreno e causem mal à Igreja.


Além disso, diligentemente ensinamos que se deve tomar grande cuidado naquilo em que consistem de modo especial a verdade e a unidade da Igreja, para não provocarmos nem alimentarmos cismas na Igreja, irrefletidamente. A unidade não consiste em cerimônias e ritos externos, mas antes na verdade e unidade da fé católica. A fé católica não nos é transmitida pelas leis humanas, mas pelas Santas Escrituras, das quais é um resumo o Credo Apostólico. E, assim, lemos nos escritores antigos que havia grande diversidade de cerimônias, mas que eram livres e ninguém jamais pensava que a unidade da Igreja era, desse modo, dissolvida. Assim, ensinamos que a verdadeira harmonia da Igreja consiste em doutrinas e na verdadeira e unânime pregação do Evangelho de Cristo, nos ritos que foram expressamente transmitidos pelo Senhor. E aqui insistimos na palavra do apóstolo: “Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se porventura pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos” (Fil 3.11 ss).


Fonte: Segunda Confissão Helvética

sábado, 20 de agosto de 2011

Cristianismo ao Longo dos Séculos

Há tempos atrás postei um esquema sobre a trajetória do cristianismo dando ênfase a linha histórica do protestantismo. Quando falamos em protestantismo, lembramos que os Pais da Reforma eram católicos romanos e que não tinham a pretensão de sair da igreja romana, contudo a separação foi inevitável, pois havia um grande clamor da própria igreja que estava cativa.

No esquema anterior, um leitor do blog fez uma crítica pertinente e construtiva ao alegar que no esquema só havia a Sé Romana como tronco comum do cristianismo em detrimento de outras igrejas autônomas existentes na era pós apostólica ou era dos bispos.

Quando estudamos o cristianismo sob a ênfase do surgimento do protestantismo, teremos como tronco comum a Igreja de Roma, por outro lado, quando estudamos o cristianismo com ênfase global, teremos uma diversidade cristã (p.ex. Igreja Celta, Grã Bretanha, séc. II) e não em uma hierarquia monárquica.

Podemos citar, por exemplo, a título de diversidade cristã, a primeira menção a cristãos na Grã-Bretanha que aparece no Tratado contra os Judeus (202), de Tertuliano, no qual se faz referência a zonas da Bretanha inacessíveis aos Romanos, mas onde já vigoravam os ensinamentos de Cristo.

Insta salientar que somente no ano de 596 d.C., Santo Agostinho (de Cantuária) foi enviado pelo Papa Gregório, o Grande, como missionário para a Grã Bretanha. No livro II do Venerável Beda, "Uma História da Igreja e do Povo Inglês", escrito em torno do ano de 850, é relatado que Gregório, antes de se tornar Papa, viu umas crianças loiras `a venda no mercado de Roma. Quando contaram para ele que eram da Grã Bretanha, de uma raça chamada "anglos", Gregório teria dito: "non angli, sed angeli", que significa, "não anglos, mas anjos".

Desde então, duas correntes – celta e romana –, coexistiram nas Ilhas Britânicas, ora conseguindo posições, ora perdendo-as num "combate" em nome de Deus e com duas diferenças de fundo que iam desde a celebração da data da Páscoa à tonsura, passando pelo próprio ritual ou Liturgia.

Em 603, Agostinho chamou representantes da Igreja Celta numa tentativa de convencê-los a se submeter `as práticas e disciplinas romanas, mas eles recusaram. Santo Agostinho morreu em 605, mas a questão das diferenças entre a Igreja Britânica e a Igreja Romana continuou sendo motivo de controvérsias.

No ano 664, séc. VI, o rei Oswaldo, de Northumbria, decidiu convocar uma reunião em Whitby em 664, com representantes das duas correntes, de modo a tentar chegar a um possível acordo, partindo da questão há muito polêmica da marcação da data da Páscoa. Tal reunião seria de importância capital, uma vez que dela resultou a unificação religiosa da Grã-Bretanha, subordinando-a a Roma, mantendo-se fiel ao cristianismo romano até ao período da Reforma.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O sacrifício de Cristo tiraria os pecados do mundo.

"Portanto Jesus Cristo não quis responder diante de Poncius Pilatos. Por que isso? Porque ele buscava satisfazer a vontade de Deus seu Pai, e o decreto o qual tem concluído: Ele sabia que por seu sacrifício, tiraria os pecados do mundo. E, portanto, Jesus Cristo estando no lugar dos pecadores, não defendeu a si mesmo. Como foi dito pelo Profeta Isaías: “ele é levado para a morte, como um cordeiro que é tosquiado e não abre sua boca'.

sábado, 13 de agosto de 2011

A finalidade das boas obras

As boas obras não devem ser praticadas para, por meio delas, ganharmos a vida eterna pois, como diz o apóstolo, a vida eterna é dom de Deus. Nem devem ser elas praticadas por ostentação, o que o Senhor rejeita em Mat, cap. 6, nem para lucro, o que também ele rejeita em Mat, cap. 23, mas para a glória de Deus, para adornar a nossa vocação, para manifestar gratidão a Deus e para benefício do próximo. É assim que Nosso Senhor diz no Evangelho: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mat S.16). E o apóstolo São Paulo diz: “Que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Ef 4.1). Ainda: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em acção, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Col 3.17); “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Fil 2.4); “Que aprendam também a distinguir-se nas boas obras, a favor dos necessitados, para não se tornarem infrutíferos” (Tit 3.14).


Portanto, embora ensinemos com o apóstolo que o homem é justificado pela graça pela fé em Cristo e não por quaisquer boas obras, contudo não menosprezamos nem condenamos as boas obras. Sabemos que o homem não foi criado ou regenerado pela fé, para viver ocioso, mas antes para fazer sem cessar o que é bom e útil. No Evangelho o Senhor diz que uma árvore boa produz bom fruto (Mat 12.33), e que aquele que nele permanece produz muito fruto (João 15.5). O apóstolo diz: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). E ainda: “O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade, e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tit 2.14). Condenamos, portanto, todos os que desprezam as boas obras e vivem a dizer que não precisamos dar atenção a elas e que elas são inúteis.


Fonte: Confissão Helvélica.
Dados: A confissão Helvélica foi elaborada em 1562 por Heinrich Bullinger, publicada em 1566 por Frederico III da Palatina, adotada pelas Igrejas Reformadas da Suíça, França, Escócia, Hungria, Polônia e outras.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cristo expiou os pecados do mundo.

"Até o momento o meu desejo foi o de ensinar que o sacerdote levítico foi ordenado, para ser um tipo do verdadeiro mediador. Agora isso será valioso para nós enquanto brevemente fazemos referência às marcas pelas quais o nosso perpétuo e único sacerdote, o Filho de Deus, deve ser distinguido dos antigos (uma exposição mais completa seguirá adiante em seu devido lugar) ... A última distinção consistia nos próprios sacrifícios, com relação aos quais eu me abstenho de falar no momento de forma mais completa, porque eles terão seu lugar mais adiante. Sobre isso nós só precisamos recordar agora que Cristo expiou os pecados do mundo, não com o sangue dos animais, mas com seu próprio sangue". John Calvin, Exodus 28, Introductory Comments.

sábado, 30 de julho de 2011

Carta Pastoral da Presidência da IECLB: Sexualidade Humana – Homoafetividade


Presidência

IECLB nº 199070/11

Porto Alegre, 24 de junho de 2011

CARTA PASTORAL DA PRESIDÊNCIA

Assunto: Sexualidade humana – homoafetividade

Estimados irmãos e estimadas irmãs em Cristo!

Esta carta pastoral foi motivada por dois fatos recentes. Primeiro, a decisão do Supremo Tribunal Federal – STF, de 5 de maio de 2011,que trata do reconhecimento jurídico das uniões estáveis de pessoas homoafetivas. A decisão do STF consiste no “reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como ‘entidade familiar’, entendida esta como sinônimo perfeito de ‘família’, reconhecimento que é de ser feito seguindo as mesmas regras e com as mesmas consequências da união estável heteroafetiva”. O segundo fato é a tramitação do Projeto de Lei nº 122/2006. Se fosse aprovado na versão original, esse projeto tornaria crime a homofobia. Neste momento, o projeto continua em tramitação no congresso brasileiro.

A homossexualidade já foi tematizada em duas cartas pastorais, emitidas pela Presidência da IECLB em 1999 e em 2001. Reafirmamos o conteúdo dessas cartas. Por quê?

* reconhecemos que o grau de dificuldade para lidar com o assunto relações homoafetivas ou homossexualidade não diminuiu; um sinal disso é o fato de não termos conseguido avançar no diálogo que a Federação Luterana Mundial propôs, e que a Presidência da IECLB estimulou na década passada, para o que foi publicado e amplamente divulgado o documento Matrimônio, Família e Sexualidade Humana;

* reafirmamos o amor incondicional de Deus por nós como base essencial para abordar esse tema; cremos que as pessoas homossexuais são tão amadas e necessitam tanto da graça de Deus quanto todo ser humano (Rm 3.23s);

* por serem discriminadas e estigmatizadas, pessoas de orientação homossexual e seus familiares sofrem, e sofrem muito. As polarizações apenas aprofundam o sofrimento e não ajudam na construção de um Estado de direito em que todas as pessoas têm assegurada sua dignidade.

Resumindo, essa memória nos lembra da nossa condição de seres amados por Deus e nos conclama para o diálogo respeitoso sobre o assunto. Somente assim chegaremos a aspectos novos a serem considerados nesse diálogo e aprofundamento.

Cabe recordar aqui o que foi mencionado em outra carta pastoral, em 2009, que tratou do discernimento ético:

“não há no âmbito de igrejas evangélicas protestantes um magistério que tenha a prerrogativa de estabelecer normas éticas que deveriam ser seguidas por todos os fiéis. Nem poderia haver. Na tradição da Reforma protestante essas igrejas não (re)conhecem uma instância eclesiástica autoritativa, muito menos infalível, em questões morais, mas seus pastores e pastoras têm a responsabilidade de, baseados na Bíblia e seus valores evangélicos, orientar as pessoas implicadas ao discernimento ético, fortalecendo-as a tomarem, simultaneamente em liberdade e responsabilidade, suas próprias decisões diante de Deus”.

É a partir dessa perspectiva que a atual Presidência também evitou e evitará emitir uma posição da IECLB sem consulta e diálogo prévios com outras instâncias constituídas. Uma decisão institucional passa pela discussão que envolva essas instâncias da Igreja.

Há assuntos, como o aqui em pauta, que requerem uma discussão acerca da hermenêutica que usamos para interpretar textos bíblicos. Como pessoas evangélicas de confissão luterana, zelamos para evitar uma postura maniqueísta: deste lado está o bem, a verdade, Deus; daquele lado está o mal, a mentira, o diabo. Há questões que exigem da pessoa cristã ter que lidar com a tensão oriunda da dificuldade de dar respostas rápidas; de conviver com o debate difícil, mas sério, aberto, respeitoso. Há perguntas para as quais a resposta nem sempre é sim ou não. Não por último, a separação entre joio e trigo, quando e onde ela ocorrer, caberá ao Senhor (Mateus 13.30).

Considerando a separação entre Igreja e Estado, cabe-nos como IECLB acolher a decisão do STF. O pano de fundo dessa decisão é o empenho do Estado pela superação da discriminação de pessoas e grupos, da intolerância, do preconceito, da estigmatização de comportamentos diferentes que, tantas vezes, culminam em violência, sofrimento, perseguição e, inclusive, morte. É fundamental que não percamos esta dimensão: a intolerância é fonte de julgamentos apressados, incompreensão, dor, sofrimento. Do ponto de vista do Estado, a decisão do STF quer impedir isso.

Ao mesmo tempo em que nos cabe acolher a decisão do STF, precisamos refletir intensamente acerca dos desdobramentos desta decisão para a IECLB. A IECLB tem em seu “Guia da vida comunitária: Nossa Fé – Nossa Vida” as linhas básicas que pautam os seus fundamentos doutrinários, confessionais e legais para sua atuação. Este documento, aprovado em Concílio da Igreja, reflete o momento atual da caminhada da Igreja à luz de sua missão. Qualquer mudança nesta área, inclusive acerca da benção matrimonial ou qualquer outra prática, passa por ampla discussão em todas as instâncias da IECLB.

A Presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana Brasileira

- espera que o Estado brasileiro, através de seus poderes, assegure e concretize os direitos fundamentais da liberdade de pensamento, de crença e de manifestação para todos os cidadãos, conforme estabelecido na Constituição Federal;

- entende que essa garantia dos direitos fundamentais é imprescindível para coibir tanto a violência decorrente de posturas extremas quanto querer calar a voz dos que buscam o diálogo ancorado em argumentos sólidos, inclusive para discordar;

- acredita que somente vamos crescer e avançar no entendimento desse tema complexo, se a opção for por uma postura de respeito mútuo pelas posições distintas, de diálogo franco, desarmado e fraternal, de superação da exclusão e, sobretudo, de opção radical por manifestações e gestos que deem lugar à graça e ao amor de Deus, graça e amor que nos alcançam por causa da Sua misericórdia, e não porque as mereçamos;

- reafirma a sua opção radical por uma gestão do cuidado que, em relação ao tema Matrimônio, Família e Sexualidade Humana, reconhece que a graça de Deus dispõe a Igreja de Jesus Cristo para uma caminhada conjunta, sinodal, que faz do diálogo um instrumento imprescindível. Desse modo, conseguiremos avançar e crescer na fé, pela qual somos pessoas justificadas e movidas por Deus para optar por aquilo que promove a Cristo.

Em Cristo,

Nestor Paulo Friedrich

Pastor Presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana

domingo, 24 de julho de 2011

Por que podemos ter certeza da salvação.

Os estudiosos dizem que a Carta de Paulo aos Romanos é a cordilheira do Himalaia de toda a revelação bíblica. Se Romanos é a cordilheira do Himalaia, então, Romanos 8 é o pico do Everest. Em Romanos 8.29,30 Paulo faz cinco afirmações gloriosas, que são o fundamento da certeza da nossa salvação.

1. Deus nos conhece de antemão (Rm 8.29). Antes de Deus lançar os fundamentos da terra, acender as estrelas no firmamento e chamar à existência as coisas que não existiam, Deus já havia colocado o seu amor em nós, e nos conhecido como seu povo amado. O verbo conhecer tem o mesmo significado de “amar”. O amor de Deus é eterno, imutável e incondicional. Ele nos amou em Cristo, seu Filho amado, desde toda a eternidade.

2. Deus nos predestina para a salvação (Rm 8.30). Não fomos nós que escolhemos a Deus, foi ele quem nos escolheu. Nós amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. Deus nos predestinou não porque previu que iríamos crer em Cristo, cremos em Cristo porque ele nos predestinou. A fé não é causa da eleição divina, é sua consequência. Eu não fui eleito porque cri, eu cri porque fui eleito. Deus não nos predestinou porque previu que iríamos ser santos. Nós fomos eleitos não por causa da santidade, mas para sermos santos e irrepreensíveis. A santidade não é a causa da eleição, mas seu resultado. Deus não nos elegeu para a salvação porque previu nossas boas obras, mas fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras. As boas obras não são a causa da predestinação, mas sua consequência. A nossa salvação é obra exclusiva de Deus para que toda a glória pertença a Deus.

3. Deus nos chama com santa vocação (Rm 8.30). Aqueles a quem Deus conhece e predestina, a esses também Deus chama e chama eficazmente. Há dois chamados: um externo e outro interno; um geral e outro específicio; um dirigido aos ouvidos e outro dirigido ao coração. Jesus diz que as suas ovelhas ouvem a sua voz e o seguem. A voz de Deus é poderosa. Os eleitos de Deus podem até resistir a essa voz temporariamente, mas não finalmente. O mesmo Deus que nos elege na eternidade, tira as vendas dos nossos olhos, o tampão dos nossos ouvidos, retira o nosso coração de pedra e nos dá um coração de carne. Ele mesmo opera em nós o querer e o realizar, abrindo nosso coração, dando-nos o arrependimento para a vida e a fé salvadora.

4. Deus nos justifica conforme sua graça (Rm 8.30). Aos que Deus conhece, predestina e chama, também justifica. A justificação é um ato e não um processo. Acontece fora de nós, no tribunal de Deus, e não em nós. A justificação não tem graus, todos os que creem em Cristo estão justificados de igual modo diante do tribunal de Deus, por causa do sacrifício substitutivo de Cristo. Aqueles que estão justificados estão quites com a justiça de Deus e com as demandas da lei de Deus. Não pesa sobre eles mais nenhuma condenação. Toda a infinita justiça de Cristo é deposita em sua conta.

5. Deus nos glorifica para a bem-aventurança eterna (Rm 8.30). Aqueles que são amados e predestinados na eternidade e salvos no tempo desfrutarão da bem-aventurança eterna. Embora, a glorificação dos salvos seja um fato futuro, que se dará na segunda vinda de Cristo, na mente de Deus e nos decretos de Deus já é um fato consumado. Aqueles que crêem em Cristo e estão guardados nele têm a garantia do céu. Nada nem ninguém poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo. O apóstolo Paulo diz que aquele que começou a boa obra em nós, há de completá-la até o dia de Cristo Jesus. Que Deus seja louvado por tão grande salvação!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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