terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Questões sobre o Batismo e Rebatismo

A fé é o elemento mais importante em todo o tipo de relacionamento com Deus.

Se a fé não estiver presente no momento da celebração do ato batismal, não importa a quantidade de água (aspersão, imersão ou efusão) que vai ser utilizada, a pessoa não estará participando do batismo.

Com relação a quantidade de água, eu e muitos irmãos, temos a visão de que o Batismo não é nas águas, mas com água, conforme evangelhos citados abaixo:

"E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo." (Mateus 3.11)

Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. (Lucas 3.16)

"João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis." (João 1.26)

A ênfase da Palavra de Deus não está na forma, ou no local onde o cristão deve ser batizado, mas com o que deve ser batizado e em nome de quem o batismo é ministrado na vida do batizando.

Logo a denominação que adote somente o batismo por imersão (batizando é imerso nas águas) como o único e verdadeiro sinal de fé, questionando e descreditando das demais formas, terá que excluir da graça do Senhor muitos idosos, inválidos e enfermos...

Neste caso, não importa se a pessoa recebeu apenas uma gota de água sobre a cabeça, ou foi imersa no Piscinão de Ramos, como ocorre aqui no Rio de Janeiro, é a fé que determinará se o Batismo foi valido ou não.

Ainda com relação as formas do Batismo, é interessante notar que São Paulo não se dirigiu para nemhum rio ou tanque, muito pelo contrário, Paulo foi para uma casa (Atos 9. 17 - 18) e lá, colocando-se de pé imediatamente foi batizado. Dentro daquela casa, localizada na Rua chamadda Direita de Jerusalém não havia um rio ou tanque de batismo. O que havia nas casas eral talhas com água utilizadas na purificação, lavagem das mão e dos pés, e, paulo certamente não entrou em menhuma delas.

A pratica do rebatismo é muito comum no meio evangélico, sendo obrigatório nas correntes batistas, congregacionais e pentecostais, e, tardiamente adotado pelo Presbiterianismo norte-americano e brasileiro, nos séculos XIX e XX.

O rebatismo no cristianismo teve seu inicio no movimento dos donatistas. O bispo donatista Parmeniano, sucessor de Donato, o Grande, em carta aberta, afirmou que a igreja dos donatistas "é a única que se encontra na posse do verdadeiro batismo de Cristo".

Agostinho, bispo de Hipona, é um dos principais opositores da prática rebatismal. A teologia de Agostinho, em polêmica com os donatistas, veio a constituir-se norma do cristianismo ocidental, católico e das igrejas otiundas da Reforma do Séc. XVI, exceto da ala radical, chamada de anabatista.

O inicio do rebatismo é meio evangélico não está em Lutero, Calvino, Zwinglio e outros.

O rebatismo é rejeitado por Reformador Martinho Lutero. Segundo o Reformador alemão, assim "como o Evangelho não é falso ou incorreto porque alguns o utilizam de forma errada... assim támbem o batismo não é falso ou incorreto mesmo que alguns o tenham recebido ou administrado com fé ou dele fazem uso indevido. Por isso rejeito e condeno totalmente os ensinamentos dos anabatistas, donatistas e quem quer que esteja praticando um segundo batismo".

Para o Reformador Calvino, os anabatistas repetem os erros dos donatistas, ao negarem a validade do batismo realizado na Igreja Católica. Lembra havermos "sido iniciados pelo batismo não em nome de algum homem, pelo contrário, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

O não reconhecimento do batismo administrado em outras igreja tem realçado a divisão entre as Igrejas Cristãs.

Alexandre Mello

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